Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sexo - um poema reencontrado

SEXO

A poça de água
Na qual brincava
Fez-se
O poço da noite
No qual m’escondia
Fez-se
O fosso do medo
No qual m’escoava
Fez-se
A fossa do erro
Na qual me traía!

(Fábio Ribas)


            Há algumas semanas, visitando a casa dos meus sogros, tive a surpresa de reencontrar um livro que julgava perdido. O título do livro é “O cravo de dez crivos” e traz, como subtítulo, a seguinte frase: “De quando Dagon despencou da estante do meu quarto de dormir”. O livro foi escrito por mim no período do mês de julho do ano de 1997. Um livro de contos sobre um dos períodos mais difíceis que vivi na minha caminhada cristã, um tempo de queda, de profunda angústia espiritual, ocorrido quando eu tinha apenas dois anos de conversão. Um mês no qual tive que enfrentar antigos demônios que se aproveitaram de minha imaturidade cristã para bater novamente na porta da minha casa. Os contos deste livro estão datilografados. Pretendo lança-los neste ano em um e-book, se Deus quiser.

            “Sexo”, contudo, é um poema de um outro livro. Um livro da minha vida pregressa, minha vida sem Cristo. Esse poema estava datilografado numa folha de papel junto do livro “O cravo de dez crivos”, mas ele pertence a outro livro.  “Sexo” foi o único poema que restou de um livro intitulado “Estilhaços” e que foi escrito por mim no ano de 1994. Escrito, portanto, um ano antes da minha conversão e que testemunha não apenas a condição em que eu me encontrava sem Jesus, mas também de toda aquela geração de jovens brasilienses com quem eu andava junto, visitando o que chamávamos de “inferninhos” da Capital Federal. Literalmente, nos encontrávamos estilhaçados pelo pecado.  

            Foi num desses “inferninhos”, naquele ano de 1994, ainda à porta de um daqueles lugares, que fui assaltado pela profunda convicção de que havia chegado ao fundo do poço e que não haveria mais salvação para mim. Por causa daquele ambiente de promiscuidade e drogas, vi-me pensando que eu nunca teria uma família, nunca teria esposa e filhos... Jesus, misericordiosamente, resgatou-me daquele universo de vermes. Jesus arrancou-me das mãos de Satanás, daquele império de trevas e trouxe-me para o Reino de sua luz. A história da minha conversão, que ocorreu em 1995, toda reflexão que ela me causou está narrada no livro “A trajetória do indivíduo”, que você pode acessar aqui.


          Quando comecei a escrever este post, pensei em dizer alguma coisa sobre o poema “Sexo”, porém, como diz um amigo meu, ele é autoexplicativo. Jesus trouxe-me daquela fossa à vida e ele pode fazer isso com você também. Jesus Cristo, o Deus que se encarnou, andou entre nós e conheceu as minhas dores e as suas dores; Jesus foi tentado pelas mesmas tentações que vêm sobre nós e ele lutou contra o pecado. Na Cruz, Jesus venceu! E o Espírito Santo o trouxe glorioso da morte como, um dia, fará também com todos aqueles que o amaram e o aceitaram como único Senhor e Salvador. Jesus recebeu toda a Ira de Deus no meu lugar. Agora, verdadeiramente, sou livre para servir ao Deus da minha salvação. 

         Você também pode conhecer essa salvação. Leia a Bíblia. Leia o Evangelho segundo João. E ore a Deus para que Ele derrame em teu coração a fé que salva. E, depois de tudo isso, proclame o Evangelho para outras pessoas. Conte aos outros as maravilhas que Deus operou na sua vida! Pregue sobre as boas novas da Cruz, do amor, do perdão, da regeneração, da santidade e da reconciliação com Deus Pai, reconciliação que só é possível em Jesus. Ele é o único que pode restaurar os estilhaços que o pecado fez da tua vida. Toda glória a Deus!!!
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