Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 28 de março de 2017

Apolo e Dafene

Apolo e Dafene, obra de Motohiko Odani
Para Lucila Ribas

Teu corpo oculta o açúcar da cicuta que bebo:
Nua taça de palavras incrustadas no teu beijo!

Corpo que revela muito mais que mero lampejo:
Esta frase destilada da tez que eu tanto desejo!

Teu corpo, formosa rosa de tua mística doutrina:

Perde-se para mim numa flora de heras infindas! 

Teu corpo, esta narrativa de grácil tessitura divina,
Sob verdes jazidas, jaza tua contextura incontida! 

A síncope do teu signo redigido, este símbolo mor:
Fogo grego, bizantino, teu corpo que recito de cor!

Se esta anagogia'rrebenta as divisas de tua allegoria:

É que nunca jamais lira alguma ao teu corpo cativaria!

Fábio Ribas

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