Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sábado, 19 de março de 2016

À procura da poesia

Para Lucila Ribas

Na base, vi-te inatingível, evadindo-se da minha cantiga.
Desdita, não consegui sequer uma linha que lhe dissesse
Que meu sentimento não cabe no canto de uma só vida
Nem no banquete de discursos que minha lira te oferece.   

Na haste, tento reter tenazmente a tez de todo teu encanto!
Sei que nem toda força e a fúria deste meu laço, no entanto,
Fixarão o feitio de tua forma e afeição no ardil de meu abraço.
Canto tua veste de cristal da qual para sempre serei teu bardo!

Do bojo desta taça, sorvo teu sopro que as rimas traz à vida,
Todavia, são inábeis em suster teu olhar por mais de um dia...
É teu desdém, tua indiferença, o que me faz artífice da poesia!

À borda de teu beijo, elucido o que ainda aqui te deixo escondido:
Não é o vaso grego, mas sim tua taça de vinho o que eu mais desejo
E o verso livre que atará, enfim, teu apreço a tudo o que eu te escrevo!

Fábio Ribas
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