Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O valor do culto nos lares

            
Sempre tiramos um tempo para orarmos juntos, eu e minha esposa. Antes mesmo de casar nosso namoro foi marcado pela leitura, estudo e muitas devocionais que já fazíamos juntos. Quando vieram as meninas, tratamos de ensiná-las a buscar a Deus diariamente e conosco também.

            É fácil? Sim e não. A nossa natureza totalmente depravada não vai sentir prazer e se lançar sem resistir à adoração. É preciso lutar contra nós mesmos: preguiça, má vontade, outros afazeres, o corre-corre, enfim, não haverá falta de desculpas para não realizar o culto doméstico. Mas é preciso lutar. Os frutos virão e a força para enfrentar as futuras adversidades está sendo forjada nestas reuniões em família.

            Para que o culto dê certo é uma questão de oração, hábito e educação. É preciso definir metas para que tenhamos a percepção de que estamos avançando ou não. Depois de tantas e inúmeras tentativas, cada família vai aprimorando e se adaptando.

Qual o melhor horário para que todos se reúnam? Aqui em casa é após o lanche da noite. Qual o material de apoio para usar? Já utilizamos uma série de devocionais da APEC; livros do “Pão Diário para crianças”; ano passado, fizemos as nossas leituras no Breve Catecismo de Westminster; e, neste ano, estamos usando o Evangelho segundo João.

Até chegarmos ao modelo de liturgia que temos hoje, erramos muito. Todavia, agora estamos fazendo assim: 1) oração introdutória feita cada vez por um de nós; 2) leitura bíblica seguida de perguntas de compreensão e dando espaço para que cada um diga o que mais gostou no texto lido; 3) leitura de uma cata de alguma família missionária e oração por eles; 4) 2 ou 3 cânticos finais; e 5) oração de encerramento.

A liturgia exposta acima é enriquecida com fotos, músicas, mapas e o que mais for necessário. Porém, o que é, na verdade, o mais importante? A família reunida ao redor da Bíblia. Faça o seu melhor horário. Esforce-se, lute por isso! Se o fazemos todos os dias? Não. Tem sido de 3 a 4 vezes por semana. Nos dias que há igreja ou que precisamos sair juntos não fazemos.

Além disso, incentivamos (leia-se “cobramos”) que nossas meninas façam suas devocionais individuais. Para tal, acordamos mais cedo e cada um pega seu livro de devocional e se tranca em algum lugar sozinho com Deus. Após isso, sempre compartilhamos um com o outro o que aprendemos naquele dia na devocional individual.


Escrevi este post só para mostrar que o “culto nos lares” é possível. Há desafios e há vitórias. O mais importante é que, dentro de casa, o homem assuma sua responsabilidade pastoral com sua família. É o homem quem deve chamar sua família para o Culto; é o homem quem deve abrir a Bíblia e pregá-la em casa: esta é a nossa responsabilidade dada por Deus. Que a sua casa, que a sua família seja uma linda igrejinha para a glória de Deus!
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