Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A ressurreição do amor

Muitas coisas me fazem chorar. Uma dessas coisas é a dor alheia. Dor de alma é algo que me faz chorar...

Às vezes, eu me sinto tão identificado com dores de outras pessoas que eu sinto uma tristeza e uma coisa muito, muito ruim mesmo, dentro de mim, mas eu sei que é porque eu me vejo sentindo exatamente aquilo que o outro está sentindo.
É pior quando a dor do outro me pega de surpresa, quando eu me deparo com a dor do outro sem ter me preparado para aquilo. E foi isso o que acabou de me acontecer hoje (de novo). Peguei-me lendo uma confissão de alguém que dizia que há 23 anos estava separado da esposa e que, até hoje, chorava por ela como se ela tivesse morrido... 23 anos?!!! Contudo, o mais surpreendente é que aquela confissão estimulou que outros também abrissem o coração e confessassem suas dores. Vários homens que, mesmo depois de 5, 10, 15 anos de separação, disseram da dor que ainda sentem pela perda de suas esposas e famílias. Muitos deles reconheceram que erraram e erraram muito e erraram tanto que não conseguiram mais reatar suas relações.

Lembrei de casamentos de pessoas próximas a mim que já acabaram. Sei também de pessoas que ainda estão casadas mas o compromisso, o respeito, a lealdade e o amor já morreram há muito tempo...

As pessoas sofrem. As pessoas lutam desesperadamente em busca da felicidade, mas elas procuram em lugares tão enganosos essas felicidades! E hoje, logo hoje, eu havia lido para meus alunos que a verdadeira alegria está na Palavra de Deus (Salmo 119). 

Por fim, sempre trago à memória aquilo que me dá esperança. Eu ajudava como voluntário no "disque-paz" toda madrugada de sexta para sábado. Numa daquelas madrugadas, uma mulher ligou aos prantos dizendo que seu marido a traíra e que havia saído de casa, mas que, depois de tanto tempo, ele se arrependera e estava pedindo para voltar. Ela me disse que eles tinham tido várias conversas e que ela sabia que ele, verdadeiramente, arrependera-se, mas que era ela quem não queria mais a volta dele. Ela me disse: "Eu não sinto mais nada por ele. Todo meu amor morreu"!

Naquele momento, o Espírito Santo trouxe ao meu coração uma palavra para ela. Eu perguntei se ela era cristã. Ela disse que sim. Perguntei se ela acreditava na Bíblia e ela confirmou que sim. Finalmente eu disse: "Você acredita que Jesus ressuscitou Lázaro que estava há 4 dias morto e até já cheirava mal?". Chorando, ela respondeu que acreditava. Então eu disse: "O que é mais fácil para Jesus? Ressuscitar mortos de 4 dias ou um sentimento em nosso coração?".

Choramos muito ao telefone naquela noite. Oramos e agradecemos a Deus, porque ela disse que acreditava que Jesus poderia ressuscitar o amor e afeto que, um dia, ela teve pelo marido. Antes de desligar o telefone, ela disse que receberia o marido de volta, porque acreditava que o homem que ressuscitou Lázaro poderia fazer o mesmo com seus sentimentos.

A morte não é definitiva nos planos de Deus. O nosso Deus é um Deus de ressurreição! Portanto, não desista do seu casamento! Jesus está indo ao seu encontro e pergunta para você: "Onde você pôs o seu amor?" (Jo 11:34). Ele aguarda que você responda: "Senhor, vem, e vê"! E o mais bonito da narrativa é que Jesus chora com você (João 11:35). Jesus sabe da sua dor, da sua perda, da ferida, da mágoa, da revolta e ele chora com você. Você deve tirar a pedra que esconde, sufoca e condena o amor à morte (Jo 11:39), porque Jesus está à porta do seu coração e está chamando o amor à vida novamente, uma nova vida. Creia!

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