Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 8 de setembro de 2015

DORMINDO COM A MORTE (Lucy Rocha)



A foto original foi alterada por entendermos ser inapropriada ao público do blog

A primeira vez que vi essa imagem perturbadora numa campanha francesa contra o HIV, um ano atrás, eu perdi o sono. Fazia uns dois meses que eu havia conhecido um cara com características perfeitas: tinha minha idade, era bonito, solteiro, sem filhos, bem formado, engraçado, sociável, que falava constantemente de Deus e de família. A receita perfeita para IDEALIZAR o príncipe encantado. Como costumo dizer, ele tinha as características OBJETIVAS de um parceiro perfeito. 

Mas quando se tem no histórico uma experiência com psicopatas, ficamos atentos aos pequenos sinais. Aqueles deslizes que ignoramos lá atrás, ou melhor, que escolhemos ignorar para não estragar o sonho que criamos sobre a pessoa. Ficamos atentos às características SUBJETIVAS do indivíduo, aquelas que lhe são inatas e, portanto, imutáveis.

Havia observado que não gostava de pagar por NADA, que em menos de um mês já fazia planos de se mudar para minha casa, que passou a exigir um emprego dentro da minha empresa e que seu celular era um constante bip-bip misterioso madrugada a dentro. Quando em casa, queria dirigir meu carro, deixando claro que eu não poderia dirigir o dele quando estivesse na sua. Nos restaurantes, padarias, supermercados, ao chegar a conta, descaradamente olhava em outra direção. 

Ah, deixe-me mencionar que assim que nos conhecemos sugeriu que eu parasse de escrever nesta página porque a energia era muito ruim...Eu sei, eu sei o que vocês estão pensando: Nossa, igualzinho! Pois é, esse padrão de comportamento é realmente repetitivo e a primeira coisa que tentam é podar quem somos e roubar nossa identidade. Na verdade, eles admiram tanto, que desejam destruí-la, posto que não conseguem incorporar aquilo que você tem e que lhes falta.

Pois bem, atenta que eu estava, assim que percebi os primeiros sinais, me coloquei em movimento. Mesmo tendo o cuidado para não estar projetando sobre a pessoa uma experiência ruim, comecei a observar e me inteirar através de amigos em comum sobre quem era exatamente aquela pessoa. 

Não demorou nada para descobrir que era preguiçoso, acordava ao meio dia e passeava no trabalho por um par de horas, se vitimizando porque "o chefe não o deixava mostrar todo o seu potencial" . Soube que em casa se tratava de um parasita, que não tinha o hábito de pagar sequer um pãozinho e que, apesar de bem remunerado, preferia viver às custas dos pais idosos. O seu salário servia apenas para seus caprichos pessoais e, para meu pavor, pagar prostitutas. Sim. O homem era viciado em prostituição. Quando tinha muito, pagava aquelas de luxo, quando tinha pouco, qualquer uma de rua servia. "Praticava" diariamente e quando não havia prostituição, masturbava-se por internet mesmo. Compulsivo por sexo e sujeira, simples assim.

Obviamente, mentirosos natos negam, distorcem, invertem, falam dos nobres sentimentos que nutrem por você e se vitimizam. Quando nada disso funciona, aplica o tratamento silencioso, esperando que VOCÊ vá lá "acertar" aquela situação. A pessoa não alerta entra nessa dinâmica e pouco depois está de novo vivendo uma relação doentia, querendo "ajudá-lo a superar a tal compulsão". Pessoas doadoras X sugadores sádicos. Mistura explosiva, encontro simbiótico.

Certamente, se eu tivesse caído nessa teia narcísica e abusadora, essa página seria uma fraude, certo? Mas esta página não é uma fraude. Aqui tem um importante trabalho de autoconhecimento compartilhado, voltado a ajudar você, meu leitor, a se autoconhecer e se libertar. Assim sendo, eu não poderia fazer diversamente na minha própria vida! 

O que fiz? Cortei completamente. Fui ao CONTATO ZERO com um corte rápido, limpo e indolor. Percebi que na minha vida não havia mais espaço para mentiras, vitimizações, idealizações infantis, abuso e parasitismo. Aquela era a prova de que eu estava CURADA seja da dependência emocional, seja da propensão a me relacionar com vampiros psico-afetivos.

Pensando nisso hoje, quando uma leitora me disse ter contraído uma DST terrível de seu parceiro abusador do qual NÃO CONSEGUE se separar, queria deixar um alerta: 

Psicopatas, sociopatas e abusadores em geral são pessoas muito promíscuas. Utilizam o sexo como forma de coisificar a mulher e quando mulher, uma forma de tirar o que podem do homem, além de torná-lo dependente, dada a importância do sexo para o macho. Usam o sexo de forma suja e compulsiva, o que muitas vezes faz com que a vítima ache que tem "uma vida sexual maravilhosa" com seu abusador (ideia essa bem distorcida). Portanto, se ainda estão se relacionando com um desses tipos, façam seus exames e, se ainda estiverem saudáveis, protejam-se e saiam disso antes que seja tarde demais.

Lucy Rocha


FONTE

terça-feira, 1 de setembro de 2015

2 segredos básicos para uma relação duradoura

Milhares de casais se unem em matrimônio anualmente. No Brasil, o mês das noivas é maio, nos Estados Unidos, o mês mais popular para casamento é o mês de junho, onde em média 13.000 casais dizem “sim”.
Desses casais que decidem passar a vida juntos, muitos não conseguem levar o relacionamento por muito tempo. Se você parar agora e analisar quantos casais você conhece que se casaram e se divorciaram, certamente terá que anotar, ou perderá a conta.
Pensando nisso, que o psicólogo, John Gottman, juntamente com sua esposa também psicóloga, Julie Gottman, realizaram um estudo com casais para entender melhor o motivo do fracasso e do sucesso de seus relacionamentos.
A conclusão a que chegaram pode parecer óbvia demais, porém ao analisarmos os detalhes de nossos próprios relacionamentos, certamente identificaremos pontos que precisam de mais atenção.
Segundo o estudo dos Gottmans, as duas coisas básicas que movem um relacionamento até o fim da vida são generosidade e bondade.
John e Julie criaram o “The Lab Love” (O Laboratório do Amor), levaram 130 casais para seu laboratório do amor, onde passaram o dia realizando tarefas corriqueiras como comer, cozinhar, limpar, enquanto os cientistas sociais os analisavam. Ao fim das análises, os estudiosos classificaram os casais em dois grupos: mestres e desastres. Passaram-se seis anos e os casais foram chamados novamente. Os mestres permaneciam juntos e felizes.
Os casais que pertenciam ao grupo “desastres” ou não estavam mais casados ou permaneciam juntos, porém infelizes. Esse resultado levou os cientistas à conclusão de que a generosidade é fundamental para o relacionamento entre o casal. Atos simples como responder a perguntas rotineiras com agressividade ou com generosidade afeta o futuro e a qualidade do seu relacionamento.
Perguntas como: “Você viu aquele pássaro?” podem ser a deixa para a esposa demonstrar mais interesse pelos gostos do marido, agindo com generosidade e bondade, criando uma conexão entre os dois.
Respostas ríspidas, desinteressadas ou ignorar o apontamento do seu companheiro por indiferença, significam bem mais do que apenas cansaço, ocupação, falta de tempo. Mas sim, podem representar que tudo é mais importante do que as coisas bobas que ele ou ela apreciam.
O estudo apontou que temos duas respostas a escolher quando se trata das questões de nossos companheiros, podemos optar por respostas generosas que nos aproximam como casal ou respostas ríspidas que nos afastam um do outro.
Os “mestres” escolhiam respostas generosas, criavam uma conexão com o companheiro, demonstrando-lhe interesse em suas necessidades emocionais.
Pessoas que agem com bondade e generosidade, como os casais que pertenciam ao grupo de “mestres” preocupam-se em criar um ambiente de apreciação e gratidão pelo o que o companheiro faz, em contrapartida, casais “desastres” constroem um ambiente baseado na insatisfação, sempre apontando para os erros do outro, para o que ele deixou de fazer, esquecendo-se dos pontos positivos.
A pesquisa mostrou que em situações como, o atraso da esposa ao se preparar para um jantar pode ser encarado pelo marido de duas maneiras diferentes: com bondade e generosidade ou com agressividade, concentrando-se apenas no fato de que ela sempre se atrasa, nunca se apronta na hora combinada, desconsiderando que o atraso pode ter sido motivado pelo tempo que ela gastou preparando uma surpresa para ele.
Generosidade e bondade podem salvar seu relacionamento. Não estou dizendo que no dia de aniversário de casamento, uma vez ao ano, você fará aquela surpresa linda, e pronto. O que a pesquisa revelou implica na aplicação diária de doses de generosidade e bondade, seja relevando uma coisa aqui, sendo gentil em outra situação ali, evitando cobranças desnecessárias e sempre, sempre e sempre concentrar-se no que a outra pessoa fez e faz de positivo, não de negativo. Sua esposa foi ao supermercado e comprou só alimentos, esquecendo-se do creme dental? Você escolhe: seja agressivo e reclame do creme que ela esqueceu ou agradeça pela comida que comprou. Sua escolha dirá que tipo de relacionamento você está vivendo.
John e Julie Gottman, após estudarem os casais com eletrodos enquanto conversavam, concluíram que casais do grupo “desastres” ficavam fisicamente afetados ao dialogarem com seus companheiros, fisiologicamente eram como se estivessem em guerra ou enfrentando um leopardo. Os “mestres” apresentavam passividade, relaxamento e tranquilidade ao conversarem.
E você? A qual grupo pertence?
Título original: "Ciência comprova: as relações que duram mais deendem de 2 coisas básicas..."
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