Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Eros e Psique

Para Lucila, meu amor

Meu verso, flecha do arco do meu coração,
Tomado com cuidado para que meu tiro
Atinja no alvo preciso do seu destino:
Quedar-te o muro condenado a vir ao chão.

Meu verso, flecha preparada com esmero,
Cuja ponta foi talhada em pedra de Urim,
Não oculta de ti todo este desejo
Retido na flama do amor do meu jardim.

Meu verso, flecha retirada desta aljava,
Cuja extremidade, aguda e mui cortante,
Foi nesta mina do meu desejo molhada...

Rima envenenada n’água desta nascente:
Seta arremessada precisa entre teus seios,
Ferida que te abre a receber-me por inteiro!

Fábio Ribas

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

"A vida de Outra Mulher" - um filme para assistir juntinhos

A proposta é muito simples: e se… Muitos de nós, no correr dos anos, olhamos para trás para uma avaliação. Toda avaliação é saudável. O problema é quando acordamos numa bela manhã e não nos reconhecemos mais, porque envelhecemos.

“Envelhecemos” é no sentido negativo para muitas pessoas. Podemos envelhecer bem ou envelhecer mal. A questão é quando nos olhamos no espelho de nossos valores morais e o resultado das escolhas que fizemos não nos agrada em nada. E aí nos perguntamos: “Como pude mudar tanto?”!

É muito provável (e é até sinal de saúde mental) que coisas que defendíamos na juventude, hoje já não defendamos mais. Aconteceu comigo. Espero que tenha acontecido com você. É bom. É salutar. É sinal de amadurecimento.

Mas e quando nossas mudanças traem a essência de quem nós éramos? Ou quando traímos o melhor que havia em nós? E se, diante do espelho dos anos que passaram, fossemos atirados contra o pior resultado das escolhas erradas que fizemos?

Todavia haveria uma segunda chance para voltar? Poderíamos apagar o que fizemos? Apagar? Não. Quem magoamos, ferímos, traímos, negamos, todas essas pessoas estarão sempre ali como testemunhas do mal que praticamos a elas e a nós mesmos.

E se, ao menos, nós pudéssemos esquecer toda a trajetória que nos levou até aquilo que nos transformamos? Voltar àquele primeiro olhar? Você ainda se lembra daquele primeiro olhar? O olhar da paixão, do encanto, quando o amor aconteceu?

Há mais de 20 anos, comigo foi assim. Estávamos na faculdade, quando naquele corredor do curso de Letras da Católica em Brasília, Lucila passou por mim. E então eu disse ao amigo que estava ao meu lado: “Você viu aqueles ombros largos? Aquela distância entre um ombro e o outro daquela menina? Rapaz, ser abraçado por ela deve ser bom demais! Queria me perder ali...”.

Filme belo que indico para casais casados há anos. Uma ótima oportunidade de reflexão a dois.

O filme completo está disponível no Youtube e no Netflix.


Assista ao trailer:  

sábado, 15 de agosto de 2015

Como lidar com a primeira menstruação da menina

As transformações que ocorrem na puberdade não são das mais fáceis de enfrentar,
por isso é importante que sejam apresentadas com carinho às meninas
A
puberdade é uma fase de transformações físicas que marcam a passagem da infância para a adolescência. Nessa etapa em geral ocorre um rápido aumento de altura e de peso e chega-se ao amadurecimento sexual. No caso da menina, o marco do desenvolvimento sexual é a primeira menstruação. A partir daí, ela tem a possibilidade de gerar filhos e, socialmente, passa da condição de menina à de mulher. A seguir, algumas sugestões para você ajudá-la a viver essa transição.
Comece falando sobre as mudanças que vão ocorrer. Os primeiros sinais do desenvolvimento sexual feminino são o aparecimento de pêlos na região pubiana e embaixo dos braços e o início do crescimento dos seios, não necessariamente nessa ordem. Os quadris se alargam e muda a textura da pele, que se torna mais propensa a espinhas. Os ovários, as trompas e o útero também estão crescendo. O intervalo entre o início dessas transformações e a primeira menstruação costuma variar de um ano e meio a dois anos.

O ritmo de cada uma
Quando tudo isso vai acontecer? Essa questão provoca muita ansiedade na jovem. Por esse motivo, é preciso deixar claro que cada pessoa tem seu tempo de amadurecimento. A maioria das meninas começa a se desenvolver aos 10 anos e tem sua primeira menstruação até dois anos depois. Mas existem as que ficam menstruadas bem cedo, com 9 ou 10 anos, e algumas bem mais tarde, aos 14 ou 15 anos.
Apresentar a chegada da menstruação como algo positivo não é uma tarefa fácil. As reações são variadas. Algumas meninas ficam apreensivas, outras constrangidas. Há as que sentem nojo ou raiva. “O que é isso? Logo agora nas férias! Como vou à piscina? Esse negócio é horrível. Prefiro ser criança.”
Muitas ficam preocupadas achando que todo mundo vai poder perceber pelo cheiro que elas estão menstruadas. Minimize esse medo, assegurando a ela que, com a troca constante de absorventes e banhos mais freqüentes, não haverá esse risco.

Sintomas e sensações
Ensine a menina a marcar seu período menstrual no calendário. Sugira a ela que anote os sintomas físicos e as sensações emocionais que ocorrem na semana anterior e na semana da menstruação. Fazendo isso, ela poderá observar o que acontece com seu corpo e se sentirá com maior controle da situação, mesmo que seus ciclos ainda sejam bem irregulares.
A recomendação mais importante para os adultos é ser sensível. Se a menina expressar algumas reações negativas, como sentir pena de si mesma, lamentar-se, ficar com raiva ou manifestar tristeza, permita que dê vazão a esses sentimentos. Não se sinta responsável pela maneira como ela lida com a mudança. Observe. Escute. Lembre-se de que se transformar em mulher é algo complexo e de que, mesmo com as melhores intenções, não se pode evitar que ela sinta uma certa apreensão diante do que está por acontecer.

domingo, 9 de agosto de 2015

Mal de mar



(Para Lucila Ribas)



Quando me trazes de volta ao teu mar
Sei do caos a que tu estás a me atar
O cais túmido desta tua textura
Meu saveiro preso em tua noite escura...


Perdida a rota que me levaria

De teus olhos verdes à calmaria
Tenho-me num turbilhão que suporto
Pois que é só paixão o que a ti reporto!

Que é isso que eu tanto desejo enfim?

Que só mal me faz ao querer-te bem
E este mesmo mal tão bem faz em mim?

Se me buscavas, por que teu desdém?
Prefiro ter-me em teu mar naufragado
Do que ser por teu amor abandonado!


sábado, 1 de agosto de 2015

Meu filho, não se case!

  • Como mães, sempre vamos ver nossos filhos como bebês, mesmo que já tenham idade suficiente para sustentar sua própria vida. Ao ver meu filho crescer, eu percebo que talvez eu nunca vá estar preparada o suficiente para ajudá-lo a dar o próximo passo, acreditando que ainda não chegou sua hora. No entanto, ao pensar em seu bem-estar e realização pessoal, sei que ele está pronto para esse passo. Então, hoje acho que eu posso dizer: "Filho, não se case antes de saber algumas coisas que eu aprendi ao longo de minha vida para ser feliz no casamento."
    Embora não possamos viver por nossos filhos, está em nossas mãos ensinar a eles que o casamento pode ser lindo e, acima de tudo, que vale a pena. Pessoalmente, eu gostaria que minha mãe tivesse me preparado antes de tomar uma decisão tão importante. Por isso, gostaria de listar algumas das coisas que certamente meu filho e o seu devem ter em mente ao decidir formar um lar:
  • 1. Ame e aprecie sua esposa

    O homem tem um papel e a mulher outro, ambos importantes; nunca menospreze o trabalho de sua esposa. Ela será a rainha do lar que criarão juntos, então ame-a, respeite-a sempre, ajude-a, e agradeça por cada uma das coisas que ela faz em seu lar, tanto para você quanto para os lindos filhos que vocês planejarem. O seu papel, que é igualmente importante, será o de sustentar, dirigir, proteger e acima de tudo, colaborar com sua esposa no cuidado da casa e dos filhos.
  • 2. Não tenha olhos para nenhuma outra

    Quando você tiver uma esposa, lembre-se que vocês decidiram ficar juntos porque são os melhores amigos e companheiros. Nem você, nem ela, devem ter amigos mais íntimos do que vocês dois. Continuem nutrindo as amizades, claro, mas a partir do momento em que decidirem se casar, os amigos de cada um passam a ser amigos dos dois. Nunca dê motivos para que sua esposa sinta-se desconfortável por você cumprimentar suas amigas de uma forma "muito especial."
  • 3. Apoie-a em seus objetivos

    Embora todos devamos ter nossos objetivos individuais, é importante compartilhar algumas metas em comum. Desde a data do casamento, planejar quando ter o primeiro bebê, em que situação vocês devem alugar uma casa maior, até, por que não, praticar um esporte juntos, ler um livro ou desenvolver projetos juntos. Compartilhar objetivos ajudará a estabelecer hábitos familiares.
  • 4. Aproveitem o seu tempo juntos

    Quando chegar em casa, é bom saber sobre o trabalho, o que aconteceu durante o dia, das dificuldades que cada um enfrentou. Mas também desfrutem de estar juntos: riam por bobeiras, se for o caso; conversem sobre o que gostam e o que não gostam; tenham "encontros de namorados". Como homem, nunca perca o romantismo, sempre conquiste-a. Uma mulher apaixonada é uma mulher confiante!
  • 5. Tomem suas próprias decisões

    Não deixe que ninguém intervenha em suas decisões. Você pode ouvir conselhos, mas, no final, apenas vocês dois tomarão a decisão. Por exemplo, onde morar, como decorar a casa, nunca sinta-se pressionado pelos demais para ter um filho, ou para ter um "casal". Apenas vocês saberão quantos filhos irão ter, para qual escola eles irão e como educá-los. É sua família e vocês viverão as consequências de suas decisões.
  • 6. Estabeleçam um modo de vida em casa

    Como em qualquer sociedade, deve-se estabelecer limites e regras desde o início. Não precisam pedir "permissão" um ao outro, vocês são "sócios" nesta bela aventura. Falem sobre que coisas vocês esperam ou não do casamento, isso facilitará chegar a acordos. Por exemplo, conversem e decidam juntos que tarefas serão suas e quais serão da sua esposa no lar, como vocês irão pagar as contas, como planejar a nutrição da sua família, a educação dos filhos, etc.
  • 7. Tenham Deus em sua vida

    Tenham em mente que sua casa deve ser um pedacinho do céu, e onde Deus estiver, sempre haverá harmonia, amor e caridade. Ajoelhem-se juntos e orem antes de tomar decisões, sejam gratos, e serão inspirados sempre.
  • 8. Seja você mesmo

    Mostre que a história de que "todos os homens são iguais" não é verdade. Faça com que sua qualidade de homem seja honrosa, trabalhe, seja forte espiritualmente e nunca abuse de sua força moral ou física. Que você sempre esteja satisfeito com as coisas que você faz todos os dias.
    Como mães, devemos nos preparar para ver nossos filhos crescerem e formarem suas próprias famílias. Não viva isso como uma perda: é realmente uma oportunidade de ouro para ensinar ao seu filho sobre a porta para um caminho maravilhoso, no qual você pode encontrar grande alegria. Ver seu filho feliz, certamente, também vai fazer você muito feliz.
    Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original Hijo mío, ¡no te cases!.
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