Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Dia dos namorados no Japão (Blog Nipocultura)

Valentine´s Day e White Day no Japão | 日本のバレンタインデー・ホワイトデー

Publicado por Haruna Koide em comportamento
Valentine´s Day e White´s Day no Japão | 日本のバレンタインデー・ホワイトデー

Os japoneses comemoram o St. Valentine´s Day (dia dos namorados) no dia 14 de fevereiro em um estilo único: mulheres oferecem chocolates ou outras guloseimas derivadas de chocolate em geral para os homens.

Pode ser seu namorado, marido, amante, amigo, colega, chefe ou enfim… um homem. A data foi introduzida no Japão em 1936, por uma fábrica de doces que importou a idéia dos Estados Unidos.
Entre os chocolates oferecidos, existem alguns tipos:

- Honmei Choco – 本命チョコ (Chocolate de Intenção Verdadeira): Oferecido à pessoa por quem esteja apaixonada. Se ainda não estão juntos, é um meio de declarar o seu amor à pessoa.

- Giri Choco – 義理チョコ (Chocolate de Convivência Social): Oferecido aos conhecidos, colegas de trabalho, clientes, como uma forma de gratidão.

- Family Choco – ファミリーチョコ (Chocolate de Família): Com o amor e afeto maternos, é oferecido ao marido e filhos.

- Tomo Choco – 友チョコ (Chocolate de Amizade): Oferecido às amigas, como demonstração de amizade.

Já o White Day se comemora um mês depois, no dia 14 de março e acontece exatamente o contrário: Os homens presenteiam as mulheres com chocolates e derivados. Essa data não foi importada de lugar algum e foi simplesmente introduzida por uma fábrica de doces japonesa.

 White Day (ホワイトデー) | Um gesto de retribuição

marshmallow

O White Day é celebrado no Japão em 14 de março, um mês depois do Valentine´s Day. No Dia dos Namorados, as mulheres dão presentes aos homens; no White Day, os homens que receberam chocolate, devolvem o favor e dão presentes às mulheres.

Os homens se sentiram tão obrigados a retribuir os presentes recebidos, que surgiu também a tradição do “sanbai-gaeshi” ou “retorno triplo”, onde os presentes dados pelos homens precisavam, supostamente, ter o triplo do valor dos presentes das mulheres. A maioria comprava marshmallows, os quais eram muito caros cinqüenta anos atrás, e isso originou o nome “Marshmallow Day” ou, posteriormente “White Day” (Dia Branco).

Com o passar do tempo, o ideal do White Day se modificou um pouco. Hoje em dia, os homens presenteiam não só as mulheres amadas e pretendentes, como também as suas colegas de trabalho, mães e irmãs – e não só com doces, mas também com bichinhos-de-pelúcia e flores.
Como os chocolates de Valentine´s Day, os presentes do White Day também têm seus significados:

- Lenço – Significa que ele não a quer. O lenço significa que deve ser usado para enxugar as lágrimas.

- Cookies – Ele apenas quer a amizade dela.

- Marshmallows – Ele gosta dela, e gostaria de namorá-la.

- Balas – Ele já está comprometido.

Assim, com um gesto simbólico e simples, nasceram vários romances, fato que tornou cada vez mais o “Valentine’s Day” e o ‘White Day’ uma tradição. Outros países asiáticos como Taiwan, Coréia do Sul e China, logo importaram a tradição, que movimentou o mercado de presentes como quase nenhuma outra até então.
FONTE



"O barquinho" em japonês - Fernanda Takai
Lindo demais!

sábado, 6 de junho de 2015

Uma Igreja em busca de homens

“...porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja,
sendo este mesmo o salvador do corpo”.

Ef 5:23

Vivemos em tempos sombrios e, exatamente agora, carecemos de homens! Mergulhados nos últimos dias, desapercebemo-nos que o mistério da iniquidade já opera entre nós (II Tess 2:7), afogados que nos encontramos no excesso de informação e discussão que tem servido tão somente para nos manter desatentos e alienados, enquanto corremos de um lado para o outro em busca de sabedoria – este é o sinal escatológico de nossa geração (Daniel 12:4).

Vivemos em tempos confusos, um momento preparado para expor a nós mesmos as nossas próprias contradições e mais profundas incoerências. Vemos uma nação que espera que seus líderes corruptos sejam finalmente condenados; lemos em jornais e revistas o anseio nacional por justiça; as ruas fervilharam de temas a serem discutidos na ordem do dia; nas esquinas, praças e bares, todos esperam pelo julgamento que irá nos dar uma certa saciedade diante do vazio político e social em que vivemos. 

Contudo, mais do que nunca, na vida privada, apela-se que os grandes temas como religião, futebol e política ainda sejam uma questão de fórum íntimo! Assim, escancara-se dois brasis: o primeiro, representado pelo poder público, que queremos ver julgado e julgando com equidade; e o segundo brasil, nós mesmos, cada um de nós, que continuamos nossa corrupção diária, a venda e barganha de nossos votos pela solução imediata de nossas necessidades básicas. 

Esse segundo brasil não encontra problema em suas pequenas mentiras, em sua imoral diária, na educação atravessada de valores duvidosos, oferecidos abundantemente pelas tvs. Este é o brasil que não se julga a si mesmo, mas que, paradoxalmente, deseja que seus representantes, que habitam aquele outro brasil, imponham-se tal julgamento!

O brasil nosso de cada dia - esse brasil privado - o brasil das famílias, das conversas informais, dos clubes e associações é um brasil acéfalo ou simplesmente doente: falta-lhe homens! 

Assustadoramente, é aqui neste brasil que afloram as igrejas e estas também esperam que sua bancada lhes represente, por isso nos falta homens ao brasil do poder público, porque elegemos representantes de uma parcela da sociedade a qual também lhe falta homens... 

Fomos invadidos pela estranha teoria de que não devemos julgar o próximo, não devemos avaliar as pessoas, seus comportamentos, suas crenças e motivações – não é politicamente correto. Nem percebemos que, pensando assim, criamos uma sociedade dividida e incoerente, pois, na esfera pública, cobramos tão calorosamente um julgamento que temos sonegado à vida privada. 

Não poderíamos esperar que existam homens que julgassem a si mesmos e aos grandes temas nacionais, uma vez que não os forjamos na vida privada desde a infância. Não há homens, porque não sabemos mais o que é ser um homem de verdade.

A consequência mais séria disso tudo é que não há homens na Igreja, daí tantos líderes femininos, tantas mulheres à frente e mesmo jovens e até crianças em púlpitos! Não há homens! 

Homens deveriam ser criados para serem homens desde crianças, mas já não os são mais. E a Bíblia resiste martelando em nossas cabeças que julgar é coisa para homens e não para crianças. 

Julgar é característica de quem cresceu, é qualidade demonstrada por quem amadureceu: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:14). 

Não há mais quem julgue entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, entre o que é lícito e o que não é em nossas igrejas e famílias, porque nos faltam homens forjados pela prática de suas faculdades exercitadas para julgar. Não há homens, porque não estamos ensinando aos nossos filhos que eles precisam crescer. 

Trouxemos para dentro de nossas igrejas o infantilismo nefasto do politicamente correto, da tolerância amoral em detrimento da Verdade, assim a igreja cristã tem sido apenas uma igreja infantil que produz crianças e as oferece ao poder público para repetirem o mesmo jogo de amarelinhas que essas crianças aprenderam em casa.

Há um dom esquecido pelas crianças ávidas por poder, por domínio e autoridade imposta – coisas típicas de quem não cresceu –, a saber, o dom do julgamento (I Cor 12:10). 

As crianças são egoístas e buscam para si os dons que lhes afagam o ego e nelas criam uma imagem de espiritualidade messiânica, mas esquecem que os dons são para serviço da Igreja e não para ostentação de suas denominações ou carreiras eclesiásticas. 

Precisamos de homens em nossas igrejas que julguem e coloquem à prova os falsos profetas (I Jo 4:1). Homens que, ousadamente, julguem e ensinem a julgar pessoas, comportamentos, ideias, filosofias, etc. 

Homens que assumam a responsabilidade de julgar primeiramente a si mesmos, retirando de seus próprios olhos a trave, mas que não fujam à missão cristã de ajudar o próximo a limpar o cisco que incomoda os olhos desse próximo (Mt 7: 1-5). 

Precisamos de homens que tenham sido ensinados e que agora possam julgar os falsos profetas (Mt 7: 15-20); homens que julguem os iníquos dentro das igrejas (I Cor 5:11-13); homens que julguem os vagabundos que sugam as igrejas (II Tess 3: 6, 14 e 15); homens que não tenham pruridos em julgar as falsas profecias (I Tess 5:21). Homens que busquem exercer o dom do Espírito Santo de discernimento!

Enfim, se queremos homens desse calibre dentro de nossas famílias, de nossas igrejas, de nossos partidos políticos, então, precisamos compreender qual o critério, qual a medida que é justa, que é boa, que é verdadeira para que eles venham a exercer um julgamento correto (Mt 7:1-5). 

Já dissemos aqui que, segundo o próprio Jesus, o critério não pode ser da hipocrisia, em outras palavras, o homem deve julgar a si mesmo e, então, ajudar o seu próximo. Todavia, há uma medida, há um critério que precisa ser dado às nossas crianças desde cedo, para que elas possam vir a ser os homens que Deus espera que preparemos. Esse critério, essa medida foi dada pelo próprio Espírito Santo ao cristão: a mente de Cristo (I Cor 2: 15-16)!

Biblicamente, somos chamados a julgar TODAS AS COISAS. Deus entregou-nos uma nova mentalidade, um novo jeito de pensar. Nós temos a mente de Cristo exatamente para que possamos reavaliar TODA a sociedade (família, política, Constituição, religião, lazer, trabalho, escola, namoro, etc). Não podemos nos esquivar de crescer. 

Precisamos discernir TODAS AS COISAS, usando a mente de Cristo, que é a transformação do nosso velho pensamento, que era segundo os valores do mundo, para a medida, para o critério do próprio Jesus. E mais do que nunca a tarefa de retornarmos ao Evangelho é árdua, mas é chegada a hora (e já passou) da Igreja Cristã assumir sua responsabilidade de oferecer homens com a mente de Cristo para julgar os grandes temas nacionais que se encontram na pauta do dia para o Brasil. Busquemos, então, os melhores dons (I Cor 12:31)!

Originalmente, postado em 20/09/2013, aqui.
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