Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

domingo, 9 de agosto de 2015

Mal de mar



(Para Lucila Ribas)



Quando me trazes de volta ao teu mar
Sei do caos a que tu estás a me atar
O cais túmido desta tua textura
Meu saveiro preso em tua noite escura...


Perdida a rota que me levaria

De teus olhos verdes à calmaria
Tenho-me num turbilhão que suporto
Pois que é só paixão o que a ti reporto!

Que é isso que eu tanto desejo enfim?

Que só mal me faz ao querer-te bem
E este mesmo mal tão bem faz em mim?

Se me buscavas, por que teu desdém?
Prefiro ter-me em teu mar naufragado
Do que ser por teu amor abandonado!


Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...