Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Eros e Psique

Para Lucila, meu amor

Meu verso, flecha do arco do meu coração,
Tomado com cuidado para que meu tiro
Atinja no alvo preciso do seu destino:
Quedar-te o muro condenado a vir ao chão.

Meu verso, flecha preparada com esmero,
Cuja ponta foi talhada em pedra de Urim,
Não oculta de ti todo este desejo
Retido na flama do amor do meu jardim.

Meu verso, flecha retirada desta aljava,
Cuja extremidade, aguda e mui cortante,
Foi nesta mina do meu desejo molhada...

Rima envenenada n’água desta nascente:
Seta arremessada precisa entre teus seios,
Ferida que te abre a receber-me por inteiro!

Fábio Ribas

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