Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A mais bela história de amor de todos os tempos

A mais bela história de amor de todos os tempos não é nenhuma daquelas que meus professores de literatura ou filosofia indicaram para ler.
Não é a história de Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Abelardo e Heloíse, Shah Jahan e Mumtaz Mahal, Cleópatra e Marco Antônio, Rainha Vitória e Príncipe Alberto. Não, não estou referindo-me a nenhuma dessas.
A mais bela história de amor de todos os tempos começou a ser-me revelada na leitura de uma única frase que encontrei na Bíblia: “…que se baseia na esperança de recebermos a vida eterna. Deus, que não mente, nos prometeu essa vida, antes da criação do mundo…”(Tito 1:2; NTLH).
No grego, o tempo e a voz do verbo “prometer” nos dá o início necessário do enredo desta linda história de amor que se estenderá por toda a Bíblia e que atinge seu clímax na morte de Jesus na cruz: foi o próprio Deus quem realizou a ação do verbo em si mesmo, por Sua iniciativa e para Sua glória.
Deus prometeu a vida eterna antes da criação do mundo. Mas prometeu a quem? A NTLH tenta ajudar o entendimento do texto acrescentando um “nos”, mas acrescentar um “nos” implica em dizer que estávamos lá, antes da criação do mundo, quando Deus teria prometido a nós a vida eterna.
Porém nem eu e nem você estávamos lá. Então, a quem Deus fez essa promessa? Resposta: Àquele que representa os eleitos de Deus, o Cabeça da Igreja! A mais bela história de amor de todos os tempos começou na eternidade, quando o Pai prometeu ao Filho que daria a Ele uma Noiva eterna, trazida da morte pelo poder do Espírito Santo.
O Pai sabia que o gênero humano cairia num estado de pecado e miséria, rejeitando o amor de Deus, entregando-se à desobediência e à prostituição com falsos deuses. Mesmo assim, Deus ordenou que todas as coisas fossem criadas.
Por isso, era preciso que o Filho aceitasse resgatar da prostituição aquela que lhe estava sendo entregue por noiva pelo Pai. Era preciso que o Filho quisesse enfrentar a rejeição dela por Ele, humilhando-se por ela, morrendo para trazê-la da morte.
Milhares de pessoas no mundo ainda não conhecem esta maravilhosa história de amor, do noivo fiel e perseverante que invadiu as portas do Inferno para arrancar de lá sua amada noiva, a Igreja agora ornamentada com sua veste branca e sem mácula.
A mais bela história de amor de todos os tempos é o arquétipo que fecunda as culturas do mundo todo em todos os tempos e que a recontam sob as mais diversas roupagens artísticas, revelando nosso anseio universal e primordial de que o Bem vença o Mal, de que o Amor vença o Feitiço, que nos lançou, alienados, na torre mais alta de algum castelo cercado por uma densa selva de espinhos.
Naquela manhã de domingo, vimos o Noivo ressurgir do embate contra o pior de todos os inimigos. Jesus venceu! Por isso, só Jesus tem o direito de levar sua Noiva nos braços para aquela que será a mais linda festa de casamento de todos os tempos, a festa das bodas do Cordeiro.
Eu também sou a Noiva. Eu estarei lá. E você?
Publicado originalmente em GospelPrime e Morávios.

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