Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 10 de março de 2015

Afinal, você quer casar sua filha com quem?

Sou pai de duas meninas, uma com 9 anos e outra com 11 anos de idade, e embora possa parecer cedo demais para estar preocupado com esse assunto, já me explico. É que esta semana a minha filha mais nova ouviu a seguinte pergunta de um coleguinha galanteador (mas muito educado, não posso negar) em sala de aula: “Seu pai deixa você namorar comigo”?

         Após passar o impacto do primeiro momento, ponderei com ela: “E o que você disse”? Ela me olhou e respondeu: “Pai, eu disse que não gostava dele”! A resposta da minha filha quase que me tira da posição de pai enciumado para de defensor de mais um macho rejeitado pela tirania do sentimento feminino. “Mas, filha, assim você magoa o menino. Ele vai pensar que você só não namora com ele, porque não gosta do miserável. E isso não é verdade”!

         “Então, pai, eu deveria responder o quê?” Ao ouvir esta pergunta, fiquei mais uma vez perdido sem saber se chegava logo ao ponto ou se elogiava pelo tempo verbal perfeitamente utilizado por aquela menininha de apenas 9 aninhos de idade (coisa que só pai que é professor de português vai me entender). Passado o meu encanto com o uso da gramática feito por ela, disse: “Filha, você é muito nova”!

         Ora, além da idade, aproveitei e disparei: “Você sabe se ele é crente?”. Ao que ela balançou a cabeça negativamente. Pronto, dois ótimos argumentos de um pai em alerta constante: ela é muito nova e o precoce pretendente não é crente. Mais uma vez, falei para minhas duas filhas sobre a importância de se ir à escola para ESTUDAR. “O momento é este e vocês não podem perder o foco, pois há tempo para tudo debaixo do sol”, expliquei salomonicamente.

         Contudo essa conversa toda nos levou aqui em casa à reflexão: “Afinal, eu quero casar minhas filhas com quem”? Até que idade ela será ainda muito nova? E o que é “um crente”? A resposta à primeira pergunta já foi dada num acordo que fizemos com elas. Decidimos que, após o fim do ensino médio, enviaremos as duas para uma Escola Missionária (é o desejo delas) e que ali seria, então, o lugar para abrirem os olhos e o momento certo para começarem a procurar.  

         Evidentemente, o “crente” que eu espero que elas procurem não pode ser “um mero frequentador de igreja”. Tenho ensinado duas coisas que, para mim, são fundamentais: 1) que ele tenha frutos de um verdadeiro caráter cristão; e, 2) que elas vejam como ele trata a mãe dele. Com quaisquer outras questões, não me importo nem um pouco.

Pode ser rico, pode ser pobre; pode ser alemão, pode ser indígena; pode ser desorganizado, pode ser perfeccionista; pode até ser flamenguista, não tendo uma mentalidade revolucionária, mas dominada pelo Espírito Santo, está tudo bem.


Enfim, o que eu quero é o que todo pai cristão também deveria querer: que o homem com quem nossa filha case seja um homem de verdade e que cuide e zele por ela da mesma forma que o pai faz: com todo amor e proteção, pois minhas filhas são as meninas dos meus olhos. 

Um comentário:

Tom Alvim disse...

Querido Fábio,
ouvi o seu relato e logo lembrei-me que hoje estou na mesmo situação que vocês...tenho uma filha linda de 9 anos de idade chamada Ana Clara e desde que ela nasceu sempre oro a Deus pedindo que prepare para ela um esposo que antes de mais nada, tenha o temor do Senhor em seu coração...Parabéns pelas filhas lindas que vocês tem...Em Cristo, Tom Alvim.

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