Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O demônio do meio-dia (depressão e suicídio)

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Mariana Versolato - FONTE

Uma série de estudos publicada no periódico "Lancet" chama a atenção para um assunto tabu: o suicídio.

Segundo um dos artigos, essa é a primeira causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. Entre os homens, o suicídio ocupa o terceiro lugar, depois de acidentes de trânsito e da violência.

No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens, ficando atrás de acidentes e homicídios.

"As taxas sempre foram maiores na terceira idade. Hoje a gente observa que, entre os jovens, elas sobem assustadoramente", afirma Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

Entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas.

Segundo o estudo, os adolescentes evitam procurar ajuda por temerem o estigma e que rumores sobre seus pensamentos suicidas se espalhem pela escola.

Há outra mudança no perfil dos que cometem suicídio. O risco, que sempre foi maior entre homens, tem aumentado entre as meninas.

Segundo Meleiro, isso se deve a gestações precoces e não desejadas, 
prostituição e abuso de drogas.

SILÊNCIO

O problema, porém, é negligenciado, como mostram dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A entidade afirma que os casos de suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos e que 1 milhão de pessoas no mundo morrem dessa forma por ano.

No Brasil, estima-se que ocorram 24 suicídios por dia. O número de tentativas é até 20 vezes maior que o de mortes.

"O suicídio é uma epidemia silenciosa. E o preconceito em torno das doenças mentais faz com que as pessoas não procurem ajuda", diz Meleiro. Cerca de 90% dos suicídios estão ligados a transtornos mentais.
Editoria de arte/folhapress
Segundo a OMS, pouco tem sido feito em termos de prevenção. Os pesquisadores, da Universidade de Oxford e da Universidade Stirling, na Escócia, dizem que mais pesquisas são necessárias para compreender os fatores de risco e melhorar a prevenção.

Uma estratégia é limitar o acesso a meios que facilitem o suicídio, como armas.

Meleiro diz ainda que as pessoas costumam dar sinais antes de uma tentativa. "Acredita-se que perguntar se a pessoa tem pensamentos suicidas vai estimulá-la, mas isso pode levá-la a procurar ajuda."

A psiquiatra da infância e da adolescência Jackeline Giusti, do Hospital das Clínicas da USP, afirma que é importante prestar atenção a sinais de automutilação nos adolescentes, porque a prática aumenta o risco de suicídio.


"Professores, clínicos e pediatras têm que ficar atentos a essa possibilidade e investigar. É um sinal de que algo não está legal e merece cuidados. Em geral os adolescentes que se mutilam são deprimidos, têm ansiedade e têm uma dificuldade enorme pra dizer o que estão sentindo ou para pedir ajuda." 

Leia também: 

Fausto Fanti, do grupo Hermes e Renato, é encontrado morto


sábado, 12 de julho de 2014

Submissão e liberdade femininas (Cris Corrêa)

A dificuldade que temos em aceitar a ideia de submissão, isso fere principalmente os ouvidos femininos...

A polêmica se dá pelo fato de que a ideia de submissão para o ser humano, seja a quem quer que for, é absurda. Passamos a vida toda buscando o que acreditamos ser ''liberdade'', mas ao mesmo tempo vivemos submissos a tudo que nos é imposto, seja a mídia, ou o Estado, o mercado de trabalho, a estrutura social em que estamos envolvidos, a cultura, os modos, os conceitos...tudo ao nosso redor nos exige submissão de alguma forma, e nós nos condicionamos a isso tudo sem ver nisso a extinção da nossa autonomia, servimos (ainda que recompensados no final do mês), servimos (ainda que a troco de elogios), servimos (ainda que por obrigação), estamos SEMPRE SERVINDO, e mesmo assim de forma ilusória repetimos a nós mesmos que somos livres.

A ideia de ''sujeitarmo-nos uns aos outros em amor'' é um dos princípios do cristianismo, e não vejo onde isso possa implicar em perder nossa autonomia, pelo contrário, se é no exercício da convivência, na capacidade de doar-se ao próximo em amor que alcançamos a graça de possuirmos um pouco da natureza divina que nos foi revela em Cristo, essa submissão, esse serviço que prestamos ao outro é muito mais revelador do que fechar-se em si mesmo. Acredito que nossa identidade própria só pode ser construída a partir do modo que enxergamos o outro, sem o exercício da convivência e do serviço não conseguimos nos construir.

As mulheres em especial, tem dificuldade de ''ser submissa ao marido'' por exemplo, pois logo abraçam a ideia de que estariam se anulando, sendo escravas, vítimas da misoginia.

Falar sobre submissão e cuidado dentro do matrimônio é diferente de falar sobre servidão feminina, ou escravidão da mulher. O ''ódio a mulher'' e a violência doméstica não tem ligação com a ideia do matrimônio segundo princípios Bíblicos, ambos ocorrem por diversos distúrbios e questões psíquicas, atribuir isso a um conceito claro de amor é um tanto incoerente, além de um reforço de ideias feministas sustentadas por décadas.

Homens e mulheres não são iguais. Homens tem muito mais "frieza" e facilidade de resolver algumas questões de forma racional do que mulheres por exemplo que naturalmente são muito mais sensíveis. A submissão, ou "servidão" como preferir, que a Bíblia diz que deve existir da parte da mulher se dá a um esposo que em troca dessa dedicação é capaz de sacrificar sua própria vida em favor "dos seus", logo não há ninguém "perdendo" nada ou muito menos se negando mais que o outro. É uma troca justa. A Bíblia toma como exemplo a própria relação do homem (igreja) com Cristo. É exatamente a mesma base de relação. A Bíblia nos chama de servos, amigos e irmãos de Cristo ao mesmo tempo, mostrando que se o princípio é o amor não há dificuldades em servir, ser ouvido e respeitado e muito menos em ser companheiro e parceiro na convivência. Desde o princípio a Bíblia aponta a mulher como "auxiliadora" do homem, ela é um esteio, um apoio para que o homem seja ''o homem que tem que ser'', assim como ela, ''a mulher que tem que ser''. Tudo isso não anula uma vida profissional ativa da mulher que queira tê-la, mas serve de base para uma relação saudável de acordo com princípios cristãos, onde o homem é o cabeça do lar.

Independente da Bíblia, falando de biologia e ciência, homens e mulheres são biologicamente diferentes, tentar construir uma relação matrimonial sem respeitar essas diferenças é suicídio. É aí que vemos homens bananas sendo manipulados por mulheres histéricas, onde o homem deixa sua masculinidade de lado e se torna um filho da própria esposa que vira e mexe cobra dele atitudes que ela mesmo anula quando quer ser igual a alguém que é naturalmente diferente. Uma bagunça...

Mulheres são naturalmente cuidadoras, mas também são ótimas manipuladoras, por isso a ideia de submissão ao homem na relação faz toda diferença, já que homens são naturalmente independentes e tem forte instinto protetor. Tem que equilibrar.

Não adianta, se a base for alterada, psicologicamente falando, o desequilíbrio vai aparecer e um dos dois vai viver dependente do outro. É questão de entender o outro e submeter-se as diferenças.

domingo, 6 de julho de 2014

Porque não há glamour na pornografia - Série:Proteja seus filhos (VI)

video

 O vídeo foi feito pela Pink Cross Foundation (www.thepinkcross.org) com o objetivo de que você seja profundamente tocado e não acesse mais material pornográfico.

"Eu não quero que minha mãe saiba
que eu nunca amei minha vida
e que eu vendi minha alma


Todo mundo fica Alto
Todo mundo fica baixo
Todo mundo fica machucado
Todo mundo fica lento


Todo mundo fica escuro
Todo mundo se desdobra
Todo mundo fica alto
Todo mundo fica tão baixo


E todos os olhos estão tristes
E todas as bocas estão secas
E ninguém quer morrer em Van Nuys, Van Nuys*"
(Trecho da música que toca no vídeo)

* "Van Nuys" é uma região de Los Angeles, capital do cinema pornô, na Califórnia, em que vive a maior parte dos atores desses filmes. 


  • Na reunião de 2003 da Academia Americana de Advogados Matrimoniais, os participantes revelaram que 58% dos seus divórcios foram resultado de um cônjuge olhando quantidades excessivas de pornografia on-line. 
  • A pornografia infantil é o negócio online mais rentoso e de maior crescimento; e o objetivo é que seu conteúdo fique ainda mais escandaloso.
  • Há 4,2 milhões de sites pornográficos, 420 milhões de páginas web pornográfico, e 68 milhões pedidos de busca diária.
  • 50% dos homens e 20% das mulheres na igreja regularmente veem pornografia.
  • A receita mundial de pornografia em 2006 foi de 97,06 bilhões dólares. Desse total, aproximadamente US $ 13 bilhões, foi nos Estados Unidos. 
  • Mais de 11 milhões de adolescentes regularmente veem pornografia online. O maior grupo que acessa pornografia online está entre 12 e 17 anos de idade.


Se confessarmos os nossos pecados, 
ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados,
e nos purificar de toda a injustiça. (I Jo 1:9)

A história da conversão de Shelley, ex-atriz pornô:
video

Sexting adolescente, um convite para o sexo - Série: Proteja seus filhos (V)

Pesquisa revela que compartilhar fotos íntimas via celular e praticar sexo são atividades afins para os jovens. Eles, contudo, subestimam riscos envolvidos

Paula Reverbel
Quase 70% das garotas ouvidas no levantamento foram convidadas a praticar sexting
Quase 70% das garotas ouvidas no levantamento foram convidadas a praticar sexting (Getty Images)
Uma pesquisa publicada nos Estados Unidos nesta semana revelou que quase 30% dos adolescentes americanos já praticaram alguma vez o sexting – ou seja, usaram seus smartphones para disparar mensagens contendo fotos em que aparecem nus, acompanhadas ou não de texto. O número, é claro, assusta. E os estudiosos da Universidade do Texas responsáveis pela pesquisa descobriram ainda outras pistas que ajudam a entender melhor esse fenômeno. A principal delas é que o sexting tem um vínculo com a prática "real" do sexo. De acordo com o levantamento, entre as adeptas do compartilhamento de fotos íntimas, cerca de 80% já praticaram sexo; o número de sexualmente ativas cai pela metade entre aquelas que também não se envolvem com sexting. Entre os garotos, o comportamento é semelhante. "Ainda não sabemos se é o sexting que leva ao sexo ou vice-versa, mas a prática de compartilhar essas imagens íntimas parece ser um bom indício de comportamento sexual", afirma o psicólogo Jeff Temple, principal autor do estudo, em entrevista a VEJA.com. "Se um adolescente está enviando SMS com fotos ousadas, provavelmente já está fazendo sexo." Ou está a caminho de perder a virgindade.
O levantamento da Universidade do Texas também descobriu que as fotos não são enviadas indistintamente. Normalmente, o sexting é direcionado a uma pessoa específica, com quem o adolescente já namora – ou gostaria de namorar. Outra revelação importante traça uma distinção clara entre homens e mulheres. Quase 70% das garotas ouvidas na pesquisa afirmaram que já receberam a solicitação que pode dar início ao sexting, algo no estilo: "Me envie uma foto íntima sua." Entre os rapazes, o índice é bem menor: 42% deles já foram convidados à prática.
O estudo americano considerou apenas imagens de nudez enviadas pelo celular, descartando casos em que jovens usam o computador ou outro meio digital para mandar autorretratos picantes. É o que a própria expressão "sexting" sugere. A palavra, que já entrou para o dicionário Oxford da língua inglesa, é a junção de outras duas: "sex", sexo, e "texting", que designa a troca de mensagens de texto via celular. Pesquisas que levam em conta também o computador costumam encontrar taxas de adesão menores à prática – daí o susto com os 30% revelados pelo novo estudo. Isso serve de alerta aos brasileiros. A pesquisa que se tornou referência sobre o assunto no país, feita em 2009 pela SaferNet, associação que zela pelos direitos humanos na internet, apontou que 12,1% das 2.525 crianças e adolescentes ouvidos já haviam praticado o sexting usando algum dispositivo eletrônico. É possível, portanto, que a participação seja maior, se forem considerados os celulares exclusivamente.
A lógica e os especialistas têm argumentos razoáveis para explicar por que os telefones móveis concentram – e estimulam – o sexting. Em primeiro lugar, porque o celular é um dispositivo para uso e porte pessoal por excelência, o que garante privacidade a seu proprietário. No caso do computador, dá-se o inverso, e não raro a máquina é compartilhada por várias pessoas da família. Temple acrescenta ainda outra razão: "No celular, é muito fácil tirar uma fotografia e mandá-la em seguida para um amigo ou pretendente. Já no computador, é preciso salvar a foto e anexá-la a um e-mail, por exemplo. Esse percurso maior faz com que o adolescente tenha mais oportunidade de refletir sobre o que está fazendo."
Refletir sobre o sexting é uma etapa oportuna – obrigatória, na verdade –, diante dos riscos a que estão sujeitos seus praticantes. Uma das mais frequentes ameaças é o vazamento indiscriminado das fotos, originalmente enviadas para destinatários (e com propósitos) bem definidos. Seja nos Estados Unidos ou no Brasil, as ocorrências mais alarmantes parecem seguir um roteiro: a garota manda suas fotos para o namorado, que, após o término do relacionamento, as repassa a amigos e inimigos, preferencialmente os colegas de escola. A protagonista da trama, é claro, é esmagada pelo constrangimento. Em 2008, a história teve desfecho trágico: a americana Jessica Logan se enforcou aos 18 anos após sua foto, feita na intimidade, passar pelos olhos de todos.
No Brasil, o caso mais recente acabou em prisão. Aluna do primeiro ano do ensino médio do Colégio Maxi de Cuiabá – primeiro colocada no ranking do Enem entre as escolas do Mato Grosso –, uma garota de 14 anos fotografou-se nua. As imagens circularam entre os colegas até que, há três semanas, um jovem de 18 anos foi preso em flagrante, acusado de armazenar as tais fotos em seu celular. É crime produzir, divulgar, compartilhar ou até mesmo possuir pornografia infantil. Imagens de outras estudantes também circularam, mas não continham nudez, apenas insinuações sensuais.
"Nós denunciamos o caso à Polícia, embora as fotos tenham sido feitas fora dos domínios da escola", diz o pedagogo Virgílio Tomasetti Júnior, diretor geral dos Colégios Maxi de Londrina e de Cuiabá. "Recomendamos aos pais de todas as envolvidas que as estudantes fossem transferidas para outra escola, evitando constrangimentos, mas eles optaram por mantê-las aqui. Agora, nosso desafio é protegê-las de um eventual bullying." O pedagogo tem uma opinião bem definida sobre a prática do sexting: "Deve que ser coibido: não leva a nada e não ajuda em nada esses jovens. Erram os pais que permitem que isso aconteça."
De acordo com a delegada que cuida do caso, Alexandra Fachone, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), o jovem que acabou preso era um "paquera" da vítima. Após pagar pouco mais de 3.000 reais de fiança, foi colocado em liberdade. Além da posse das imagens, ele também pode ser responsabilizado pela transmissão das fotos, caso fique comprovado, através da perícia, que ele as divulgou. "Qualquer pessoa, maior de idade ou até mesmo adolescente, que recebe imagens pornográficas de crianças e adolescentes comete um crime ao armazená-las ou divulgá-las."
O castigo é certo, previsto em lei. Mas seu potencial pedagógico é colocado em xeque pela SaferNet, entidade que continua a se dedicar à questão. "Penalizar ações individuais nesse caso é como enxugar gelo. Seria mais produtivo nos antecipar ao problema, tentando ensinar os adolescentes a fazer boas escolhas na internet", diz o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da SaferNet e estudioso do assunto. "A sexualidade da criança e do adolescente ainda é um tabu para muitos pais e educadores. É preciso conversar com eles e ensiná-los a usar a tecnologia com consciência."

sábado, 5 de julho de 2014

Família, cuidado com a internet (assista ao vídeo) - Série: Proteja seus filhos (IV)

Família, cuidado com a internet!
família, cuidado com a internet

Assista essa vídeo, vale a pena… (queria, sinceramente, que você assistisse ao vídeo postado pelo blog do Andujar e soubesse como a pornografia invade as casas e já tem acesso aos nossos filhos e crianças - o vídeo apresentará estatísticas assustadoras!).
 LEIA TAMBÉM:

Pedofilia e Internet: quando se quebra a confiança - Série: Proteja seus filhos (III)


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pedofilia e Internet: quando se quebra a confiança - Série: Proteja seus filhos (III)


“Confiar” (trust) é um filme forte e difícil de ser assistido, principalmente por quem é pai de meninas. Um filme que traz para as telas a vida como a vida é, ou melhor, a vida naquilo que a transformamos. Confesso que me identifiquei profundamente com o pai do filme, enquanto ele se imaginava comprando uma arma para fazer justiça pelas próprias mãos. Principalmente, após constatarmos que o Estado (FBI) sabe exatamente onde moram os molestadores sexuais, mas, por razões legais e burocráticas, nem sempre as prisões podem ocorrer conforme esperamos.

“Confiar” vai mostrar que criamos uma sociedade em que cada um de nós é um ilha de informação e como ilhas nos isolamos, mergulhados no mundo em que nos encerramos. Recebemos informações pelos celulares e nos comunicamos uns com os outros na mais tranquila privacidade... Nossos filhos se comunicam com o mundo numa avalanche de informações e os pais modernos ainda se consideram isentos de interferir até mesmo na educação virtual dos próprios filhos. É a falência da autoridade do pai e da mãe.

“Confiar” trata também do emprego do pai. Sim, perceba no que o pai trabalha. O diretor do filme construiu uma mensagem forte ali. Somos uma sociedade que alimenta a pedofilia o tempo todo e nem precisamos da Internet, pois não foi a internet que inventou a pedofilia, apenas facilitou o contato, o encontro. Mas precisamos nos questionar se não estamos alimentando o ladrão que invadirá a nossa própria casa. Veja o filme, procurando entender o que estou falando.

“Confiar” questiona o que afinal entendemos que seja um estupro. O que é que se pode considerar um estupro? Quando uma menina de 14 anos é seduzida e estuprada, poderíamos considerar um estupro sendo que ela consentiu em ter a relação sexual? O filme aborda magistralmente esta questão. Há, ainda, uma cena que revela como que é comum na nossa sociedade homens mais velhos, em posição de domínio econômico, se valerem disso para se envolverem com meninas mais novas, bem mais novas (repare a cena do bar entre o amigo do pai e a garçonete). Mas qual é o problema desde que haja consentimento? 

“Confiar”, além do eixo principal que é a internet e a pedofilia, aborda sutilmente a responsabilidade de cada um de nós na construção do que temos hoje. Responsabilidade é uma palavra cara à teologia que advogo, mas, também, é uma palavra caríssima a mim desde que, há muitos anos atrás, li o ótimo livro “A cura dos traumas emocionais” de David Seamands (Ed. Betânia). Este livro aborda, entre muitos outros assuntos, o incrível número de divórcios em famílias que enfrentam o problema do vício do álcool. Contudo, os divórcios não ocorrem durante o enfrentamento com o parente alcoólatra, mas, exatamente, quando este retorna do tratamento recuperado! O livro expõe o fato de que quando a família não tem mais o “bode expiatório”, porque o alcoólatra está curado, é o momento em que as tensões mais se revelam, pois boa parte dos problemas familiares continuam. A conclusão a que a família chega é que cada um (mãe, pai, filhos, etc) tem que agora assumir a sua parcela de responsabilidade tanto na criação como na manutenção dos problemas em que estão mergulhados.

Por sermos pecadores, totalmente depravados, a primeira atitude nossa é passar a responsabilidade dos nossos erros e problemas para o outro. Foi assim com Adão e com Eva, foi assim com Caim e tem sido assim até os dias de hoje. Vemos que muitas pessoas se habituaram a colocar a responsabilidade de seus fracassos e frustrações nos pais, na educação, na Escola, na política, no sistema capitalista ou socialista, enfim, estamos sempre procurando repassar a nossa responsabilidade para alguém ou alguma coisa. Somos assim. O pecado nos faz vítimas! “Confiar” tenta romper, embora o faça tenuemente, com esse empurra-empurra de nossas responsabilidades, essa terrível cultura da vitimização. Principalmente, quando chama à responsabilidade pessoal a vítima do filme. O que vemos hoje é uma tentativa de responsabilizar o outro e nos eximirmos daquilo que somos e fazemos. É como aquela velha ladainha freudiana: “a culpa é da mãe”!

"Confiar" é um filme de quebra de confiança, de raiva, ira, negligência, responsabilidade individual no tocante a como o mal vai seduzindo a cada um de nós até nos enganar e se instalar por inteiro em nossas vidas, mas também é um filme de restauração, perdão e re-encontro consigo mesmo, de auto-avaliação. Enfim, um filme para ser assistido pelos pais e líderes de Igreja na esperança de que possamos construir laços de confiança entre nós e nossos filhos. Última mensagem? O pedófilo é um homem comum, pode ter família, filhos e ser um ótimo vizinho (repare na última cena do filme).

Ironia do filme? A família em questão vive numa casa blindada por forte sistema de segurança contra invasão, mas que foi totalmente inútil contra a invasão que veio via internet. Segue abaixo o trailer. Bom filme. 


LEIA TAMBÉM:

Bomba! Rede social favorita dos EUA (FACEBOOK) é um paraíso de pedófilos - Série: Proteja seus filhos (II)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bomba! Rede social favorita dos EUA (FACEBOOK) é um paraíso de pedófilos - Série: Proteja seus filhos (II)

O lado negro secreto do Facebook
Chelsea Schilling
(MATERIAL EXPLÍCITO: Esta reportagem contem detalhes explícitos de abuso sexual de crianças, conforme mostrado em várias páginas do Facebook. O WND imediatamente denunciou imagens de pornografia infantil e abuso sexual de crianças ao FBI. As fotografias censuradas aqui publicadas estão entre as mais moderadas que foram encontradas.
Ela é baixinha, morena, com olhos castanhos, mal completou 10 anos, e está nua; posando para o homem que a estuprou e trocou sua foto como moeda com milhares de predadores insaciáveis no Facebook.
A menina não sorri, porque sabe o que virá depois. Seu agressor irá compartilhar fotos e ganhar o direito de se vangloriar diante de milhares de outros depravados iguais a ele, que irão trocar suas próprias fotos eróticas (geralmente enviadas de celulares) de meninos e meninas que eles estupram.
Ela é linda. Aliás, poderia ser sua filhinha ou sua irmã mais nova. Seus cachinhos pendem sobre a sua jovem pele. Seu corpo nu mostra claramente que ainda não se desenvolveu. Mas tornou-se um brinquedo sexual, uma figurinha colecionável para adultos, um meio de excitar depravados sexuais pelo mundo.
Existem muitas outras meninas e meninos como ela; não em alguma revista vulgar nos fundos de uma livraria adulta, nem em um vídeo caseiro do Bairro das Luzes Vermelhas, nem nos becos de Bangladesh, mas em páginas de uma das mais bem sucedidas entre as novas empresas de internet no mundo.
Descubra o lado negro do Facebook, uma empresa onipresente com sede nos Estados Unidos, que está para fazer uma oferta pública inicial em que se espera avaliar a empresa em 100 bilhões dólares.
Imagens explícitas de crianças sexualizadas menores de 12 anos e de adultos estuprando crianças são colecionadas entre círculos de pedófilos no Facebook. Os print-screens publicados estão entre os mais “leves” dos que foram achados.
Outro perfil mostra um garotinho de certa de 8 anos, que se parece com um jovem esportista ou escoteiro da vizinhança. Ele foi forçado a se despir em uma cama, segurar os tornozelos atrás da cabeça para que seu captor fotografasse sua genitália e seu ânus.
Outro garoto, de cerca de 12 anos, está deitado de barriga para baixo em uma cama enquanto um homem adulto o penetra. A foto foi enviada por um celular, tirada ao vivo por uma terceira pessoa no quarto que observava o estupro da criança e enviava a imagem ao Facebook.
Em outras páginas, os depravados da pornografia infantil compartilhavam uma foto de duas meninas nuas se beijando e trocando carícias em um ambiente externo. Outro menino ainda, que aparenta cerca de 4 anos, recebendo sexo oral de uma criança cerca de dois anos mais velha.
Outras crianças na mesma faixa etária são mostradas sodomizando umas as outras, ou sendo estupradas por homens ou mulheres adultas, com links das fotos e vídeos postados no Facebook. Álbuns inteiros de meninos e meninas explorados estão visíveis para o público e compartilhadas com um mero clique.
Um usuário do Facebook identificado como “Kidsex Young” rapidamente adiciona outros com interesses similares para trocarem fotos e vídeos de abusos.
Na página do Facebook chamada de “Kidsex Young”, um homem pergunta aos outros, “Vamos trocar vídeos?” Outro usuário posta o vídeo de um homem nu acariciando um bebê em uma cama.

Perfil de um Predador do Facebook

Como parte de uma investigação secreta, o WND utilizou perfis falsos no Facebook e localizou dezenas de imagens de pornografia infantil após adicionar vários prováveis pedófilos e predadores que trocam milhares de fotos pornográficas na rede social.
Durante a investigação, comunidades inteiras de predadores foram facilmente encontradas no Facebook. Os pornógrafos infantis utilizam os grupos como pontos de encontro para encontrar outros com interesses similares. Muitos dos agressores listam interesses similares em seus perfis, incluindo termos como “treze”, “Lolita”, “Justin Bieber”, “incesto” e “PTHC” (sigla em inglês para “pornografia explícita pré-adolescente”). Suas atividades podem incluir “Receber fotos eróticas”, e assinam páginas de fãs explícitas no Facebook, postadas à vista de todos.
“PedoBear”, desenho de um urso pedófilo, utilizado por pedófilos para identificarem um ao outro no Facebook.
Na maioria dos casos, pedófilos e pessoas que compartilham pornografia infantil possuem dois tipos de amigos: 1) pervertidos sexuais que possuem interesses similares e 2) crianças inocentes que eles encontraram e adicionaram no Facebook. Muitos predadores estabelecem um relacionamento virtual com uma criança, convencem-nas a enviar fotos provocantes ou até mesmo as convencem a se encontrar com eles pessoalmente.
Os nomes abaixo são de grupos e páginas reais atualmente ou anteriormente disponíveis para usuários do site de todo o mundo:
Kidsex Young
Preteen Lesbians
10-17 Teen Bisexual
Incest (“curtido” 2,119 vezes em 19 de abril de 2012)
PTHC (preteen hard-core pornography)
12 to 13 Boy Sex
Young Gay Pics and Movie Trade
Gangbanging
Hot and Teen Lesbians
Bl*wjob Fan Page (curtido 1,662 vezes em 20 de abril de 2012, a maioria por meninas e algumas jovens aparentemente adolescentes)
Young Lesbians
Teen Sex
Love Little Kids
I.ncest Forever
Menfor Babygirls
Sex Little Girls
Nude Teens
F**k Young Girls
F**k Young Boys
Como o nome sugere, o “PedoBear” é um desenho de um urso pedófilo, utilizado por pedófilos para identificarem um ao outro no Facebook. No momento dessa reportagem, havia 267.064 páginas “curtidas” de dezenas de páginas cheias de grupos que continham o termo “PedoBear”. Em alguns desses grupos, o WND encontrou imagens bastante preocupantes.
Parece haver poucas restrições a esses grupos pela rede social.
Apesar de repetidas solicitações, o Facebook não respondeu as ligações telefônicas e e-mails do WND a respeito das numerosas imagens, vídeos ou páginas explícitas direcionadas a depravados sexuais.
Michelle Collins é vice-presidente da divisão da exploração de crianças no Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, conhecida pela sigla em inglês NCMEC. O Ministério da Justiça dos EUA financia a organização sem fins lucrativos, que mantém um canal para denúncias de pornografia infantil e envia as pistas para as agências de segurança apropriadas.
Ela disse ao WND que o NCMEC recebe denúncias de todas as redes sociais.
“Se eles obtiverem conhecimento, a lei exige que denunciem”, afirma Collins. “Com a natureza global disso e com empresas do tamanho do Google, Facebook e outros, há indivíduos utilizando seus sistemas de todas as partes do globo. Então, em muitos casos, recebemos denúncias de empresas que indicavam que imagens de pornografia infantil eram enviadas de [locais pelo mundo]… A média no ano passado foi de cerca de três dias para que o conteúdo fosse removido”.
Ao ser perguntada se as páginas e grupos explícitos do Facebook poderiam agravar o problema, permitindo que milhares de predadores de crianças interagissem para trocar fotos, Collins acredita que sim: “Existem palavras-chave que indicam que indivíduos com interesses comuns por crianças estariam debandando para… Acredito que essa é uma razão muito boa”.

Por trás das imagens

A maioria desses predadores não está simplesmente procurando imagens de pornografia infantil. Em um estudo conduzido em 2007 pela Agência Federal de Prisões, no qual psicólogos conduziram uma pesquisa de opinião detalhada sobre o comportamento sexual de criminosos virtuais, 85% deles afirmaram ter cometido abuso sexual contra menores, de toques inapropriados a estupros.
O Ministério da Justiça dos EUA explica: “Na maioria dos casos de pornografia infantil, o abuso não é um acontecimento que ocorreu uma única vez, mas uma vitimização contínua que progride ao longo de meses ou anos.  É comum que os produtores de pornografia infantil cuidem de crianças ou cultivem um relacionamento com a criança, para com o tempo gradualmente sexualizar o contato. O ato de cuidar estimula uma falsa sensação de confiança e autoridade sobre uma criança com vista a insensibilizar ou quebrar sua resistência ao abuso sexual”.
Essa foto foi encontrada em um álbum postado em um dos vários perfis do “PedoBear”, personagem de desenho que os pedófilos utilizam para identificarem um ao outro.
Richard Lepoutre esteve ativamente envolvido na luta para proteger crianças do abuso sexual por mais de 25 anos, e é cofundador da luta contra pedófilos no Facebook com a campanha Parem com a Pornografia Infantil no Facebook. Ele também trava uma batalha contra a exploração comercial do sexo por meio do seu trabalho nas campanhas Stop Online Exploitation (Parem com a Exploração Online) e Men Against Prostitution and Trafficking (Homens Contra a Prostituição e o Tráfico).
“Não é apenas uma questão de imagens”, afirma Lepoutre. “Na maioria dos casos, essas imagens estão associadas a crianças abusadas sexualmente. Sabemos que isso é o que está acontecendo. Eu teria o cuidado de não caracterizar isso como pessoas ruins tirando fotografias de menininhas nuas ou seminuas. É muito mais do que isso, porque em quase todos os casos essa sessão fotográfica é a foto ou a filmagem do estupro de fato da criança”.
O colaborador de Lepoutre nessa batalha contra a pornografia infantil é Raymont Bechard, autor de “The Berlin Turnpike: A True Story of Human Trafficking in America,” (“Pedágio de Berlim: Uma História Verídica do Tráfico de Pessoas nos Estados Unidos”), uma análise histórica da exploração comercial do sexo e do seu lugar dentro de todas as comunidades americanas. Berchard também escreveu “Unspeakable: The Truth Behind the World's Fastest Growing Crime” (“Inominável: A Verdade por Trás do Crime que Mais Cresce no Mundo”). Ele lançou a campanha Men Against Prostitution And Trafficking, uma comissão de ação política contra o tráfico de pessoas nos EUA, e é cofundador da Stop Child Porn on Facebook.
Em “The Berlin Turnpike”, Bechard explica: “Sites de redes sociais como Facebook, MySpace e Twitter mudaram o jogo completamente. Com uma enorme popularidade (e crescendo a cada dia que passa), esses sites gratuitos oferecem ferramentas muito poderosas para homens que compram sexo, cafetões e pedófilos que colecionam pornografia infantil. Em um estratagema de marketing brilhantemente tortuoso, cafetões utilizaram esses sites de maneira que os homens não precisam mais procurar mulheres nas esquinas ou na internet. Por meio das redes sociais, as mulheres vão a eles…
“Muito mais flagrante foi a utilização do Facebook por pedófilos para se conectarem uns aos outros pelo mundo e trocarem material sexualmente explícito de crianças, outra forma de tráfico de pessoas, conforme legislação americana”.
Em um grupo do Facebook chamado de “Forbidden Incest” (Incesto Proibido), uma “adolescente” demonstra interesse por um “papai amoroso” e recebe resposta de vários pretendentes.
Bechart observa que um perfil do Facebook do início de 2011, sob o nome fictício de “Marcos Teia”, tinha mais de 500 “amigos” que trocavam fotos. Uma das primeiras imagens de sua galeria retrata uma criança de apenas 6 ou 7 anos.
“Ela não estava sorrindo na foto. Com a cabeça levemente inclinada para a direita, olhava envergonhada para a câmera. Seu cabelo estava arrumado em alto estilo, com fitas verdes e amarelas. Além da maquiagem, estava usando batom, lápis de olho e sombra. Estava em um ambiente externo, com o céu azul e colinas não identificadas no fundo. Segurava um boneco inflável do Patolino. E estava completamente nua”.
A coleção crescia a cada hora que passava. Depois que o perfil de “Marcos Teia” foi denunciado, desapareceu temporariamente, mas logo ressurgiu.
“Um dia ele estava no Facebook com centenas de amigos, cujos perfis também exibiam fotografias sexualmente explícitas de crianças e adultos no site da rede social, e no dia seguinte havia desaparecido. Poucos dias depois estava de volta, ávido por aceitar solicitações de amigos de quem quer que fosse”.
Bechard também encontrou o perfil de um “Marcos Robson”.
“As fotografias eram imagens explícitas de meninas, aparentando a idade de 3 a 9 anos”, explica. “As imagens mostravam essas meninas envolvidas em sexo vaginal, oral e anal. Algumas estavam imobilizadas com silver tape. De acordo com o mural do grupo, “sex little girls” tinha 51 membros e o número de fotos havia aumentado para 37, incluindo uma que parecia ser uma menina recém-nascida e a genitália de um homem adulto”.
Os depravados sexuais utilizam páginas como a “I.ncest Forever” (“Incesto para Sempre”) para se encontrarem com outros que têm interesses similares.

Fazendo anúncios de sites de pornografia infantil

Bechard disse ao WND que os colecionadores de pornografia infantil estão lucrando com a postagem no Facebook de links externos para suas galerias de vídeos no Facebook.
“Muitas dessas pessoas possuem galerias secretas e links para vídeos que baixaram ou fizeram eles próprios”, afirma. “É aí que eles ganham dinheiro, com vídeos”.
Durante uma investigação do WND, era comum encontrar links para sites externos de pornografia infantil, com títulos de fotos e vídeos. Abaixo estão alguns desses títulos:
“Arabian boy f–k his neighbor 13 yo” (“Menino árabe f**e seu vizinho de 13 anos”)
“Mom seduces son in bedroom” (”Mãe seduz filho no quarto”)
“Arabian teacher rapes his student” ("Professor árabe estupra aluno”)
“Boys f–k each other” (“Meninos f***ndo”)
“Arabian boy f–k his younger brother in the a–” (“Menino árabe f**e irmão mais novo no c*”)
“Circumcision of boys” (“Circuncisão de meninos”)
O administrador do grupo “Planet-of-Boys” (“Planeta dos Meninos”), postou um informe aos seus visitantes da sua página do Facebook:
“Visite nosso blog e bate-papo ao vivo, onde pessoas que amam meninos compartilham e-mails e links em segurança; você pode ser excluído se fizer isso no facebook, mas em nosso blog você não será excluído e irá se divertir o tempo todo”.

“Eles não faziam ideia de que isso existia”

Bechard disse que um dos maiores obstáculos é o de superar a falta de conhecimento do público sobre a pornografia infantil no Facebook.
“Um dos problemas é o fato de poucas pessoas sequer saberem que esse problema existe”, afirma. “Ninguém sabe disso”.
Bechard e Lepoutre informaram aos gabinetes de congressistas que trabalham na área de abuso infantil e exploração comercial do sexo a respeito da pornografia infantil no Facebook.
“Eles não faziam ideia de que isso existia, porque todos confessaram que adoram o Facebook”, afirma Bechard. “A rede social os ajuda a se elegerem ou a evitar que outros se elejam. Todo mundo utiliza o meio”.
Segue uma reportagem local a sobre a assustadora tendência:
As pessoas que se importarem podem fazer o seguinte:
Se você deparou com algum conteúdo que aparente ser de pornografia infantil, denuncie imediatamente ao Centro de Denúncias de Crimes Virtuais do FBI.
(A Parte 2 dessa série de reportagens irá examinar a resposta do Facebook e de autoridades de segurança a respeito da atual batalha contra a pornografia infantil no Facebook.)
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “Kids raped, sodomized on Facebook pages

quarta-feira, 2 de julho de 2014

“Socorro! Meus filhos estão vendo pornografia!” - Série: Proteja seus filhos (I)

Escuto com tanta, tanta frequência: “Socorro! Meus filhos estão vendo pornografia!”. Alguns dias atrás uma mãe escreveu pra contar que ela e seu marido permitiram que seus rapazes adolescentes acessassem a internet para jogar online, achando que eles haviam ensinado e treinado os garotos bem o suficiente para que resistissem a qualquer tentação que encontrassem lá fora. Eles estavam errados, e aprenderam que, durante os últimos quatro meses, quando mamãe e papai saíam de casa para um encontro ou pra resolver coisas, os rapazes ficavam vendo pornografia. O que eles deveriam fazer? Como devem responder?

Eu dediquei um monte de atenção ao longo dos últimos anos à luta contra a pornografia e gostaria de oferecer uma resposta em duas partes. Hoje irei apontar a resposta imediata e amanhã quero ajudar a bolar um plano que irá proteger sua família no futuro, tanto prevenindo aqueles que querem ver pornografia quanto protegendo aqueles que ainda não sabem que ela existe.

Por hoje, aqui vão algumas sugestões sobre como responder quando você descobrir que suas crianças estiveram procurando ou vendo pornografia.
  
Não se desespere Pais diferentes reagem de formas diferentes quando se trata de seus filhos e pornografia. Alguns tratam de uma maneira pragmática enquanto outros respondem com mais emoção e podem ficar à beira do desespero. Cuidado com esses caminhos de desespero. Embora a situação seja difícil e dolorosa, não é o fim do mundo; não necessariamente significa que seus filhos não são salvos e certamente não significa que eles sejam réprobos. Ao ver pornografia eles abriram uma janela em seus corações e agora você tem a oportunidade de tratá-la de uma forma útil. Desespero só vai atrapalhar sua habilidade em tratar isso de forma efetiva.

Tenha cuidado com a vergonha

Pode existir uma tendência de criar vergonha sobre vergonha, para assegurar-se de que seus filhos estão sentindo a vergonha que eles deveriam sentir. Seja cuidadoso com a vergonha. Nosso objetivo é que o Espírito Santo convença seus filhos de sua culpa mais do que a mamãe e o papai fazerem com que sintam uma profunda vergonha. É bem possível que você está se sentindo embaraçado ou um sentimento de falha como pai, e isso pode levá-lo a ser mais duro do que deveria. Seu objetivo não é convencer seus filhos da vergonha deles diante da mamãe e do papai, mas cooperar com o Espírito Santo enquanto Ele os convence de sua culpa diante de Deus.

Faça perguntas

O que quer que você faça, você tem que se comunicar com seus filhos. É fácil para um pai assumir que ele sabe por que suas crianças estavam vendo pornografia, mas eu aprendi ao longo dos anos que há uma miríade de rasões. Algumas crianças vêem pornografia por lascívia e curiosidade; algumas fazem isso primariamente para alimentar a masturbação; outras o fazem por um desejo de serem desobedientes ou agirem contra as figuras de autoridade em suas vidas; algumas vêem pornografia como uma resposta a um abuso que sofreram no passado. Enquanto a tentação é de ameaçar seus filhos com os motivos pelos quais eles não deveriam ver pornografia, seu tempo será gasto de uma maneira muito mais efetiva se você conseguir ir devagar, fazer um monte de perguntas e envolvê-los em uma conversa. Descobrir onde está o fascínio. Encontrar qual necessidade isso parece estar atendendo. Prepare-se para discussões incômodas sobre tópicos que você não quer discutir, como masturbação e até abuso. Não deixe que o mau comportamento deles o distraia de confrontar seus corações.

Vá ao evangelho

Eu disse mais cedo que ao ver pornografia seus filhos abriram uma janela para seus corações. Eles a abriram e apontaram um holofote para um pecado específico. Eles mostraram que estão insatisfeitos, que são lascivos, que são desobedientes a Deus e aos seus pais. É para esse tipo de pessoa que é o evangelho – para os insatisfeitos e lascivos e desobedientes. Tudo isso dá uma poderosa oportunidade para ir diretamente ao evangelho. O evangelhos os oferece perdão, mas também oferece esperança de que eles possam derrotar esse pecado, de que eles possam ser resgatados da culpa do pecado, de que eles podem encontrar uma satisfação mais profunda e duradoura do que aquela que a pornografia promete. Como sempre, o coração é o coração da questão.

Rogue a eles

Eu creio que como um pai você tem muitas oportunidades de ensinar seus filhos, mas apenas umas poucas oportunidades de realmente pleitear com eles. Este é um momento para pleitear com eles, para interceder por suas vidas e para suplicar por suas almas. Você é mais velho e mais sábio que seus filhos, você entende a Bíblia mais do que seus filhos, e você conhece o custo a longo prazo de um compromisso com o pecado sexual. Se pode haver um tempo certo para pleitear com eles por sua vida e por suas almas, este tempo é agora. Deixe Salomão lhe dar as palavras:

Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca. Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis; para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia; e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos! Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembléia e da congregação. (Provérbios 5.7-14)

Você está lutando não apenas pela pureza pessoal mas pelas suas vidas. Rogue-lhes que salvem suas vidas e que salvem suas almas!

Tome medidas cuidadosas

Ao ver pornografia seus filhos violaram a sua confiança e se mostraram indignos dela. Esta confiança precisará ser merecida ou reconquistada ao longo de um período enquanto eles provam que são responsáveis e obedientes. Você precisa estar ativamente envolvido em treinar seus filhos a usar bem seus privilégios e a usar a internet e seus aparelhos digitais sem este tipo de comportamento. Você precisa de um plano que vai ser responsável por seus dispositivos e por sua falta de caráter cristão. Eu vou apresentar este plano no próximo post.

Por Tim Challies   Fonte: Reforma 21

Traduzido por Daniel TC | Reforma21.org | Original aqui

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