Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 25 de março de 2014

Qual aquele "tema de amor" que marcou o romance de vocês dois?


Tema de Amor

Toque o nosso tema de amor nesta noite
O meu amor está aqui e esta noite não é nenhum sonho
Já faz tanto tempo desde que dançamos ao som da nossa música de amor
E eu sei que a melodia que fez com que, um dia, ele fosse meu
Será a melodia que vai mantê-lo perto de mim para sempre (tema de amor)

Toque o nosso tema de amor uma vez mais
Faça-o sentir-se igual como, naquela noite, ele se sentiu
Enquanto as luzes estão fracas, por favor, deixe a música fluir
E eu sei que a melodia que fez com que, um dia, ele fosse meu
Será a melodia que vai mantê-lo perto de mim para sempre (tema de amor)

Venha daí e toque o nosso tema de amor novamente
Toque o coração dele, toque em sua alma e aí
Quando tomarmos um pequeno gole de vinho
Os lábios dele virão para os meus
E eu sei que a melodia que fez com que, um dia, ele fosse meu
Será a melodia que vai mantê-lo perto de mim para sempre (tema de amor)


Barry White (traduzido com liberdade apaixonada)

terça-feira, 18 de março de 2014

Sísifo e Mérope


Escrito está que aquele que domina a escrita
Até mesmo aos deuses ludibria, ó diva minha!
Isto foi o que com Sísifo aprendi nesta corrida,
O grão-mestre da trapaçaria e de toda malícia,
Mero mortal de uma Grécia já há muito antiga:

- Mérope amada, ó minha Plêiade enfraquecida,
  Dize-me por onde anda tua estrela escondida!

Por ti esse ardil naquela madrugada cometido.
Ao emissário de Zeus fiz-me, pois, de rendido.
De Tânatos aproveitei-me, bem sei, a vaidade
Quando, do carcereiro, fiz dele o encarcerado, 
Ao atar colar como coleira, meu presente dado:

- Mérope amada, ó minha Plêiade enfraquecida,
  Dize-me por onde anda tua estrela escondida!

Da fúria divina de Zeus eu, então, escondi-me.
Da prisão de Tânatos, outra vez, fugido estive!
Deixaste-me aqui, amor, esquecido e morto:
Não enterraste no frio este meu aflito corpo,
Que sabias, mais uma vez, a Hades eu mentia
E de lá, regressaria – seja “lá” o que isso for -
Para, enfim, minha rainha, vivermos este amor:

- Mas, Mérope condenada, Plêiade ao ártico exilada
  Só porque, dentre todas, foste minha única adorada!

Autor: Fábio Ribas

Ouça o poema!

domingo, 16 de março de 2014

ASSINE A PETIÇÃO PRÓ-FAMÍLIA (LEIA O ARTIGO, ENTENDA A SITUAÇÃO, DIVULGUE, ASSINE)!

O perigo do "gênero" em educação
ESCRITO POR PE. LUIZ CARLOS LODI DA CRUZ | 14 MARÇO 2014
ARTIGOS - GOVERNO DO PT

Por motivos estratégicos, por enquanto os ideólogos de gênero não falam em defender o incesto e a pedofilia, que Shulamith Firestone defendeu com tanta crueza. Concentram-se em exaltar o homossexualismo.


A ideologia de “gênero” prega, em matéria sexual, a “liberdade” e a “igualdade”. A “liberdade”, porém, é entendida como o direito de praticar os atos mais abomináveis. E a “igualdade” é vista como a massificação do ser humano, de modo a nivelar todas as diferenças naturais que existem entre o homem e a mulher.

A origem da ideologia de gênero é marxista. Para Marx, o motor da história é a luta de classes. E a primeira luta ocorre no seio da família. Em seu livro A origem da família, da propriedade privada e do Estado (1884), Engels escreveu:

Em um velho manuscrito não publicado, escrito por Marx e por mim em 1846, encontro as palavras: ‘A primeira divisão de trabalho é aquela entre homem e mulher para a propagação dos filhos’. E hoje posso acrescentar: A primeira oposição de classe que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre homem e mulher unidos em matrimônio monogâmico, e a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo sexo masculino.

Dentro da família, há uma segunda opressão – a dos filhos pelos pais – que Marx e Engels, no Manifesto Comunista (1848), pretendem abolir: “Censurai-nos por querer abolir a exploração das crianças por seus próprios pais? Confessamos esse crime”.    

Fiel à sua raiz marxista, a ideologia de gênero pretende que, em educação, os pais não tenham nenhum controle sobre os filhos. Nas escolas, as crianças aprenderão que não há uma identidade masculina nem uma feminina, que homem e mulher não são complementares, que não há uma vocação própria para cada um dos sexos e, finalmente, que tudo é permitido em termos de prática sexual.

Note-se que a doutrina marxista não se contenta com melhorias para a classe proletária. Ela considera injusta a simples existência de classes. Após a revolução proletária não haverá mais o “proletário” nem o “burguês”. A felicidade virá em uma sociedade sem classes – o comunismo – onde tudo será de todos.

De modo análogo, a feminista radical Shulamith Firestone (1945-2012), em seu livro A dialética do sexo (1970), não se contenta em acabar com os privilégios dos homens em relação às mulheres, mas com a própria distinção entre os sexos. O fato de haver “homens” e “mulheres” é, por si só, inadmissível.

Como a meta da revolução socialista foi não somente a eliminação do privilégio da classe econômica, mas a eliminação da própria classe econômica, assim a meta da revolução feminista deve ser não apenas a eliminação do privilégiomasculino, mas a eliminação da própria distinção de sexo; as diferenças genitais entre seres humanos não importariam mais culturalmente.

Se os sexos estão destinados a desaparecer, deverão desaparecer também todas as proibições sexuais, como a do incesto e a da pedofilia. Diz Firestone:

O tabu do incesto é necessário agora apenas para preservar a família; então, se nós acabarmos com a família, na verdade acabaremos com as repressões que moldam a sexualidade em formas específicas.

Os tabus do sexo entre adulto/criança e do sexo homossexual desapareceriam, assim como as amizades não sexuais [...] Todos os relacionamentos estreitos incluiriam o físico.

Por motivos estratégicos, por enquanto os ideólogos de gênero não falam em defender o incesto e a pedofilia, que Firestone defende com tanta crueza. Concentram-se em exaltar o homossexualismo.

Ora, não é preciso uma inteligência extraordinária para perceber que os atos de homossexualismo são antinaturais. Nas diversas espécies, o sexo se caracteriza por três notas: a dualidade, acomplementaridade e a fecundidade.

Dualidade: há animais assexuados, como a ameba, que não têm sexo. Os animais sexuados, porém, têm necessariamente dois sexos. Não há uma espécie em que esteja presente apenas o sexo masculino ou apenas o feminino.

Complementaridade: os dois sexos são complementares entre si. E isso não se refere apenas aos órgãos de acasalamento e às células germinativas (gametas) de cada sexo. A fisiologia e a psicologia masculinas encontram na fisiologia e psicologia femininas seu complemento natural e vice-versa.

Fecundidade: a união de dois indivíduos de sexo oposto é apta a produzir um novo indivíduo da mesma espécie.

Percebe-se que nada disso está presente na conjunção carnal entre dois homens ou entre duas mulheres. Falta a dualidade, a complementaridade e a fecundidade próprias do verdadeiro ato sexual. Os atos de homossexualismo são uma grosseiríssima caricatura da união conjugal, tal como foi querida por Deus e inscrita na natureza.

A ideologia de gênero pretende, porém, obrigar as crianças a aceitar com naturalidade aquilo que é antinatural. Tal ideologia distingue o sexo, que é um dado biológico, do gênero, que é uma mera construção social. Gêneros, segundo essa doutrina, são papéis atribuídos pela sociedade a cada sexo. Se as meninas brincam de boneca, não é porque tenham vocação natural à maternidade, mas por simples convenção social. Embora só as mulheres possam ficar grávidas e amamentar as crianças e embora o choro do recém-nascido estimule a produção do leite materno, a ideologia de gênero insiste em dizer que a função de cuidar de bebês foi arbitrariamente atribuída às mulheres. E mais: se as mulheres só se casam com homens e os homens só se casam com mulheres, isso não se deve a uma lei da natureza, mas a uma imposição da sociedade (a “heteronormatividade”). O papel (gênero) de mãe e esposa que a sociedade impôs à mulher pode ser “desconstruído” quando ela decide, por exemplo, fazer um aborto ou “casar-se” com outra mulher.

Em 2010, o Ministério da Saúde publicou a cartilha Diversidades sexuais com o objetivo único de inculcar nos adolescentes e jovens a ideologia de gênero. A eles é ensinado que o homossexualismo é não uma desorientação, mas uma “orientação sexual”. E mais: que tal “orientação” é natural e espontânea, e não depende da escolha da pessoa!

Hoje já se sabe que ser gay ou lésbica não é uma opção, porque não implica uma escolha. O (a) homossexual não opta por ser homossexual, assim como o (a) heterossexual não escolhe ser heterossexual, o mesmo acontecendo com os (as) bissexuais. É uma característica natural e espontânea.

Essa afirmação, apresentada como certeza (“hoje já se sabe...”) é duramente atacada pelo psicólogo holandês Gerard Aardweg, especialista em comportamento homossexual:

O infantilismo do complexo homossexual tem geralmente sua origem na adolescência, e em grau menor na primeira infância. [...]. Não é, porém, durante a primeira infância que o destino do homossexual é selado, como muitas vezes defendem os homossexuais emancipistas, entre outros. Essa teoria ajuda a justificar uma doutrinação das crianças na educação sexual tal como: ‘Alguns de vocês são assim e devem viver de acordo com sua natureza’.

Ora, não há uma “natureza homossexual”, pois o homossexualismo é, em sua essência, um vício contra a natureza. Isso, porém, os ideólogos de gênero proíbem que se diga. Para eles, somente os preconceituosos se opõem às práticas homossexuais. Tal “preconceito”, que eles desejam que se torne um crime a ser punido, recebe o nome pejorativo de “homofobia”.

O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica e ainda acrescentou como diretriz do Plano a “formação para o trabalho e a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade” (art. 2º, V). De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem retirar os “valores éticos e morais” e reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas.

Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.

É a própria família brasileira que está em jogo.

QUE PODEMOS FAZER?

1) LIGUE GRATUITAMENTE PARA O DISQUE CÂMARA 0800 619 619. Tecle "9"

Desejaria enviar uma mensagem para todos os deputados membros da Comissão Especial destinada a votar o Plano Nacional de Educação (Projeto de Lei 8035/2010):

Solicito a Vossa Excelência que mantenha longe do Plano Nacional de Educação as expressões "gênero", "igualdade de gênero" e "orientação sexual". Tal linguagem  não é inócua, mas é própria da ideologia de gênero, que tem por fim destruir a família e massificar o ser humano, nivelando as diferenças naturais entre o homem e a mulher. As crianças e os pais agradecem.

2) ASSINE A PETIÇÃO CONTRA A IDEOLOGIA DE GÊNERO


http://www.providaanapolis.org.br

sexta-feira, 7 de março de 2014

Homeschooling (Camila Hochmüller Abadie)

ESCRITO POR CAMILA HOCHMÜLLER ABADIE & JARBAS ARAGÃO | 07 MARÇO 2014 
ARTIGOS - CULTURA


A entrevista abaixo foi concedida ao meu amigo Jarbas Aragão, do Gospel Prime, em novembro do ano passado, mas por algum motivo não foi publicada. Assim, tomei a liberdade de publicá-la aqui para vocês. 

Camila, o que é ser ativista cristão?
Eu não sei, Jarbas. O meu trabalho com o blog, no Facebook e, agora, na rádio VOX, são decorrências da minha vida junto à minha família. Eu me considero uma mulher cristã, uma esposa e uma mãe que compreendeu a sua vocação e que procura vivê-la ao máximo e da melhor maneira possível, pois é isso o que me faz feliz e que eu creio que Deus espera de mim. Se escrevo ou falo defendendo o homeschooling, o direito à vida e os valores tradicionais da cultura ocidental é porque amo e defendo aquilo em que acredito. Não se trata de uma "causa", mas de vida real e amor. Todo o resto é consequência disso.

O que o cristão pode fazer além de compartilhar e curtir no "Face"?
Olha, eu também não sei. O que eu fiz foi parar de querer corresponder às expectativas alheias (e até às minhas próprias) e buscar corresponder à expectativa de Deus. Relutei durante muito tempo contra a ideia de ser mãe, esposa e dona-de-casa. Eu fugia da minha circunstância, pois precisava "ser mais", "fazer mais", "parecer e aparecer mais". Quando compreendi que meus filhos, meu marido e meu lar precisavam de mim AGORA e não daqui a vinte anos, parei tudo. Eu percebi que jamais conseguiria chegar na velhice com uma supercarreira e uma família aos frangalhos, com relacionamentos superficiais, carências e culpa. Percebi, por outro lado, que conseguiria chegar na velhice sem ter carreira alguma, sem atingir as ambições que tinha estipulado para mim, mas com uma família unida, amorosa, madura e bem resolvida. Foi uma escolha. E essa escolha mudou tudo, e para melhor.

Parece-me que quando compreendemos o chamado de Deus para as nossas vidas, a nossa verdadeira vocação, então ser sal da terra e luz do mundo torna-se algo natural. Não é questão de tornar-se uma outra pessoa ou de viver em um outro contexto. Não. É tornar-se precisamente quem se é e no tempo presente, não importa onde. E não há como ser sal e luz sem negar-se de verdade, abraçar a própria cruz e seguir a Jesus. Acredito que sem fazermos isso dia após dia, tudo se resumirá à futilidade de um "like" ou de um "share", a uma aparência no mundo virtual.

Qual a importância da radio web?
rádio que os meninos criaram é um verdadeiro oásis nesse deserto de mesmice, estupidificação e desinformação que se tornou o Brasil. É uma iniciativa livre, sem patrocínios, sem financiamentos, onde cada um contribui com o que sabe, compartilhando conhecimento de verdade. As pessoas que apresentam os programas são estudiosos de fato. Gente que pagou o preço, nesse nosso país, de ser tachado de esquisito, antiquado ou reacionário para saber alguma coisa de verdade, indo às fontes primárias nos assuntos de seu interesse. É uma rádio única no Brasil. Não há coisa semelhante por aqui. E, para mim, é uma honra ter sido convidada para apresentar um programa sobre homeschooling. É uma forma impressionante de dividir aquilo que se vive com um sem número de pessoas. É um presente poder contribuir.

Não seria perda de tempo já que a Bíblia diz que tudo vai piorar?
Sabe, esse tipo de mentalidade me lembra a parábola do servo iníquo (aquele que escondeu o talento com medo do seu senhor, em lugar de multiplicá-lo) ou a parábola das virgens loucas (que não tinham óleo na candeia para esperarem a chegada do noivo). É um lavar de mãos ao pior estilo Pôncio Pilatos. Pura irresponsabilidade. 
Não importa se tudo vai piorar. Deus não me colocou nesse mundo para fazê-lo piorar ou ficar admirando a paisagem e dizendo "maranata". Importa é o que eu faço com essa vida que me foi dada e que é a única que eu tenho! Não é minha responsabilidade gerir os rumos da humanidade (graças a Deus!) mas simplesmente fazer o humilde trabalho de amar minha família. E se eu não fizer isso, essa coisinha pequena, íntima e bonita, quem o fará? Eu quero fazê-la, essa é a minha responsabilidade e é sobre ela que prestarei contas. O resto é com Deus, não comigo, entende?
Camila Hochmüller Abadie é mãe, esposa e mestre em filosofia. Edita o blog Encontrando Alegria e apresenta o programa homônimo na Rádio Vox.
Título original: Uma entrevista arquivada
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...