Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Músicas que os pais fizeram aos seus filhos (III) - "isn't she lovely" de Steve Wonder

Steve e Aisha

A paternidade é um acontecimento. Quando planejada, curtida e anunciada é um momento lindíssimo na vida de um homem. Costumo explicar que, quando descobri que a Lu estava grávida de nossa primogênita, eu senti, literalmente, como que fossem imensas colunas de concreto deslocando-se dentro de mim. Sério! Não há metáfora nisso. Foi uma experiência real e única.

Ser pai foi um presente de Deus. Num passado distante, por causa da vida errada que eu levava, lembro-me que, certa vez, quando estava no fundo do poço, pensei ali: “Agora afundei mesmo. Nunca vou ter uma família. Coloquei tudo a perder”! Mas o que é impossível aos homens é possível a Deus. E não estava nos planos dEle me abandonar à sorte triste dos caminhos errados que eu escolhera.

Assim, ter sido pai foi uma Graça, um presente imerecido. Não tenho dúvidas disso. Ter uma família foi a dádiva mais preciosa que eu poderia sonhar em ter um dia. E a música que Steve Wonder fez para o nascimento de sua filha, Aisha, é completa nesse sentido: é linda, verdadeira, entusiasmada e uma homenagem à esposa também. Verdade, sem Lucila, tudo isso que eu vivo jamais teria sido tão completo. Por isso, apropriei-me dessa música para homenagear minha linda família.

A música é de 1976 e está traduzida e com pequenas adaptações na letra feitas por mim. Curta!  

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