Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sábado, 12 de julho de 2014

Submissão e liberdade femininas (Cris Corrêa)

A dificuldade que temos em aceitar a ideia de submissão, isso fere principalmente os ouvidos femininos...

A polêmica se dá pelo fato de que a ideia de submissão para o ser humano, seja a quem quer que for, é absurda. Passamos a vida toda buscando o que acreditamos ser ''liberdade'', mas ao mesmo tempo vivemos submissos a tudo que nos é imposto, seja a mídia, ou o Estado, o mercado de trabalho, a estrutura social em que estamos envolvidos, a cultura, os modos, os conceitos...tudo ao nosso redor nos exige submissão de alguma forma, e nós nos condicionamos a isso tudo sem ver nisso a extinção da nossa autonomia, servimos (ainda que recompensados no final do mês), servimos (ainda que a troco de elogios), servimos (ainda que por obrigação), estamos SEMPRE SERVINDO, e mesmo assim de forma ilusória repetimos a nós mesmos que somos livres.

A ideia de ''sujeitarmo-nos uns aos outros em amor'' é um dos princípios do cristianismo, e não vejo onde isso possa implicar em perder nossa autonomia, pelo contrário, se é no exercício da convivência, na capacidade de doar-se ao próximo em amor que alcançamos a graça de possuirmos um pouco da natureza divina que nos foi revela em Cristo, essa submissão, esse serviço que prestamos ao outro é muito mais revelador do que fechar-se em si mesmo. Acredito que nossa identidade própria só pode ser construída a partir do modo que enxergamos o outro, sem o exercício da convivência e do serviço não conseguimos nos construir.

As mulheres em especial, tem dificuldade de ''ser submissa ao marido'' por exemplo, pois logo abraçam a ideia de que estariam se anulando, sendo escravas, vítimas da misoginia.

Falar sobre submissão e cuidado dentro do matrimônio é diferente de falar sobre servidão feminina, ou escravidão da mulher. O ''ódio a mulher'' e a violência doméstica não tem ligação com a ideia do matrimônio segundo princípios Bíblicos, ambos ocorrem por diversos distúrbios e questões psíquicas, atribuir isso a um conceito claro de amor é um tanto incoerente, além de um reforço de ideias feministas sustentadas por décadas.

Homens e mulheres não são iguais. Homens tem muito mais "frieza" e facilidade de resolver algumas questões de forma racional do que mulheres por exemplo que naturalmente são muito mais sensíveis. A submissão, ou "servidão" como preferir, que a Bíblia diz que deve existir da parte da mulher se dá a um esposo que em troca dessa dedicação é capaz de sacrificar sua própria vida em favor "dos seus", logo não há ninguém "perdendo" nada ou muito menos se negando mais que o outro. É uma troca justa. A Bíblia toma como exemplo a própria relação do homem (igreja) com Cristo. É exatamente a mesma base de relação. A Bíblia nos chama de servos, amigos e irmãos de Cristo ao mesmo tempo, mostrando que se o princípio é o amor não há dificuldades em servir, ser ouvido e respeitado e muito menos em ser companheiro e parceiro na convivência. Desde o princípio a Bíblia aponta a mulher como "auxiliadora" do homem, ela é um esteio, um apoio para que o homem seja ''o homem que tem que ser'', assim como ela, ''a mulher que tem que ser''. Tudo isso não anula uma vida profissional ativa da mulher que queira tê-la, mas serve de base para uma relação saudável de acordo com princípios cristãos, onde o homem é o cabeça do lar.

Independente da Bíblia, falando de biologia e ciência, homens e mulheres são biologicamente diferentes, tentar construir uma relação matrimonial sem respeitar essas diferenças é suicídio. É aí que vemos homens bananas sendo manipulados por mulheres histéricas, onde o homem deixa sua masculinidade de lado e se torna um filho da própria esposa que vira e mexe cobra dele atitudes que ela mesmo anula quando quer ser igual a alguém que é naturalmente diferente. Uma bagunça...

Mulheres são naturalmente cuidadoras, mas também são ótimas manipuladoras, por isso a ideia de submissão ao homem na relação faz toda diferença, já que homens são naturalmente independentes e tem forte instinto protetor. Tem que equilibrar.

Não adianta, se a base for alterada, psicologicamente falando, o desequilíbrio vai aparecer e um dos dois vai viver dependente do outro. É questão de entender o outro e submeter-se as diferenças.

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