Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Quando o coração é rasgado... (Charles Swindoll)


"Li na semana passada a respeito de um casal (vamos chamá-los de Carlos e Clara), cujo casamento de vinte e cinco anos era excelente. Não idílico, mas muito bom. Tinham três filhos adultos que os amavam ternamente. Além disso, haviam sido abençoados financeiramente, de modo a permitir-se sonhar com uma casa de campo, à beira de um lindo lago, na aposentadoria. Começaram a procurar uma casa assim. Um viúvo, a quem chamaremos de Benjamim, estava vendendo a sua. O casal gostou da casa dele — e bastante. Voltaram para casa para fazer planos. Passaram-se os meses.

Há pouco tempo, sem mais nem menos, Clara disse a Carlos que queria o divórcio. Ele ficou aturdidíssimo. Depois de todos esses anos? Por quê? E como é que ela podia enganá-lo... como é que ela poderia estar nutrindo essa traição, enquanto estavam procurando uma casa onde gozar a aposentadoria? Ela lhe asseverou que não estivera tendo um caso, que não fizera nada. Na verdade, tratava-se de uma decisão muito recente, agora que ela havia encontrado outro homem. Quem? Clara admitiu que era Benjamim, o dono da casa em perspectiva, com quem ela se encontrara inadvertidamente algumas semanas após haverem conversado sobre a transação imobiliária. Começaram a sair juntos. Visto estarem, nesse momento, "apaixonados", não havia como voltar atrás. Nem os próprios filhos, que odiaram a ideia toda, conseguiram dissuadir a mãe.

No dia em que ela deveria ir embora, Carlos atravessou a cozinha, na direção da garagem. Percebendo que ela teria partido quando ele voltasse, murmurou hesitante:
— Bem, querida, acho que esta é a última vez...

A voz se lhe sumiu, enquanto prorrompia em soluços. Ela saiu constrangida, apanhou apressadamente suas coisas, e partiu de carro ao encontro de Benjamim. Menos de duas semanas depois de ela ter-se mudado para ir morar com Benjamim, seu amante, Carlos foi acometido de um ataque cardíaco. Ficou em estado de coma durante algumas horas... e finalmente morreu." 

2 comentários:

Mariani Lima disse...

Triste demais!

Casal 20 disse...

Também achei terrivelmente triste!

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