Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Por que quem canta seus males espanta? (Prof. Debora Munhoz Barboni)

1ª apresentação do "Curso de Iniciação Musical e flautas"

Imagine a cena: Você está cansado, entrou no seu carro depois de um dia cansativo e sabe que vai encarar um trânsito terrível. Quanto stress e desânimo! Porém, ao ligar o rádio, percebe que sua música preferida está tocando. Qual a sensação imediata? Provavelmente de satisfação, de prazer, como se de repente todo aquele terrível stress diminuísse drasticamente. Esse é o poder da música!

Há muito tempo, pesquisadores estudam sobre a influência da música nas atividades cerebrais. Estudos comprovados mostram que pessoas que praticam música com prazer ou que ouvem músicas que gostam fazem o cérebro produzir endorfinas e serotoninas, que atuam trazendo relaxamento, equilíbrio mental e emocional. A música também ativa o neurotransmissor do prazer no cérebro, a dopamina. Isso ajuda a explicar porque a música sempre fez parte da vida das pessoas e é muito utilizada em festas, em filmes e pelo marketing. Obviamente, para podermos usufruir deste benefício, temos que estar atentos ao repertório que escutamos. Há músicas que contribuem ainda mais para deixar o coração desanimado. Certas melodias nos remetem a situações desagradáveis e momentos não tão felizes. Portanto, essas músicas devem ser evitadas, se o objetivo é utilizar a música como terapia, para trazer mais ânimo para o dia-a-dia.

Além de contribuir para o bem-estar do ser humano, a música pode ajudar a melhorar o funcionamento do nosso cérebro, principalmente quando praticamos música com regularidade.

Pesquisas recentes nos mostram que o cérebro pode mudar sua própria estrutura, através dos pensamentos e atividades estimulantes. O cérebro é vulnerável às influências externas e pode ser exercitado como se fosse um músculo.

O fato é que a música nos envolve em diversos níveis, e através de sua prática desenvolvemos habilidades motoras, cognitivas e linguísticas. Todos podem desenvolver o talento musical, desde que tenham contato com a música de forma agradável e pratique bastante.

A música pode fortalecer áreas importantes nos primeiros anos de vida, quando a neuroplasticidade (capacidade do cérebro de modificar sua estrutura e função através de experiências anteriores) é maior, mas é preciso salientar que a plasticidade continua na fase adulta. Nunca é tarde para praticar música. Ao aprender a tocar um instrumento musical estamos exercitando nossas habilidades mentais, refinando nossa capacidade de ouvir e desenvolvendo o controle motor fino, o que ajudará na firmeza de equilíbrio e na mobilidade. Ou seja, desenvolvendo essa nova habilidade, programaremos nosso cérebro para envelhecer em melhores condições.

A música está acessível a todos, não importa a idade. Aliás, quanto antes começar melhor.

Muitas famílias levam seus filhos desde bem pequenos para as aulas de musicalização infantil. Desta forma, aprenderão muitas brincadeiras musicais para praticar com seus filhos em casa, oferecendo assim um tempo de qualidade, afeto e atenção exclusiva através da música, além de oferecer muito estímulo ao cérebro, de maneira lúdica.

A criança que tem contato com música de qualidade desde pequena, além de desenvolver o gosto pela música, será um adulto com maior sensibilidade, e utilizará a música para descarregar o stress do dia-a-dia de maneira saudável. Além disso, poderá se tornar um apreciador da boa música, pois conviveu desde pequeno com este repertório, com experiências agradáveis e provavelmente se identificará com pessoas do mesmo nível cultural.

Para os adultos, segue a dica: cante sempre, seja sozinho, com amigos, em um show com artistas ou bandas que você goste, selecione suas músicas favoritas para ouvir durante o trânsito ou para fazer ginástica... enfim, inclua mais a música na sua vida. Ou melhor, que tal aprender a tocar um instrumento musical para estimular seu cérebro com uma nova habilidade?

A música sem dúvida pode trazer bem-estar, aumento da auto-estima e melhor qualidade de vida para todas as idades.

Experimente trazer a música com mais intensidade para sua vida e da sua família. 

Certamente você perceberá que quem disse o famoso e antigo ditado: “Quem canta seus males espanta” estava totalmente certo!

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