Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Por mais homens e mulheres (de verdade) - Letícia Maria Barbano



(texto originalmente publicado no jornal "Correio Popular", de Campinas - SP, em 13.02.14)

No ônibus ou em uma conferência, é quase impossível encontrar um homem que ceda seu assento para uma mulher se sentar. Pagar a conta do restaurante? Abrir a porta do carro? Certas gentilezas passaram a ser caricatas e sinônimos de alienação. E homens que assumam seus papéis de pais de família, dispostos a, se necessário, matar e morrer pela esposa e filhos? Onde estão eles? Afinal, em termos gerais, por que os homens não agem mais como homens? A resposta é simples: porque mulheres não agem mais como mulheres.

Na antiguidade, a maioria das sociedades pagãs enxergava a mulher como objeto, escrava do homem, sem vontade própria, descartável e, muitas vezes, não-humana. Com o advento da Idade Média, a Igreja conquistou para a mulher a dignidade que esta merecia: não era serva, nem patroa, mas companheira e igual em dignidade perante o homem. É desta época o chamado “amor cortês”, em que ser cavalheiro e tratar bem uma mulher não significava que ela era inferior ao homem, mas sim que, por ser tão sublime, merecia especial gentileza. Nessa época as mulheres se vestiam com distinção e modéstia, pois sabiam que o que é sagrado, merece ser velado.

Desde o renascimento até os dias de hoje, percebemos que a mulher voltou à condição de objeto e descartável que o Cristianismo havia redimido. Já previu Edmund Burke, o chamado “pai” do conservadorismo, que o que chamamos hoje de relativismo moral – que é o famoso não existir certo nem errado, mas tudo depender dos valores de cada pessoa – levaria a sociedade a ser enlouquecida e sem parâmetros. Cada mulher guiada por seus próprios valores passa a agir do modo que lhe convier. Dentro deste quadro de “cada um fazer o que quer porque acha certo”, sem ter um direcionamento moral do que realmente é certo e errado, a mulher se torna a maior vítima. Não há mais lei ou moral que a proteja ou que a exalte. Se um homem trata a mulher como objeto, ora, são os valores dele. O resultado é uma sociedade profundamente degradada, cheia de mulheres magoadas, homens sem virtudes, crianças sem pais, e famílias despedaçadas. 

A mulher por sua vez, também embalada pela mentalidade relativista, passa a se comportar com vulgaridade, sem pudor, sem modéstia, sem a delicadeza e feminilidade próprias de seu sexo. Comprada a ideia de pseudoliberdade que a pílula anticoncepcional deu, a mulher torna-se dona de seu próprio corpo e vontade, e, agora, pode ter o prazer que desejar, sem que isso tenha como consequência uma gravidez. Se ela pode ter relação sexual quando, como e onde ela quiser, por que não se vestir do jeito que quiser? Se portar do jeito que quiser? Abandonar virtudes e distinções? Rejeitar o dom da maternidade? Viver livremente! Por que não?
 
A mulher perdeu sua essência e, como consequências, a família e a sociedade também. Um antigo ditado dizia que, em um casamento, o homem era a cabeça e a mulher o pescoço. A cabeça toma as decisões, mas o pescoço a direciona e orienta. Se o pescoço está fraturado, engessado, flácido ou até ferido, como a cabeça conseguirá olhar para outros cenários e fazer as melhores escolhas?

Para restaurar a dignidade da mulher em nossa sociedade, não são necessários movimentos políticos financiados por instituições globalistas. É necessário, primordialmente, uma restauração da moral, especialmente da moral feminina. Necessita-se resgatar as virtudes do mundo, os valores sagrados, a diferenciação de certo e errado. 

Somente com a reconquista da moral feminina, um homem passará a agir como homem. Porque a mulher voltou a agir como mulher.

5 comentários:

Tom Alvim disse...

Excelente texto. Tenho ensinado isso para os meus filhos, pois acredito que cada membro da família tem o seu papel.

Posso publicar em meu blog?

Em Cristo,

Tom Alvim.

Anônimo disse...

muito bom!!!! o mundo a igreja de Cristo, carece um pouco mais de homens e mulheres de verdade verdadeira. Pq hj em dia...

Casal 20 disse...

Tom, querido, desculpe a demora. Eu não tenho vindo aqui muito rsrs mas é claro que pode compartilhar! Fique sempre á vontade! Abraços!

Letícia disse...

Muito obrigada pela divulgação!
Que Deus toque o coração das pessoas para que esta mensagem frutifique!

Abraços,

Letícia Barbano

Osasco disse...

Lembre-se de dizer que uma namorada que não segue a castidade, será uma mãe que não saberá ensinar a castidade à suas filhas e filhos. Então um homem que queira filhas castas, deve escolher uma namorada casta para ser sua future esposa e mãe de suas filhas e filhos.

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