Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Porque o amor também é um conto de fadas...


Enquanto o mundo desaba

Há um amor amor tão triste no fundo dos seus olhos.
Um tipo de joia pálida que se abre e se fecha com seus olhos...
- Eu colocarei o céu dentro dos seus olhos!

Há um coração tão tolo batendo tão rápido em busca de novos sonhos.
Um amor que fique para sempre em seu coração...
- Eu colocarei a lua dentro do seu coração!

Conforme a dor vai passando, não faz sentido para você, todo medo se foi.
Não foi tão divertido assim de forma alguma...
- Mas você pode contar comigo!

Enquanto o mundo desaba,
estamos nos apaixonando!

Eu desenharei suas manhãs com ouro, eu revirarei você na noite dos namorados.
Ainda que tenhamos sido dois estranhos até agora, escolhemos o caminho entre as estrelas...
- Eu deixarei o meu amor entre as estrelas!

Conforme a dor vai passando, não faz sentido para você, todo medo se foi.
Não foi tão divertido assim de forma alguma...
- Mas você pode contar comigo!

Enquanto o mundo desaba,
estamos nos apaixonando!

(David Bowie)

sábado, 26 de outubro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Mês de Drummond no Veneno Veludo (by Regina Brasília)

CAI A NOITE


Este mês, é de Carlos Drummond de Andrade.


Em defesa do poema - Cantares para ela mesma (XXI)

Para L.R.

Quero enviar-te meus versos obscenos,
destilados de teus vãos, de teus inversos:
é meu o sussurro arfado aos teus ouvidos,
é teu o arrepio arrancado pelo que te digo...

A cada poema licencioso que te oferto
não peço a ti qualquer licença poética,
mas vai essa dívida que teu corpo cobra:
teu anelo – leitmotiv de toda minha obra!

Revelo ao leitor nosso alicerce impudico:
teu tecido, trama que entrega as palavras
com as quais redijo, meu amor, nossa libido...

E dos fios entrelaçados - tela de tua tez -
traço meu poema de ti escrito! - Não vês?
- É teu corpo o que deveria ser proibido!

F.R.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sexo ou spaghetti? - sobre as noites de quinta-feira

E se você pudesse “renovar sua licença de casamento” no aniversário de 20 anos de matrimônio? Hoje em dia, os casais não esperam nem 20 dias...

Este delicioso episódio da “Família Dinossauro” aborda um tema deveras interessante: afinal, o que é importante numa relação? É certo que pequenas coisas, pequenos detalhes, são importantes, mas, talvez, estejamos supervalorizando-os excessivamente. Coisinhas como as flores prediletas dela, a bebida que ele mais aprecia, a data de aniversário (falando nisto, recentemente, certo amigo confessou que nem ele e nem a esposa lembraram-se do aniversário de 5 anos de casados deles, acredita?), todas estas coisinhas podem estar sendo hiper-valorizadas na nossa sociedade marcadamente hollywoodiana.

Fran e Dino são mais um casal estereotipado como o são a maioria dos casais de desenhos e séries televisivas (mas isto é assunto para outro post). Um belo dia, eles veem a renovação de sua licença de casamento impugnada porque não passam no “teste de intimidade”, pois Dino, o marido, consegue errar todas as 20 perguntas sobre a relação de 20 anos que ele tem com sua esposa. São perguntas sobre pequenas coisas, sobre detalhes da vida em comum e, evidentemente, exageradas pelo humor satírico da série. E eu sei que detalhes são importantes, mas não definem uma caminhada juntos – e esta é a ótima conclusão do episódio.

“E estar juntos nos momentos difíceis?”, pergunta Dino ao funcionário do Estado. “E o amor?”, insiste ele. “Aposto que não tem nada sobre amor aí nessa sua lista”, defende-se Dino. Dino está tentando mostrar que casamento é muito mais que detalhes. Um casamento de 20 anos sustenta-se principalmente em coisas grandes: o amor e a lealdade, por exemplo.

“Quem é você para julgar o quanto nós significamos um para o outro?”, eis a pergunta mais importante que Dino dirige ao funcionário do Estado. Primeiro, veja a invasão do Estado dentro dos nossos casamentos - nada mais atual do que isso! Mas o “Estado” aqui é muito maior, porque aquele funcionário, na verdade, representa a nossa cultura. São revistas, novelas, programas de tv, livros de best-seller, etc, há toda uma cultura invasiva, uma filosofia geral, querendo decidir o que é e o que não é importante numa vida a dois. A cultura superficial, materialista, egoísta, promíscua e mundana que temos ao nosso redor está tentando definir os critérios pelos quais devemos ou não nos manter casados: você goza sempre que tem relação sexual?, você inova as posições sexuais?, vocês frequentam motel?, vocês visitam sex shops?, vocês fazem sexo quantas vezes na semana?, você faz isso?, ela faz aquilo?, ele anda assim?, ela anda assado?, etc. Enfim, uma invasão pública à vida particularíssima de cada um. Uma cultura que manipula a todos sob o disfarce da liberdade pessoal: "você pode escolher livremente viver como todos nós estamos vivendo", diz o Big Brother. 

Há uma avalanche de opinadores e juízes acerca de como deve ser o casamento ideal e, se por acaso o seu não se encaixar na fórmula deles, está na hora, dirão, de você reavaliar se não vale a pena trocar de parceiro(a) – eis a grande proposta da serpente cultural. Mas quem são essas pessoas para julgar o que um marido e uma esposa dentro da intimidade de seu matrimônio significam um para o outro? Só você sabe o quão importante é o seu cônjuge, só você conhece as coisas grandes que os mantiveram unidos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza. A despeito dos pequenos defeitos que todos nós temos, só você sabe sobre o amor e a lealdade construídos por todos estes anos entre vocês dois. Então, já declaro logo aos juízes de plantão: eu é que não deixo ninguém meter a colher no meio do meu casamento!!!

Ah! Quase ia esquecendo: sobre o título deste post? Bem... Assista ao episódio abaixo e descubra. rsrs       

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sim, maquiagem! (Norma Braga)


Já escrevi brevemente sobre maquiagem aqui. Aproveitando que estou empolgada por ter falado às mulheres na Conferência Fiel, será divertido voltar ao assunto!

Esses dias, ouvi uma pregação em inglês do pr. Paul Washer sobre esposas - muito boa, recomendo! - em que ele faz uma brincadeira. Perguntaram-lhe se usar maquiagem era pecado, e ele respondeu: "Para algumas mulheres, não usar maquiagem é que é pecado!"

Importante: se você tem dúvidas sobre isso - se usar maquiagem é pecado - , pare tudo e leia o artigo excelente da minha amiga Elizabeth Portela sobre o uso de cosméticos e enfeites femininos. Esse texto lhe dará uma boa base bíblica para compreender o desejo de Deus para nós (em passagens como 1 Timóteo 2.9-10 e 1 Pedro 3.3-6) e evitar o triste extremo de abster-se de enfeites (ascetismo).

Na verdade, em resposta à pergunta, eu diria para todas as mulheres (não só algumas) que é um desperdício não aproveitar as benesses desse instrumento maravilhoso da graça de Deus que é a maquiagem. Somos pecadoras, e um dos efeitos do pecado é que nossa pele não é perfeita. A maquiagem pode não só cobrir olheiras e uniformizar a cor do rosto, mas também realçar nossos olhos ou nossa boca, devolver-nos uma corzinha "de saúde" nas bochechas, aumentar nossos cílios(os meus são quase inexistentes sem rímel) e, em geral, nos ajudar a enxergar melhor nossa beleza feminina.

Mas meu objetivo aqui não é ministrar um curso de automaquiagem - aprendi a me maquiar na internet, aliás -, e sim ir um pouco mais fundo na questão. Há mulheres que não se maquiam nem se arrumam, mas desprezam o aspecto estético em relação ao próprio corpo. Eu era uma dessas mulheres antes de me converter - e Deus iniciou em mim um processo longo de descoberta da minha feminilidade, um processo que incluiu o uso de roupas bonitas e cosméticos. Queria passar para vocês aqui um pouco do que aprendi: que não usar maquiagem pode apontar para vários pecados reais na sua vida, como apontava na minha.

Deixe-me ver... Por que você não usa maquiagem?

1. Você não se acha bonita

2. Você não se importa com a imagem que passa aos outros, incluindo seu marido

3. Você acalenta uma ideologia que exalta o "natural" e o "espontâneo"

4. Você acredita que a beleza exterior é um luxo desnecessário

5. Você tem medo de ficar bonita porque isso desviaria a atenção de quem você é interiormente

6. Você tem medo de ficar bonita porque isso chamaria a atenção dos homens e a tornaria vulnerável

Em uma postagem futura, vou abranger com mais detalhes cada um desses motivos. Aguardem! 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Água e óleo - o testemunho delas mesmas!

"Os pais são os mesmos, a criação também, o que eu dei para um, dei ao outro" - não é assim que ouvimos tantos pais falarem? E quando eles argumentam desse jeito é surpreendendo-se com tanta diferença vista entre os filhos. Afinal, "foi tudo igualzinho"... Será mesmo? 

Ana Lissa é dois anos mais velha que Gisele. Vimos Deus abençoar nossos matemáticos planos de dar a elas essa pequenina diferença de idade. Da infância da Aninha lembramos dos mínimos detalhes. Já a da Gisele passou tão rápida que quase nem percebemos que, agora, ela já está com 8 aninhos de idade.

Ana é água. Organizada, sistemática e “améliazinha”. Verdade! Aninha gosta de aprender a costurar, fazer crochê e arrumar o quarto dela impecavelmente... Bem, “o quarto dela” é um modo de dizer, porque a irmãzinha reside na outra metade do mesmo quarto e aí é que se revelam as maiores diferenças entre minhas menininhas. 

Gisele é óleo. E esta é a graça da Graça de Deus que deu a elas personalidades tão próprias. Acredite! Quantas vezes Gigi leva advertência dos professores por não levar o material completo ou por esquecer algum trabalho em casa? Nem vou falar do armário de uma que é o oposto do armário da outra. Aninha tem tudo em ordem, roupinhas muito bem dobradas e sua perfeita estante de perfuminhos, batonzinhos e outras coisinhas de menina. Gisele? Xiiii, nem te conto mais.

Água e óleo – tão diferentes assim? Ana Lissa é recatada, discreta e pega no pé da irmã pelos "excessos de felicidade" que essa pratica. Ana Lissa é tímida. Gisele é espevitada, cantadeira e muitíssimo comunicativa. Gisele decora melodias e letras com uma facilidade enorme e assustadora. Aninha já se atém aos detalhes da vida e da veste das pessoas...

Água e óleo? Nem tanto assim, pois sei que Aninha é algo da própria mãe, mas, indubitavelmente, há nela pitadinhas do pai. Gisele é bem assim do jeitinho que eu também sou, mas, inegavelmente, ela puxou as maravilhosas qualidades da mãe. Contudo, há jeitinhos, coisinhas, particularidades inusitadas tanto de uma como da outra que, sinceramente, eu e a Lu nos perguntamos admirados: "Afinal, a quem que essas meninas puxaram?" rsrs

O fato é que, embora a diferença seja de apenas dois anos de idade e pensemos que as educamos de modo muito semelhante, não foi bem assim. E é exatamente essa diferença delas que também denuncia que eu e a Lu mudamos com o tempo. Os pais da Aninha já não eram os mesmos quando a Gi nasceu. Gi, por sua vez, foi educada por outros pais e, surpreenda-se, Aninha foi conhecendo esses pais da sua irmãzinha, que passaram a educá-la de uma forma singular e diferente daquela quando Aninha era apenas nossa filha única.

Sim. Ana Lissa e Gisele são muito diferentes, mas hoje eu sei que também é porque eu e a Lu mudamos sempre. E vê-las assim tão diferentes uma da outra é o testemunho de que somos mesmo um rio que corre continuamente em direção aos braços de Deus, mas um rio cujas águas não se repetem nunca! Amém! 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pertencer (Clarice Lispector)



Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 
 
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. 
 
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.
(Clarice Lispector)

sábado, 12 de outubro de 2013

Quem somos nós? - Cantares alheios (XX)

Ai, ai, ai…
imagesContos de fadas, castelos em reinos distantes, sapos que se transformam em príncipes, o primeiro beijo encantado, bruxas más envenenadas em suas próprias maçãs… Virgindade era uma personagem que não aparecia nessas histórias… E todos os finais eram felizes.

Um mundo de fantasias ou realidade? Será que essa imaginação era só na nossa infância ou de fato a levamos para o mundo adulto com a esperança em amor eterno, fiel e verdadeiro? E os cafajestes que tentamos transformar em homens melhores?

E o século 21 com todos os obstáculos? Dá para ser princesa ou assumimos o papel de guerreiras? Luta pela nossa própria vida e não ao casamento forçado como a ruivinha do Valente? Ou a ambivalência de uma princesa lutadora de dia que se transforma numa ogrinha carente, verde e delicada à noite que sonha que seu príncipe encantado mate o dragão e quebre seu feitiço? Será que queremos mesmo essa quebra de feitiços e sonhos planejados quando acordadas? Ou é mais desafiador encarar a realidade, mas daí vem a TPM e coloca o medo acima de tudo fazendo tudo impossível de ser alcançado?
cinderela
Realidade ou ficção? E o tal segredo quando diz que basta mentalizar o que desejamos que o universo conspira a nosso favor? E se não pensarmos nos detalhes e a pitadinha de ciúmes vier na realidade vestido de um maníaco depressivo e possessivo e no final terminarmos de mãos dadas com a Tia Maria da Penha?

E a era dos 30 quando chega e a gente não arruma casamento? E quando a gente arruma um amor, mas ele quer apenas juntar as trouxinhas? E se o pântano for mais divertido que o castelo em far far away? E se gostarmos mais de caçar na floresta e seguir Robin Wood em vez de administrar xícaras e bules falantes e conversar com passarinhos… Só para esperarmos lindas e maravilhosas nossos reis vindos da guerra diária?

Quem somos nós? Princesas encantadas ou mulheres de verdade?
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Ou as duas coisas? Ou merecemos uma vida de princesa por enfrentarmos o cotidiano de salto alto e com a mágica de sermos filhas, irmãs, amigas, esposas, amantes, mães, profissionais, estudantes e mulheres… Tudo ao mesmo tempo?

É vergonha sonhar com uma vida encantada? Ou é colorido? E a paixão e o amor eternos? Duram para sempre? Ou o sempre é subjetivo e pode durar uma noite? E se durar um olhar?

E a tal virgindade? Deve ser a protagonista de nossas vidas, ou os valores morais? Em contos de fadas, existem valores morais? E se quisermos ser as bruxas más? Qual é o problema? E se não formos, como enfrentá-las? E se a tal bruxa má for a nossa TPM ou o desespero de não conseguir vestir a fantasia da mulher perfeita para casar?

Quem somos nós?
EU sou alguem

Quem é você?

O que você quer ser?
quem_somos_nos
E se você não for? Vai se frustrar ou continuar sonhando?

E se nossos príncipes não atenderem as nossas expectativas? E se optarmos pelos lobos maus? E se quisermos princesas? E se não gostarmos de vestidos brilhantes e sim de calças jeans básicas?

E a beleza atemporal? Serve para nós também? E se o espelho não for nosso melhor amigo? E se ele for apaixonado e não nos deixar sair lindas numa balada? E se ele quebrar? E se ele distorcer a realidade?

Quem somos nós? O que devemos nos tornar? Por que? Quando? E os nossos corações?

E o momento único de estar sozinha? Nos chamam de encalhada, mas a Pequena Sereia tinha um oceano inteiro a desvendar… E se gostarmos de peixes e não de tubarões ferozes? E se não quisermos ser princesas? E se quisermos ser simplesmente mulheres?

Quem somos nós?

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

GANDAVOS - terceiros contos

Já é a terceira publicação (veja as outras aqui e aqui) da série Gandavos em que tenho prazer de participar com textos de minha autoria. Gandavos é um livro de contos que reúne escritores das mais diversas regiões do Brasil, iniciativa do Blog Gandavos. Nesta publicação, há dois textos meus. Para adquirir o livro, clique aqui: gandavos@hotmail.com 

Particularmente, gostaria de agradecer pela correção preciosa que meus textos tiveram pelas mãos competentes da querida Celêdian Assis do Blog Sutilezas da alma e mente.

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