Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 30 de maio de 2013

You are my Hiding Place...

"You are my Hiding Place" foi uma das lindíssimas músicas que embalaram a festa de nosso casamento. Foram muitas músicas, que, desde a cerimônia na IPN (Igreja Presbiteriana Nacional) até à festa de recepção, glorificaram ao Deus que nos enlaçava um ao outro naquele dia inesquecível.

 

Minha oração é que o seu casamento e a sua família sejam uma bênção nas  mãos de Deus - consagre sua família ao único que merece todo o seu amor! 

 

Deus, o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, deve ser o refúgio para sua família em meio ao mundo mau. Entregue-se! Entregue sua família! É muito simples: arrependa-se dos seus pecados, reconheça que um justo morreu por você naquela Cruz e, finalmente, viva uma vida para glorificar ao Deus da sua salvação. Viva uma vida sob o poder do Espírito Santo!

 

Quero convidar você a cantar esta lindíssima música. Faça dela uma adoração ao Senhor da sua vida. Louve ao Deus da nossa santificação.

 

You are my Hiding Place

Tu és o meu refúgio.

Tu sempre enches meu coração

com cânticos de livramento

Quando eu estou com medo.


Eu confiarei em Ti.

Eu confiarei em Ti.

Deixe o fraco dizer:
"Forte sou na força do meu Senhor"!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Eu? Desprezível?! - um post para minhas filhas (repostagem)

Estão dizendo por aí que a continuação está vindo. Então, reposto para indicar este filme delicioso para assistir em família!



Nós, seres do sexo masculino, somos malvados. Somos todos muito malvados.  Contudo, o  mais surpreendente, é que, ainda assim, Deus nos dá filhos! Claro que, na maioria das vezes e por quase todo tempo, não sabemos como nos portar, como segurá-los, o que dizer, o que fazer com essas crianças que nos obrigam a olhar para elas, desafiando-nos diariamente a sair da nossa zona de conforto e olhar noutra direção que não seja apenas o nosso próprio umbigo. É sobre isso que trata o filme infantil - infantil mesmo - que, num dia desses, assistimos, todos juntos, aqui em casa: "Meu malvado favorito" ("Despicable me", que seria traduzido assim: eu, desprezível).





O personagem “Gru” foi criado pela mãe autoritária e indiferente a ele (não há a figura paterna). “Gru” persegue desde criança seu sonho, mas sempre procurando a aprovação materna. Todavia, todo esse seu esforço se revela inútil, porque ela despreza os sonhos do filho. Então, tendo uma criação dessas, como poderia "Gru" se sair bem como pai? E ainda por cima pai de três meninas de uma vez?! Ele não aprecia histórias infantis, não gosta de contá-las, não sabe segurar na mão de crianças e, muito menos, dar beijo de boa noite e - evidentemente - nem dizer “eu te amo”. Enfim, o nosso herói é realmente um adulto desprezível!




Ser pai é um aprendizado. Ser pai é sempre um dia depois do outro. E a grande descoberta de “Gru” é que a beleza do amor está em você decidir amar a quem, com toda liberdade, decidiu amar você também. “Gru” decidiu amar aquelas três menininhas que viraram sua vida de cabeça para baixo, principalmente invertendo valores estranhos que existiam na vida dele. Elas aparecem assim, repentinamente, sem aviso prévio e vendendo biscoitos à porta da casa dele. A mais nova das meninas tem um nome sugestivo: Agnes (anjo). Por isto mesmo, eu poderia também dizer que é em uma dessas visitas imprevisíveis de Deus em nossas vidas que, de modo bem parecido, tudo pode mudar. Eu creio!




 

É possível, sob outra perspectiva, que nós, homens, ainda que tendo um “Gru” morando dentro de nós (e que passa o tempo todo sonhando em roubar a lua só para suprir nossas demandas mais infantis), venhamos a descobrir, finalmente, que o maior sonho a ser realizado é o de decidir amar nossos filhos, assim como um dia Deus nos amou primeiro. No caso do filme, "Gru" vai aprender a amar assim como as meninas o amaram primeiro: apesar daquela careca, do nariz esquisito e da aparência um tanto quanto grotesca (“Gru” é um diminutivo em inglês da palavra "gruesome", que quer dizer "repugnante"). No meio do filme, uma das meninas diz para a outra que “Gru” dá medo nela, mas, diante dessas palavras, a pequena Agnes, depois de um momento de reflexão, devolve: “Igual o Papai-Noel”! Talvez porque sejamos todos isso mesmo: um misto de coisa alguma com alguma coisa maravilhosa demais para se compreender; seres totalmente depravados, mas, ainda assim, com  a maravilhosa imagem de Deus plantada em nós.



Ana Lissa e Gisele
 Filme é sempre algo muito pessoal, uns gostam e outros não, mas “Meu malvado favorito” falou de uma maneira muito especial a mim, por causa dos temas que aborda: adoção, baixa autoestima, julgamento, descobertas, conquistas, paternidade. Sou pai de duas lindas princesas e tenho descoberto que, apesar do “Gru” que ainda mora aqui dentro de mim, elas me veem de uma maneira toda especial. E, por isso mesmo, elas me fazem querer, cada vez mais, ser um pai melhor para elas. Dica? Um filme para se ver com toda a família, sem esquecer da pipoca e do refri, claro.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Amor" (Oscar Wilde) - aforismos


01 - Os homens sempre desejam ser o primeiro amor de uma mulher; este é um efeito de sua insensata vaidade. As mulheres têm um instinto mais sutil. Elas desejam ser o último amor de um homem.

02 - Sempre percebemos alguma coisa ridícula nas emoções das pessoas que deixamos de amar.

03 – Segundo alguns, as mulheres amam com os ouvidos, exatamente como os homens amam com os olhos; admitindo-se que realmente amem.

04 - Quem ama uma só vez na vida tem uma natureza superficial. O que alguns consideram lealdade e fidelidade, para mim não passa de apatia devida ao hábito e à falta de imaginação.

05 - Na verdade não vejo nada de romântico nos pedidos de casamento. O amor é muito romântico, mas não há nada de romântico ao se pedir a mão de uma jovem. Corre-se sempre o risco de ela aceitar. Aliás, acredito que na maioria dos casos seja isso mesmo que acontece. Aí, qualquer interesse desaparece. A incerteza é a quinta-essência do romantismo.

06 - Hoje em dia é muito perigoso, para um marido, ser gentil em público com a mulher: isto faz com que as pessoas pensem logo que ele a surra na intimidade. De tão grande que é a incredulidade do mundo por aquilo que tem aparência de felicidade conjugal.

07 - O Romantismo é privilégio dos ricos, e não profissão dos desempregados. Ao pobre só é permitido ser prático e prosaico.

08 - É a velha história: o amor - não no começo, porém, mas sim no fim da estação, quando é muito mais satisfatório.

09 - Os amantes fiéis só conhecem o lado trivial do amor, as tragédias do amor são privilégios dos amantes infiéis.

10 - O mistério do amor é maior que o mistério da morte.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sexo aos 60: você já pensou nisso?

Sexo aos 60... Não, sinceramente, nunca havia pensado nisso até ontem à noite, quando, após assistir ao filme “Um divã para dois”, pela primeira vez, peguei-me pensando na realidade da vida sexual na terceira idade.

Sexo ainda é um assunto difícil para muitas pessoas, seja pelo excesso de pudor ou pela vulgaridade com que o tema é abordado por muitos "conselheiros conjugais de boteco". Quando conversamos sobre sexo, a tendência geral ou é a negação ou querermos posar de moderninhos e, promiscuamente, misturarmos o privado com o público. Temas como sexo oral, anal, uso de brinquedos eróticos, visitas às lojas de sex shop, fantasias, etc, sempre são abordados pelo meio cristão e, invariavelmente, ouvimos aquela perguntinha: pode ou não pode?

Este blog faz questão de se declarar cristão, daí, em todos os assuntos, buscamos uma leitura, uma interpretação bíblica, sustentada sobre valores judaico-cristãos, assim, "o pode ou não pode" terá sempre como resposta o princípio da liberdade responsável cristã: “Posso todas as coisas, mas nem tudo me convém”. O que convém a um casal cristão? Convém que o casal faça tudo, quer coma, quer beba, quer faça sexo, faça tudo para a glória de Deus. O sexo deve dignificar e trazer intimidade, prazer, valorização e segurança. Acredito, sinceramente, que a vida sexual deve transbordar o fruto do Espírito Santo: amor, paz, bondade, benignidade, longanimidade, mansidão, domínio próprio, fidelidade e alegria – contra estas coisas não há condenação. Em outras palavras, exercendo a liberdade cristã conjugal para que haja tal fruto, não há o que se dizer sobre o "pode ou não pode".

Por outro lado, não há como negar o bombardeio diário de uma sociedade sexista. Logo, honestidade, sinceridade e diálogo são requisitos para o enfrentamento de um mundo que avança contra a família tradicional. Faz parte da santidade no casamento o caminhar juntos em direção ao mesmo alvo. O marido precisa cultivar a sinceridade no relacionamento com sua mulher para confessar a ela suas próprias fraquezas e necessidades e a esposa precisa ser compreensiva com um marido que está sendo posto na boca do leão diariamente, seja no trabalho, na escola, seja pela tv e internet. Fingir que não somos feitos de carne e osso e enganar a nós mesmos, pregando que não somos frágeis e fracos diante das tentações diárias, é ajudarmos o inimigo a preparar a armadilha em que nós mesmos cairemos amanhã: não somos super-crentes (graças a Deus)!

Gostaria de retornar ao tema principal deste texto: sexo aos 60! O filme “Um divã para dois” não é um filme cristão, embora, indubitavelmente, seja pró-família. Algumas soluções, portanto, são heterodoxas (embora muitas dessas "soluções" sejam abordadas apenas como humor - lembre-se que o filme é uma comédia), mas, em determinado momento, a personagem principal, uma idosa com mais de sessenta, reage: “Eu me sinto uma farsa”! Ela está dizendo isto acerca de ter que fazer algumas coisas que não são ela mesma, assumir papéis sexuais que não a representam. Em outro momento, o filme põe o pingo acertadamente em cima do i, quando essa mesma personagem confessa que não era “sexo” o que ela queria apenas, mas era o seu marido por inteiro. Não era a falta de sexo há cinco anos o que os estava minando a ponto de estarem dormindo até em quartos separados, mas era a falta do carinho, do toque, do abraço e de que ele a olhasse nos olhos com admiração novamente! Assim, o filme mostra que a relação entre duas pessoas enlaçadas pelos votos do casamento é muito mais do que fantasias, brinquedos, “o posso ou não posso” dos malabarismos performáticos que transbordam em conversas com amigos e que, quase sempre, não representam a realidade da maioria dos casais (cristãos ou não). Somos uma sociedade tão acostumada à propaganda da tv que nem percebemos que fazemos de nós mesmos produtos e expomos nossas vidas em vitrines sem, contudo, alertarmos o cliente que, boa parte do que propagamos por aí, é tão somente maquiagem de marketeiro. Aliás, para provar isto, há uma pequenina cena de humor no filme na qual, diante da frustração da personagem principal, que confessa que não está tendo sexo ultimamente (e que, por isto mesmo, sente-se deslocada num mundo em que todos parecem ser verdadeiros atletas de alta performance sexual), há uma garçonete que se vira e pergunta aos outros clientes: "Quem está sem fazer sexo"? E todos levantam as mãos. Esta é a verdade.

E talvez porque faça parte da linguagem da propaganda mostrar as qualidades e esconder os defeitos, é que, sexualmente falando, estamos sempre projetando aquilo que brilha ainda que nem tudo que reluza em nós seja ouro. E este, certamente, é o grande trunfo do filme, sustentado pelas atuações brilhantes e cheias de empatia de Meryl Streep e Tommy Lee Jones: mostrar os sentimentos escondidos de um casamento que se acomodou pela chegada da terceira idade - mas, para resgatar a intimidade, alguém terá que tomar a iniciativa e, pelo menos durante algum tempo, é bem provável que esta pessoa lutará sozinha pelos dois! Os filhos já saíram de casa, estamos moldados à rotina e, quando menos esperamos, esquecemos quem é esse outro em quem, vez em quando, estamos nos esbarrando pelos quartos, corredores, cozinha e sala da mesma casa em que vivemos juntos. Juntos, mas separados.

Adianto que o fim do filme é o fruto da vitória daqueles que decidiram fazer tudo o que fosse possível para que seus últimos anos fossem os melhores anos de suas vidas! 

Se possível, não desista, lute também. 

Segue abaixo o trailer. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Love is in the air...

Belíssima música de um filme inesquecível: "Vem dançar comigo"!
PS - Na barra inferior ao vídeo, num sinal parecido com "*", marque para assistir em 360 (qualidade maior), porque as imagens e cores do clipe são lindas.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O nascimento do Amor

Para Platão, foi durante as festas natalícias de Afrodite, que Póros* (Abundância), embriagado pelo néctar dos deuses, é encontrado por Pênia (Carência). Esta, mendiga tentando alimentar-se das sobras daquela festa, deseja deitar-se com ele, porque ele possui tudo o que ela não tem. Desta relação entre a Abundância e a Carência nasce Eros, o Amor!

O que é o amor entre um homem e uma mulher? 
Há quem diga que Eros não era bonito como imaginamos pelas pinturas e imagens antigas, mas, tendo herdado a natureza pobre de sua mãe, Eros anda sempre feio, roto, sujo pelas ruas e becos, dorme no chão, contudo, paradoxalmente, por ter herdado também a natureza de seu pai, Eros está sempre em busca do que é belo, daquilo que pode encher seus olhos e lhe satisfazer sua alma! Eros fará de tudo para perseguir e alcançar o que deseja (por isso o Amor é cheio de artimanhas), mas é de sua natureza a eterna frustração...

O Amor possui esta característica da insatisfação: é e não é, tem e não tem, abundância e carência, riqueza e pobreza, vida e morte... O Amor é filho dos opostos!

“ – E quem é seu pai – perguntei-lhe [Sócrates] – e sua mãe?

-- É um tanto longo de explicar, disse ela [Diotima]; todavia, eu te direi. Quando nasceu Afrodite, banqueteavam-se os deuses, e entre os demais se encontrava também o filho de Prudência, Póros (Recurso). Depois que acabaram de jantar, veio para esmolar do festim a Pênia (Pobreza), e ficou pela porta. Ora, Póros, embriagado com o néctar – pois o vinho ainda não havia – penetrou o jardim de Zeus e, pesado, adormeceu. Pênia então, tramando em sua falta de recurso engendrar um filho de Póros, deita-se ao seu lado e pronto concebe o Eros (Amor). Eis por que ficou companheiro e servo de Afrodite o Amor, gerado em seu natalício, ao mesmo tempo que por natureza amante do belo, porque também Afrodite é bela. E por ser filho o Amor de Póros e de Pênia foi esta a condição em que ele ficou. Primeiramente ele é sempre pobre, e longe está de ser delicado e belo, como a maioria imagina, mas é duro, seco, descalço e sem lar, sempre por terra e sem forro, deitando-se ao desabrigo, às portas e nos caminhos, porque tem a natureza da mãe, sempre convivendo com a precisão. Sendo o pai, porém, ele é insidioso com o que é belo e bom, e corajoso, decidido e energético, caçador terrível, sempre a tecer maquinações, ávido de sabedoria e cheio de recursos, a filosofar por toda a vida, terrível mago, feiticeiro, sofista: e nem imortal é a sua natureza nem moral, e no mesmo dia ora ele germina e vivem quando enriquece; ora morre e de novo ressuscita, graças à natureza do pai; e o que consegue sempre lhe escapa, de modo que nem empobrece o Amor nem enriquece, assim como também está no meio da sabedoria e da ignorância.” (O Banquete – Platão, 203a – 204a).
* Póros, em grego, significa "caminho", daí a palavra "aporia", que é "sem saída, sem solução". 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Uma carta...

Canarana, 09 de março de 2013.


Minha amada,

nesta manhã, acordei querendo escrever-te esta carta. Há tempos não trocamos palavras pelo serviço tão démodé dos correios e telégrafos, mas, ainda assim, o conteúdo desta é o mesmo que pelos últimos dezessete anos venho sussurrando aos teus ouvidos: eu te quero, meu amor!

Escrevo como quem derrama propositalmente a última noite sobre teu colo de orquídeas selvagens. Escrevo, portanto, para que ouças mais uma vez: eu te desejo, meu benquerer! E a minha intenção é afagar-te com minhas palavras; projetar sobre teu corpo a poesia da intenção que há neste meu coração... As palavras que escrevo são sangue, carne e espírito lançados sobre o cuidado frágil de tuas mãos. Desejo estar exatamente na presente situação em que me encontro: correndo todos os riscos que o amor revelado traz aos que se confessam cativos deste delicadíssimo sentimento.

Peço, minha eleita, tua atenção redobrada às palavras, porque elas são tudo o que tenho. Elas são o buquê que oferto, as emissárias deste meu querer que te dedico. E se desejo é porque desejo com especial interesse, pretendendo que a flor do teu querer se abra a ti no jardim dessa tua casa e aspires a fragrância com a qual desperto teu corpo para mim.

É desejo, repetirei, é adquirir, possuir o que há de melhor em ti e que somente a mim revelas por inteiro e me pedes que te guarde na palma desta minha mão. É tua flor que fica por mais tempo aqui... Quero fazer tenção de lhe acordar, ensaiar este novo dia, procurar despertar teu desejo à maneira que despertas o meu... O que quero de ti, meu amor, tem nome impronunciável!

Há palavras que as uso e levam no vento esta simpatia, a amizade e o afeto que tenho por ti, minha favorita. Todavia, há palavras pesadas, insustentáveis e que não se permitem ser carregadas pelo ar. Estas só podem se manifestar naqueles momentos de nossas tempestades em que árvores, casas e cidades inteiras são arrancadas ardorosamente do chão quando de nossos encontros. Nestes momentos, novas palavras se acrescentam incisivamente ao dicionário de nossa paixão, como que ordenadas ou exigidas pela sofrega flor de nosso querer.

Manifesto, meu amor, a minha própria vontade com toda minha decisão e eu decidi querer-te para sempre! Permita-se, lânguida, consinta-se sob meus braços... Esta carta é um convite aos teus anseios, uma sugestão do que ainda não nos veio, um oferecimento de tudo o que ainda podemos. Um dia, deste teu coração a mim por direito e o que faço a cada dia é tão somente relembrar-lhe teus votos ditos sob a forma de pequeninas lágrimas cristalinas caídas sobre o altar. Exija de mim o que lhe é por direito também concedido e somente teu, minha preferida!

Enfim, vejo todas as palavras entregues nesta carta apenas para dizer: eu quero! Dediquei-me a catar cada uma destas palavras e cultivá-las aqui - jardim que entrego a teu talante – para que teus olhos possam conhecer mais uma vez este mistério da encarnação. A carne de meu desejo fez-se palavra para que me leias por inteiro! Estou na iminência do fracasso de não conseguir fazer-te entender-me direito: ouça, meu predileto amor, são apenas mil maneiras diferentes de dizer: eu quero!... Usei-as todas, as palavras. Quais mais me restam? Ainda estas últimas que te escrevo: aguardo tua anuência diária a este meu tão quisto querer, para que me elejas a ti por teu eterno amor querido!

Carinhosamente,

FR.
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