Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

poesia grave - Cantares para ela mesma (XVIII)

Amor em versos para teu aniversário - 25/02


Há esta clave requerida por teu corpo:
o pentagrama na pauta de teu espaço.

São os tais acidentes - teus beijos -
marca da armadura sobre o todo.

Partitura de fraseado interpretado:
ligadura semicircular de teus seios.

Regente que sou na frágua desse coro:
obra que te escrevo em infindo da capo.

Sigo tais variações que arpeio,
glissando o que pode estar solto.

Aceitarás o meu amor neste compasso,
ainda que afoito em sustenido e meio?

Paciência, querida, só por mais um pouco,
que meu verso nesta linha virá em staccato.

Há neste andamento gravidade e efeito:
peça composta desta voz que de ti ouço.

Amada diva, eis as liras em flor de legato:
notas inacabadas neste papel que ponteio.

Chave de volta que a conduzirá ao orto:
intenso intento meu neste canto baixo.

- Cesura à espera de tua nota que anseio...

F.R. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Amor X Poder (Danuza Leão)

Desde que o mundo é mundo — mas isso já passou —, os homens se encarregavam das despesas, e por isso mandavam em tudo, claro. Mas as coisas mudaram: agora eles ganham o seu, as mulheres o delas, e as despesas dos casais são divididas, do condomínio ao restaurante.

E mais ainda: com as mulheres trabalhando e se dando bem, muitas ganham mais do que seus companheiros; se tornaram, então, mais poderosas. O que se quer é a harmonia universal entre os países e entre os casais, e quem tem mais poder, justa ou injustamente, é quem toma as decisões.

Quando é ela quem assina o cheque, começa a mandar, só que homem que é homem não gosta disso, já que costumam confundir poder econômico com masculinidade. Se ela chega nervosa, excitada, mostrando o sapato novo, caríssimo — mulheres, como se sabe, não resistem a sapatos e bolsas —, nenhum homem consegue entender; e se ela diz que aquele sapatinho com a sola vermelha custou quase o que ele ganha em um mês de trabalho, o problema está criado.

Ela tem direito: afinal, o dinheiro é dela. Mas homem não gosta muito disso e, para que a vida siga suave, vai caber a ela não deixar, em nenhum momento, que ele se sinta inferiorizado por meras questões materiais. Algumas vão contornar com uma mentirinha suave que, afinal, não tira pedaço de ninguém. Não vão confessar nem sob tortura quanto pagaram; dirão que, aliás, foi uma pechincha, em cinco vezes sem juros. Mas existe uma maneira mais gentil de se comportar — e isso vale para o homem e para a mulher.

Quem tem mais não pode ser nem arrogante nem prepotente; deve ser extremamente gentil, para que em nenhum momento o outro se sinta dependente, por razões no fundo tão pequenas quanto dinheiro. Não que não seja bom: dinheiro é ótimo. Mas a convivência de quem tem mais com quem tem menos é no mínimo delicada, sobretudo se é ela quem está mais confortável no quesito.

É então a ela que cabe ser generosa e não deixar que ele jamais se sinta em situação inferior. Não é tão difícil assim: nunca forçar a barra para ir ao restaurante mais caro é fundamental, e é tão fácil deixar que ele escolha aonde vão, de acordo com suas possibilidades.

E convidar para ir ao restaurante luxuoso no dia do aniversário dele, por exemplo, tendo a gentileza de no final do jantar se levantar fingindo que vai ao toalete e pagar a conta sem que ele veja, é muito bacana. Se forem viajar, façam as contas do quanto vão poder gastar por dia, e entregue sua parte antes do embarque para que ele administre.

No Natal, faça discretamente com que ele saiba que você está louca para ganhar um determinado presente — modesto, dentro do que ele pode, é claro. E quando ele chegar mostre a mais deslavada alegria — como é que ele soube que aquilo é o que você mais queria?

São pequenas bobagens, mas é delas que a vida é feita; e ter um marido carinhoso, apaixonado e amoroso não é melhor do que entrar numa batalha, discutindo quem tem mais poder na relação?


FONTE

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O amor romântico segundo Ayn Rand

“Faz parte do amor colocar o outro acima do auto interesse?” - esta simples pergunta leva a filósofa Ayn Rand a tecer seus comentários sobre a natureza do amor romântico. Leia abaixo as palavras dela.
Ayn Rand, filósofa norte-americana de origem judaico-russa
Sim. O amor é um negócio, mas, como todo negócio, o amor deve ter seus próprios termos e sua própria moeda de troca. E a moeda de troca do amor é a virtude. Você ama pessoas não pelo que você faz por elas ou o que elas fazem por você. Você as ama pelos valores, as virtudes que elas alcançaram em seu próprio caráter. Você não ama sem causa, você não ama a todos indiscriminadamente. Você ama somente aqueles que merecem.

Essas pessoas não merecem o amor (as pessoas fracas moralmente). Certamente, elas estão mais longe. Essas pessoas podem sempre corrigir isso. O homem possui livre arbítrio. Se um homem deseja amor, ele deveria corrigir suas fraquezas ou suas falhas, e ele pode merecer. Mas ele não pode esperar o não merecido. Nem no amor, nem no dinheiro. Nem na matéria, nem no espírito.

Infelizmente, sim. Muito poucos (são dignos de merecer o amor). Mas está aberto a todos para se tornarem dignos disso. E isso é tudo o que a minha moralidade oferece a eles: um meio para torná-los dignos de amor, embora esse não seja seu objetivo primário.

Dos vários prazeres que um homem pode se oferecer o maior é o orgulho, o prazer que ele tem em suas próprias conquistas e na criação de seu caráter. O prazer que ele tem no caráter e nas conquistas de outro ser humano é o de admiração. A expressão mais elevada da união dessas duas respostas, orgulho e admiração, é o amor romântico. Sua celebração é o sexo.

É nessa esfera acima de todas – nas respostas românticas de um homem – que sua visão de si mesmo e da existência se revelam de forma eloquente. Um homem se apaixona e deseja sexualmente a pessoa que reflete seus valores mais profundos. Há dois aspectos cruciais em que as reações românticas e sexuais de um homem são psicologicamente reveladoras: na sua escolha de parceiras e no significado, para ele, do ato sexual.

Um homem de autoestima – um homem apaixonado por si mesmo e pela vida sente uma necessidade intensa de encontrar seres humanos que ele possa admirar, encontrar um equivalente espiritual que ele possa amar. A qualidade que mais o atrairá é a autoestima – autoestima e um senso inequívoco do valor da existência. Para tal homem, sexo é um ato de celebração. Seu significado é um tributo a si mesmo e à mulher que ele escolheu para, de forma definitiva, vivenciar de maneira concreta e em sua própria pessoa o valor e o prazer de estar vivo.

A necessidade de tal experiência é inerente à natureza do homem, mas se um homem não tem a autoestima para consegui-la, ele tenta forjá-la e ele escolhe sua parceira, subconscientemente, baseado na capacidade dela em ajudá-lo a forjar essa experiência para dar a ele a ilusão de um valor próprio que ele mesmo não possui e de uma felicidade que ele mesmo não sente. Portanto, se um homem se sente atraído por uma mulher de inteligência, confiança e força, se ele é atraído por uma heroína, ele revela um tipo de alma. Se, por outro lado, ele é atraído por uma mulher ignorante, incompetente e irresponsável cuja fraqueza permita que ele se sinta masculino, ele revela um outro tipo de alma. Se ele se atrai por uma vagabunda assustada, cuja falta de padrão e critério permite que ele se sinta livre de julgamento, ele revela um outro tipo de alma. O mesmo princípio, obviamente, aplica-se às escolhas românticas e sexuais de uma mulher.

O ato sexual tem um significado diferente para a pessoa cujo desejo é alimentado por orgulho e admiração e tem outro significado para quem a experiência prazerosa que ele proporciona é um fim em si mesmo e que busca no sexo a prova da masculinidade ou feminilidade ou um alívio para o desespero, ou ainda uma defesa contra a ansiedade, ou uma fuga do tédio. Paradoxalmente, são os “caçadores de prazer” - os homens que aparentemente vivem apenas pela sensação do momento, que se preocupam apenas em se divertir - quem são psicologicamente incapazes de vivenciar prazer como um fim em si mesmo. O perseguidor neurótico de prazer imagina que, ao repetir os movimentos de uma celebração, ele poderá sentir que tem algo para celebrar. 

Para conhecer mais sobre Ayn Rand:

A Revolta de Atlas (Ayn Rand)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Sapore di sale...

Sabor de sal (comp: Pepino Di Capri)

Sabor de sal
Sabor de mar
Que você tem sobre a pele
Que você tem sobre os lábios
Quando você sai da água
E vem deitar-se
Perto de mim, perto de mim.

Sabor de sal
Sabor de mar
Um gosto um pouco amargo
De coisa perdida
De coisa deixada
Longe de nós
Onde o mundo é diferente
Diferente daqui.

O tempo está nos dias
Que passam preguiçosos
E deixam na boca
Um gosto de sal
Você entra na água
E me deixa a te olhar
E fico sozinho
Na areia e no sol

Depois volta pertinho
E te deixas cair
Assim na areia
E nos meus braços
E enquanto te beijo
Sabor de sal
Sabor de mar
Sabor de você!

video

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Papa está certo - uma reflexão sobre carnaval e camisinhas



 Matéria da Folha Online:

O governo brasileiro distribuirá durante o Carnaval deste ano 70 milhões de preservativos como medida de prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Nas cidades que mais recebem visitantes durante o carnaval, que será celebrado em todo o país entre 17 e 22 de fevereiro, como Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Olinda, São Paulo e Ouro Preto, serão realizados exames gratuitos de HIV, com resultado imediato, indicou Padilha.
O ministro, citado pela estatal Agência Brasil, apontou que a campanha de prevenção neste ano terá como foco os jovens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos.
O Ministério da Saúde indicou que o contágio de aids nos jovens heterossexuais entre 15 e 24 anos caiu 20,1% entre 1998 e 2010, mas na população homossexual dessa faixa etária aumentou 10,1% no mesmo período.
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Será que casais casados têm mais relações sexuais durante o feriado do carnaval? Porque eu já sei que casais casados têm mais relações sexuais (e de qualidade) do que solteiros durante todo o ano (veja aqui)!

Não falo de modo algum dos casais cristãos, que, provavelmente, declinam das relações sexuais devido ao intenso trabalho evangelístico de rua ou aos acampamentos de Igreja em que estarão envolvidos. Seria pedir muito que estes casais mantivessem o folego sexual, enquanto passam as noites e os dias distribuindo folhetos, bíblias, aconselhando, acolhendo, resgatando, evangelizando (só quem já se envolveu nisso sabe como é que é). Seria pedir muito aos casais que também se envolvem em acampamentos, porque estarão pastoreando, ensinando, evangelizando, aconselhando, resgatando crianças e jovens da triste ilusão da propaganda de látex do sexo banalizado. Assim, é evidente que a pergunta com a qual abri este texto não se dirige aos casais cristãos. Por isso, duvido muito que o Governo esteja preocupado com esse grupo que acabei de citar.

Pergunto de novo: Será que casais casados têm mais relações sexuais durante o feriado do carnaval? Será que o Governo estaria preocupado com casais que saíram para desfilar, pular, beber, dançar, se alegrar por incessantes 4 dias (às vezes, até mais) juntamente com seus respectivos cônjuges? Valeria fazer um levantamento e constatar se o feriado de carnaval despertaria a libido a tal ponto que esses casais necessitassem de receber um reforço governamental de camisinhas para o feriado. Duvido que casais com este perfil estejam preocupados em aumentar o número das relações sexuais nos 4 dias de folia, uma vez que sua vida sexual estaria muito bem distribuída pelos outros dias do ano. Para um intenso aumento de vida sexual pode-se optar por melhores lugares como Bariloche ou uma praia deserta, quem sabe? Enfim, seria este, então, o público visado pelo Governo Brasileiro?

Então, vamos por partes. O texto acima da Folha Online começa com uma mentira: “O governo brasileiro distribuirá durante o Carnaval deste ano 70 milhões de preservativos como medida de prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Saúde, Alexandre Padilha”.

Você já descobriu a mentira? Não?! Leia de novo o parágrafo acima... E agora? PRESTE ATENÇÃO: camisinha NÃO É 100% segura contra nenhuma doença sexualmente transmissível! Pior, a camisinha não é capaz de reter a hepatite, pelo simples fato de que a camisinha não é 100% segura! Mas não é só isso, como se trata de uma doença viral, qualquer lesão (ainda que imperceptível), qualquer ferida que haja na região genital (por baixo dos pelos pubianos, por exemplo), transmitirá hepatite B. Além da hepatite, que lesiona o fígado, há outras doenças virais que seguem o mesmo roteiro.

PENSE BEM: ainda que você receba uma camisinha que esteja dentro do prazo de validade, ainda que você não esteja tão bêbado a ponto de colocar a camisinha no dedo, ainda que você, no frisson do momento, coloque a camisinha bem posicionada conforme manda a bula, enfim, se você vencer os obstáculos que acabei de dizer (sem contar que ela ainda possa “estourar” ou que logo após a ejaculação, antes ou durante a retirada da camisinha, pode haver vazamento de sêmen e o contágio irá ocorrer), ainda assim ela não é 100% segura (e piora se você levar em conta tudo isso que eu acabei de dizer). Porque as doenças virais não passam apenas pelo contato com o sêmen, mas também pelo sangue (micro lesões) e por fluídos corporais (suor e saliva)! É o caso do HPV, responsável pelo câncer de colo de útero! “Mas doutor! Eu e meu namorado sempre transamos de camisinha! Não é possível que agora eu esteja infectada”! - diz a boba da corte. Querida, vírus como o HPV podem ficar encubados por até 10 anos. Então, o que o Governo pretende com a propaganda da camisinha é criar a falsa sensação de segurança pró-promiscuidade!

O Governo mente e continua mentindo: “Nas cidades que mais recebem visitantes durante o carnaval, que será celebrado em todo o país entre 17 e 22 de fevereiro, como Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Olinda, São Paulo e Ouro Preto, serão realizados exames gratuitos de HIV, com resultado imediato, indicou Padilha” - viu agora a mentira? Viu o tamanho da irresponsabilidade governamental? “Exames gratuitos de HIV, com resultado imediato” (!!!). “Resultado imediato”? Para quê? “Meu bem, viu? Eu estou limpo e você também... então vamos transar sem camisinha”! - pensarão os bufantes! É a contradição da contradição de um governo envesado. O governo quer distribuir uma camisinha que, por si mesma, já não é 100% segura; e, se depender do folião alcoolizado e drogado, aí é que a coisa piora; mas para que distribuir camisinhas ineficazes e indesejáveis pelos mais calientes, se você pode fazer um exame para saber na hora se está limpo de HIV?... Mas é só HIV o que existe? E a Hepatite? E o HPV? E a gonorreia, a sífilis, o cancro mole, etc?!

Então, a quem se dirige o reforço de camisinhas durante o carnaval? A própria reportagem da Folha Online revela o que motiva farta distribuição: “Nas cidades que mais recebem visitantes...”. Eis a resposta! A camisinha visa criar uma falsa sensação de segurança para o turista sexual! Seja o turista nacional, seja o estrangeiro, mas a campanha visa o trânsito, o tráfego, o encontro fortuito, a transa fugaz, o sexo casual, enfim, é o item indispensável do kit-promiscuidade! Contudo, o que estes transeuntes não sabem (ou será que sabem?) é que a camisinha é distribuída como prevenção à doenças que não são impedidas só por causa do seu uso. Até mesmo, porque, veja como é séria a situação da falsa propaganda ou da verdade pela metade: a maioria dos viciados contaminados com o vírus da Hepatite B por compartilhar suas seringas, também estão contaminados com o HIV! Assim, a maioria das pessoas que está contaminada com o HIV, por causa da queda da sua imunidade, pode estar carregando em si outros vírus que causam câncer, demência e até a morte. Doenças que se forem barradas pela camisinha não serão pelo rala e rola do momento carnavalesco.

Realidades como essa tornam a camisinha uma propaganda pró-promiscuidade extremamente perigosa e irresponsável por parte não só do Governo, mas também dos meios de comunicação e dos órgãos de medicina, que poderiam ser mais transparentes e honestos sobre o uso da camisinha e suas reais consequências e eficácia na prevenção de DST'S.

Mas o ministro ainda diz um fato importante: “O ministro, citado pela estatal Agência Brasil, apontou que a campanha de prevenção neste ano terá como foco os jovens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos”. Há duas situações aqui: além de passar a falsa segurança pró-promiscuidade, além do incentivo a que menores de idade pratiquem sexo casual, além do cuidado com uma parcela da sociedade em detrimento de outras, o kit-promiscuidade do governo reduz a realidade à fantasia de que HIV é a doença do século, o mal do século e silencia sobre o contágio de outras doenças tão fatais quanto (principalmente para a mulher). Mas por que esse zelo governamental pelos jovens homossexuais? Resposta abaixo.

“O Ministério da Saúde indicou que o contágio de aids nos jovens heterossexuais entre 15 e 24 anos caiu 20,1% entre 1998 e 2010, mas na população homossexual dessa faixa etária aumentou 10,1% no mesmo período” - nas palavras do próprio governo a AIDS ainda prefere um grupo social: os homossexuais. Grupo que tem ao longo dos anos sido enganado por duas velhas mentiras do Estado: 1ª) de que a camisinha previne milagrosamente o HIV; 2ª) de que o HIV não prefere grupos que tenham uma vida sexual promíscua.

Por que a aids tem crescido entre jovens homossexuais, enquanto tem declinado substancialmente entre jovens heterossexuais? Arrisco lembrar que, enquanto para os homossexuais é negado o direito de saber que sua conduta sexual é pecado, aos jovens heterossexuais, não! Enquanto o governo insiste em distribuir seu kit-sodomia nas escolas, na contra-mão disso tudo estão igrejas e famílias que têm apostado na receita da educação sexual pró-monogamia – esta sim 100% eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis. Evangélicos, católicos e demais grupos cristãos têm alertado seus jovens e amigos para as mentiras e meias-verdades que o Governo conta. Mas não podemos dizer essas mesmas verdades aos homossexuais, porque seremos acusados de homofóbicos!

70 milhões de camisinhas... Parece até apoteose de Copa do mundo da fornicação: “70 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a danação”!

Mas se ainda há alguma ilusão quanto ao uso da camisinha e suas reais consequências, encerro com a citação de Reinaldo Azevedo: Edward Green é uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard. O que ele diz? O PAPA ESTÁ CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZ SUA SANTIDADE. Ora, como pode o papa estar certo? Em entrevistas concedidas no ano passado aos sites National Review Online (NRO) e Ilsussidiario.net, Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África. Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsuodiario, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação” - literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, frequentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.

Que Deus tenha misericórdia e continue a despertar a Igreja para a proclamação da verdade!

Este post foi publicado às vésperas do carnaval do ano passado (2012) sob o título: "Por que distribuir 70 milhões de camisinhas durante o carnaval?" 

Leia também o artigo da revista Galileu: O PAPA ESTÁ CERTO

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Você ama o seu cônjuge? (Blog A Pedra)

Aqui estão alguns excertos do capítulo 12 do livro de Paul David Tripp, What Did You Expect? Redeeming the Realities of Marriage (Wheaton: Crossway, 2010).

(Adicionei as três chamadas e a numeração. Todas as citações são de Tripp).  
1. O que é amor? Amor é autossacrifício espontâneo pelo bem de outro, que não exige reciprocidade ou que a pessoa amada seja merecedora.  
2. Como o amor aparece no casamento?
  1. Amar é estar disposto a ter sua vida complicada pelas necessidades e conflitos de seu marido ou esposa, sem impaciência ou irritação.
  2. Amar é ativamente lutar contra a tentação de julgar e de ser critico com seu cônjuge, enquanto procura maneiras de encorajá-lo e exaltá-lo.
  3. Amor é o compromisso diário de resistir aos momentos desnecessários de conflito, que vêm de comentários ou da resposta a ofensas menores.
  4. Amar é ser amavelmente honesto e humildemente acessível em tempos de mal entendidos, e ser mais comprometido com unidade e amor que com vencer, acusar ou estar certo.
  5. Amor é o compromisso diário de admitir seu pecado, fraqueza e falha, e resistir à tentação de apresentar uma desculpa ou passar a culpa de si.
  6. Amar significa estar desejoso, quando confrontado por seu cônjuge, de examinar seu coração ao invés de colocar-se em sua própria defesa ou mudar o foco.
  7. Amor é o compromisso diário de crescer em amor, de maneira que o amor que você oferece a seu marido ou esposa seja crescentemente altruísta, maduro e paciente.
  8. Amar é não desejar fazer o que é errado quando ele/ela errou com você, mas procurar maneiras concretas e específicas de vencer o mal com o bem.
  9. Amar é ser um bom estudante de seu cônjuge, procurando por suas necessidades físicas, emocionais e espirituais, a fim de que, de alguma forma, você possa remover o fardo, apoiar-lhe enquanto ele/ela o carrega, e encorajar-lhe ao longo da estrada.
  10. Amar significa estar desejoso de investir o tempo necessário para discutir, examinar e entender os problemas que vocês encaram como um casal, permanecendo nessa tarefa até que o problema seja removido ou que vocês concordem sobre uma estratégia de resposta.
  11. Amar é estar sempre disposto a pedir perdão e estar sempre comprometido a perdoar quando é pedido.
  12. Amar é reconhecer o alto valor da confiança em um casamento e ser fiel a suas promessas e verdadeiro quanto à sua palavra.
  13. Amar é falar amável e gentilmente, mesmo em momentos de discórdia, recusando-se a atacar o caráter de seu cônjuge ou agredir sua inteligência.
  14. Amar é não querer mentir, manipular ou enganar, de qualquer maneira, a fim de cooptar seu cônjuge a te dar o que você quer ou fazer algo do seu jeito.
  15. Amar é não querer que seu cônjuge seja sua fonte de identidade, significado ou propósito, enquanto recusa-se a ser a fonte do sentimento do outro.
  16. Amor é o desejo de ter menos tempo livre, menos horas de sono, ou uma agenda mais lotada a fim de ser fiel ao que Deus chamou você a ser e a fazer como marido ou esposa.
  17. Amor é o compromisso de dizer não aos instintos egoístas e fazer tudo dentro de sua capacidade para promover unidade real, entendimento funcional e amor proativo em seu casamento.
  18. Amar é permanecer fiel a seu compromisso de tratar seu cônjuge com admiração, respeito e graça, mesmo em momentos em que ele ou ela não pareça merecer ou não deseja corresponder.
  19. Amor é a disposição de fazer sacrifícios regulares e custosos pelo bem de seu casamento, sem pedir nada em troca, ou usar seus sacrifícios para deixar seu cônjuge em dívida.
  20. Amar é não estar disposto a fazer qualquer decisão ou escolha pessoal que ameaçaria seu casamento, magoaria seu marido ou sua esposa, ou enfraqueceria o laço de confiança entre os dois.
  21. Amar é recusar-se a ser autofocado ou exigente, mas, ao invés disso, procurar maneiras específicas de servir, apoiar e encorajar, mesmo quando você está ocupado ou cansado.
  22. Amar é admitir diariamente para si mesmo, seu cônjuge e para Deus que você não é capaz de amar dessa forma sem a graça protetora, provedora, perdoadora, resgatadora e libertadora de Deus.
  23. Amor é um compromisso de coração específico a uma pessoa específica que leva você a entregar-se a um estilo de vida específico de cuidado, que requer estar disposto a fazer sacrifícios que tenham em vista o bem dessa pessoa.
3. O que essa descrição do amor deveria causar em nós?
Compilado por Andy Naselli
 
Esse entendimento deveria te levar a uma pausa e, então, à ação: é impossível para qualquer um de nós amar como foi descrito. O padrão é simplesmente muito alto. As exigências são simplesmente muito grandes. Nenhum de nós tem o necessário para alcançar esse padrão. Essa descrição do amor em ação tem me humilhado e afligido. Tem me levado a encarar novamente minha tendência de chamar de amor coisas que não são amor. Ela me força a admitir quão autofocado e ensimesmado eu realmente sou.  Ela me lembra de que, quando se trata de amor, não sou um expert. Não, sou pobre, fraco e necessitado. Jesus morreu não somente para que tivéssemos perdão por não amar como deveríamos, mas também para que tivéssemos o desejo, a sabedoria e o poder de amar como devemos. 
 
Jesus sofreu em amor, a fim de que, em sua luta pelo amor, você nunca, jamais, estivesse sozinho. Enquanto você se entrega a amar, ele te lava com seu amor, de forma que você nunca estará sem o que precisa para amar.
 
por Andy Naselli  Fonte: IProdigo
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Original aqui

FONTE: A PEDRA
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