Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Em defesa do poema - Cantares para ela mesma (XXI)

Para L.R.

Quero enviar-te meus versos obscenos,
destilados de teus vãos, de teus inversos:
é meu o sussurro arfado aos teus ouvidos,
é teu o arrepio arrancado pelo que te digo...

A cada poema licencioso que te oferto
não peço a ti qualquer licença poética,
mas vai essa dívida que teu corpo cobra:
teu anelo – leitmotiv de toda minha obra!

Revelo ao leitor nosso alicerce impudico:
teu tecido, trama que entrega as palavras
com as quais redijo, meu amor, nossa libido...

E dos fios entrelaçados - tela de tua tez -
traço meu poema de ti escrito! - Não vês?
- É teu corpo o que deveria ser proibido!

F.R.

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