Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O infante e a princesa - Cantares para ela mesma (XX)


Para L.R.
Meu amor é agonia e gozo,
esboço de dádiva que vivo!
Ânsia de dor e flor de figo:
- Fica, ardor, eu te suplico!

Nada há que seja só espírito,
Nada há que seja só a carne!
Sigo assim ao teu fim infindo:
- Permite a este que te invade!

Este meu corpo que te arde:
Sepulta-me sob teu umbigo!
Tua alma também em terra
Neste meu corpo – teu jazigo!

F.R.

2 comentários:

Mariani Lima disse...

Geeeeeeeeeente! Q lindo! Fábio, estou sem ar. rsrs....Parabéns pelo lindo poema e parabéns por esse ardor, esse amor que vcs não têm deixado morrer. Muito lindo! Abração!!

Casal 20 disse...

Obrigado, amiga!

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