Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

poesia grave - Cantares para ela mesma (XVIII)

Amor em versos para teu aniversário - 25/02


Há esta clave requerida por teu corpo:
o pentagrama na pauta de teu espaço.

São os tais acidentes - teus beijos -
marca da armadura sobre o todo.

Partitura de fraseado interpretado:
ligadura semicircular de teus seios.

Regente que sou na frágua desse coro:
obra que te escrevo em infindo da capo.

Sigo tais variações que arpeio,
glissando o que pode estar solto.

Aceitarás o meu amor neste compasso,
ainda que afoito em sustenido e meio?

Paciência, querida, só por mais um pouco,
que meu verso nesta linha virá em staccato.

Há neste andamento gravidade e efeito:
peça composta desta voz que de ti ouço.

Amada diva, eis as liras em flor de legato:
notas inacabadas neste papel que ponteio.

Chave de volta que a conduzirá ao orto:
intenso intento meu neste canto baixo.

- Cesura à espera de tua nota que anseio...

F.R. 

3 comentários:

Cris Campos disse...

Fábio,

Lindo e perfeito poema! Demais mesmoooo!!! Gr. Abrç.!

CORAÇÃO QUE PULSA disse...

Grande amiguim...grande poeta. Estou aqui, tentando algo para o FR, mas até agora, não consegui. Na hora certa, te digo. Saudades de vocês. Beijos e fiquem com Deus .

Mariani Lima disse...

Lindo Demais!

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