Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Papa está certo - uma reflexão sobre carnaval e camisinhas



 Matéria da Folha Online:

O governo brasileiro distribuirá durante o Carnaval deste ano 70 milhões de preservativos como medida de prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Nas cidades que mais recebem visitantes durante o carnaval, que será celebrado em todo o país entre 17 e 22 de fevereiro, como Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Olinda, São Paulo e Ouro Preto, serão realizados exames gratuitos de HIV, com resultado imediato, indicou Padilha.
O ministro, citado pela estatal Agência Brasil, apontou que a campanha de prevenção neste ano terá como foco os jovens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos.
O Ministério da Saúde indicou que o contágio de aids nos jovens heterossexuais entre 15 e 24 anos caiu 20,1% entre 1998 e 2010, mas na população homossexual dessa faixa etária aumentou 10,1% no mesmo período.
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Será que casais casados têm mais relações sexuais durante o feriado do carnaval? Porque eu já sei que casais casados têm mais relações sexuais (e de qualidade) do que solteiros durante todo o ano (veja aqui)!

Não falo de modo algum dos casais cristãos, que, provavelmente, declinam das relações sexuais devido ao intenso trabalho evangelístico de rua ou aos acampamentos de Igreja em que estarão envolvidos. Seria pedir muito que estes casais mantivessem o folego sexual, enquanto passam as noites e os dias distribuindo folhetos, bíblias, aconselhando, acolhendo, resgatando, evangelizando (só quem já se envolveu nisso sabe como é que é). Seria pedir muito aos casais que também se envolvem em acampamentos, porque estarão pastoreando, ensinando, evangelizando, aconselhando, resgatando crianças e jovens da triste ilusão da propaganda de látex do sexo banalizado. Assim, é evidente que a pergunta com a qual abri este texto não se dirige aos casais cristãos. Por isso, duvido muito que o Governo esteja preocupado com esse grupo que acabei de citar.

Pergunto de novo: Será que casais casados têm mais relações sexuais durante o feriado do carnaval? Será que o Governo estaria preocupado com casais que saíram para desfilar, pular, beber, dançar, se alegrar por incessantes 4 dias (às vezes, até mais) juntamente com seus respectivos cônjuges? Valeria fazer um levantamento e constatar se o feriado de carnaval despertaria a libido a tal ponto que esses casais necessitassem de receber um reforço governamental de camisinhas para o feriado. Duvido que casais com este perfil estejam preocupados em aumentar o número das relações sexuais nos 4 dias de folia, uma vez que sua vida sexual estaria muito bem distribuída pelos outros dias do ano. Para um intenso aumento de vida sexual pode-se optar por melhores lugares como Bariloche ou uma praia deserta, quem sabe? Enfim, seria este, então, o público visado pelo Governo Brasileiro?

Então, vamos por partes. O texto acima da Folha Online começa com uma mentira: “O governo brasileiro distribuirá durante o Carnaval deste ano 70 milhões de preservativos como medida de prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Saúde, Alexandre Padilha”.

Você já descobriu a mentira? Não?! Leia de novo o parágrafo acima... E agora? PRESTE ATENÇÃO: camisinha NÃO É 100% segura contra nenhuma doença sexualmente transmissível! Pior, a camisinha não é capaz de reter a hepatite, pelo simples fato de que a camisinha não é 100% segura! Mas não é só isso, como se trata de uma doença viral, qualquer lesão (ainda que imperceptível), qualquer ferida que haja na região genital (por baixo dos pelos pubianos, por exemplo), transmitirá hepatite B. Além da hepatite, que lesiona o fígado, há outras doenças virais que seguem o mesmo roteiro.

PENSE BEM: ainda que você receba uma camisinha que esteja dentro do prazo de validade, ainda que você não esteja tão bêbado a ponto de colocar a camisinha no dedo, ainda que você, no frisson do momento, coloque a camisinha bem posicionada conforme manda a bula, enfim, se você vencer os obstáculos que acabei de dizer (sem contar que ela ainda possa “estourar” ou que logo após a ejaculação, antes ou durante a retirada da camisinha, pode haver vazamento de sêmen e o contágio irá ocorrer), ainda assim ela não é 100% segura (e piora se você levar em conta tudo isso que eu acabei de dizer). Porque as doenças virais não passam apenas pelo contato com o sêmen, mas também pelo sangue (micro lesões) e por fluídos corporais (suor e saliva)! É o caso do HPV, responsável pelo câncer de colo de útero! “Mas doutor! Eu e meu namorado sempre transamos de camisinha! Não é possível que agora eu esteja infectada”! - diz a boba da corte. Querida, vírus como o HPV podem ficar encubados por até 10 anos. Então, o que o Governo pretende com a propaganda da camisinha é criar a falsa sensação de segurança pró-promiscuidade!

O Governo mente e continua mentindo: “Nas cidades que mais recebem visitantes durante o carnaval, que será celebrado em todo o país entre 17 e 22 de fevereiro, como Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Olinda, São Paulo e Ouro Preto, serão realizados exames gratuitos de HIV, com resultado imediato, indicou Padilha” - viu agora a mentira? Viu o tamanho da irresponsabilidade governamental? “Exames gratuitos de HIV, com resultado imediato” (!!!). “Resultado imediato”? Para quê? “Meu bem, viu? Eu estou limpo e você também... então vamos transar sem camisinha”! - pensarão os bufantes! É a contradição da contradição de um governo envesado. O governo quer distribuir uma camisinha que, por si mesma, já não é 100% segura; e, se depender do folião alcoolizado e drogado, aí é que a coisa piora; mas para que distribuir camisinhas ineficazes e indesejáveis pelos mais calientes, se você pode fazer um exame para saber na hora se está limpo de HIV?... Mas é só HIV o que existe? E a Hepatite? E o HPV? E a gonorreia, a sífilis, o cancro mole, etc?!

Então, a quem se dirige o reforço de camisinhas durante o carnaval? A própria reportagem da Folha Online revela o que motiva farta distribuição: “Nas cidades que mais recebem visitantes...”. Eis a resposta! A camisinha visa criar uma falsa sensação de segurança para o turista sexual! Seja o turista nacional, seja o estrangeiro, mas a campanha visa o trânsito, o tráfego, o encontro fortuito, a transa fugaz, o sexo casual, enfim, é o item indispensável do kit-promiscuidade! Contudo, o que estes transeuntes não sabem (ou será que sabem?) é que a camisinha é distribuída como prevenção à doenças que não são impedidas só por causa do seu uso. Até mesmo, porque, veja como é séria a situação da falsa propaganda ou da verdade pela metade: a maioria dos viciados contaminados com o vírus da Hepatite B por compartilhar suas seringas, também estão contaminados com o HIV! Assim, a maioria das pessoas que está contaminada com o HIV, por causa da queda da sua imunidade, pode estar carregando em si outros vírus que causam câncer, demência e até a morte. Doenças que se forem barradas pela camisinha não serão pelo rala e rola do momento carnavalesco.

Realidades como essa tornam a camisinha uma propaganda pró-promiscuidade extremamente perigosa e irresponsável por parte não só do Governo, mas também dos meios de comunicação e dos órgãos de medicina, que poderiam ser mais transparentes e honestos sobre o uso da camisinha e suas reais consequências e eficácia na prevenção de DST'S.

Mas o ministro ainda diz um fato importante: “O ministro, citado pela estatal Agência Brasil, apontou que a campanha de prevenção neste ano terá como foco os jovens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos”. Há duas situações aqui: além de passar a falsa segurança pró-promiscuidade, além do incentivo a que menores de idade pratiquem sexo casual, além do cuidado com uma parcela da sociedade em detrimento de outras, o kit-promiscuidade do governo reduz a realidade à fantasia de que HIV é a doença do século, o mal do século e silencia sobre o contágio de outras doenças tão fatais quanto (principalmente para a mulher). Mas por que esse zelo governamental pelos jovens homossexuais? Resposta abaixo.

“O Ministério da Saúde indicou que o contágio de aids nos jovens heterossexuais entre 15 e 24 anos caiu 20,1% entre 1998 e 2010, mas na população homossexual dessa faixa etária aumentou 10,1% no mesmo período” - nas palavras do próprio governo a AIDS ainda prefere um grupo social: os homossexuais. Grupo que tem ao longo dos anos sido enganado por duas velhas mentiras do Estado: 1ª) de que a camisinha previne milagrosamente o HIV; 2ª) de que o HIV não prefere grupos que tenham uma vida sexual promíscua.

Por que a aids tem crescido entre jovens homossexuais, enquanto tem declinado substancialmente entre jovens heterossexuais? Arrisco lembrar que, enquanto para os homossexuais é negado o direito de saber que sua conduta sexual é pecado, aos jovens heterossexuais, não! Enquanto o governo insiste em distribuir seu kit-sodomia nas escolas, na contra-mão disso tudo estão igrejas e famílias que têm apostado na receita da educação sexual pró-monogamia – esta sim 100% eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis. Evangélicos, católicos e demais grupos cristãos têm alertado seus jovens e amigos para as mentiras e meias-verdades que o Governo conta. Mas não podemos dizer essas mesmas verdades aos homossexuais, porque seremos acusados de homofóbicos!

70 milhões de camisinhas... Parece até apoteose de Copa do mundo da fornicação: “70 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a danação”!

Mas se ainda há alguma ilusão quanto ao uso da camisinha e suas reais consequências, encerro com a citação de Reinaldo Azevedo: Edward Green é uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard. O que ele diz? O PAPA ESTÁ CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZ SUA SANTIDADE. Ora, como pode o papa estar certo? Em entrevistas concedidas no ano passado aos sites National Review Online (NRO) e Ilsussidiario.net, Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África. Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsuodiario, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação” - literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, frequentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.

Que Deus tenha misericórdia e continue a despertar a Igreja para a proclamação da verdade!

Este post foi publicado às vésperas do carnaval do ano passado (2012) sob o título: "Por que distribuir 70 milhões de camisinhas durante o carnaval?" 

Leia também o artigo da revista Galileu: O PAPA ESTÁ CERTO

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