Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sentir alto - Cantares alheios (XIX)



Descobri, sou o tipo de pessoa que sente alto.
E quando eu digo alto, quero dizer na flor da pele. 
Você facilmente se assustaria se me observasse.
Desculpe, pode parecer indelicadeza minha.
Mas não suporto choro engasgado, as lágrimas costumam fluir naturalmente, como o curso de um rio qualquer.
Seria indelicadeza minha me emocionar com uma música que fala de um amor verdadeiro?
Ou brincar com uma criança desconhecida, sorrir, sem medo de sorrir?
Ou simplesmente sorrir porque o céu está lindo mesmo depois da chuva molhar meu cabelo e maquiagem?
Mas por algum motivo eu amo em silêncio.
Amo abaixando os olhos.
Amo com sorriso canto de boca.
Amo não dizendo que amo.
Por que eu não amo alto? Porque a gente ainda não sabe.
Porque ninguém pegou a caneta e começou escrever nossa história.
Mas um dia vou te amar alto, e quando isso acontecer quem terá pego a caneta é o Criador.

(Autora: Agnes Priscila)


Após ler este maravilhoso texto da Agnes, veio-me à mente a lembrança de uma antiga música italiana da Rita Pavone: Fortissimo. Deixo-a aqui (legendada). Assista ao vídeo pelo menos na qualidade 360, porque as imagens são lindíssimas - você pode alterar a qualidade na barra do vídeo do youtube.

Um comentário:

Agnes Priscila disse...

Obrigada, me senti honrada pela postagem...
Me emocionei com a música.
Fortíssimo, simplesmente fortíssimo.
beijos

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