Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pequei, e daí? (Rev. Augustus Nicodemus)



Faz poucos anos tomei conhecimento de um escândalo, um caso de adultério, cometido por um pastor que também era professor de seminário teológico. O pastor vinha traindo a mulher, levando a amante para motéis. Ele foi apanhado somente quando pagou um motel com o cartão de crédito da própria esposa, que naturalmente descobriu tudo quando recebeu a fatura. Além desse detalhe escabroso, que mostra que o pecado cega a inteligência das pessoas, o que mais chocou a todos é que a liderança da sua igreja simplesmente o afastou do seminário por um breve período. No semestre seguinte, lá estava ele de volta ao seminário, dando aulas aos alunos, como se nada tivesse acontecido. O caso era de conhecimento geral, inclusive dos alunos. Que mensagem estava sendo passada para aqueles futuros pastores e líderes quanto à seriedade do pecado e da necessidade de se viver uma vida santa no ministério?

A falta do exercício da disciplina na Igreja sobre membros e líderes faltosos é consequência do conceito largamente difundido entre os evangélicos de que os crentes não são responsáveis por seus atos diante de outros, e especialmente, de que não dão conta de seus atos às igrejas das quais participam ou lideram.

Primeiro, há quem considere o exercício da disciplina como uma violação do mandamento de Jesus, “não julgueis para que não sejais julgados” (Mat 7:1). Essa interpretação é totalmente falsa. O julgamento que Jesus proíbe é o julgamento hipócrita, isto é, condenarmos os outros sem prestarmos atenção em nossos próprios pecados (veja versos 3-5). A prova que Jesus não estava fazendo uma proibição geral contra o julgamento se encontra nos versículos seguintes, quando Ele determina aos discípulos: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem” (Mat 7:6). Para que possamos obedecer a esse mandamento, temos de determinar quem é porco e quem é cão. Ou seja, temos que julgar. Além disso, foi o próprio Jesus quem determinou os passos para o exercício da disciplina na Igreja (Mat 18:15-17).

Segundo, para muitos a disciplina é uma violação do mandamento do amor. É considerada como falta de amor cristão para com o irmão caído. Essa interpretação falsa do amor cristão não leva em conta o ensino bíblico de que Deus disciplina exatamente aqueles que Ele ama (Heb 12:6; cf. Deut 8:5; Sal 89:30-34; 11975; Prov 3:12; 13:24; et alli). Fechar os olhos para o pecado do irmão não é amor. É ódio. É desejo de vê-lo afundar-se mais e mais no pecado.

Essas atitudes têm servido para que evangélicos vejam a disciplina como algo punitivo, injusto, vingativo e opressor, levando muitos a acharem que devem prestar contas de seus atos somente a Deus. E às vezes, nem isso.

Se esse estado de coisas não mudar, veremos o crescimento de uma geração de cristãos irresponsáveis, que não reconhecem seus erros e pecados, que desconhecem o valor e a necessidade da disciplina, e que não percebem a seriedade e a gravidade do pecado e suas conseqüências na vida do discípulos de Cristo e a importância de corrigir publicamente os pecados públicos, como Jesus corrigiu publicamente a mulher adúltera. Ele não a condenaria com pena de morte, como os fariseus desejavam, mas corrigiu sua vida imoral em público, dizendo “vá e não peque mais”.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O feitiço de Áquila - O amor é capaz de destruir toda maldição!


- Você é carne ou você é um espírito? Pergunta o assustado Filipe diante das forças que ele desconhece.
- Eu sou tristeza, responde Isabeau a Filipe...

Assista aqui a essa maravilhosa fantasia, que, mais uma vez, ensina-nos que o Bem triunfará sobre Mal, porque o amor é mais forte do que a morte! Clique aqui!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Basílio, o Grande, responde a Pablo Neruda

"O carteiro e o poeta" - um filme imperdível!

“Aqui nesta ilha, o mar... Tanto mar! Ele transborda de tempo em tempo. Ele diz sim, então não, então não. No azul, na espuma, num galope, ele diz não, porque não. Não pode parar. Meu nome é mar, ele repete, batendo na pedra sem convencê-la. Então com sete línguas verdes, de sete tigres verdes, de sete mares verdes, ele acaricia, beija, molha e bate no peito, repetindo seu próprio nome”.

Quando a personagem do poeta Pablo Neruda termina de recitar os versos acima, o carteiro Mário tenta dizer o que foi para ele ouvir aquelas palavras. Enjoado pelo ritmo do vai-e-vem do poema, o carteiro diz que, enquanto ouvia, sentiu-se como um “barco que se bate em meio ao movimento das palavras”!... Lindo, não? Realmente, o filme é de uma leveza, de uma sensibilidade e repleto de sentimentos bons e agradáveis... O amor! O amor é esta força que a tudo move e conduz. São os versos de Neruda o instrumento para a transformação do carteiro, um homem simples e quase analfabeto mas que descobre o poder das palavras. Enfim, a tese do filme é que a poesia, a beleza, o amor é o que pode renovar, acender e fazer ascender o ser humano.

Contudo, não sei se de propósito ou não, o filme revela também o que pode matar o amor, a beleza e a sensibilidade do ser humano: o comunismo! Intencional ou não, vi que o filme encaminhou-me a essa verdadeira conclusão. O engajamento político ideológico é uma deformação do amor. O comunismo como meio de transformação é a própria negação do Belo. A vida é silenciada pela morte. O amor que começara no sorriso de Beatriz, um sorriso que se espalhava como as asas de uma borboleta, agora, termina, finda-se inapelavelmente sob as mentiras de Lenin e Marx! Assim, a verdade é morta pela mentira. A felicidade desfaz-se na tristeza. E a poesia é arrancada da terra fértil do coração humano pela foice e pelo martelo...

Logo após os versos que abriram este post, antes que a fealdade fizesse-se presente dando fim a tudo o que o amor revelou e conquistou no filme, admirado por ter criado sua própria metáfora, o carteiro faz uma pergunta: “Quer dizer então que o mundo inteiro, o mundo inteiro como o céu, o mar, como a chuva, as nuvens, etc, etc, quer dizer, então, que o mundo inteiro é uma metáfora para alguma outra coisa qualquer?”.

Este é o caminho da vida: a descoberta do Belo, da poesia, esse espanto diante de si mesmo e do mundo, leva-nos a indagar se não há, então, alguma outra coisa, algo do qual sejamos todos metáforas escritas por alguém. O mundo não seria uma mensagem, versos, imagens que estariam comunicando algo a todos nós (Rm 1: 20)? Esta é a pergunta que os místicos, os filósofos e os poetas fizeram tendo em si mesmos a mesma paixão que o carteiro demonstrava diante do mundo físico como que se este fosse uma cortina que nos escondesse algo por trás da ribalta. 

Neruda, o poeta lenista-marxista, obviamente, não possui nenhuma resposta. A resposta já percebida por tantos poetas gregos e pelos filósofos Platão e Aristóteles, essa resposta universal já intuída também por Filo de Alexadria, fora finalmente dada pelo advento de Jesus Cristo na história humana. Neruda não nos dá a resposta no filme, porque o comunismo é um materialismo que não supre a sede de beleza que há no homem, sede traduzida na busca histórica pela metafísica. O comunismo não irá aceitar a resposta cristã que compreendeu que Jesus é a união de todo dualismo, de toda dicotomia e de toda separação entre a física e a metafísica – a encarnação de Jesus é a resposta de Deus aos homens.

Encerro com as palavras de Basílio, o grande. Este Pai da Igreja já havia percebido que a alegoria era o método hermenêutico preferível para se aplicar sobre a Natureza e que esta, portanto, era um texto poético escrito por Deus e repleto de ensinos aos seres humanos . Se Neruda não soube responder ao carteiro, termino com a resposta de Basílio:

“[A lua] representa um notável exemplo da nossa natureza. Nada é estável na humanidade. ...Assim, a vista da lua, fazendo-nos pensar nas velozes vicissitudes das coisas humanas, deve ensinar-nos a não nos orgulharmos sobre as coisas boas desta vida nem gloriar-nos em nosso poder nem sermos atraídos por riquezas incertas. ...Se você não pode contemplar a lua sem tristeza quando ela perde seu esplendor por minguar-se gradual e imperceptivelmente, quanto mais abatido deveria ser à vista de uma alma, que, depois de ter possuído a virtude, perde sua beleza por negligência e não se mantém constante a suas afeições, mas é agitada e muda constantemente porque seus propósitos são instáveis”.

Deixo aqui a cena de Beatriz apaixonada pelas metáforas do seu carteiro...

domingo, 8 de dezembro de 2013

A missão de adotar - um desafio aos cristãos!

"...vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos" (Gálatas 4: 4-5).

Você já pensou em adotar?

Há algumas adoções às quais eu gostaria de chamar a sua atenção.

1) Adotar um povo: toda igreja e todo cristão são chamados a orar pela obra de evangelização que deve se espalhar sobre toda a terra. Adotar um povo é conhecer suas características, problemas sociais e políticos e orar pelos missionários que ali se encontram ou orar para que sejam enviados missionários para lá (nem que esse missionário seja você mesmo). Por exemplo, vim de uma Igreja em Brasília que todo ano se envolve no projeto “missionários voluntários” para levar a Palavra de Deus, suprimentos materiais, oficinas, etc, para algum povo. Neste projeto, os membros da Igreja já foram para a África, Piauí, Corumbá, etc;

2) Adotar uma causa: você é chamado a orar e trabalhar em alguma causa que beneficie o próximo e que espalhe a glória de Deus sobre homens e mulheres. Por exemplo, conheço a ATINI, que é uma ONG que cuida de crianças indígenas que seriam mortas, porque algumas culturas realizam no Brasil o que é conhecido como infanticídio (veja mais aqui);

3) Adotar uma família ou criança: conheci um senhor abastado financeiramente na cidade de Caldas Novas (GO) que adotou uma família. A família adotada era pobre e os filhos haviam se envolvido com drogas e as filhas adolescentes estavam grávidas e em situação moral e espiritual deploráveis. Ele, então, começou pelo casal: evangelizou-os, tirou-os do barraco em que se encontravam; pôs o homem num curso de jardinagem e o indicou a alguns amigos, empregando-o; pôs a mulher num curso de cozinheira, conseguindo emprego para ela também; realizou o casamento deles; apoiou financeiramente os filhos daquele casal, enfim, “comprou a briga”. Hoje, esse casal restaurado é diácono na Igreja da cidade e seus filhos são os melhores alunos nas escolas em que estudam, porque são instigados a isso, já que sabem do apoio financeiro, emocional e espiritual que a família tem recebido.

Uma história de adoção:
Certa mulher, há quase quarenta anos, num estado muito pobre de um país chamado Brasil, entrara numa creche onde ficavam crianças que eram filhos de pais com hanseníase, por isso elas eram mantidas longe, separadas dos pais. Naquele tempo distante, o contágio com a doença era terrível e, certamente, a maioria daqueles pais definhava até a morte por causa da hanseníase. Aquela mulher viu ali um bebê cujo destino era uma incógnita. Filho de pais miseráveis e portadores de lepra: na verdade, o pai não se sabia quem era e a mãe já se encontrava com a doença em estado avançado. O que seria daquela criança? Naquelas condições de pobreza, atraso e falta de higiene, poucas alternativas restariam que pudessem trazer alguma esperança de futuro ao bebê. Providencialmente, naquele dia em que a visitante viu aquele bebezinho, por causas insondáveis (porque o amor sempre terá uma causa insondável!), ela o adotou.

Agora, estou pensando nas crianças vítimas de situações de risco e pensando nessa minha história. Sei que o bebê da minha história viveu o suficiente para conhecer Jesus Cristo e, então, eu desejo o mesmo para tantas outras crianças que vivem realidades tão difíceis. A criança da minha história cresceu, estudou, constituiu uma linda família e, agora, depois que conheceu o amor dAquele que adota incondicionalmente, também tem adotado um povo, uma causa, famílias e crianças.

A igreja é desafiada a adotar. Missões é adotar. Assim como fomos adotados por Deus em Cristo Jesus, precisamos em amor responder a Ele e espalhar a Sua glória sobre a terra, adotando povos, causas, famílias, crianças. Se você tem orado por missões, gostaria que você olhasse sob uma perspectiva diferente hoje. Quando você disser que também é um missionário, lembre-se das implicações de suas palavras. Você está dizendo: “Eu sou um adotador”, porque, na verdade, fomos adotados por Deus para adotar!

video
Casal 20 

Título original deste nosso post - "A missão de adotar" (repostagem)

sábado, 30 de novembro de 2013

Soneto para Gisele (minha outra filha)


Mocinha serelepe do sorriso sapeca,
diz como foste ser assim tão moleca?
Ao ver toda essa alegria, logo regozijo:
"Deus, por que foste tão bom comigo?"

Deu-me a felicidade em forma de flor,
nascida em vaso na varanda do amor!
Tanta vida há em ti que sempre repito:
"Deus, por que foste tão bom comigo?"

Gisele é a menina que dá nó em vento,
limoeiro dando amora em todo tempo,
presente recebido do meu melhor Amigo.

O significado do nome dela eu já explico:
"Promessa, penhor, garantia"! Quem diria
da imensa Graça que teu nome revelaria?

Fábio Ribas

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Soneto da foto (poema para minha filha Ana Lissa)


Que susto, minha menina, deste neste teu pai!
Não avisaste que, de repente, da noite pro dia,
entre uma flor e outra que com o vento se vai,
eu quase que já nem te reconheceria mais...

Que lume de lua cheia, filha, é esse em teu rosto?
Que estrelas, Ana Lissa, são essas em teu olhar?
- “Volta rápido para dentro de casa de novo,
criança, que o portão de grade já vai fechar”!

Seria possível adiar a chegada daquele dia?
Reter tua infância, minha meiga menininha,
que já te escapa pela cintura da ampulheta?

Preso na foto, está teu futuro revelado,
um tempo que até ontem nem existia:
a linda mulher que em ti já se anuncia!


Fábio Ribas

Hugo de São Vítor e o Amor

É nossa intenção prestar atenção, de modo que este (o amor) não se acenda nos nossos corações como um fogo, e, de uma pequena centelha, se transmude em uma chama, sem que nos demos conta disso: o amor pode arruinar ou purificar toda a nossa vida, porque dele depende todo o nosso bem e todo o nosso mal.
...
A fonte do amor se encontra no íntimo de nós mesmos e é única; ela alimenta dois riachos: o primeiro é o amor mundano e se chama cobiça, o segundo é o amor divino e é caridade. No centro de tudo está o coração humano, do qual jorra a fonte do amor: o amor impelido para fora se chama cobiça, o amor voltado pelo desejo para dentro toma o nome de caridade. Há, portanto, dois riachos que derivam da fonte do amor, a cobiça e a caridade: a cobiça é a origem de todos os males, a caridade é a origem de todos os bens. Todo o nosso bem e todo o nosso mal dependem, portanto, do amor.
...
Como podemos então definir o amor? Devemos cumprir uma atenta indagação e refletir profundamente, porque o objeto de nossa investigação é bastante obscuro, entretanto, quanto mais é colocado no íntimo de nós mesmos, tanto mais domina o nosso coração em uma ou em outra direção. O amor parece ser o comprazer-se do coração de uma pessoa em alguma coisa, por causa de alguma coisa: se apresenta como desejo na procura, e felicidade na satisfação da posse, aparece como uma corrida, no que concerne ao desejo e como um repouso, no que concerne à alegria da posse.
...
Quero confiar-vos um ensinamento, se é que consigo exprimir aquilo que gostaria de dizer. Deus onipotente, que não tem necessidade de nada, porque é o Sumo Bem – Ele que não pode receber algo de ninguém, que possa acrescentar algo ao seu ser, porque tudo dele provém, nem pode perder coisa alguma, ou seja, sofrer diminuição, porque todas as coisas n’Ele são imutavelmente – , criou a pessoa humana somente para o amor, não por alguma necessidade, querendo admiti-la à participação da própria beatitude. Deus pôs no homem o sentimento do amor com o escopo de torná-lo capaz de gozar um dia da sua suma felicidade.
...
A pessoa humana foi, portanto, unida ao seu Criador por meio do amor e é somente o liame do amor que lhes une um ao outro: quanto mais forte este vínculo, maior será a causa da felicidade.
...
Enquanto por meio do amor de Deus todos são unidos em Um só, por meio do amor do próximo todos se tornam uma só coisa entre si. Deste modo, toda pessoa singular, por meio do amor do próximo, consegue possuir nos outros, de modo pleno e perfeito, o que sozinha não conseguia acolher daquele Bem infinito, ao qual todos singularmente se unem: assim, no amor o bem de todos é totalmente possuído por cada um.
...
O amor é suscitado por Deus quando recebe dele as razões pelas quais o ama, percorre o trajeto junto com ele, quando não se opõe nunca à sua vontade, tende para Deus como à sua própria meta, quando anela por encontrar nele a sua paz.
...

Ordenai o amor: o vosso desejo na sua corrida proceda de Deus, com Deus e rumo a Deus; do próximo, com o próximo, mas não rumo ao próximo; do mundo, mas não com o mundo e não rumo ao mundo, e encontre o seu repouso na alegria de Deus. Esta é a caridade bem ordenada: tudo aquilo que é privado dessa ordem é desordenada paixão.

sábado, 9 de novembro de 2013

Blood Money - o aborto legalizado

Não diga “aborto”, diga a verdade: assassinato!

Não diga "direito da mulher", diga a verdade: supressão do direito do nascituro à vida!

“Aborto” é um eufemismo que visa mascarar a gravidade do ato que se decidiu praticar... “Decidiu”?! O aborto não é uma decisão, é coação, é manipulação de pessoas que se encontram já contra a parede. 

Um dos pontos mais fortes para mim no documentário abaixo (que, espero, você assista e divulgue) é um fato simples para o qual eu nunca havia me conscientizado: se o aborto for legalizado, você terá uma industria ganhando dinheiro em cima do assassinato de bebês! 

Essas indústrias (como ocorre com a indústria do cigarro, da bebida alcoólica e da pornografia), irão fazer sua “propaganda”, mas elas não irão fazer “propaganda do aborto”, porque isto poderia ser escandalosamente chocante. Há uma estratégia de marketing e publicidade em torno do tema para que a indústria possa conquistar a confiança dos jovens e adolescentes pela via da "educação sexual" nas escolas e, maquiavelicamente, a indústria receba desses jovens o direito de lhes propor o “aborto” de forma escondida dos seus pais e, até mesmo, do Governo (para que a indústria possa burlar o imposto de renda). 

O “aborto” é um instrumento para “limpeza étnica” - o documentário vai mostrar isso.

O “aborto” não é uma escolha da mulher, porque não lhe é apresentada outra opção além do aborto.

O “aborto” traz consequências físicas, psicológicas e espirituais que podem se estender por toda a vida da mulher - adolescentes que praticam o aborto tem seis vezes mais chance de cometerem suicídio no prazo de um ano após terem interrompido a gestação.

O “aborto legal" não garante uma condição melhor para a mulher do que se ela o fizesse numa clínica clandestina, porque, mesmo na legalidade, muitos abortos continuam sendo feitos às escondidas e, por isto mesmo, em caso de problemas cirúrgicos, não podem ser satisfatoriamente remediados. 

O “aborto legal" é uma indústria que, como qualquer outra, venderá seu “produto”.

Assista ao vídeo, divulgue-o, discuta, abra debates. Ano que vem, haverá candidatos que irão fazer de tudo para conquistar seu voto, mas eles não dirão a verdade sobre o tema do “aborto”. Não vote em assassinos!

Assista ao vídeo até o final, porque a nossa ignorância é a melhor arma que eles têm para continuar avançando com o programa de assassinatos de crianças.

O “aborto” é assassinato, enquanto o Governo e a sociedade, eu e você, deveríamos estar lutando pelo DIREITO À VIDA!

Não vote em pessoas que defendem o assassinato de crianças... Você quer que eu cite o nomes dessas pessoas? O PT, o PSOL e quaisquer partidos de matiz de esquerda lutam pelo direito da mãe assassinar seus filhos.

A presidente Dilma apoia o aborto!

A cristã Marina Silva, covardemente, quer que o povo “decida” em plebiscito sobre a questão da legalização do “aborto”. Quer dizer que ela quer ser eleita por milhares de cristãos para, no fim, devolver à sociedade que a elegeu a decisão sobre um tema que ela sabe muito bem qual deve ser a posição dela? Covarde. Eu não tenho outro nome para Marina Silva: COVARDE. Assim como são covardes todos os ditos “cristãos” que se posicionam de maneira dúbia diante de um tema tão evidentemente evangélico!  

Assista, enquanto o youtube não censura (ou assista aqui)! 

(O vídeo começa em 1minuto e 20 segundos)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Porque o amor também é um conto de fadas...


Enquanto o mundo desaba

Há um amor amor tão triste no fundo dos seus olhos.
Um tipo de joia pálida que se abre e se fecha com seus olhos...
- Eu colocarei o céu dentro dos seus olhos!

Há um coração tão tolo batendo tão rápido em busca de novos sonhos.
Um amor que fique para sempre em seu coração...
- Eu colocarei a lua dentro do seu coração!

Conforme a dor vai passando, não faz sentido para você, todo medo se foi.
Não foi tão divertido assim de forma alguma...
- Mas você pode contar comigo!

Enquanto o mundo desaba,
estamos nos apaixonando!

Eu desenharei suas manhãs com ouro, eu revirarei você na noite dos namorados.
Ainda que tenhamos sido dois estranhos até agora, escolhemos o caminho entre as estrelas...
- Eu deixarei o meu amor entre as estrelas!

Conforme a dor vai passando, não faz sentido para você, todo medo se foi.
Não foi tão divertido assim de forma alguma...
- Mas você pode contar comigo!

Enquanto o mundo desaba,
estamos nos apaixonando!

(David Bowie)

sábado, 26 de outubro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Mês de Drummond no Veneno Veludo (by Regina Brasília)

CAI A NOITE


Este mês, é de Carlos Drummond de Andrade.


Em defesa do poema - Cantares para ela mesma (XXI)

Para L.R.

Quero enviar-te meus versos obscenos,
destilados de teus vãos, de teus inversos:
é meu o sussurro arfado aos teus ouvidos,
é teu o arrepio arrancado pelo que te digo...

A cada poema licencioso que te oferto
não peço a ti qualquer licença poética,
mas vai essa dívida que teu corpo cobra:
teu anelo – leitmotiv de toda minha obra!

Revelo ao leitor nosso alicerce impudico:
teu tecido, trama que entrega as palavras
com as quais redijo, meu amor, nossa libido...

E dos fios entrelaçados - tela de tua tez -
traço meu poema de ti escrito! - Não vês?
- É teu corpo o que deveria ser proibido!

F.R.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sexo ou spaghetti? - sobre as noites de quinta-feira

E se você pudesse “renovar sua licença de casamento” no aniversário de 20 anos de matrimônio? Hoje em dia, os casais não esperam nem 20 dias...

Este delicioso episódio da “Família Dinossauro” aborda um tema deveras interessante: afinal, o que é importante numa relação? É certo que pequenas coisas, pequenos detalhes, são importantes, mas, talvez, estejamos supervalorizando-os excessivamente. Coisinhas como as flores prediletas dela, a bebida que ele mais aprecia, a data de aniversário (falando nisto, recentemente, certo amigo confessou que nem ele e nem a esposa lembraram-se do aniversário de 5 anos de casados deles, acredita?), todas estas coisinhas podem estar sendo hiper-valorizadas na nossa sociedade marcadamente hollywoodiana.

Fran e Dino são mais um casal estereotipado como o são a maioria dos casais de desenhos e séries televisivas (mas isto é assunto para outro post). Um belo dia, eles veem a renovação de sua licença de casamento impugnada porque não passam no “teste de intimidade”, pois Dino, o marido, consegue errar todas as 20 perguntas sobre a relação de 20 anos que ele tem com sua esposa. São perguntas sobre pequenas coisas, sobre detalhes da vida em comum e, evidentemente, exageradas pelo humor satírico da série. E eu sei que detalhes são importantes, mas não definem uma caminhada juntos – e esta é a ótima conclusão do episódio.

“E estar juntos nos momentos difíceis?”, pergunta Dino ao funcionário do Estado. “E o amor?”, insiste ele. “Aposto que não tem nada sobre amor aí nessa sua lista”, defende-se Dino. Dino está tentando mostrar que casamento é muito mais que detalhes. Um casamento de 20 anos sustenta-se principalmente em coisas grandes: o amor e a lealdade, por exemplo.

“Quem é você para julgar o quanto nós significamos um para o outro?”, eis a pergunta mais importante que Dino dirige ao funcionário do Estado. Primeiro, veja a invasão do Estado dentro dos nossos casamentos - nada mais atual do que isso! Mas o “Estado” aqui é muito maior, porque aquele funcionário, na verdade, representa a nossa cultura. São revistas, novelas, programas de tv, livros de best-seller, etc, há toda uma cultura invasiva, uma filosofia geral, querendo decidir o que é e o que não é importante numa vida a dois. A cultura superficial, materialista, egoísta, promíscua e mundana que temos ao nosso redor está tentando definir os critérios pelos quais devemos ou não nos manter casados: você goza sempre que tem relação sexual?, você inova as posições sexuais?, vocês frequentam motel?, vocês visitam sex shops?, vocês fazem sexo quantas vezes na semana?, você faz isso?, ela faz aquilo?, ele anda assim?, ela anda assado?, etc. Enfim, uma invasão pública à vida particularíssima de cada um. Uma cultura que manipula a todos sob o disfarce da liberdade pessoal: "você pode escolher livremente viver como todos nós estamos vivendo", diz o Big Brother. 

Há uma avalanche de opinadores e juízes acerca de como deve ser o casamento ideal e, se por acaso o seu não se encaixar na fórmula deles, está na hora, dirão, de você reavaliar se não vale a pena trocar de parceiro(a) – eis a grande proposta da serpente cultural. Mas quem são essas pessoas para julgar o que um marido e uma esposa dentro da intimidade de seu matrimônio significam um para o outro? Só você sabe o quão importante é o seu cônjuge, só você conhece as coisas grandes que os mantiveram unidos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza. A despeito dos pequenos defeitos que todos nós temos, só você sabe sobre o amor e a lealdade construídos por todos estes anos entre vocês dois. Então, já declaro logo aos juízes de plantão: eu é que não deixo ninguém meter a colher no meio do meu casamento!!!

Ah! Quase ia esquecendo: sobre o título deste post? Bem... Assista ao episódio abaixo e descubra. rsrs       

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sim, maquiagem! (Norma Braga)


Já escrevi brevemente sobre maquiagem aqui. Aproveitando que estou empolgada por ter falado às mulheres na Conferência Fiel, será divertido voltar ao assunto!

Esses dias, ouvi uma pregação em inglês do pr. Paul Washer sobre esposas - muito boa, recomendo! - em que ele faz uma brincadeira. Perguntaram-lhe se usar maquiagem era pecado, e ele respondeu: "Para algumas mulheres, não usar maquiagem é que é pecado!"

Importante: se você tem dúvidas sobre isso - se usar maquiagem é pecado - , pare tudo e leia o artigo excelente da minha amiga Elizabeth Portela sobre o uso de cosméticos e enfeites femininos. Esse texto lhe dará uma boa base bíblica para compreender o desejo de Deus para nós (em passagens como 1 Timóteo 2.9-10 e 1 Pedro 3.3-6) e evitar o triste extremo de abster-se de enfeites (ascetismo).

Na verdade, em resposta à pergunta, eu diria para todas as mulheres (não só algumas) que é um desperdício não aproveitar as benesses desse instrumento maravilhoso da graça de Deus que é a maquiagem. Somos pecadoras, e um dos efeitos do pecado é que nossa pele não é perfeita. A maquiagem pode não só cobrir olheiras e uniformizar a cor do rosto, mas também realçar nossos olhos ou nossa boca, devolver-nos uma corzinha "de saúde" nas bochechas, aumentar nossos cílios(os meus são quase inexistentes sem rímel) e, em geral, nos ajudar a enxergar melhor nossa beleza feminina.

Mas meu objetivo aqui não é ministrar um curso de automaquiagem - aprendi a me maquiar na internet, aliás -, e sim ir um pouco mais fundo na questão. Há mulheres que não se maquiam nem se arrumam, mas desprezam o aspecto estético em relação ao próprio corpo. Eu era uma dessas mulheres antes de me converter - e Deus iniciou em mim um processo longo de descoberta da minha feminilidade, um processo que incluiu o uso de roupas bonitas e cosméticos. Queria passar para vocês aqui um pouco do que aprendi: que não usar maquiagem pode apontar para vários pecados reais na sua vida, como apontava na minha.

Deixe-me ver... Por que você não usa maquiagem?

1. Você não se acha bonita

2. Você não se importa com a imagem que passa aos outros, incluindo seu marido

3. Você acalenta uma ideologia que exalta o "natural" e o "espontâneo"

4. Você acredita que a beleza exterior é um luxo desnecessário

5. Você tem medo de ficar bonita porque isso desviaria a atenção de quem você é interiormente

6. Você tem medo de ficar bonita porque isso chamaria a atenção dos homens e a tornaria vulnerável

Em uma postagem futura, vou abranger com mais detalhes cada um desses motivos. Aguardem! 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Água e óleo - o testemunho delas mesmas!

"Os pais são os mesmos, a criação também, o que eu dei para um, dei ao outro" - não é assim que ouvimos tantos pais falarem? E quando eles argumentam desse jeito é surpreendendo-se com tanta diferença vista entre os filhos. Afinal, "foi tudo igualzinho"... Será mesmo? 

Ana Lissa é dois anos mais velha que Gisele. Vimos Deus abençoar nossos matemáticos planos de dar a elas essa pequenina diferença de idade. Da infância da Aninha lembramos dos mínimos detalhes. Já a da Gisele passou tão rápida que quase nem percebemos que, agora, ela já está com 8 aninhos de idade.

Ana é água. Organizada, sistemática e “améliazinha”. Verdade! Aninha gosta de aprender a costurar, fazer crochê e arrumar o quarto dela impecavelmente... Bem, “o quarto dela” é um modo de dizer, porque a irmãzinha reside na outra metade do mesmo quarto e aí é que se revelam as maiores diferenças entre minhas menininhas. 

Gisele é óleo. E esta é a graça da Graça de Deus que deu a elas personalidades tão próprias. Acredite! Quantas vezes Gigi leva advertência dos professores por não levar o material completo ou por esquecer algum trabalho em casa? Nem vou falar do armário de uma que é o oposto do armário da outra. Aninha tem tudo em ordem, roupinhas muito bem dobradas e sua perfeita estante de perfuminhos, batonzinhos e outras coisinhas de menina. Gisele? Xiiii, nem te conto mais.

Água e óleo – tão diferentes assim? Ana Lissa é recatada, discreta e pega no pé da irmã pelos "excessos de felicidade" que essa pratica. Ana Lissa é tímida. Gisele é espevitada, cantadeira e muitíssimo comunicativa. Gisele decora melodias e letras com uma facilidade enorme e assustadora. Aninha já se atém aos detalhes da vida e da veste das pessoas...

Água e óleo? Nem tanto assim, pois sei que Aninha é algo da própria mãe, mas, indubitavelmente, há nela pitadinhas do pai. Gisele é bem assim do jeitinho que eu também sou, mas, inegavelmente, ela puxou as maravilhosas qualidades da mãe. Contudo, há jeitinhos, coisinhas, particularidades inusitadas tanto de uma como da outra que, sinceramente, eu e a Lu nos perguntamos admirados: "Afinal, a quem que essas meninas puxaram?" rsrs

O fato é que, embora a diferença seja de apenas dois anos de idade e pensemos que as educamos de modo muito semelhante, não foi bem assim. E é exatamente essa diferença delas que também denuncia que eu e a Lu mudamos com o tempo. Os pais da Aninha já não eram os mesmos quando a Gi nasceu. Gi, por sua vez, foi educada por outros pais e, surpreenda-se, Aninha foi conhecendo esses pais da sua irmãzinha, que passaram a educá-la de uma forma singular e diferente daquela quando Aninha era apenas nossa filha única.

Sim. Ana Lissa e Gisele são muito diferentes, mas hoje eu sei que também é porque eu e a Lu mudamos sempre. E vê-las assim tão diferentes uma da outra é o testemunho de que somos mesmo um rio que corre continuamente em direção aos braços de Deus, mas um rio cujas águas não se repetem nunca! Amém! 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pertencer (Clarice Lispector)



Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 
 
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. 
 
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.
(Clarice Lispector)

sábado, 12 de outubro de 2013

Quem somos nós? - Cantares alheios (XX)

Ai, ai, ai…
imagesContos de fadas, castelos em reinos distantes, sapos que se transformam em príncipes, o primeiro beijo encantado, bruxas más envenenadas em suas próprias maçãs… Virgindade era uma personagem que não aparecia nessas histórias… E todos os finais eram felizes.

Um mundo de fantasias ou realidade? Será que essa imaginação era só na nossa infância ou de fato a levamos para o mundo adulto com a esperança em amor eterno, fiel e verdadeiro? E os cafajestes que tentamos transformar em homens melhores?

E o século 21 com todos os obstáculos? Dá para ser princesa ou assumimos o papel de guerreiras? Luta pela nossa própria vida e não ao casamento forçado como a ruivinha do Valente? Ou a ambivalência de uma princesa lutadora de dia que se transforma numa ogrinha carente, verde e delicada à noite que sonha que seu príncipe encantado mate o dragão e quebre seu feitiço? Será que queremos mesmo essa quebra de feitiços e sonhos planejados quando acordadas? Ou é mais desafiador encarar a realidade, mas daí vem a TPM e coloca o medo acima de tudo fazendo tudo impossível de ser alcançado?
cinderela
Realidade ou ficção? E o tal segredo quando diz que basta mentalizar o que desejamos que o universo conspira a nosso favor? E se não pensarmos nos detalhes e a pitadinha de ciúmes vier na realidade vestido de um maníaco depressivo e possessivo e no final terminarmos de mãos dadas com a Tia Maria da Penha?

E a era dos 30 quando chega e a gente não arruma casamento? E quando a gente arruma um amor, mas ele quer apenas juntar as trouxinhas? E se o pântano for mais divertido que o castelo em far far away? E se gostarmos mais de caçar na floresta e seguir Robin Wood em vez de administrar xícaras e bules falantes e conversar com passarinhos… Só para esperarmos lindas e maravilhosas nossos reis vindos da guerra diária?

Quem somos nós? Princesas encantadas ou mulheres de verdade?
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Ou as duas coisas? Ou merecemos uma vida de princesa por enfrentarmos o cotidiano de salto alto e com a mágica de sermos filhas, irmãs, amigas, esposas, amantes, mães, profissionais, estudantes e mulheres… Tudo ao mesmo tempo?

É vergonha sonhar com uma vida encantada? Ou é colorido? E a paixão e o amor eternos? Duram para sempre? Ou o sempre é subjetivo e pode durar uma noite? E se durar um olhar?

E a tal virgindade? Deve ser a protagonista de nossas vidas, ou os valores morais? Em contos de fadas, existem valores morais? E se quisermos ser as bruxas más? Qual é o problema? E se não formos, como enfrentá-las? E se a tal bruxa má for a nossa TPM ou o desespero de não conseguir vestir a fantasia da mulher perfeita para casar?

Quem somos nós?
EU sou alguem

Quem é você?

O que você quer ser?
quem_somos_nos
E se você não for? Vai se frustrar ou continuar sonhando?

E se nossos príncipes não atenderem as nossas expectativas? E se optarmos pelos lobos maus? E se quisermos princesas? E se não gostarmos de vestidos brilhantes e sim de calças jeans básicas?

E a beleza atemporal? Serve para nós também? E se o espelho não for nosso melhor amigo? E se ele for apaixonado e não nos deixar sair lindas numa balada? E se ele quebrar? E se ele distorcer a realidade?

Quem somos nós? O que devemos nos tornar? Por que? Quando? E os nossos corações?

E o momento único de estar sozinha? Nos chamam de encalhada, mas a Pequena Sereia tinha um oceano inteiro a desvendar… E se gostarmos de peixes e não de tubarões ferozes? E se não quisermos ser princesas? E se quisermos ser simplesmente mulheres?

Quem somos nós?

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

GANDAVOS - terceiros contos

Já é a terceira publicação (veja as outras aqui e aqui) da série Gandavos em que tenho prazer de participar com textos de minha autoria. Gandavos é um livro de contos que reúne escritores das mais diversas regiões do Brasil, iniciativa do Blog Gandavos. Nesta publicação, há dois textos meus. Para adquirir o livro, clique aqui: gandavos@hotmail.com 

Particularmente, gostaria de agradecer pela correção preciosa que meus textos tiveram pelas mãos competentes da querida Celêdian Assis do Blog Sutilezas da alma e mente.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"A volta dos que não foram" - uma justificativa

Olá, queridos leitores!

Estive ausente por quase dois meses e nem sei se isto aqui significa "um retorno". Parei de escrever nos meus dois blogs (até do facebook desliguei-me), porque estou fazendo uma "pós" e, sinceramente, gostaria de ver-me totalmente absorvido por ela.  

É! Sou assim mesmo: meu quarto é uma bagunça, mas minha vida pública é sistematicamente metódica, organizada e ordenada. Em outras palavras, sou assim: aqui, Heráclito; ali, Parmênides!

E como tenho outras responsabilidades no batente diário, resolvi fechar os blogs - cortei na minha própria carne rsrsrs!

Contudo, algumas pessoas solicitaram ler alguma coisa ou outra que se encontra por aqui. Mas, principalmente, só hoje que me dei conta que meus alunos precisavam continuar a ter acesso ao blog, porque muitas das leituras que eu passo a eles encontram-se apenas aqui. 

Daí, esta palavrinha que agora dirijo aos queridos: o blog está reaberto, todavia não sei se irei voltar a escrever. Pelo menos, não até o fim da "pós"...

Será que eu vou aguentar essa coceirazinha que me dá? Vamos ver até quando eu vou tolerar esse comichão, esse prurido que atanaza a mente de quem é viciado em escrever.

Abraços sempre afetuosos.
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