Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Minha mãe saindo da UTI


Papai e mamãe (atente ao detalhe atrás deles)
A lembrança mais remota que tenho da minha mãe se dá diante do espelho emoldurado por uma madeira amarela no quarto do nosso apartamento em Brasília. Era um quarto amarelo-laranja na verdade. Tudo amarelo-laranja, até um enorme urso cheio de bolinhas de isopor que o mantinham sentado. Mas a cena se dá com minha mãe deitada na cama ao lado desse espelho, vendo-me colocar a roupa após o banho. Como de costume, coloquei a cueca e, para dentro da cueca, a camisa. Quando já estava pronto para erguer minhas calça jeans e fechá-la, minha mãe fez a seguinte observação: “Fábio, quem veste roupa assim é mulher. Você é homem. Você deve colocar a blusa para fora da cueca! ...as suas irmãs é que colocam a camisa delas para dentro da calcinha...”. Parei, fiquei olhando por um tempo aquela minha camisa para dentro da cueca e, finalmente, me rendi às orientações de minha mãe. Desci a cueca e arrumei minha roupa.

Viviane, papai e Jeanine (minhas irmãs)
Não foi fácil para minha mãe me educar. Primeiro, porque meu pai viajava muito. Segundo, porque com a morte de meu pai aos meus oito anos de idade, ela teve que educar um menino sem modelo algum de homem dentro de casa. É óbvio que eu imitava minhas irmãs e a ela mesma em muitas outras questões diárias. Certamente, muitas delas, positivas.  Para dar um exemplo, uma vez, um amigo convidou-me à casa dele e depois de umas duas horas de muita conversa à mesa - conversa de homem -, ele grita diante dos outros colegas: “Ganhei”! Todos riram e os vi entregarem notas de dinheiro ao meu amigo, que completou: “Eu não disse? O Fábio não fala palavrão! Ganhei a aposta!”. Não fui criado em um lar cristão puritano – ao contrário. Mas o fato é que essa era uma das características que mais me marcaram socialmente e eu nem sabia o por quê. Eu não falava palavrão, porque, dentro de casa, minhas irmãs e minha mãe não falavam e, mesmo que eu aprendesse palavrões na rua, não os trazia para elas e nem tão pouco os assimilava. Enfim, na cultura dos meus amigos, palavrão era coisa de homem, mas eu estava sendo criado por mulheres e esta era uma das características da cultura singular da minha casa: mulheres que, antes de tudo, tinham como modelo de masculinidade meu pai, um homem raro, um homem educado, respeitoso e muito carinhoso com as três mulheres que o cercavam.

Por que estou contando tudo isso? Porque tive o privilégio, nestas últimas duas semanas, de servir um pouquinho a quem nunca dispensou esforços em me servir pela minha vida toda! Quando cheguei à UTI pelo domingo de manhã, dia 21 de outubro, vi minha mãe num estado assustador: deitada com a máscara de oxigênio naquele leito, os enfermeiros sobre ela, a respiração curta e acelerada, o diafragma quase em espasmo pelo esforço de puxar algum ar para dentro dos pulmões. Disse minha irmã que os olhos de minha mãe se iluminaram e se encheram de água ao me ver entrar. Eu mesmo nem dei conta de nada disso, porque a cena me chocou ao ponto de só pensar em como eu poderia ajudar. Ali mesmo, orei com ela, lendo um trecho da Palavra de Deus: “Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o Senhor. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro. Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha...” (Sl 40).  Naquele mesmo dia, retornei de tarde e minha mãe já estava visivelmente muito melhor. Minha mãe permaneceu uns seis dias na UTI geral e depois foi para uma “UTI particular” (um apartamento). Mais uns dois dias, foi para a semi-UTI e, ontem, ela já foi transferida para o apartamento fora da UTI. Esperamos que ela saia sábado do hospital.

Minha mãe linda!
Nestes dias de Hospital, fiquei alternando com minha irmã os cuidados com nossa mãe. Um tempo muito bom para estar perto dela, conversar mais sobre Deus e rir ainda mais com suas piadas. Quem conhece minha mãe, sabe que boa saúde e deboche são sinônimos na vida dela. Ao vê-la começando a fazer piada da própria situação e contando piada dos enfermeiros,  tranquilizávamos o coração, pois era sinal que minha mãe estava voltando. 

Sobre palavrões? Sim, tem alguns anos que mamãe já coleciona os dela (e quem não guarda os seus para aqueles momentos em que palavras corriqueiras não conseguem dizer tudo aquilo que precisamos). Minhas filhas acham graça da vó toda vez que nos juntamos. A cada palavra mais pesada que minha mãe, porventura, profira, minhas filhas olham para mim e para a Lu com um olhar de cumplicidade compreensiva e sorrisinho amoroso, porque vó é vó e elas sabem muito bem que devemos respeitar os mais velhos mesmo que não concordemos com eles. Minha mãe está com 79 anos de idade. Diz minha irmã que, por causa da distância da morte de papai, minha mãe vem mudando aos pouquinhos. "Ela vem perdendo aquela influência do homem que foi papai, afinal já são mais de 30 anos sem ele", explica minha irmã.

Enfim, creio que somos assim mesmo: gente de carne e osso, cujas vidas são frágeis reticências num texto muito mais complexo escrito por Deus desde a eternidade. Sim, pessoas maravilhosas e repletas de defeitos também. É a beleza da imagem de Deus e a depravação do pecado – esta mistura que, em Cristo, espero um dia se desfaça e surja apenas a glória, a maravilhosa glória de Deus manifestada plenamente em nós. Quero agradecer aos que estiveram junto comigo nesta semana, intercedendo junto ao Pai pela minha mãezinha. Muitíssimo obrigado!  

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A última testemunha - um post para minha mãe

Queridos amigos e leitores, dei essa sumida sem tempo de dar um aviso prévio, porque minha mãe deu entrada na UTI em São Paulo. Assim, vim ficar com ela. Ela se recupera bem e, depois de oito dias na UTI, ela já se encontra na UTI semi-intensiva. Agradeço as orações e, quando possível, estarei retornando. Reposto este texto baseado em reflexões de minha mãe. Abraços sempre afetuosos. 

Tia Doris, Tia Regina, Tio Roni abraçado pela Tia Doli, Tia Cecília e tio Roseny (só faltou mamãe).


Quando minha mãe nos visitou por aqui no mês passado, ela nos disse algo, à mesa da cozinha, que me surpreendeu, porque eu jamais havia antes pensado sobre aquilo: “Fábio, eu sou a última testemunha. Eu sou a última testemunha da minha infância”.


Um dia desses, postei sobre o clã dos Ribas e ali, naquele post, havia uma foto de todos os irmãos da minha mãe. Os meus avós, que estão naquela foto, há muito se foram. E quase todos irmãos da minha mãe também. Tia Doli, Tia Dóris, Tia Cecília e Tio Roseny, todos já foram e causaram as dores de suas mortes a minha mãe. Foram falecimentos doídos, não apenas pela morte em si, mas, principalmente, por causa do câncer que arrastou pelo menos três dos meus tios.

“Fábio, eu sou a última testemunha da minha infância! Se teu tio Roni morrer, morre com ele as minhas lembranças da infância. Eu não tenho mais com quem conversar sobre aquele passado em Vitória no Espírito Santo”, disse-me minha mãe. Essas palavras dela abriram uma outra realidade para mim: a vida da minha mãe está se apagando e ela tem toda consciência disso. Senti como que se fosse uma espécie de amnésia existencial, porque eram nessas conversas que uns relembravam os outros de detalhes esquecidos. Contudo, agora, havia um apagamento se formando, uma lacuna, um pano negro sobre um tempo cuja única testemunha seria ela. Isto é uma espécie de solidão com a qual eu ainda não havia me deparado.

Há ainda uma última irmã, tia Regina, mas ela é uma verdadeira temporã, nascida fora de época, tardia, quando a família da minha mãe já morava no Rio de Janeiro. A diferença de idade das duas talvez seja de uns vinte anos, mais ou menos.

Enquanto escrevo este texto, minha mãe está se preparando para ir a São Paulo. Meu tio Roni também está sendo arrastado pelo câncer. Não preciso dizer como isso afeta minha mãe. Ela segue para ver partir a última pessoa que viveu com ela sua infância. Com a partida do meu tio, ela não vai mais ter com quem relembrar seus tempos de menina, as brincadeiras, a escola, as vivências com os pais dela, a casa em Vitória... Morre a conivência, morre a confidência, morre esse conluio, esta cumplicidade dos olhos que testemunharam as mesmas histórias. Com a partida do meu tio, morre o fato, o objeto, as provas e a infância da minha mãe torna-se, agora, uma arqueologia mais difícil de ser realizada.

Um dia, eu morrerei e comigo o meu testemunho pessoal e ocular daquilo que vi e vivi. Quando eu me for, vão-se comigo as provas daquilo que apenas eu sei. Acredito que é por isso que eu escrevo: eu escrevo para que esse meu testemunho resista a ela, à morte, este monstro que nos devora a existência e as lembranças daqui na terra. Escrevo, porque quero que minhas filhas herdem as minhas memórias, o legado de uma tradição que deixo a elas.

Tio Roni está marcado por três fortes cenas na minha mente. A primeira cena é ele chegando em nosso apartamento em Brasília e trazendo para nós as camisetas do “Quem sabe, sabe”, antigo programa televisivo no qual ele trabalhava. A segunda cena é a minha festa de aniversário em que entreguei para ele o primeiro pedaço de bolo, pequenino gesto de honra de minha infância, mas que nos marcou pelo resto de nossas vidas (tio Roni sempre lembrava disso quando nos encontrávamos). Há uma terceira cena, inesquecível para mim, eu no quarto de um hospital em São Paulo, recém-operado das amídalas, tio Roni entra e me dá de presente uma pequenina lanterna. Era uma caixinha vermelha com uma lampadazinha, mas que iluminou aquelas noites nas quais sequer eu podia falar por causa da cirurgia.

Bem, agora, eu estou compartilhando contigo essas minhas lembranças. Então, elas já não são apenas as minhas lembranças e, de uma forma muito estranha, eu trouxe você para ver comigo essas cenas. Já não sou só eu que sei... Acho que escrevo também, porque não quero saber sozinho.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Eu, desprezível?! - Um post para minhas filhas


Nós, seres do sexo masculino, somos malvados. Somos todos muito malvados.  Contudo, o  mais surpreendente, é que, ainda assim, Deus nos dá filhos! Claro que, na maioria das vezes e por quase todo tempo, não sabemos como nos portar, como segurá-los, o que dizer, o que fazer com essas crianças que nos obrigam a olhar para elas, desafiando-nos diariamente a sair da nossa zona de conforto e olhar noutra direção que não seja apenas o nosso próprio umbigo. É sobre isso que trata o filme infantil - infantil mesmo - que, num dia desses, assistimos, todos juntos, aqui em casa: "Meu malvado favorito" ("Despicable me", que seria traduzido assim: eu, desprezível).


O personagem “Gru” foi criado pela mãe autoritária e indiferente a ele (não há a figura paterna). “Gru” persegue, desde criança, seu sonho, mas sempre procurando a aprovação materna. Todavia, todo esse seu esforço se revela inútil, pois ela despreza os sonhos do filho. Logo, com uma criação dessas, como poderia "Gru" se sair bem como pai? E ainda por cima, pai de três meninas de uma vez?! Ele não aprecia histórias infantis, não gosta de contá-las, não sabe segurar na mão de crianças e, muito menos, dar beijo de boa-noite e - evidentemente - nem dizer “eu te amo”. Enfim, o nosso herói é realmente um adulto desprezível!

Ser pai é um aprendizado. Ser pai é sempre um dia depois do outro. E a grande descoberta de “Gru” é que a beleza do amor está em você decidir amar a quem, com toda liberdade, decidiu amar você também. “Gru” decidiu amar aquelas três menininhas que viraram sua vida de cabeça para baixo, principalmente invertendo valores estranhos que existiam na vida dele. Elas aparecem assim, repentinamente, sem aviso prévio e vendendo biscoitos à porta da casa dele. A mais nova das meninas tem um nome sugestivo: Agnes (anjo). Assim, eu poderia também dizer que é em uma dessas visitas imprevisíveis de Deus em nossas vidas que, de modo bem parecido, tudo pode mudar. Eu creio!


É possível, sob outra perspectiva, que nós, homens, ainda que tendo um “Gru” morando dentro de nós (e que passa o tempo todo sonhando em roubar a lua só para suprir nossas demandas mais infantis), venhamos a descobrir, finalmente, que o maior sonho a ser realizado é o de decidir amar nossos filhos, assim como um dia Deus nos amou primeiro. No caso do filme, amar assim como as meninas o amaram primeiro: apesar daquela careca, do nariz esquisito e da aparência um tanto quanto grotesca (“Gru” é um diminutivo em inglês da palavra "gruesome", que quer dizer "repugnante"). No meio do filme, uma das meninas diz para a outra que “Gru” dá medo nela, mas, diante dessas palavras, a pequena Agnes, depois de um momento de reflexão, devolve: “Igual o Papai-Noel”! Talvez porque sejamos todos isso mesmo: um misto de coisa alguma com alguma coisa maravilhosa demais para se compreender; seres totalmente depravados, mas, ainda assim, com  a maravilhosa imagem de Deus plantada em nós.


Filme é sempre algo muito pessoal, uns gostam outros não. Mas “Meu malvado favorito” falou de uma maneira muito especial para mim, por causa dos temas que aborda: adoção, baixa auto-estima, julgamento, descobertas, conquistas, paternidade. Sou pai de duas lindas princesas e tenho descoberto que, apesar do “Gru” que ainda mora aqui dentro de mim, elas me veem de uma maneira toda especial. E, por isso mesmo, elas me fazem querer, cada vez mais, ser um pai melhor para elas. Dica? Um filme para se ver com toda a família, sem esquecer da pipoca e do refri, claro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

La Boheme

"Eu sou o poeta e ela é a poesia", diz Rodlfo para Mimi - personagens da obra de Puccini

Tradução:

Quando ando sozinha na rua
As pessoas param e olham para mim
E olham para toda a beleza que há em mim
Da minha cabeça aos meus pés.

E então eu gosto o pequeno anseio
Que transpira dos teus olhos
E que é capaz de perceber dos encantos manifestos
Às belezas mais escondidas.
Então, o cheiro do desejo é tudo ao meu redor
Isso me faz feliz!

E você, sabendo, lembrando e desejando
Você encolheu a mim?
Eu sei muito bem:
Você não deseja expressar sua angústia
Mas você se senti como se estivesse morrendo!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O manual islâmico para um casamento feliz

Artigos - Cultura

bookislam“Puxe a esposa pela orelha, bata nela com a mão ou com uma vara”
 
O crescimento do islamismo nos EUA e na Europa é fato inegável. E com sua crescente influência, livros com temas islâmicos começam a aparecer, revelando a realidade dos costumes islâmicos.

O livro “A Gift For Muslim Couple” (Um Presente para o Casal Muçulmano), disponível no Canadá, chocou o público canadense por trazer instruções de como maridos islâmicos podem bater nas esposas com a mão ou com uma vara, ou puxá-la pela orelha.

O livro de 160 páginas, escrito pelo acadêmico muçulmano Maulavi Ashraf Ali Thanvi, é dedicado a recém-casados muçulmanos.
O manual dá instruções de como ter um casamento feliz e evitar problemas, e avisa que o marido deveria se controlar para não bater excessivamente na esposa.

Embora o livro tenha recebido reações indignadas do público canadense, está amplamente disponível em lojas virtuais muçulmanas, sem maiores consequências.

Bater na esposa como instrução matrimonial pode parecer estranho para pessoas no Brasil, EUA e Canadá, mas é uma prática comum e generalizada no mundo islâmico. Evidentemente, os líderes muçulmanos negarão que sua religião seja violenta ou que permita que as esposas apanhem, mas a realidade…

A escalada de violência contra as mulheres muçulmanas foi revelada recentemente por um relatório que afirma que quase mil mulheres e meninas foram assassinadas por “honra” no ano passado só no Paquistão. Não há dados oficiais dos outros países muçulmanos, ainda mais que casos de esposas assassinadas são acobertados pelos próprios parentes e pela polícia.
Fakhra 
As esposas que não são assassinadas podem ser banhadas em ácido pelo marido islâmico se cometerem o “crime” de aprenderem a ler e escrever, como foi o caso da paquistanesa Fakhra Younus, que se suicidou recentemente com a idade de 33 anos, depois de viver 12 anos cega de um olho, surda e com vários outros problemas físicos ocasionados pelo banho de ácido efetuado pelo marido. Só em 2011, mais de 8 mil ataques com ácido foram praticados contra moças e mulheres, por vários motivos, no Paquistão. Se uma jovem, por exemplo, se recusa a casar com um islâmico, o próximo passo pode ser uma chuva de ácido.

Contudo, não é só nos países islâmicos que as mulheres são submetidas a certos costumes islâmicos. Na Inglaterra, mais de mil meninas, algumas com 10 anos de idade, já passaram por operações de mutilação genital, onde os órgãos sexuais externos são removidos, a fim de impedir que mais tarde as moças tenham prazer sexual, mesmo depois do casamento. Tal mutilação, de acordo com os que a praticam, servirá como prova da “pureza” da mulher quando ela casar. Líderes islâmicos da Inglaterra já foram flagrados defendendo essa mutilação.

Essa mutilação, ao que se supõe, tem como alvo as filhas das famílias muçulmanas. O tratamento para as filhas das famílias não muçulmanas é totalmente diferente.

Na Inglaterra, gangues de estupradores — predominantemente muçulmanos — aliciam meninas muito novas, geralmente de sangue inglês, para se tornarem propriedade sexual para uso pessoal e para prostituição. A crise alcançou agora proporções epidêmicas. De acordo com a Secretaria dos Direitos das Crianças da Inglaterra, um número elevado de 10 mil meninas brancas menores de idade podem estar sendo vítimas.

Se uma gangue muçulmana é pega e seus integrantes conseguem fugir da Inglaterra para seu país islâmico original, a polícia inglesa simplesmente cruza os braços a fim de não perturbar autoridades islâmicas de outro país.

Por causa das leis antipreconceito, as autoridades inglesas não podem lidar com o problema de forma decisiva, mostrando que homens muçulmanos estão literalmente estuprando milhares de meninas inglesas. Tal exposição colocaria a Inglaterra na mira da ONU, que os acusaria de preconceito contra a religião islâmica e contra homens de pele não branca.

Na Inglaterra, o estupro islâmico de meninas brancas já é quase normal. Agora, a epidemia está alcançando até mesmo os EUA, onde gangues muçulmanas também estão mirando meninas brancas.

Os direitos das mulheres e das meninas são pisoteados, em favor dos direitos humanos e a dignidade de homens muçulmanos, por causa de loucas leis antipreconceito. Por causa dessas leis, os ingleses pouco podem fazer para deter os estupradores islâmicos. Por causa dessas leis, os estupradores islâmicos muito fazem contra as meninas inglesas.

Contudo, o que aconteceria se 10 mil meninas islâmicas estivessem em poder de gangues evangélicas de estupradores ingleses na Arábia Saudita ou Paquistão? As autoridades muçulmanas teriam igualmente medo de lançar uma feroz campanha policial contra os estupradores ingleses por causa de leis antipreconceito? Os jornais e TVs falariam vagamente de certo problema com meninas, sem citar a origem especifica dos estupradores? Ao serem pegos, os ingleses poderiam fugir do país com a consciência tranquila de que as autoridades islâmicas nunca teriam coragem de exigir a extradição deles?

Em qualquer país islâmico, uma gangue de estupradores ingleses seria dispensada de julgamento e cadeia.  A própria população, sob os olhos e consentimento das autoridades, lincharia sumariamente os criminosos.

No entanto, o que ocorre na Inglaterra é o inverso. Jornais e TVs não podem falar diretamente do grave problema de gangues de estupradores que mantém 10 mil meninas inglesas sob seu poder. Não podem falar a fim de não violar a dignidade, honra e direitos humanos dos muçulmanos envolvidos nos crimes.

A cegueira do multiculturalismo da Inglaterra não os deixa ver que as gangues de estupradores não só cometem violência física e psicológica contra as meninas, mas também contra a dignidade, a honra e os direitos humanos delas.

Meninas têm menos dignidade, honra e direitos humanos do que homens islâmicos? Ao que tudo indica, sim, pois até em países islâmicos eles fazem o que querem com suas mulheres e meninas. E agora, pelo visto, podem também fazer o que querem com mulheres e meninas de países que não são islâmicos.

Enquanto homens como Jimmy Carter dizem que há opressão contra as mulheres no Ocidente somente porque há igrejas cristãs que não ordenam mulheres, o islamismo já vai mostrando como será o futuro das mulheres nos EUA e Europa: hoje, meninas condenadas à prostituição, amanhã moças condenadas aos haréns islâmicos, marcadas pela “pureza” da mutilação genital. Se tentarem abrir a boca para reclamar de alguns dos tratamentos, o chicote — ou o ácido — descerá sobre elas. Seu destino, quer gostem ou não, será a escravidão sexual.

Escrito por Julio Severo | 10 Outubro 2012

Com informações do Daily Mail.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Espírito Santo – o “Deus contra mim” (uma oração)

Espírito Santo, sejas vitorioso sobre a minha vida! A responsabilidade é enorme, e eu sou apenas isto que sou. Preciso tanto de Ti, meu Espírito! Preciso que me esbofeteies, preciso de Tua vitória sobre mim! Preciso ter a certeza de que o Senhor seguirá comigo neste mundo tenebroso, pois, do contrário, terei medo, muito medo do que poderá acontecer se o Senhor não estiver comigo, porque os meus inimigos me espreitam e planejam minha queda.

Espírito Santo, eu suplico por essa santidade! Meu coração não quer se acomodar à misericórdia divina... Eu quero ser santo, porque o meu Pai é santo! Eu quero mais, muito mais. Quero que aquela semente plantada e germinada por Ti há mais de 15 anos não pare de crescer, mas se transforme em árvore frondosa (poda-me, meu Senhor, poda-me para Ti!). Eu quero o fruto saboroso do Espírito Santo na minha vida. Meu Senhor, eu preciso gerar frutos doces, saborosos ao Teu paladar – para isto foi que eu nasci e minha alma anseia por isto! É a minha humilde resposta frente à tão maravilhosa Graça!

A minha vida para Tua glória, meu Senhor! Na certeza revelada na tua Palavra de que, gratuitamente, o Senhor me ofereceu a Tua amizade e proteção em Cristo Jesus. Eu me agarro com todas minhas forças à Aliança da Graça! Mas minhas forças não são nada se não for o Senhor a me sustentar. E eu fui entregue pelo Pai às mãos de Jesus. Aleluia!

Espírito Santo, a minha oração nesta manhã é que Tua vitória seja plena, que esta batalha operada dentro do meu ser, aqui dentro de mim, contra as obras desta minha carne, alcance a vitória para Tua glória. 

Eu creio, Espírito Santo, que Tu és o “Deus contra mim”! Espírito Santo, Tu és o Deus em mim! Mas eu também sei que Tu és em mim contra mim para que o favor conquistado por Jesus na Cruz opere esta santidade tão desejada por mim! Então, nesta manhã, eu renovo minha entrega a Ti, Espírito Santo, renovo minha confissão de total falência de minhas forças e inteligência. Eu preciso de Ti! Eu preciso de Ti contra mim para que esta Tua vitória de agora, diária e final opere uma vida de glória para o Deus da minha salvação. Amém!

Quero oferecer esta música abaixo, belíssima música, a todos os meus amigos missionários e a todos aqueles que não desistiram... 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A família em busca da extinção (Olavo de Carvalho)


rockefellersNão por coincidência, o esfarelamento da sociedade em unidades familiares pequenas permanentemente ameaçadas de autodestruição veio acompanhada do fortalecimento inaudito de umas poucas famílias patriarcais, justamente aquelas que estavam e estão na liderança do mesmo processo.

A “família tradicional” que os cristãos e conservadores defendem ardorosamente contra o assédio feminista, gayzista, pansexualista etc., bem como contra a usurpação do pátrio poder pelo Estado, é essencialmente a família nuclear constituída de pai, mãe e filhos (poucos). O cinema consagrou essa imagem como símbolo vivente dos valores fundamentais da cultura americana, e a transmitiu a todos os países da órbita cultural dos EUA. 

Mas esse modelo de família nada tem de tradicional. É um subproduto da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. A primeira desmantelou as culturas regionais e as unidades de trabalho familiar em que habilidades agrícolas ou artesanais se transmitiam de pai a filho ao longo das gerações; as famílias tradicionais desmembraram-se em pequenas unidades desarraigadas, que vieram para as cidades em busca de emprego. A Revolução Francesa completou o serviço, abolindo os laços tradicionais de lealdade territorial, familiar, pessoal e grupal e instaurando em lugar deles um novo sistema de liames legais e burocráticos em que a obrigação de cada indivíduo vai para o Estado em primeiro lugar e só secundariamente – por permissão do Estado – a seus familiares e amigos. A sociedade “natural”, formada ao longo dos séculos sem nenhum planejamento, por experiência e erro, foi enfim substituída pela sociedade planejada, racional-burocrática, em que os átomos humanos, amputados de qualquer ligação profunda de ordem pessoal e orgânica, só têm uns com os outros relações mecânicas fundadas nos regulamentos do Estado ou afinidades de superfície nascidas de encontros casuais nos ambientes de trabalho e lazer. Tal é a base e origem da moderna família nuclear. 

Max Weber descreve esse processo como um capítulo essencial do “desencantamento do mundo”, em que a perda de um sentido maior da existência é mal compensada por sucedâneos ideológicos, pela indústria das diversões públicas e por uma “religião” cada vez mais despojada da sua função essencial de moldar a cultura como um todo. Nessas condições, assinala Weber, é natural que a busca de uma ligação com o sentido profundo da existência reflua para a intimidade de ambientes cada vez mais restritos, entre os quais, evidentemente, a família nuclear. Mas, na medida mesma em que esta é uma entidade jurídica altamente regulamentada e cada vez mais exposta às intrusões da autoridade estatal, ela deixa de ser aos poucos o abrigo ideal da intimidade e é substituída, nessa função, pelas relações extramatrimoniais. 

Separada da proteção patriarcal, solta no espaço, dependente inteiramente da burocracia estatal que a esmaga, a família nuclear moderna é por sua estrutura mesma  uma entidade muito frágil, incapaz de resistir ao impacto das mudanças sociais aceleradas e a cada “crise de gerações” que as acompanha necessariamente. Longe de ser a morada dos valores tradicionais, ela é uma etapa de um processo histórico-social abrangente que vai em direção à total erradicação da autoridade familiar e à sua substituição pelo poder impessoal da burocracia. 

feminaziNão por coincidência, o esfarelamento da sociedade em unidades familiares pequenas permanentemente ameaçadas de autodestruição veio acompanhada do fortalecimento inaudito de umas poucas famílias patriarcais, justamente aquelas que estavam e estão na liderança do mesmo processo. Refiro-me às dinastias nobiliárquicas e financeiras que hoje constituem o núcleo da elite globalista. Quanto mais uma “ciência social” subsidiada por essas grandes fortunas persuade a população de que a dissolução do patriarcalismo foi um grande progresso da liberdade e dos direitos humanos, mais fortemente a elite mandante se apega à continuidade patriarcalista que garante a perpetuação e ampliação do seu poder ao longo das gerações. Com toda a evidência, a família patriarcal é uma fonte de poder: a história social dos dois últimos séculos é a da transformação do poder patriarcal num privilégio dos muito ricos, negado simultaneamente a milhões de bocós cujos filhos aprendem, na universidade, a festejar o fim do patriarcado como o advento de uma era de liberdade quase paradisíaca. O desenvolvimento inevitável desse processo é a destruição – ou autodestruição -- das próprias famílias nucleares, ou do que delas reste após cada nova “crise de gerações”. 

A “defesa da família” torna-se, nesse contexto, a defesa de uma entidade abstrata cujo correspondente no mundo concreto só veio à existência com a finalidade de extinguir-se. A ameaça feminista, gayzista ou pansexualista existe, mas só se torna temível graças à fragilidade intrínseca da entidade contra a qual se volta. 

Ou as famílias se agrupam em unidades maiores fundadas em laços pessoais profundos e duradouros, ou sua erradicação é apenas questão de tempo. As comunidades religiosas funcionam às vezes como abrigos temporários onde as famílias encontram proteção e solidariedade. Mas essas comunidades baseiam-se numa uniformidade moral estrita, que exclui os divergentes, motivo pelo qual se tornam vítimas fáceis da drenagem de fiéis pela “crise de gerações”. A família patriarcal não é uma unidade ético-dogmática: é uma unidade biológica e funcional forjada em torno de interesses objetivos permanentes, onde os maus e desajustados sempre acabam sendo aproveitados em alguma função útil ao conjunto. 

Em últimas contas, se o patriarcalismo fosse coisa ruim os ricos não o guardariam ciumentamente para si mesmos, mas o distribuiriam aos pobres, preferindo, por seu lado, esfarelar-se em pequenas famílias nucleares. Se fazem precisamente o oposto, é porque sabem o que estão fazendo.

A família em busca da extinção

Escrito por Olavo de Carvalho | 02 Outubro 2012


Fotos: família Rockefeller e feministas alemãs.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O caso do vestido - Cantares de todos nós (XV)

Ouvíamos uma, duas, três vezes o poema. Logo após, explicava o poema dramaticamente e os meus alunos sempre se espantavam, seus olhos chocados, bem abertos, pasmos ao perceberem finalmente os sentimentos ali envolvidos...

Mas o que tanto haveria de extraordinário naquele poema para aqueles jovens adolescentes? A resposta descobri quando os ouvi falar da realidade ordinária de suas próprias casas. Os sentimentos confusos, apaixonados, escandalosos, as atitudes desmedidas presentes naqueles versos eram os mesmos que residiam nas casas de meus alunos. O espanto, a estupefação, a reação deles era tão somente a incômoda percepção do poema ser um espelho no qual estávamos todos nos vendo.

O poema fala de um vestido – o vestido que a “dona ruim” usara na noite em que havia deitado com um pai de família, todavia, o ponto mais dramático na história é que fora a própria esposa que pedira para aquela mulher se deitar com seu marido. É história de uma paixão doentia, da obsessão de um homem por uma mulher. Um sentimento desarrazoado puramente carnal, apenas sexual.

O adultério, a traição é sempre uma violação. A violação da aliança – a quebra da promessa de cuidarmos do outro, protegermos o outro até que a morte nos separe. Todavia, nesta quebra de aliança, quem irá pagar pelos danos ocorridos? Os meus alunos sabiam muito bem daquela realidade descrita no poema. Drummond captou uma verdade universal mineira, goiana, sul-americana, planetária... humana! E meus alunos daquela pequena cidadezinha cravada à força gravitacional satelizando a capital federal do Brasil eram filhos de casas quebradas, casas divididas, casas que nunca foram casas.

Quando eu estava no primeiro ano naquela escola, durante as férias escolares, fui ajudar na secretaria com a organização das matrículas. Foi ali que me surpreendi com o tenebroso fato escrito naqueles papéis: o lugar em que se deveria escrever o nome do pai do aluno estava em branco. A maioria dos alunos não conhecia o pai. As razões eram diversas e revelam-se a cada caso. Homens que nunca assumiram gravidezes, homens que fugiram pelo mundo, mulheres que nem sabiam a quem pertenciam aqueles filhos... essa era a realidade das escolas em que dei aula.

O poema foi escrito por um homem, mas o narrador é uma personagem feminina. O homem sempre pairando acima das intrigas do universo feminino, enquanto as duas se colocam no tabuleiro sempre a serviço do rei: a esposa que enlouquece, a “dona ruim” que se apaixona. Mas o homem vai-se embora largando as duas para trás. Os anos passam e as duas se re-encontram velhas, acabadas, destruídas pelo mundo masculino que as usou, marcou-as, subjugo-as, aproveitando-se das escolhas erradas que ambas fizeram contra si mesmas.

É bom salientar que as duas mulheres (como tantas aí pelo mundo afora) estão exercendo a liberdade de suas escolhas, arcando com as piores consequências daquilo que elas mesmas tomaram para si. Portanto, o texto termina com a esposa recebendo o marido mais uma vez em casa, recebendo-o como se nada tivesse acontecido. Eis a alma feminina posta à mesa para autópsia por Drummond: "o barulho da comida na boca me acalentava, me dava uma grande paz"... Enfim, um texto genial. 

Drummond por Drummond
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