Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Você já cantou para a pessoa amada? (ou Sobre “Cantares de Salomão” e “Cantares sobre Cantares”)


É fascinante a leitura do livro bíblico Cantares de Salomão, que também é chamado de Cântico dos Cânticos. Suas características são um desafio para qualquer tradutor, porque seus versos estão afastados de nós culturalmente há milênios. Mas não é só isso. Seus versos concisos (a maioria dos versos não possuem mais do que quatro palavras!) precisam vir ao português (ou a qualquer outra língua do mundo) com seus jogos e referências (trabalho árduo, eu sei). E muitas dessas referências se perderam na história e na geografia do mundo antigo. Há palavras, metáforas, que, verdadeiramente, não sabemos sobre o que elas se referem, porque perdemos seus significados originais (e tenho tratado sobre isso neste blog). Tanto é assim que o livro é tido por muitos não como uma tradução literal, mas como uma interpretação adequada. Há uma quantidade enorme de palavras que só aparecem neste livro e em mais nenhum outro lugar da Bíblia e isso dificulta muito a tradução. Graças a Deus pelo avanço no estudo das línguas semíticas pré-bíblicas que nos dá uma gama maior de possibilidades para trabalhar e contextos aos quais pesquisar.

O fato encantador do livro, porém, é que há paixão, há desejo, há carne e transpiração nele. Há sexo e amor neste livro que é a Palavra de Deus. E Deus, que é o Artista por excelência e Autor primeiro do livro, não se envergonha do amor entre um homem e uma mulher. Ele celebra esse amor com toda a sua força e beleza nas palavras da Sulamita e do seu amado. Nas palavras de Julia Kristeva: “Conjugal, exclusivo, sensual, ciumento, sim, o amor do Cântico é tudo isso ao mesmo tempo, com ainda o inumerável da fusão carnal”! Um livro que já foi proibido na história da Igreja: “aquele cuja carne não haja sido suficientemente dominada pelas austeridades, cujo coração não tenha sido subjugado à alma, que não despreze as vaidades do mundo, seria indigno de sua leitura, pois assim como a luz bate em vão nos olhos de quem os tem fechados ou cegos, assim o homem animal não compreende o que vem do Espírito de Deus” (São Bernardo). Enfim, o livro de um Deus que quer nos tirar do sossego e da acomodação de nossas respostas simples.

E temos visto aqui no blog a influência desse pequenino livro nas mais diversas culturas de todos os tempos. Poetas, escritores, tradutores, religiosos, filósofos já se encantaram com esta gema preciosa inserida de maneira muito charmosa no cânon do Antigo Testamento.

Nosso blog tem como pano de fundo e direção o livro Cântico dos Cânticos. Duas páginas ali no alto são oferecidas ao livro. Cantares de Salomão (clique aqui para conhecer) ousa interpretá-lo. Embora, evidentemente, eu o faça de uma maneira muito pessoal, trago comigo um filtro histórico de minha caminhada e formação (teologia e letras) e uma enciclopédia de minhas pesquisas literárias para que eu não o leia sozinho, mas sob muitos olhares também. Outra página dedicada ao livro é Cantares sobre Cantares (clique aqui também) em que eu desfilo o impacto e o que foi dito por muitos historiadores, exegetas, literatos e poetas sobre esta obra de Deus ou à luz dela (trago também outras obras de natureza semelhante ao livro bíblico).

Enfim, ao terminar a leitura desse pequenino e instigante livro bíblico, deve ressoar um desafio ao leitor(a): Por que você também não canta para a pessoa amada? O Cântico dos Cânticos é um livro poético em que Deus nos ensina a cantar, a expressar os nossos sentimentos e desejos à pessoa que amamos. Não há casal que passe incólume quando ambos leem esse livro juntinhos e ainda brincam de recitá-lo um ao outro em momentos românticos de profunda intimidade. Boa leitura. 

LEIA TAMBÉM: 

Você já se perdeu de tanto amor? (ou Sobre “Cantares para ela mesma”)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A filosofia da paixão - Cantares para ela mesma (XV)


Para Lucila Ribas 


Nossa paixão, amor, é razão!
Escolha que a nós nos define:
Nenhuma censura que aflige,
Nem descontrolada exaltação.

É mudez, amor, essa paixão!
Diante de ti, essa passividade:
Instante imediato à eternidade,
Entre o desenredo e a tensão.

(Sobre outras paixões não verso,
Que o coração que da dor alheia
se condói é o mesmo que se dói
de inveja do outro que sobeja...)

Minha paixão é pura ação!
É a minha atividade livre:
Nada que se identifique
Com violenta inclinação.

Minha paixão é teu afeto,
Que orienta a contradição:
Põe minha difusa emoção
sobre teu caminho certo.

Esta paixão, meu amor, é vigor!
É a casa arrumada pelo teu amor:
Sem kantismo em sua definição,
Só o oposto. É Nietzsche então.

F.R.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Você já se perdeu de tanto amor? (ou Sobre “Cantares para ela mesma”)

Você já se perdeu de tanto amor? Eu já! Foi em julho de 1997. Namorava Lucila há quase um ano e ela sempre ouvia de mim, desde o primeiro dia de namoro, que eu queria casar era com ela. De tanto repetir isso, acabei assustando a menina. Ela me largou e, pior, ela usou comigo a desculpa mais sem pé e sem cabeça possível, só para esconder o medo que ela tinha dessa seriedade toda que eu empenhava na nossa relação. Mas isso foi no mês de junho.

Em julho daquele ano, as coisas só pioraram. A Lu viajou para Itu, São Paulo, para o Festival de Música. E eu fiquei sozinho na solidão árida do Planalto Central. Nem preciso dizer que minha vida espiritual desandou completamente. Fiquei totalmente desorientado e foi um tempo de briga com Deus, tempo de erguer os punhos ao Céu e indagar: por quê? Coisa de neófito que ainda precisava ver tratadas em mim certas coisas por Deus. Mas o fato é que me deixei arrastar por velhos becos e ruas demasiadamente escuras de novo. Ainda durante aquele tenebroso mês, também soube trancar-me no quarto. Ouvi, mais uma vez, toda aquela velha coleção da minha mãe de discos do Roberto Carlos. E sobre o antigo computador de mesa que havia ali no meu quarto, saí escrevendo e escrevendo contos. No fim daquele mês, havia escrito um livro, intitulado: “O cravo de dez crivos”. Eram dez contos muito depressivos, dez contos que eram verdadeiros exorcismos de toda aquela minha situação espiritual. 

Lembro-me pequeno, talvez dez ou onze anos, na sala da minha casa, eu já escrevia poemas. Havia cadernos e cadernos, todos repletos de versos. Depois dos poemas, vieram os contos e as crônicas. Adulto, descobri os artigos. Durante muitos anos, abandonei a poesia e me dediquei só a escrever artigos. Desta época, surgiu um novo livro, mas era um livro de teologia: “A Religião de Deus”. Um livro fortemente influenciado por Karl Barth e pela teologia Católico-Romana do século XX que eu lia na época. Em outras palavras, era um livro de teologia liberal (ou pelo menos neo-ortodoxo), mas que me serviu como reavaliação para retornar à boa e antiga ortodoxia cristã ao constatar o ponto vazio e oco ao qual chegaram os liberais.

Finalmente, a volta à poesia se deu por causa deste blog, que surgiu como homenagem ao aniversário de 15 anos de caminhada ao lado da Lu. Meus planos eram publicar aqui os poemas que escrevi por mais de dez anos e que renderam um livro com muitos e muitos versos para minha namorada. Todavia, acreditem, a Lu perdeu o livro das minhas poesias escritas para ela! Pode?! O que me pegou totalmente de surpresa, porque o blog havia sido publicado e já estava anunciado ali no alto da página “cantares para ela mesma”. E agora? Então, começei uma luta. Eu achei que estava tão “viciado” em escrever artigos, que não conseguiria mais escrever poesias. Foi um esforço físico, emocional e intelectual terrível voltar a escrever poemas. Pode parecer estranho ler isso, mas lutei muito comigo mesmo até re-encontrar o caminho perdido da poesia em mim. Pelo menos para mim, são confecções totalmente diversas a da prosa, a da poesia, o artigo, o conto, a crônica, etc. Embora sejam escritas, participantes então de um mesmo tecido original, suas confecções exigem técnicas muito díspares entre si. E eu sentia que havia perdido o meu caminho particular desse universo...

A Lu, portanto, é responsável por dois livros que escrevi: um de poesia, perdido, e outro de contos, trágico. Mas ela é responsável também por este blog. E graças à inspiração de tantos anos de caminhada, a Lu, mais uma vez, trouxe-me de volta à poesia e, num dia desses, ela mesma me disse: “Fábio, veja, já foram 14 poesias que você escreveu para mim”! E, se Deus quiser, muitas outras virão, meu amor!

Eu comecei este post afirmando que já me perdi de tanto amor, assim, só poderei encerrá-lo, dizendo que, depois de me perder de tanto amor, eu e a Lu nos encontramos de novo. Eram encontros fortuitos na Biblioteca da Faculdade em que estudávamos. Ela aparecia por lá só para me atiçar, só para me judiar, porque ela já sabia que queria voltar para mim. Mas eu ainda não. Eu ficava na Biblioteca, afogando minhas mágoas em livros e, quando levantava os olhos do papel, lá estava ela, linda e me maltratando o coração, passeando e sorrindo bem na minha frente. Até que numa bela tarde de setembro, em meio às estantes, entre os livros e aquele silêncio bibliotecal, ela me surpreende num abraço repentino e assalta-me com um doce e looooongo beijo...

Deixo essa belíssima música de 1971, 
tirada daquela antiga coleção de bolachões da minha mãe...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ayres Britto, Maquiavel e a mentalidade revolucionária


Assisti estupefato à entrevista do nosso atual presidente do STF, Ayres Britto, no Jornal da Globo nesta semana. Minha perplexidade foi constatar, diante dos meus olhos, tudo aquilo que homens como Julio Severo e Olavo de Carvalho já nos têm alertado há mais de uma década.

O discurso de Ayres encarna perfeitamente o anti-cristo de Maquiavel, o Estado que se opõe a tudo aquilo que se chama Deus. A mentalidade revolucionária com todas as suas mais mesquinhas características estão ali presentes nas palavras ditas pelo Ministro. A conclusão infeliz é que nada mais há para esperarmos de um STF que há décadas tem sido montado para a defesa de uma visão revolucionária e maquiavélica e que, agora, será coroado pelo Príncipe que faltava para que o caminho seja finalmente desobstruído de todos os seus inimigos.

Antes de seguir adiante, preciso esclarecer uma diferença que é fundamental para a maioria dos leitores deste texto: profeta e revolucionário. Assumo aqui a diferença proposta pelo filósofo Olavo de Carvalho no seu ótimo livro “Maquiavel ou A confusão Demoníaca”. Profeta é aquele que vaticina o futuro revelado por Deus, enquanto o revolucionário o força, planeja o futuro e busca o seu advento por meio da influência intelectual exercida sobre um governante e sobre os candidatos a governantes. O revolucionário quer mudar a História e definí-la pela força do seu discurso. Mas o discurso é apenas o anzol com o qual se fisga o futuro, pretendendo-se instaurá-lo no presente, porque a instauração da revolução se dá pela força militar e pela imposição de leis que deflagrem essa Nova Era. E é aqui que vemos as palavras de Ayres se encaixarem perfeitamente não só com Maquiavel, mas com Gramsci e Hegel também. Do outro lado, o profeta é tão somente boca de Deus e não um usurpador do lugar de Deus pela força do Estado.

Sigo a linha de que o profeta e o revolucionário, histórica, biblica e filosoficamente, não são apenas contrários mas, principalmente, são inimigos um do outro. E, portanto, Ayres encarna a mentalidade revolucionária contra a qual os profetas são convocados por Deus a fazerem oposição. Ainda para esclarecer melhor, ofereço a definição de mentalidade revolucionária proposta pelo filósofo Olavo de Carvalho: “projeto de mudança social profunda a ser realizado mediante a concentração de poder numa elite revolucionária”. E seja o Nazismo, seja o Comunismo, seja a Nova Ordem que vem se implantando nos EUA, no Brasil e por vários outros países do mundo, esta mentalidade revolucionária é o que torna comum todos estes movimentos (que são mais do que movimentos, são uma mentalidade, uma cosmovisão).

O profeta, ao contrário do revolucionário, poderá ouvir de Deus: “Você falará, mas eles não se converterão”. E mesmo assim o profeta deve obedecer ao chamado feito por Deus. Já o revolucionário jamais dobrará a sua vontade pessoal, nem sua ânsia pela reengenharia social - esta sua cobiça por impôr o Reino de Deus pela força e pela espada - para se submeter ao controle de Deus. O anseio do revolucionário está para Barrabás, assim como o do profeta está para Jesus. O revolucionário destituirá todos os poderes vigentes, legítimos ou não, para impôr sobre o presente a sua certeza de futuro. O profeta, consciente de seu legado histórico, convencido de que há um lastro, uma tradição, uma presença histórica e interventora de Deus, ele se definirá na oposição ao revolucionário: o profeta sempre será um conservador, porque tem plena consciência de que vaticina as palavras do Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Porque, nas palavras do filósofo Olavo de Carvalho, o "conservador é aquele que legitima suas ações em função da autoridade do passado". E todo profeta sabe que o nosso Deus permanece sendo o Deus de nossos pais. E o revolucionário, neste contexto, é exatamente aquele que não honra o seu e a sua mãe.

Então, quando Ayres diz que “O Supremo se tornou uma casa de fazer destino” e que a opinião pública, as controvérsias surgidas na imprensa sobre o papel do STF, não incomodam aos juizes, aos magistrados, é de se assustar tamanha independência de um poder que, numa democracia, tão conscientemente se desconecta do povo ao qual deveria servir e com o qual deveria se importar. 
 
A tragédia maquiavélica se instaura ainda mais quando Ayres diz, ao ser perguntado sobre o casamento gay e a questão dos aborto eugênico, para que serve o STF: Para arejar costumes, mudar paradigmas, inaugurar eras de pensamento, de sentimento coletivo, e nós somos submissos à Constituição” (grifo nosso). Ayres, com estas palavras, revela-se arauto da mentalidade revolucionária. Mas faz parte do embuste do revolucionário transvestir-se de profeta para enganar a muitos, por isso muitos entre os cristãos confundem os dois papéis e o revolucionário aproveita-se dessa confusão demoníaca. Sobre essa confusão tramada pelos revolucionários, que acabam assumindo um papel de anti-profeta, Olavo diz: “...investir-se da autoridade profética para lutar contra a Providência e tentar inverter o curso divino da História não é uma “moralidade”. Não é nem mesmo perversão política. É a rebelião metafísica, o pecado contra o Espírito Santo” (p. 46).

Assim, para que não haja dúvida da cosmovisão que molda a cabeça de Ayres, ele consegue ligar alhos com bugalhos, quando o repórter lhe pergunta o que pensa sobre a Ministra Eliana Calmon e suas duras palavras contra “os bandidos de toga”. Ayres diz: “Mas, no fundo, o que ela quer é o judiciário na vanguarda da renovação dos costumes”. A não ser que Ayres esteja afirmando que os costumes do judiciário são esses mesmos, isto é, os costumes são a bandidagem de toga e isso precisa ser renovado, na verdade, mais uma vez, ele faz um salto para nos indicar qual caminho ele seguirá à frente do STF: a revolução dos costumes. E como Ayres fará isso? Em determinado momento da entrevista, ele saca do bolso do paletó sua mont blanc e diz que ele tem apenas uma caneta e não uma varinha de condão. Mas sabemos que Ayres tem mais, muito mais do que apenas uma caneta em suas mãos. Há um STF montado para seguir adiante com a agenda revolucionária anti-cristã (e nem vou desenvolver o tema do sério risco que corre o mensalão de prescrever sem julgamento), há um Congresso fraco e débil em sua oposição ao Governo e uma “Presidenta” que corrobora com a agenda mundial do pós-cristianismo.

O caminho no Brasil e no mundo está aberto e a Mentalidade Revolucionária já faz parte da nossa cultura, mas ainda pouquíssimos acordaram para o que está acontecendo. Infelizmente, a Igreja se perde em discussões alienantes e que, na verdade, só corroboram com a mentalidade revolucionária. Um bom exemplo disso foi o artigo Deus é de Esquerda ou de Direita? Um texto de Hermes C. Fernandes e que menospreza os fatos da história, esconde escândalos terríveis muito mais satânicos e diabólicos do que qualquer mazela financiada pela chamada Direita e coloca, sorrateiramente, o comunismo como se fosse apenas o outro lado de uma moeda, uma simples outra opção. Todavia, essa manipulação absurda dos fatos também faz parte da mentalidade revolucionária. “O filósofo precisa falar da verdade com a qual ele mesmo se relaciona. Verdades que ele conhece e não um jogo de intelectualidade absurda. O filósofo deve voltar a apelar ao seu testemunho solitário e confessar da sua relação com a verdade. Precisamos voltar ao conhecimento sincero para podermos confrontar a rede de mentiras”, diz Olavo de Carvalho. É preciso discernir as mentiras e a manipulação dos fatos. Os fatos são os mesmos e eles estão à frente dos nossos olhos, mas nossos interesses pessoais, nossas ideologias, nossas cosmovisões podem manipular, distorcer e até mesmo usar os mesmos fatos ora a favor de um argumento, ora contra o mesmo argumento.

Enfim, o Príncipe já está assentado em seu trono e seus consultores e conselheiros lhe assediam diabolicamente para que ele arrogue para si não somente a autoridade de Deus, mas ele deve fazê-lo “com plena consciência de que esse Deus é inimigo dos cristãos e da humanidade em geral. Em bom português: ele deve fazer da imitação do diabo a nova forma da imitação de Deus, ao mesmo tempo que, posando ante as multidões como um novo Deus, as leve a crer que estão cultuando a Deus quando se prosternam ante o Príncipe-diabo” (p. 88).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um caminho além da morte - por Jemima Wright


Queridos amigos,

A jornalista inglesa Jemimah Wright acaba de publicar este livro contando sobre nossa luta pelos direitos dos povos indigenas. Se você sabe ler inglês, pode comprar online na amazon.com  ou na ywampublisher (clique aqui).

Que o Senhor seja louvado e proteja a todos os envolvidos nesta luta pela vida!

Marcia e Suzuki
____________________________
A luta de um casal brasileiro contra o medo, o sofrimento e o infanticídio
por Jemima Wright

O chefe ordenou que eu ficasse na oca onde se enterram vivas as crianças rejeitadas, aquelas com qualquer tipo de deficiência, não valorizadas bastante para serem enterradas no cemitério. A tribo acreditava que a oca estava cheia de espíritos malignos que iriam me matar. Enquanto eu dormia sobre os corpos dos bebês rejeitados naquela noite, algo extraordinário começou. O Senhor começou a quebrar o poder do medo, do sofrimento e da injustiça que o infanticídio tão sombrio representou.

Quando Márcia dos Santos veio à fé quando adolescente, ela ouviu um apelo claro para entregar sua vida a servir aos povos indígenas. A chamada veio também para o futuro marido de Márcia, Edson Suzuki, que também percebeu a importância de ajudar os índios com os cuidados de saúde a fim de combater as práticas tribais amazônicas de infanticídio e suicídio.

O que começou como uma simples caminhada de obediência levou anos de ministério e esforços internacionais e governamentais criando novas leis que protegem as crianças indígenas em risco. A poderosa história dos Suzukis, como contada a Jemima Wright, é um retrato da mão redentora de Deus que oferece compaixão e cura para os marginalizados e rejeitados.

 O Casal 20 agradece o apoio luxuoso do amigo Davi na tradução acima.

Para saber mais, clique aqui: Márcia Suzuki

quarta-feira, 18 de abril de 2012

E se o embrião humano fosse pessoa? (ou "A profecia do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz num texto de 2008")

Logotipo do Pr&ocacute;-Vida de Anápolis 

Se o embrião humano fosse pessoa...
(o que dizem os abortistas sobre essa hipótese)

No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3510 (ADI 3510), que declarou constitucional a destruição de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia (conforme previsto pelo artigo 5º da Lei 11.105/05 – Lei de Biossegurança), o argumento chave usado pelo relator Ministro Carlos Ayres Britto é que, segundo ele, perante o ordenamento jurídico brasileiro, o embrião humano não é pessoa.

O Ministro admitiu explicitamente que “o início da vida humana só pode coincidir com o preciso instante da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozóide masculino [1]. O zigoto humano, porém, não é pessoa simplesmente “porque assim é que preceitua o Ordenamento Jurídico Brasileiro[2].

E se zigoto humano (e, por extensão, o embrião humano) fosse pessoa? Se assim fosse, diz o Ministro, todo e qualquer aborto seria inconstitucional, inclusive aquele praticado quando não há outro meio para salvar a vida da gestante (art. 128, I, CP) e aquele praticado em gravidez resultante de estupro (art. 128, II, CP). Segundo ele, a proibição do aborto não significao reconhecimento legal de que em toda gravidez humana já esteja pressuposta a presença de pelo menos duas pessoas: a da mulher grávida e a do ser em gestação”. Leiamos com atenção como prossegue o Ministro: “Se a interpretação fosse essa, então as duas exceções dos incisos I e II do art. 128 do Código Penal seriam inconstitucionais, sabido que a alínea a do inciso XLVII do art.5º da Magna Carta Federal proíbe a pena de morte (salvo ‘em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX’)”.[3]

Note-se a enorme importância que o relator dá à afirmação de que o nascituro não é pessoa. Notem-se ainda as conseqüências que ele prevê caso a Constituição reconhecesse a personalidade do nascituro. Se assim fosse, diz ele, os dois casos de aborto em que não há aplicação de pena (e que o Ministro chama impropriamente casos de “aborto legal”) seriam inadmissíveis.
* * *
À mesma conclusão chega Ronald Dworkin, ardente defensor da sentença Roe versus Wade, que em 1973 declarou constitucional o direito ao aborto nos EUA. Segundo esse pensador (que, aliás, é citado no voto de Carlos Ayres Britto), essa decisão da Suprema Corte norte-americana baseia-se fundamentalmente sobre a tese de que a criança por nascer não é pessoa. Repetidas vezes em seu livro “Domínio da vida[4], o autor afirma que, se o nascituro (que ele costuma chamar de “feto”) fosse pessoa, o aborto seria inadmissível em todos os casos, inclusive em “estado de necessidade” ou em caso de gravidez resultante de estupro. Leiamos algumas de suas passagens: “Em termos morais e jurídicos, é inadmissível que um terceiro, como um médico, mate uma pessoa inocente mesmo quando for para salvar a vida de outra” (p. 131). “Do ponto de vista de que o feto é uma pessoa, uma exceção para o estupro é ainda mais difícil de justificar do que uma exceção para proteger a vida da mãe. Por que se deve privar o feto de seu direito a viver e obrigá-lo a pagar com a própria vida [por] um erro cometido por outra pessoa?” (p. 132). Criticando aqueles que não aceitam o aborto quando o bebê foi fruto de uma relação sexual voluntária, mas o aceitam quando ele foi concebido em um estupro, o autor afirma: “Sem dúvida, a diferença não seria de modo algum pertinente, como afirmei, se o feto fosse uma pessoa com direitos e interesses próprios, pois tal pessoa seria completamente inocente a despeito de qual fosse a natureza ou a intensidade da culpa de sua mãe” (p. 134).

Pelo que se percebe, o ponto vulnerável dos abortistas, o seu “calcanhar de Aquiles”, é a personalidade jurídica do nascituro. Demonstre-se que nascituro é pessoa e todo o edifício abortista desaba, inclusive a permissão de destruir embriões humanos para fins de pesquisa.

Mas o embrião humano é pessoa! – afirma nossa Constituição.

Para alegria de todos os defensores da vida, a Constituição Federal brasileira reconhece a “todo ser humano” (sem distinções) o direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica. Onde isso está escrito? 

Não está escrito no corpo da Constituição, tal como nós a conhecemos. Trata-se de um texto de um tratado internacional de direitos humanos, assinado e ratificado pelo Brasil, e que goza do “status” de norma constitucional, que faz parte do bloco de constitucionalidade, segundo recente entendimento do Supremo Tribunal Federal, em particular, do Ministro Celso de Mello, em seu voto-vista de 12 de março de 2008, no Habeas Corpus 87.585-8 Tocantins.

Refiro-me à Convenção Americana sobre Direitos Humanos, subscrita em 22 de novembro de 1969, conhecida como Pacto de São José da Costa Rica. Tal Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional do Brasil em 26 de maio de 1992 (Decreto Legislativo n. 27), tendo o Governo brasileiro determinado sua integral observância em 6 de novembro seguinte (Decreto n. 678). Segundo Celso de Mello, essa Convenção constitui “estatuto revestido de hierarquia constitucional, por efeito do § 2° do art. 5° da Constituição da República.[5] Uma lei federal que violasse o disposto no Pacto de São José da Costa Rica seria, então, inconstitucional.

Vejamos o que dizem alguns artigos dessa preciosa Convenção:
Art. 1º, n. 2. Para os efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano.
Art. 3º. Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica.
Art. 4º, n. 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.

Pergunta-se: essa Convenção assegurou ou não o direito ao reconhecimento da personalidade de todo ser humano? A resposta é afirmativa, e é dada pelo artigo 3º: “Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica”. Note-se que artigo 3º não faz exceção alguma a esse direito. Não está escrito “em geral” ou qualquer outra expressão que possa significar excepcionalidade. O reconhecimento da personalidade jurídica é, portanto, um direito (de nível constitucional, como foi visto) de toda pessoa, sem exceção. Mas, o que é pessoa? A essa pergunta, a Convenção dá uma resposta cristalina em seu artigo 1º, n. 2: “Para os efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano”. A expressão “todo ser humano” engloba o ser humano já nascido, o ser humano em gestação no útero materno, mas também o ser humano originado por fertilização extracorpórea e congelado em nitrogênio líquido. Como vimos, nem sequer o Ministro relator Carlos Ayres Britto ousou negar que o zigoto é um indivíduo humano. Ora, se o embrião concebido in vitro é pessoa (e a Convenção proíbe que se negue sua personalidade), segue-se que sua vida é inviolável. Segue-se ainda que qualquer forma de aborto diretamente provocado é inconstitucional. Por conseguinte, as duas hipóteses do artigo 128 do Código Penal só podem ser interpretadas, quando muito, como excludentes da aplicação da pena (“escusas absolutórias”), jamais como uma “permissão” de abortar. E ainda: é flagrantemente inconstitucional a prática do aborto pela rede hospitalar pública nessas duas hipóteses, pois o Estado não pode atentar contra a vida de uma pessoa humana (pré-natal ou pós-natal).[6]

O que é lamentável é que esse argumento tão poderoso não tenha sido usado no julgamento da ADI 3510. Ninguém, nem a Procuradoria Geral da República (autora da ação), nem a CNBB (“amicus curiae”), nem os Ministros Menezes Direito, Ricardo Lewandowski e Eros Grau (que votaram contra a destruição de embriões humanos) afirmaram que o reconhecimento da personalidade do nascituro é um direito constitucional, por força do Pacto de São José da Costa Rica.

Contudo, isso não impede que essa arma seja usada em outras ocasiões, por exemplo, quando for julgado o mérito da ADPF 54 (aborto de bebês anencéfalos).

O Supremo Tribunal Federal atuando como legislador?
O sonho do governo Lula de legalizar o aborto está encontrando uma forte oposição da opinião pública. O Projeto de Lei 1135/91, que em sua versão atual pretendia liberar o aborto nos nove meses de gestação, foi derrotado por 33 votos contra zero em 07/05/2008, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados. Como se isso não bastasse, o mesmo projeto foi derrotado por 57 votos contra 4 em 09/07/2008 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), apesar de todo o esforço do deputado José Genoíno (PT-SP) de impedir a votação. Os abortistas parecem estar percebendo que o Congresso Nacional não é um caminho viável para se obter a legalização do aborto. Um caminho alternativo – e muito perigoso – é o Supremo Tribunal Federal.

Nos Estados Unidos, há muito tempo a Suprema Corte cria e extingue direitos, baseando-se no subjetivismo dos juízes em interpretar a Constituição. Ronald Dworkin admite que “algumas das mais importantes decisões políticas que uma comunidade deve tomar – decisões que na maioria das outras democracias já foram ou seriam tema de grandes lutas políticas – foram decididas para os norte-americanos pelos juízes, não pelos representantes eleitos pelo povo” (p. 168). Entre essas “importantes decisões políticas” está o aborto, que foi imposto pela Suprema Corte aos 50 estados dos EUA na decisão Roe versus Wade, de 1973. Há 35 anos o povo estadunidense geme e sofre diante dessa decisão que “legalizou” o aborto à revelia do Congresso Nacional.

Quando o Supremo Tribunal Federal passa a invadir o campo do legislador, torna-se possível obter, via Judiciário, a aprovação de causas altamente impopulares, como o aborto e o casamento de homossexuais. Ao (re)interpretar a Constituição, os Ministros do STF passam a agir como psicanalistas, “descobrindo” nas profundezas do texto constitucional coisas que os constituintes jamais imaginaram. Por exemplo: o aborto de bebês anencéfalos (como pretende a ADPF 54) já estaria implícito no fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III); o “casamento” de pessoas do mesmo sexo já estaria contido no princípio da igualdade de todos perante a lei (art. 5º); a prostituição e o uso da maconha já estariam implícitos no direito à liberdade (art. 5º). E assim por diante.

É fato incontroverso que a Suprema Corte brasileira, ao interpretar a Constituição, está cada vez mais atuando como legislador positivo. O presidente Ministro Gilmar Mendes antevê “que o Supremo Tribunal Federal acabe por se livrar do vetusto dogma do legislador negativo e se alie à mais progressiva linha jurisprudencial das decisões interpretativas com eficácia aditiva, já adotadas pelas principais Cortes Constitucionais européias[7]. O que ele enxerga como progresso poderá ser, na verdade, um grande retrocesso. O Brasil corre o perigo de ingressar numa era de insegurança jurídica, em que o único limite das decisões da Suprema Corte será o da imaginação de seus Ministros, todos eles nomeados pelo Presidente da República, e nenhum deles eleito pelo povo... Deus nos livre de algo semelhante em nosso país... (aqui o grifo é do Casal 20).

Rio de Janeiro, 4 de agosto de 2008
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[1] Voto do relator, 5 mar. 2008, n. 30, p. 35. Grifado no original.
[2] Voto do relator, 5 mar. 2008, n. 31, p. 36. Grifado no original
[3] Voto do relator, 5 mar. 2008, n. 28, p. 32. Grifo nosso.
[4] DWORKIN, Ronald. Domínio da vida: aborto, eutanásia e liberdades individuais. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
[5] Voto HC 87.585-8 TO, 12 mar. 2008, p. 54. Os grifos são do original.
[6] Sobre esse assunto, leia-se a monografia jurídica “Aborto na rede hospitalar pública: o Estado financiando o crime”, de Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
[7] Voto na ADI 3510, 29 maio 2008, p. 35.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Marisa Lobo, liberdade individual e perseguição religiosa


Perseguida pelo Conselho Federal de Psicologia, Marisa Lobo dá suas razões para defender sua fé em meio a hostilidades profissionais, legais e sociais.
Marisa Lobo é psicóloga clínica, formada em 1996, pela Universidade Tuiuti do Paraná. Pós-graduada em saúde mental, com curso de extensão em sexualidade humana, dependência química, cursos de entrevista motivacional, psicossomática, psicodiagnóstico, psicoterapia breve, arte terapia, bibliodrama, aconselhamento pastoral e teologia.
Marisa Lobo
Ela estagiou, a convite do governo dos Estados Unidos, no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque, na Divisão Internacional de Atenção Primária à Saúde. Ministra cursos e palestras e possui experiência de mais de 13 anos em clinica e dependência química.
Ela realizou estudos sobre depressão infantil, violência e abuso sexual na infância, depressão, síndrome da adolescência e todos os tipos de compulsão, vícios e suas consequências.
Ela é idealizadora e coordena o curso de Dependência Química: Tratamento, diagnóstico e prevenção — Restituição sem internação.
Livros já publicados:
COMO FAZER DE SEU FILHO UMA CRIANÇA FELIZ, pela editora Arte Editorial, com prefácio do Dr. Silmar Coelho.
POR QUE AS PESSOAS MENTEM, pela editora Arte Editorial, Prefácio do Pr. Jabes de Alencar.
PSICOPATAS DA FÉ pela Editora Fôlego, com prefácio do Senador Magno Malta.
Julio Severo: Por que o Conselho Federal de Psicologia está ameaçando você?
Marisa Lobo: Por me expor na internet como psicóloga cristã, por defender minha fé e principalmente por questionar o kit gay, que para mim não é uma forma de prevenção ao preconceito e sim incentivo às práticas homossexuais. O kit gay é muito expositivo, e pelo que entendo de políticas públicas, não se justifica sua aplicabilidade de forma tão pessoal. O kit gay é dar privilégios e instituir um preconceito ainda maior. Com crianças as coisas devem acontecer ao seu tempo, de forma natural e globalizada. Devemos sim ter kits que falem de preconceito como um todo, do bullying que sofrem os gordinhos, os nerds, os baixinhos, os evangélicos, os homossexuais, os feios, os negros, os cegos, etc. Enfim, se dermos atenção privilegiada apenas a uma categoria, estamos discriminando as outras. Isso não é acabar com preconceito; é apenas uma tática maquiavélica de privilegiar e instituir uma ditadura e uma raça superior, e eu primo pela igualdade.
JS: Se uma pessoa envolvida em homossexualidade lhe pede ajuda para sair desse estilo de vida, o que você faz?
Marisa: Atendo. Meu juramento meu código de ética me diz que tenho que atender, dar ouvidos ao sofrimento psíquico, e se o fato de ser homossexual está causando qualquer tipo de  sofrimento, atendo sim, é minha obrigação, ainda que seja, para reverter sua orientação, condição e ou opção, se assim for de sua vontade absoluta. Nem poderia negar. Estaria ferindo o código de ética, não é mesmo? Mas é evidente que como psicóloga devo respeitar a resolução 01/999. A Organização Mundial de Saúde diz que homossexualidade não é doença, porém ao mesmo tempo não entendo por que tanta pressão da militância gay que tem medo de psicólogos que não negam auxílio. Os militantes gays pervertem e ficam vigiando nossos passos. O que acontece no setting terapêutico deve ser comandado pelo paciente. Acontece que a neurose é tanta que os psicólogos têm medo e são induzidos a deixar claro para o paciente que não é doença, independente de ser ou não. Mas se ele está indo ao consultório é porque está sofrendo. E se, repito, for da vontade dele, tenho que ser um canal, sem impor, como nunca fiz isso. O que falam de mim é mentira e mais uma estratégia de condenação de pessoas que são cristãs.
JS: As ameaças do CFP impedem você de ajudar homossexuais?
Marisa: A decisão da pessoa deve ser respeitada sempre. Devemos ter em mente que a demanda é do paciente sempre. Respeitarmos a sua vontade sem pressão. A reversão pode sim acontecer em muitos casos.  Acontece que o terrorismo do CFP não deixa que os homossexuais acreditem nisso. O CFP vem com aquela conversa de que se a pessoa deseja mudança, é por causa da imposição religiosa, e, como eles não creem de Deus — pois Deus para muitos lá é mito — então sempre vão tratar este assunto com preconceito religioso.  Eu já deixo o meu paciente decidir, se é o que deseja, vamos lá, e no decorrer, ele vai se achando, e até mesmo se assegurando se é isso mesmo o que deseja.
JS: Por que o CFP, que não impede psicólogos espíritas de aplicar técnicas espíritas em suas consultas, estão tão intrometidos no você faz como cristã que se importa com seus clientes?
Marisa: Por quê? Olha, não sei. Agora, é impossível até hoje eles não saberem que existe uma associação brasileira de psicólogos espiritas, ou psicologia budista, ou judaica, ou esotérica, ou parapsicologia, etc. Existe um número grande. É só acessar o Google e comprovar. O Conselho Federal de Psicologia é a autarquia mais persecutória, mais antiética da história. Eles não têm moral para me perseguir. Eles são militantes de ideologias, políticas, de orientação sexual, de ateísmo, e destilam seu ódio e preconceito contra os cristãos, principalmente os evangélicos. Mas a resposta está clara: o Cristianismo fala abertamente sobre homossexualidade. Então, eles querem nos destruir por sermos cristãos. Eles combatem a Bíblia punindo quem a segue, por preconceito religioso. É preciso dar um fim na militância do CFP, que deveria ser investigado pelo ministério publico, pois comete vários crimes, fere suas diretrizes, é hipócrita, antiético, persegue claramente quem se opõe. Por isso, tenho sido perseguida. A guerra é porque questiono esse conselho e sua diretoria hoje.
JS: Se o CFP cassar seu registro, o que você fará?
Marisa: Não vou desistir da minha profissão por isso. Nem tudo que é legal é moral. O CFP não tem moral, pois nos colocou uma mordaça, e ninguém ousa discutir suas decisões. Somos obrigados a aceitar como verdade ainda que seja uma mentira.
São surfistas sociais, vão se adaptando à evolução da sociedade, independente se essa evolução seja ruim, pois perderam a referência do que é “bem”, e ou “mal” para o indivíduo, do que é família, da necessidade de regras, ética, moral, princípios. Eles apenas vão surfando. Com isso, vão aumentando as crises familiares, maldade humana, a legalização de aborto chegando, divórcio batendo recorde, camisinhas nas escolas, legalização de drogas,  e a psicologia se adaptando. Daqui a pouco, vamos ver sexo nas praças, e todo mundo aplaudindo porque a psicologia vai achar que é direito de expressar a sexualidade. Ou seja, assim está caminhando a humanidade.  
JS: O que motivou a denúncia contra você no CFP?
Marisa: O fato de falar de Deus em minhas redes sociais e ter pedido aos deputados que prestassem atenção no conteúdo do kit gay, que era uma aberração, um conteúdo extremamente descabido e sexualizado que de forma alguma extingui o preconceito, mas sim cria mais ainda. Eles não gostaram. Aí, quando souberam que era uma cristã falando, começaram a me perseguir, como psicóloga que se denomina cristã, depois no processo como homofóbica, porque eu disse em um Twitter que amo os gays, mas prefiro meu filho hetero. E até agora não sei onde ter uma opinião instiga violência. Agora, eu perder o meu direito de dizer que sou feliz sendo hetero, e de que prefiro meus filhos hetero?
Eles querem que a sociedade pense que eu persigo gays, ofereço tratamento para gays porque sou fundamentalista, preconceituosa, decidiram isso e pronto. Não ACEITO. A verdade é que eles são contraditórios. Estão tentando usar tudo para me qualificar como “homofóbica”. E em 15 anos de trabalho, nunca nenhum paciente meu denunciou que em meu consultório imponho convicções religiosas. O caso contra mim é de PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA, PRECONCEITO RELIGIOSO. O CFP achou que eu ia me calar, porque muitos endeusam a psicologia. Pois bem: Eu, MARISA LOBO, só tenho um Deus, e não sirvo a insanidade desses membros do conselho. Se me cassarem, vão cavar a sepultura moral.
JS: Há uma tendência cada vez maior da classe de psicologia de rotular a pedofilia como orientação sexual. Como você encara o papel disso na perversão social?
Marisa: É um crime, claro, que merece prisão perpétua em minha opinião. Escrevi até um livro, PSICOPATAS DA FÉ, que tem uma capitulo sobre pedofilia, e mostra que é doença, e quem é psicólogo sabe, se formos levar ao pé da letra, é uma perversão da libido original, uma orientação, condição e ou escolha. A pedofilia está associado a psicopatia sem dúvida. Os psicólogos canadenses dizem claramente que para eles é considerado uma orientação sexual. Se acreditarmos nisso, aí quero ver como sair dessa. O que quero dizer é que, quando aceita socialmente, deixa de ser doença? Se a lei disser que não é crime, nada poderei fazer? 
JS: Como você encara a homossexualidade: doença ou pecado?
Marisa: Como psicóloga respeito a OMS, que diz que não é doença e não podemos trata como tal, porém distúrbio de identidade social existe, é doença. O travestismo está no CID 10 inscrito como doença. Para a psicologia, que só aceita a medicina em partes quando lhe convém, é orientação apenas.
Se é pecado ou não, não poderei falar sobre isso, porque sou como psicóloga. Pecado é uma referência de cada religião. Temos que saber o que a religião diz sobre o assunto. Se responder sobre isso, serei cassada em prazo recorde.
JS: A ABGLT, que é a maior entidade gay do Brasil, está por trás de todos os grandes casos de perseguição aos cristãos no Brasil, inclusive contra mim e Silas Malafaia. Você tem algum conhecimento de que a ABGLT está também em conluio ou colaboração com o CFP para perseguir você?
Marisa: A ABGLT publicou uma nota parabenizando e defendendo o CFP pela atitude contra mim e pedindo inclusive ao ministério público que me investigue por oferecer cura aos homossexuais, mentindo descaradamente sobre isso, apenas lançando no mercado esquizofrênico uma mentira para torná-la verdade. Agora só falta provarem. Mas essa intimidade está clara. Parece que são parceiros de “cama”. Não preciso dizer mais nada.
JS: O que você sente pelos homossexuais?
Marisa: Compaixão, amor de verdade. Mas tenho pena e desprezo pela militância desleal, porque usam os homossexuais e suas angústias. Observem: sempre são os mesmo ativistas que aparecem, lucrando e perdendo tempo em nos perseguir. Eles poderiam estar fazendo trabalho voluntário nas ruas, tirando os homossexuais comuns da prostituição, por exemplo. Mas, em vez disso, incentivam, até como profissão. Isso é lutar pelo ser humano? Usam suas ONGs para perseguir qualquer um que se oponha à sua militância. Quem ousar falar qualquer coisa é taxado de homofóbico. Eles ridicularizam nossa fé, nossa Bíblia, e querem respeito. A militância gay não merece respeito. E se isso for homofobia, queridos, o mundo inteiro é homofóbico.
Mas, pessoalmente, meu médico de pele é homossexual. Só lavo meu cabelo com um homossexual. Tratei de um homossexual em minha casa com AIDS por 7 meses, onde ele viveu comigo e minha família. O fato de não aprovar este ou aquele comportamento não me torna inimigo. A questão aqui é inversa. A militância gay quer nos tornar inimigos. Eles precisam alimentar essa guerra. Afinal, como vão se sustentar?  
JS: Além do CFP, outras entidades ou indivíduos também ameaçam você por causa de suas posturas cristãs?
Marisa: Os ateus, principalmente. Eles fazem vídeos contra mim e postam, me xingando de tudo, principalmente de burra, e têm o CFP como aliado. Nessa demente perseguição, ateus famosos fazem vídeos e conseguem status tentando me humilhar. Recentemente, um ateu fez um desafio para outros ateus entrarem em minhas redes sociais e negativar todos os meus vídeos. Eles falam cada coisa desumana que se eu não acreditasse de fato em Deus tinha desistido de viver. Mas os ateus não sabem que cada comentário de ódio que vejo sinto é pena, não raiva. Meus mecanismos de defesa funcionam, todos, e minha fé me sustenta. Sinto-me desafiada a continuar. Eles querem promoção.
JS: O Cristianismo verdadeiro é “perder para ganhar”. Você tem medo de perder sua carreira de psicóloga por causa do seu testemunho cristão?
Marisa: O único medo que tenho é de Deus virar sua face de mim. Deus me deu a oportunidade de ser perseguida por amor a ele, e aceitei. Deus quer mudar algo, e aqui falo como pastora. Sou apenas um instrumento. Se for cassada, vou lutar em todas as instâncias. Meu medo maior é de Jesus me negar diante do Pai, e isso não acontecerá, porque não o estou negando perante os homens.
JS: Você tem colocado seu testemunho por Cristo acima de sua carreira. Por quê?
Marisa: Foi uma luta ter me formado, e tenho amor pela minha profissão. Minha área é dependência química. Quantas pessoas nestes 15 anos de carreira deixaram as drogas. Quantas pessoas deixaram de abortar. Quantas pessoas pude ajudar a melhorar sua saúde mental. Quantas me agradecem até hoje. Enfim, amo minha carreira.
A dor vai ser grande, mas não será maior do que a de Jesus, que morreu na cruz por mim. O preço será alto, mas não maior que o preço que Jesus pagou pela minha alma. A certeza que estou fazendo a coisa certa e cumprindo a sua vontade acalma minha alma.
Deus está acima da minha profissão e da minha carreira. NÃO NEGO MEU DEUS POR NADA. 

FONTE:  Julio Severo entrevista Marisa Lobo, psicóloga cristã ameaçada pelo CFP

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Uma palavra sobre a eutanásia (Por Klauber Cristofen Pires)

O aborto e a eutanásia promoverão uma verdadeira mudança psicológica na civilização, pois esta perderá mesmo o próprio sentido da vida. 
Imaginem a tragédia!


Depois que o Sr Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Bergonzini, afirmou com sabedoria e justiça (e ao meu ver, já passada a hora....) que a PUCSP não deve aceitar entre o seu corpo docente - e também o discente – aqueles que defendam posições contrárias ao credo cristão e católico, o Dr Leonardo Sakamoto escreveu mais um de seus artigos repletos de estultices e inverdades camufladas de boas intenções, no qual já começa a confundir o leitor pelo próprio título: “A Cibercensura da Santa Inquisição e a liberdade de blogar
Não vou perder tempo nas linhas que seguem para analisar suas besteiras, evidentes para qualquer pessoa honesta e com bom juízo, mas apenas vou destacar a galhofa (“Santa Inquisição”) com que o “douto” militante marxista trata o bispo, que afinal de contas, vejam, lá, é o seu patrão. Ademais, o japonês cujos cabelos devem ter se tornado encaracolados por excesso de exposição ao sol mente com o brilho do óleo de peroba que lhe lustra a face, pois Dom Luís Bergonzini jamais teceu algum comentário sobre sua liberdade de blogar. O que fez, sim, foi recomendar à PUC que professores defensores do aborto e da eutanásia, bem como de outras posições contrárias ao credo católico devem ser demitidos. Oras, nada mais justo! O que os petistas achariam, por exemplo, de se manter Roberto Campos na Escola Nacional Florestan Fernandes?
Feitas as considerações introdutórias, venho oferecer minha opinião a respeito da eutanásia, já amplamente defendida pela agenda do que os petistas e seus satélites, tendo o Sr Sakamoto como seu ganso de coleira, chamam de “direitos humanos”. Mas atenção: não vou usar o argumento de autoridade da minha fé! Vou, sim, recorrer a uma alegação de ordem bastante prática e como queiram os materialistas, racional.
Em nenhuma civilização como a ocidental, de tradição judaico-cristã, houve um desenvolvimento tão díspar das outras sociedades quanto à descoberta de remédios, técnicas cirúrgicas e de tratamento, bem como de equipamentos criados para salvar vidas e prover não só uma maior longevidade, mas um alongamento da vida com saúde e qualidade de vida.
Os índios, esses matam as criancinhas logo que percebem nelas qualquer sinal de má-formação. Há tribos que cultivam o suicídio durante a juventude, pois temem a velhice como um tormento. Os esquimós também matavam as primogênitas e largavam à inanição os velhos que já não podiam acompanhar o clã. As mulheres esquimós, então, já eram entregues às feras assim que seus dentes já se mostravam imprestáveis para mastigar o couro dos animais, para confeccionar cordas e vestimentas. Mesmo em sociedades um pouco mais adiantadas, a medicina avançou até certo ponto considerado “viável”.
Nas sociedades totalitárias comunistas, a medicina tem a sua demanda controlada pelo estado. De acordo com a doutrina coletivista da qual o Sr Sakamoto se faz empolgado porta-voz, o ser humano não passa de uma engrenagem dentro da máquina social, de modo que, se se mostra defeituosa, cumpre-se que seja logo substituída. Não há motivo para se gastar mais com um indivíduo do que ele pode contribuir para o estado. Portanto, os velhos e doentes crônicos, dos quais já não se espera que sejam devolvidos ao trabalho, são merecedores do conceito de “direitos humanos” que por lá vigem...
No magnífico filme “Sunshine – o despertar de um século”, que recomendo efusivamente aos leitores assistirem, há justamente uma cena em que a mãe do protagonista principal, velha e doente, nega-se a usar o sobrenome “Sors”, adotado pela família, e insiste em ser registrada como “Sonnenshein”, seu sobrenome original, denunciando assim sua origem judaica, em plena Hungria tomada pelo nazismo. É então que o seu filho compreende que a verá viva ali na maca pela última vez antes de os médicos a levarem...
Se a indústria farmacêutica, os médicos e os fabricantes de próteses, marca-passos e outros inventos se viram permanentemente incentivados a investir quantias gigantescas de recursos em pesquisa, tantas vezes durante períodos que ultrapassaram as décadas, a única razão para tanto é que a sociedade cristã lhes forneceu a perseverança, a demanda e o patrocínio, por força da intransigente moral em defesa da vida até o último momento.
Quando pessoas levianas como Sakamoto falam de “encurtar o sofrimento” de pacientes terminais, eles agem à maneira daquele que ao ver alguém pendurado num precipício pelas unhas agarradas às ranhuras da rocha, considera mais acertado pisar-lhe as mãos do que arranjar um jeito de puxá-lo para cima. Com efeito, é muito mais cômodo...
Foi pela perseverança pela vida que os nossos antepassados nos legaram os remédios e meios que hoje nos permitem desfrutar a vida com muita saúde aos cinquenta, ao sessenta e até aos setenta anos. Cumpre-nos então ratificar nossa aposta até o último dia, para que nossa sociedade adiante para mais longe ainda a morte para os nossos filhos.
Se o Sr Sakamoto e os demais defensores da eutanásia fossem honestos, deixar-se-iam entregar à eutanásia já nos primeiros sinais de necessitarem o atendimento eficaz com as técnicas avançadas criadas pela civilização cristã ocidental e capitalista que tanto odeiam. Nem sequer um comprimido para controlar a pressão! Quem tenham um AVC e ao se virem de todo entrevados, recebam, ato contínuo, uma injeção letal, ministrada, claro, com muito humanismo.
Prezados leitores: a defesa da eutanásia é um canto da sereia para as almas preguiçosas. A elas parece um ato de compaixão assassinar alguém com a prepotência de julgar que não lhe resta salvação. Trata-se de um engodo. A medicina tem hoje como aliviar razoavelmente o sofrimento com remédios analgésicos, até o último suspiro. No entanto, desde o primeiro ato legalizado de eutanásia, cada vez mais aparacerão casos que se distanciam mais e mais da extrema necessidade lá no início alegada, e sendo o governo o administrador soberano da saúde, basta-lhe muito pouco para atirar à morte qualquer um cujo tratamento ultrapasse um determinado orçamento.
Mesmo quem recomende a eutanásia para si mesmo comete um ato de insanidade e de violência: eutanásia é descarte, e o ser humano não existe para ser descartado, mas sim acolhido pelos seus entes queridos. Quão mais suave e humana é a morte amparada nos braços de alguém, as mãos dadas, sob a vigília dos que amam! Pense bem: na sua hora, você vai querer ser descartado abruptamente ou vai preferir esperar seus olhos se fecharem em paz e amor?

Por Klauber Cristofen Pires

domingo, 15 de abril de 2012

He's the hand on my shoulder - B.J. Thomas

"Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 8: 35-39).

Visitando alguns amigos, vejo suas lutas e lágrimas. 

São cristãos que ainda acreditam na Palavra de Deus como única regra de fé e prática. 

Acreditam na responsabilidade individual do cristão cooperando com a divulgação do Evangelho sob a soberana vontade de Deus. 

Ouço desabafos particulares e confissões públicas e sei que há ainda muitos outros sofrendo pelo mundo afora: pregando, chorando, se machucando, sendo perseguidos!

Se você têm passado por lutas e lágrimas, ouça essa música. Ela te dirá que Jesus é a mão que está sobre os teus ombros, quando você precisa ter a certeza de que alguém se preocupa com a sua situação: "Ele é a mão no meu ombro, assegurando-me de que Ele está sempre lá"!

Abraços sempre muito afetuosos.
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