Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 30 de março de 2012

Militar é incompetente demais!!!

"Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo,
mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos"
Millôr Fernandes

Morreu Millôr, mas sua obra fica! Em homenagem ao humorista, cartunista, dramaturgo, tradutor e escritor que há tantos anos vinha nos presenteando com sua inteligência arguta e espírito sagaz, segue abaixo o ótimo texto "Militar é incompetente demais" de sua autoria. Boa leitura. 
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Militar é incompetente demais!!!

Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver militares no poder, pelas razões abaixo.

Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças. Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista.

Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito do Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia.

Para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial. Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos.

O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.

Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, sequestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Os de hoje é que são bons e honestos. Cadê os Impostos de hoje, isto eles não fizeram! Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares: Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M. Criaram ainda a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.

Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo. Pensa!! Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram. Graças a Deus!

Ainda bem que os militares não continuaram no poder!! Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais!!!", exceto os domesticados.

Ainda bem que hoje estão assumindo o poder pessoas compromissadas com os interesses do Povo.

Militares jamais! Os políticos de hoje pensam apenas em ajudar as pessoas que foram injustamente prejudicadas quando enfrentavam os militares com armas às escondidas com bandeiras de socialismo. Os países socialistas são exemplos a todos.

ALÉM DISSO, NENHUM DESSES MILITARES CONSEGUIU FICAR RICO. ÊTA INCOMPETÊNCIA!!!

quarta-feira, 28 de março de 2012

A Proibição da Publicidade Infantil (ou "Liberdade versus Igualdade, de novo")!

Conheça o site: SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS!




Responsabilidade




Mães e pais no mundo todo estão preocupados com a influência das mídias na formação dos filhos. Se você acha que estimulá-los e protegê-los é responsabilidade de todos, participe dessa campanha.

Este movimento é uma iniciativa da Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade), que reconhece o poder de persuasão da propaganda e sabe que é preciso haver limites e regras e muita responsabilidade. Mas alguns radicais acreditam que proibir sumariamente a publicidade é a melhor solução para proteger as crianças do consumismo e de outros “ismos” e supostos riscos não claramente definidos. Perguntamos: será mesmo?

A relação entre a publicidade e as crianças é delicada, mas nós não acreditamos em passe de mágica, principalmente num mundo em transformação, em que as crianças desbravam e exploram novas mídias e novas possibilidades antes mesmo de seus pais e educadores. Além do mais, precisamos encarar os fatos: hoje as crianças já nascem envolvidas pela mídia, a propaganda está em todo lugar, no cinema, em livrarias, dentro do ônibus e nos elevadores.Quem acha hoje que banir a publicidade resolve, amanhã precisará explicar o que devemos fazer com a internet, com o merchandising, com os painéis eletrônicos nas ruas….Será que a solução é proibir tudo, baixar uma cortina de ferro? Nós acreditamos que não.

Confiamos no caminho da liberdade, da responsabilidade, do diálogo, da educação e de muito trabalho e envolvimento de todos. Conhecemos muitas ideias bem intencionadas e tocantes que resultaram em interferências brutais em nossas vidas. Agora estamos diante de uma questão muito mais ampla, muito mais complexa do que é percebida pelos radicais que acreditam no caminho da proibição. Estamos falando de como as crianças se relacionam com a mídia. E hoje, a mídia é um mundo sem fronteiras.

Neste momento, vários países estão debruçados sobre este assunto. E contamos nos dedos de uma única mão os que adotaram proibições. O que muitos e muitos já perceberam é que ensinar as crianças a viver essa realidade é muito mais eficiente do que tentar proibi-las de conhecê-la. Todos reconhecem que as crianças precisam da ajuda de adultos para fazer boas escolhas. Nós podemos contribuir com sua formação ajudando-as a decifrar e a lidar com essas novas situações e não tapando sua visão.

O caminho da educação é muito mais longo e difícil de ser trilhado, mas sua eficácia já está comprovada.

Fonte

Para o contra-peso desta opinião, democraticamente, acesse a página no facebook INFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO

Para aprofundar mais no assunto, CLIQUE AQUI: LIBERDADE VERSUS IGUALDADE

ATENÇÃO: A ideia deste post surgiu do Blog Libertatum, do Klauber Pires.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Em que reside a Felicidade do Filho? - Cantares da Felicidade (XIV)


O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado
(Salmo 72: 17; Fiel).

A felicidade é o maior anseio do ser humano. E mesmo quando buscamos na Palavra de Deus por alguma resposta, essa busca continua a ser pela auto-satisfação, pelo prazer pessoal, pela minha felicidade...

Embora a resposta bíblica para a felicidade do ser humano já tenha sido encontrada em posts anteriores neste passeio que estamos fazendo sobre as bem aventuranças na Bíblia, esta, mais uma vez, insiste que retiremos o foco de nós mesmos e nos lancemos de volta a Deus. A Bíblia nos fala agora sobre a felicidade de Jesus!

Mas em que residiria a felicidade do Filho? O salmo começa aparentemente dirigido a um rei humano, mas ultrapassa essa figura e nos antecipa o cântico messiânico dos Profetas Isaías, Jeremias e Zacarias. Eis o messias! O prometido de Deus. O representante de um povo, o cabeça, o eleito para ser entronizado. E o verso 17 reverbera aquela promessa feita a Abraão em Gênesis 12: famílias serão abençoadas, nações serão atingidas por uma promessa.

Há uma promessa que foi anunciada antes dos tempos eternos, mas nós não estávamos lá (Tito 1: 1-2). Estava lá, diante do Pai, o Representante de um povo de eleitos, o Cabeça de uma raça escolhida, o Noivo de uma Igreja anunciada. A Jesus foi prometido pelo Pai uma noiva que receberia a vida eterna. O Filho Jesus recebeu a promessa de que Ele, o Filho, seria chamado bem-aventurado, feliz, porque seu Pai cumpriria a promessa de lhe entregar uma noiva sem ruga e sem mácula. Jesus seria proclamado seu Senhor e Rei! A promessa é que a glória do Filho será vista em toda terra. As pessoas abençoarão umas às outras pelo Seu nome. E Ele, o Filho, será chamado por todas as nações de bem-aventurado! O Filho receberá a felicidade do louvor das nações e o Pai se alegrará em ter conduzido a história para a honra e glória de seu Filho!

Jesus sabia que para a felicidade ser completa e definitiva, sua noiva deveria ser resgatada dos caminhos de adultério pelos quais se enveredaria (e realmente nos enveredamos!). O noivo se entregará por ela (e já se entregou!). Jesus morrerá por sua amada (e já morreu!). E na vitória final sobre o pecado, a morte e todos os principados e potestades deste mundo tenebroso residirá a bem-aventurança do Filho de Deus, quando Ele libertar totalmente sua noiva no Dia do seu regresso! Porém, quando todas as coisas Lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará Àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos (I Cor 15:28). E esta será a bem-aventurança do Filho, Sua Glória total ao lado da sua noiva, a Igreja!

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Eu destruí a cultura indígena!


Nunca contei esta história a ninguém. Ela se manteve no meu inconsciente, atormentando-me por todos estes meses desde que saí da aldeia. Até hoje, vejo-me acordando de madrugada, o suor frio escorrendo pelo corpo e as palpitações do meu coração aceleradas. Agora, contudo, venho confessar o meu pecado na esperança de que isso abra de alguma maneira uma passagem para que eu fuja do fardo que pesa sobre minhas costas: eu destruí a cultura do povo indígena!

Por medo ou vergonha (ou os dois), eu nunca trouxe esta história a vocês. Sempre contando narrativas benevolentes e alegres, escondi a parte podre do que eu fiz. E tudo aconteceu por causa da escola, este instrumento do imperialismo burguês, esta máquina de manipulação mental! E eu, eu fui o culpado pelo estrago que ocorreu. A ninguém mais cabe a culpa das decisões que eram de responsabilidade exclusivamente minha.

Entrei na sala de aula naquela tarde e iniciei o processo terrível de destruição daquela cultura indígena, mas é óbvio que eu, naquele momento, não poderia jamais supor a extensão das consequências que estavam por vir. Levara um enorme plástico, era uma lona preta e a estendi no chão para que eu e os alunos pudéssemos sentar. Coloquei-os em uma roda e comecei a explicar as regras do que estávamos prestes a fazer. Meninos e meninas indígenas, todos ali sendo aliciados moral e intelectualmente por mim. Após explicar as regras, cometi o erro fatal: “Então, o vencedor vai ganhar o baralho para jogar em casa”, disse. 

O que parecia algo simples e sem a menor importância iria ter consequências gravíssimas no modus operandi da economia da aldeia. O jogo foi seguindo e a cada partida saía um perdedor. Até que na roda sobraram apenas 4 alunos. E eles riam e se mostravam inocentes diante daquela terrível ameaça que já corroía sua cultura. Qualquer antropólogo me acorrentaria ali mesmo, tenho certeza disso, porque, antecipando o que estava para acontecer, passaria um rádio a FUNAI, que, indubitavelmente, enviaria a Polícia Federal para me levar dali. Mas não havia ninguém e eu na minha estultícia estava livre para seguir adiante. Finalmente, o vencedor. Peguei o baralho e, como prometido, entreguei para ele. Os alunos saíram, mas, como acontecia todos os dias, eu fiquei para arrumar a sala. Juntei as cadeiras, aspergi água no chão de terra, varri. Pronto! Estava tudo consumado!

Com a chegada da TV na aldeia, há muito que não se contavam mais as histórias do povo. As histórias que os jovens, as mulheres, as crianças e até os homens queriam ouvir eram outras: os filmes de Bruce Lee faziam sucesso na aldeia, as novelas da Globo e também os grupos de forró. Mas lembro da filha de cinco anos de idade do ribeirinho dizendo que os indígenas da aldeia estavam assistindo filme de SE-XO trazido da cidade. Aquela menininha me dizia a palavra SE-XO enquanto abria calmamente a boca em cada sílaba. E imaginar que a TV entrou nas aldeias de todo o Brasil mediante um projeto que veio pelas mãos de antropólogos que, contraditoriamente, defendem a unhas e dentes que a cultura não pode ser transformada ou alterada. Muitos antropólogos lutam pela preservação das culturas indígenas, permitindo que muitos povos continuem enterrando suas crianças quando nascem defeituosas, filhas de mães solteiras ou gêmeas. Ao mesmo tempo, eu mesmo conheci algumas antropólogas que saíram grávidas das aldeias em que pesquisavam, levando consigo não apenas material intelectual para seus mestrados e doutorados, mas, também, material genético em seus ventres. Sei de antropólogos (caso documentado no livro “Trevas no Eldorado”) que introduziram práticas homossexuais nas aldeias e aliciaram crianças indígenas para suas “pesquisas acadêmicas”. Sei de brancos que, acobertados como funcionários da FUNAI, introduziram a maconha, a bebida alcoólica e a prostituição, escravizando aldeias inteiras. Sei de muitas outras coisas.

Como dizia, naquela tarde, ao sair da escola, vi no centro da aldeia um alvoroço. Eram os homens fumando a planta alucinógena do pajé e também algum fumo forte que traziam da cidade. Inesperadamente, pude ver que as coisas talvez pudessem estar retornando aos costumes antigos. A cultura parecia dar conta de si mesma e se defender contra a influência da TV. Fui me aproximando do grupo efusivo de homens e jovens reunidos, mas o meu júbilo logo se transformou em terror! Creio mesmo que o meu rosto deve ter-se transfigurado de iludida inocência à constatação da tragédia da qual eu mesmo fora sujeito: era o UNO! Era o UNO o que aqueles homens estavam jogando ali no meio da aldeia! O jogo que eu acabara de ensinar aos alunos, eles já tinham ensinado aos seus pais e, ali, diante dos meus olhos, aquele jogo estava destruindo a cultura deles. Os índios já não estavam em suas casas em frente à TV, mas ali, alegres e empolgados com aquele instrumento da destruição.

Naquele mesmo instante, dei-me conta do que havia feito: destruíra séculos de cultura com um simples jogo de cartas! Pude perceber claramente que eles estavam deixando de ser indígenas e que, durante o jogo, já não conseguiam mais falar a própria língua e, após uma ou duas partidas, eles se levantavam já esquecidos de quem eram e nem sabiam mais dançar ou tocar suas flautas. Mas, quanto a mim, convidado por eles, que continuavam tão empolgados com aquele jogo, sentei-me e joguei também. Se o estrago era irreversível, então, por que não jogar?

Leia também: 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Caio Valério Catulo - Cantares sobre Cantares (XV)


Caio Valério Catulo
Poema de Catulo a Lésbia

Vivamos, minha Lésbia, e amemos,
E as censuras desses velhos tão severos,
Todas valham para nós um só centavo.
Os sóis podem morrer e renascer;
Nós, uma vez que morre nossa breve luz,
Devemos dormir uma só noite eterna.
Dá-me mil beijos e depois mais cem.
Depois, sem parar, outros mil, depois cem.
Então, quando somarmos muitos milhares,
Misturaremos todos, para não sabermos,
Ou para que nenhum invejoso possa pôr mau-olhado,
Ao saber quantos foram os beijos.

(Tradução: Paulo Sérgio de Vasconcelos)
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Caio Valério Catulo (Caius Valerius Catulus) relacionou-se com as figuras mais famosas de sua época, como Cícero, o historiador Cornélio Nepos e o próprio Júlio César. Contudo, a maior presença em sua curta vida foi a da amante, Clódia, que em seus poemas recebe o nome de Lésbia, nome inspirado em Safo, a poetisa grega.

Segundo as poucas informações de que os estudiosos dispõem, Catulo parece ter começado a escrever na adolescência, publicando seus poemas separadamente ou em pequenos conjuntos, até formar uma coletânea, dedicada a Cornélio Nepos.
 

Maior poeta lírico da Roma antiga

De acordo com o professor João Angelo Oliva Neto, "Catulo pertenceu a um grupo de poetas e intelectuais que, nos meados do século 1 a.C., rompeu com o passado literário romano". Daí as críticas que tal grupo recebia, por exemplo, de Cícero, que os chamava, ironicamente, de "poetas novos".

Os poemas longos de Catulo apresentam diversidade de metrificação. Quanto às peças curtas, nelas se destacam os epigramas elegíacos. Sua obra tem nítida influência dos modelos alexandrinos. E, em alguns casos, é evidente o uso que ele faz - verdadeira transposição - de poemas escritos por gregos, como Calímaco.

Catulo inaugurou na literatura romana uma forma nova - o poema leve, gracioso e elegante, para preencher uma lacuna existente entre a tragédia e poema épico de um lado, e a comédia e a sátira do outro. Ele exerceu considerável influência sobre seus sucessores romanos - e também sobre Ovídio, Horácio e Marcial.

Tornou-se, assim, o maior poeta lírico da Roma antiga. Foi um dos primeiros poetas a incorporar elementos da paisagem a seu mundo verbal, como reflexo de sentimentos pessoais. Seus poemas, muitas vezes, parecem falar de emoções próprias do homem ocidental contemporâneo.
 
Enciclopédia Mirador Internacional; O livro de Catulo (Edusp, 1996); Dicionário Oxford de Literatura Clássica

sexta-feira, 16 de março de 2012

Renata Gusson Martins - Uma Mulher Brasileira Denuncia a Verdade sobre o Aborto na Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher (CDHSPDM)

Pró-vida: vídeo teve aproximadamente 10 mil visualizações em dois dias
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Leia também: Brasileiros Pelo Direito de Decidir contra a Vontade da Fundação Ford
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Quem é ela? A brasileira comum que representou a cada um de nós, no vídeo acima, escreveu para este blog contando um pouco sobre sua reação ao saber da divulgação do vídeo e  demonstrando ainda mais suas convicções pró-vida. 
 (...)
Sem mais, com vocês: Renata.
*** 

Meu nome é Renata Gusson Martins, tenho 30 anos, sou de São Paulo, e sou eu a mulher que se pronunciou no vídeo repercutido pelas redes sociais, no qual falo sobre a defesa da vida. Pra mim está sendo uma surpresa tudo isso, o alcance das minhas palavras durante reunião transmitida pela TV Senado no dia 08 março, Dia Internacional da Mulher, direto da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher (CDHSPDM).

Eu sou uma cidadã brasileira comum, casada, mãe, profissional… Apenas mais uma entre milhões de mulheres que fazem o Brasil. Para mim, toda essa divulgação que a mensagem em defesa da vida ganhou nesses dias é a confirmação evidente de algo muito interessante: acredito que, na verdade, servi de porta-voz para um batalhão de mulheres (e homens também) que, se estivessem naquele mesmo lugar e momento, teriam dito coisas semelhantes às que eu disse.

No fundo é o que toda gente de bem faria! É o que noto com os “aplausos” e tantos comentários favoráveis. Tive a nítida impressão que minhas palavras somente puderam encontrar eco nos corações e nas mentes porque esses mesmos corações e mentes carregam em si o respeito pela vida e o rechaço veemente ao aborto.

Eu quero contar como tudo isso aconteceu.
Na semana passada eu estive em Brasília com o intuito de participar da reunião da subcomissão na data em que civilmente comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Quis estar lá para expressar àquelas que deveriam nos representar, no Congresso Nacional, que qualquer política pública que nos pretenda dizer que “só seremos felizes e livres” no dia em que tivermos acesso total ao aborto, é frontalmente contrária ao genuíno bem-estar da mulher brasileira.

Acredito que o dia em que se disser a uma mulher “negra e pobre” que o melhor que a saúde pública pode lhe oferecer é a possibilidade de matar seu filho indefeso da mesma forma que “brancas e ricas” fazem em clínicas particulares sem ter que arcar com o ônus criminal e ser tratada de forma “humanizada”, será o dia mais cruel e perverso para ela, pois será ela a que mais será convencida a abortar seus filhos “negros e pobres” indesejados pelo Establishment.

E essa não é uma compreensão nova para mim. Sempre fui contrária à prática do aborto! Mas, em 2010, especialmente durante o período eleitoral, eu comecei a interessar-me mais pela questão e fui conhecendo melhor – naqueles conturbados e inesquecíveis dias dos meses de setembro e outubro de 2010 – a verdadeira dimensão do que significa a “estratégia abortista”.

Lembro-me que estudei diversos documentos disponibilizados na própria internet, e que explicam o papel fundamental das Fundações Ford e MacArthur, entre outras, na promoção do aborto no Brasil e nos demais países da América Latina.

Li, com muito interesse e surpresa, como o caso da menina de Alagoinha (PE) – estuprada e grávida com apenas nove anos de idade – foi usado propositalmente por ONGs feministas pró-aborto – com o respaldo de uma parcela bastante significativa da mídia brasileira – para “comover” a opinião pública e ajudar no debate favorável à descriminalização do aborto.

Durante a leitura dos documentos procurei averiguar os diversos links que eles ofereciam e, para meu espanto, tudo ia se confirmando e cheguei à conclusão de que toda essa “conversa” de saúde e direitos sexuais e reprodutivos não se trata de outra senão a legalização total e completa do aborto em todo o mundo que, num futuro não tão distante, viria a ser declarado como um direito humano pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A legalização do aborto não se trata de um “progresso dos tempos”, como nos querem fazer acreditar. Não é algo como dizer que antigamente as mulheres não votavam, não trabalhavam fora de casa e hoje o fazem, logo, hoje devem ter direito ao aborto como apenas mais uma aquisição de direito
Não, não e não!
O que se verifica é que esse movimento aparentemente natural está sendo propositalmente financiado e conduzido. E nós não podemos deixar de notar que é extremamente genial.

Estão usando as próprias mulheres para lutarem pelos “direitos” da mulher. Ora, que pessoa em sã consciência deixaria de achar justo que uma mulher queira angariar direitos para si e suas demais concidadãs?

É por isso que encontramos juristas e tantos outros homens que acreditam que o aborto deva ser legalizado porque é uma “luta da mulher”. Realmente fica parecendo que é a mulher quem, espontaneamente, se deu conta que deve ter acesso ao aborto legal. Entretanto, ela está sendo apenas manipulada para agir assim.

Foi isso que eu quis frisar na reunião da Subcomissão de Defesa da Mulher. Infelizmente o tempo foi muito curto e não havia a mais remota possibilidade de abordar esse problema de modo mais profundo.

Faltou tempo para falar que corremos um risco iminente de vermos solapados os valores verdadeiramente democráticos de nossa nação, uma vez que – pasmem! – 16 juristas decidiram, contrariando mais de 80% da população do Brasil, que o aborto deva deixar de ser crime em diversas situações.

Estou falando sobre a aprovação do anteprojeto de reforma do Código Penal feito pela comissão de juristas indicados pelo Senado. Eu realmente me pergunto como é possível que o destino de milhões de brasileiros inocentes possa estar na mão de 16 (dezesseis!) pessoas que, com a maior ligeireza e aparente surdez à grande manifestação pró-vida presente à audiência, votaram “a toque de caixa” pela descriminalização do aborto.

Diante de tudo o que disse, eu gostaria de dirigir um “apelo a todos os brasileiros e brasileiras” para que, primeiramente, estudem e se aprofundem no assunto. Sem conhecimento não é possível defender a vida nos dias atuais.

Importa não desanimar e saber que contra a ideologia temos que usar copiosamente da palavra. A palavra é como a roupa do pensamento! A mim, me parece que o futuro e o destino da defesa da vida passam pela maior difusão e conhecimento possíveis das inúmeras peças do enorme quebra-cabeças da “cultura da morte”.

Gostaria de concluir essa breve apresentação que tantos pediram fazendo um convite. Convido você que é comprometido com a defesa da vida humana, e mesmo você que talvez tenha se deparado somente agora com essas informações e que pode estar impressionado com tudo o que disse agora, a acessar os links desta mensagem e imprimir os documentos.

Comece a empreender um estudo sério e comprometido dos mesmos. Da sua atuação pode depender a vida de muitos brasileiros e outros latino-americanos. Parece demagogia, mas esteja certo de que não é. Forme grupos de estudo, faça reuniões para aprofundar o tema. Há bastante material sério para ajudá-lo nessa tarefa.

E se puder pedir algo mais, eu pediria a você que acompanhasse o trâmite da defesa da vida especialmente no Senado, com a reforma do Código Penal. Talvez seja necessário que muitos de nós nos dirijamos a Brasília em dias-chave para impedir o genocídio.

Se isso vier a acontecer, peço insistentemente que você não pense que “uma andorinha não faz verão”. Talvez seja você aquela andorinha que, junto com outras, possa fazer o mais lindo dos verões: o verão da vida assegurada em seu início como um direito de todos os brasileiros.

Muito obrigada pelo carinho de todos, pela atenção e pela divulgação do vídeo. Façamos a nossa parte para que mais pessoas tenham acesso à verdade sobre o aborto.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia Nacional da Poesia (14/03) - Minha homenagem à poesia!



"A palavra pedra atirada veste o peso da língua",

Iconoclasta (Manoel Serrão)



“O peso das palavras” foi o título de um trabalho que fiz na época da Faculdade Teológica, quando tive o meu primeiro contato com a disciplina “metodologia de exegese”. Encantava-me com a poesia hebraica, seus jogos e características de sua gramática e discurso (ocorreu o mesmo com o Grego). Assim, estudar línguas veio de uma forma natural, principalmente depois de um curso de linguística, o qual nos instrumentalizava nas regras de fonética, fonologia, gramática e discursos com o objetivo de analisarmos melhor as línguas com as quais trabalhamos hoje.

Creio que naquele trabalho - "o peso das palavras" - já havia a gênese de algumas ideias que, depois, com outros estudos compreendi melhor. Já fora, contudo, uma maneira de dizer sobre o que acredito em termos de palavras, significados e significantes. Em resumo, acredito que as palavras têm peso, como também têm cores, cheiros e tons e que precisamos conhecer e dominar as que usamos, caso queiramos dizer aquilo que realmente queremos e da maneira mais aproximada possível: a palavra e o pensamento. Este título - "o peso das palavras" - é quase uma confissão de fé; uma profissão de fé (no canto parnasiano de Olavo Bilac).


Escrever é uma luta, uma luta vã, já dizia Drummond, entretanto, melhor do que muitos, ele sabia dessa luta necessária contra e a favor da palavra. Luta árdua em que devemos respeitar esse oponente para encontrar aquela chave que nos abrirá a palavra e à palavra: o poema que aguarda, que espera pacientemente que algum poeta desassossegado o revele.


A partir do momento que compreendemos esse labor da escritura, passamos a pensar mais e a escrever menos, pois queremos trabalhar apenas com a palavra certa, "catar feijão" (João Cabral em outro belo poema sobre o tema da urdidura desse labor poético). Agora sei que há pedras e feijões. Estes boiam na superfície deste papel virtual que agora você lê. Mas boiam também na confecção do poema, as pedras e os feijões secos e ocos (deve-se também lançar fora do poema outras impurezas surgidas, sempre). É preciso, ao jogar-se tudo sobre o papel, assoprar sobre as palavras para que nada atrapalhe a leitura fluvial do leitor apaixonado pela poesia. Trabalho sério esse do poeta, mais difícil do que catar feijão, porque, ao contrário do que acontece na água, sobre o papel tudo boia: feijão bom, feijão oco e pedra. Portanto, deve o poeta soprar sobre o papel; deve, sim, discernir, averiguar, medir, lapidar, refletir, mirar, suar...

Ao descobrirmos, fascinados, que não existem sinônimos perfeitos, pois as palavras possuem gradações e cada qual deve abarcar um determinado limite, então, colocamo-nos à obra de garimpar palavras. É preciso trabalhar! Ir ao sol, ao rio, molhar-se, cansar-se; um dia inteiro no esforço de encontrá-las, as palavras, que sempre estiveram ali o tempo todo. Mas todo cuidado é pouco: sempre há ouro de tolo, falsos silogismos, metáforas imperfeitas, ritmos forçados, metonímias sem sentido, versos malversados.


Por isso, exatamente, queremos também leitores-gemólogos, que saiam do lugar-comum da linguagem cotidiana, das relações desenfeitadas das pessoas esquecidas do sagrado. Leitores que fujam dos clichês, do significado já cristalizado e acomodado da linguagem diária e que olhem as palavras como verdadeiros mistérios, porque elas, as palavras, são mistérios. Precisamos labutar, então, sobre elas: buscá-las em dicionários, ler os clássicos da literatura, maravilharmo-nos de como os gigantes as usaram; enfim, guardar-se em Camões, Fernando Pessoa, Cecília Meireles e Clarice Lispector (só para citar alguns de língua portuguesa).

Já explicava Eugen Rosenstock-Huessy em seu livro "A origem da linguagem", que todos os animais gesticulam, fazem barulhos, expressam gemidos, todavia, é só o homem, o ser humano, que descobriu essa complexidade maravilhosa das palavras, das frases e dos discursos. Só o homem descobriu que “a linguagem também é o poder de cantar em coro, de encenar uma tragédia, de promulgar leis, de compor versos, de rezar em agradecimento, de fazer um juramento, de confessar pecados, de fazer uma reclamação, de escrever uma biografia, de redigir um relatório, de resolver um problema algébrico, de batizar uma criança, de assinar um contrato, de encomendar a alma de alguém a Deus”, nos lembra Eugen. E eu acrescentaria também - por que não? - só nós descobrimos esse fascínio do ato de escrever em blogs!

Não podemos tratar as palavras levianamente, porque elas podem possuir o peso exato de nossos pensamentos e estes não são apenas diferentes uns dos outros, mas são de modo assombroso expressões de algo singular e nobre que nos foi dado pelo próprio Deus: a Sua imagem (a imago Dei).

Enfim, Deus escolheu palavras para nos dizer sobre a sua Palavra. Deus é o autor por excelência e é quem nos ensina sobre o peso das palavras e que não existe gratuidade quando as usamos: palavras não voltam vazias! As palavras de Deus são perfeitas, mas as nossas não. As de Deus carregam o peso exato de Sua intenção, as nossas não. Por isso mesmo, precisamos responsavelmente nos esforçar no labor da escritura e da leitura também! Necessitamos, como nos dizia Eugen, retornar com o esteio teológico de que a “linguagem é o campo privilegiado do Espírito Santo”.

PS - Todos os poemas com os quais dialogamos neste post podem ser acessados, bastando seguir os links que deixamos no texto.

Título original: "Reflexões sobre o Dia Nacional da Poesia" (postado há um ano no Blog Mulheres Sábias-Rô).

terça-feira, 13 de março de 2012

Um selo de ARTE para você!





Ganhamos este lindo selo da nossa amiga Tati (do Blog Papo de Tati). Ela disse que o selo foi criado pela Luciana Severo, então fui lá na casa dela conhecer a autora. Gente, fiquei encantado com o Blog da Luciana! Ela é uma menina muito criativa e cheia de trabalhos lindos: uma verdadeira artista. Vai lá para conferir: Ateliê de Artes Plásticas by Luciana Severo.  Estou oferecendo este selo a outros blogs relacionados com ARTES. Antes, seguindo as regrinhas que a Tati nos passou, vou dizer o que é ARTE para nós...


Profissão de fé do artista em luta


Artes é o trabalho incansável do ourives:
olhar atento na pedra de sua predileção,
forja no fogo a palavra antes de ouvires,
só publica aquela que se permitiu à mão
do poeta ser talhada, destilada, queimada.


Destarte, é labor, ardor e inspiração a arte!
É sofrer a revolta da palavra, ouvir seu não!
É esforçar-se por arrancar do vocábulo o sim!
É sanha ensandecida do poeta com a palavra:
ele lavra em terra amaldiçoada na esperança 
de que, por Graça, seja concedido à perseverança
do poeta um verso, um poema, esta preciosa gema!


Fábio Ribas


Regrinhas:

1º- Informar quem criou esse selinho lindo;


2º- Informar quem   presenteou;


3º- Descrever em seu blog o significado de arte para você, e


4º- Presentear 10 blogs amigos.



Segue a lista dos dez blogs relacionados com o tema de ARTES. A eles ofereço o lindo selo que também ganhei:

http://esferografia.blogspot.com/
http://elpoetaperegrino.blogspot.com/
http://pesponteando.blogspot.com/
http://coraoquepulsa.blogspot.com
http://sutilezasdaalmaemente.blogspot.com/
http://teresaspindola.blogspot.com/
http://maripoesiass.blogspot.com/
http://bomviverdeamor.blogspot.com/
http://uaimundo.blogspot.com/
http://gandavos.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de março de 2012

Meu corpo ficou pesado - Cantares sobre Cantares (XIV)

Do Egito da época de Ramessés, retirado do Papiro Chester Beatty, e no mesmo espírito de Cantares 2: 5, vieram estes versos de um poeta que passou sete dias sem ver a sua amada:

Meu corpo ficou pesado,
esqueço-me de mim mesmo.
Se o melhor dos médicos vem a mim
meu coração não se alegra com seus remédios...
Dizei-me: "Ela está aqui". Isso me fará reviver...

Minha irmã é para mim melhor que qualquer remédio
ela é mais do que qualquer coleção de receitas...
Se ela abre seus olhos, meu corpo rejuvenesce
se ela fala, eu sou forte outra vez...
Quando a abraço, ela expulsa o mal de meu corpo,
Mas ela se foi, e lá se vão já sete dias.

sábado, 10 de março de 2012

Lucila - Semana Internacional da Mulher!

O Blog Casal 20 encerra hoje a sua semana de homenagens ao Dia Internacional da Mulher. Inauguramos esta nossa série com a Norma Braga. Terça, trouxemos a Regina Brasília. Quarta, a Márcia Suzuki. Quinta, a Thelma de Oliveira. Sexta, a. E evidentemente, só poderia encerrar homenageando a mulher que é a razão deste blog existir. O blog Casal 20 nasceu como homenagem à minha esposa, Lucila, por estarmos completando 15 anos de namoro. Assim, retorno com um texto que escrevi à época de nosso aniversário de casamento. E também o vídeo que fiz para declarar um pouco do muito que essa mulher significa para mim.

Lucila, meu amor, parabéns!
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Minha esposa é minha cúmplice!

   Um post para celebrar  
o nosso aniversário de casamento.

Sempre que penso em nós dois, em mim e na Lu, vem-me à mente a palavra cumplicidade. Esta, escandalosa para algumas pessoas, traz consigo um forte aspecto cultural de ilegalidade, criminalidade, “formação de quadrilha”. Todavia essa é apenas uma de algumas acepções possíveis. Hoje, gostaria de refletir acerca do casamento sob toda beleza e estigma que a palavra cumplicidade carrega.

Certamente, a primeira definição que o Houaiss nos apresenta vem do ambiente do direito penal: fala-se de alguém “...que contribui de forma secundária para a realização de crime de outrem”. Ora, mas se o casamento entre um homem e uma mulher, esta instituição chamada família tradicional, tem sido uma pedra de tropeço para muitos que tem lutado pelo new establishment, então, evidencia-se o crime que cometemos aos olhos destes: insistir que o matrimônio é uma instituição divina, que foi planejada originalmente para firmar a aliança entre um homem e uma mulher para a glória de Deus.

Por extensão, Houaiss indica que a palavra cumplicidade pode ser aplicada, tão simplesmente, àquela pessoa que “colabora na realização de alguma coisa; sócio, parceiro”. A partir daqui, fica menos espinhoso o uso do verbete, pois é fácil de perceber que o casamento visa a co-laboração, o trabalho, o labor dos dois em prol de um mesmo objetivo. Nestes termos, não há casamento sem sociedade, sem parceria. A família é uma equipe, a sua melhor equipe! Sempre digo às minhas filhas: “Olha! Somos uma equipe, vocês fazem parte da equipe do papai”! Não podemos nos abandonar, nos dividir, pois até o diabo sabe que um reino dividido contra si mesmo cai, vai à bancarrota. A família é um time, no qual todos somos verdadeiramente responsáveis pelo sucesso dessa maravilhosa empreitada de glorificar a Deus tanto nos nossos sucessos, quanto nas nossas derrotas; tanto na saúde, quanto na doença; tanto no amor, quanto na dor; tanto na alegria, quanto na tristeza. Este foi o pacto, esta é a aliança. Casamento é um pacto e surpreendo-me quando vejo que o diabo e seus anjos conseguem compreender isso muito melhor do que a própria Igreja de Jesus. O diabo entende de pactos; muitas vezes, a Igreja não.

Há outra acepção, segundo Houaiss, há um sentido figurado “que apresenta intenção repreensível, maliciosa ou sugestiva”. Verdade, essa malícia ocorre toda vez que os olhares se postarem indevidamente para fora dos limites do matrimônio. Entretanto, quando nossos olhos se voltam sempre sobre o nosso cônjuge, veja a ironia da linguagem, posso muito bem sugerir ideias deliciosamente calientes para minha esposa e ela fazer o mesmo para mim e, indubitavelmente, nada disso será repreensível a Deus.

Minha esposa é minha cúmplice! Porque, ainda segundo as acepções de Houaiss, ela possibilita, favorece, concorre à favor da realização do meu ministério. Quero, portanto, respondê-la em amor: fazer sempre o mesmo por ela. Quando eu ainda estava noivo da Lu, a minha oração a Deus mais frequente era: “Senhor, faz de mim um homem de verdade para ela”. Todos sabemos que, infelizmente, muitos casamentos são acéfalos por estarem destituídos de homens que assumam suas devidas responsabilidades como homem, marido, pai. Como dizem, não basta estar casado, tem que participar: participar da vida do cônjuge!

Enfim, na história dessa palavra cumplicidade, há lições que deveríamos trazer para dentro do nosso casamento. Veja: cumplicidade e complexidade andam juntas, como que por um charme da língua portuguesa. É necessário a complexidade desta união ou, dizendo de outra maneira, é preciso este estar junto na cumplicidade complexamente. Vamos brincar um pouco mais com as palavras?

Cumplicidade, complexidade, complicar... Por que não? Mas só no bom sentido dessa com-plica-ção, que é “estar junto, dobrado na mesma pele, enroscado sobre a mesma dobra”. Então, estejamos assim bem juntinhos, bem complicadinhos, para nunca descomplicar esse cordão de três dobras e podermos curtir essa benção maravilhosa de estar casado.

Para que nossos amigos conheçam um pouco melhor (ou matem a saudade) daquela que tem se aventurado ao meu lado há 15 anos, fiz um novo vídeo sobre a cúmplice deste blog e de toda minha vida:  

video


A todos os nossos amigos, parentes, presentes por todos estes anos e aos que estão chegando agora e aos que ainda virão, nossos sempre muito afetuosos abraços!


sexta-feira, 9 de março de 2012

Rô - Semana Internacional da Mulher!

Dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher! O Blog Casal 20 planejou estender o Dia para uma semana de homenagem, selecionando (dificílimo e injusto, sei) seis mulheres que, de alguma forma, admiramos e apoiamos na luta em que se encontram envolvidas. Ao selecioná-las, o que nos salta aos olhos é que elas talvez sejam bem diferentes entre si. O que revela a riqueza da mulher no mundo das ideias, dos textos, das palavras e das batalhas que defendem. 

Inauguramos esta nossa série com a Norma Braga. Terça, trouxemos a Regina Brasília. Quarta, a Márcia Suzuki. Ontem, a Thelma de Oliveira. Cada dia, uma mulher. A ideia é trazer algum texto de autoria delas ou sobre elas e que represente um pouco daquilo que admiramos nestas mulheres. Hoje, estamos homenageando a Rô e sua batalha na defesa do Evangelho na Blogosfera. Então, a palavra é dela.
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Por Rô Moreira

Numa analise mais particular, busquei entender de fato, o que Jesus queria transmitir através do seu ministério terreno. Muitos são rápidos em dizer que Ele veio para salvar a nossa alma do inferno, mas isso seria somente uma questão de declarar uma fé nele totalmente soberba, esquecendo que Jesus veio nos trazer muito mais que isso. Ele nos trouxe exemplo de vida para que sejamos melhores pais, melhores como vizinhos, como funcionários, nos relacionamentos com os estranhos e com os irmãos de fé. Mas, infelizmente muitos não entenderam a sua mensagem, e ao invés de ajuntar, espalham julgando as pessoas com aquilo que elas próprias têm de pior.

Por isso, Ele fez questão de nos apresentar dois mandamentos fundamentais. O primeiro mandamento de Jesus, diz que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e o seu segundo mandamento é o de amarmos ao próximo como a nós mesmos. Quando Jesus andou pelas ruas de Israel, Ele realizava milagres, ensinava a palavra e se reservava o direito de não julgar o próximo.

Alguns pensam que foram arrebatados e já não vivem mais neste mundo de imperfeição, pregam um amor falso para converter as pessoas e depois às julgam naquilo que elas acham ser de direito e não exercitam o amor em suas vidas. Jesus costumava chamar esses religiosos de raças de víboras.

Aqui na blogosfera cristã muitos pensam ser uma extensão de suas igrejas e julgam os irmãos de acordo com as doutrinas e costumes praticados no meio em que vivem, esquecendo que aqui frequenta pessoas de vários seguimentos cristãos, provocando a multiforme graça de Deus, trazendo vários entendimentos para o mesmo assunto, daí o debate em si.

Pena que algumas pessoas não entendem isso e preferem atacar os editores de blog, pensando que os mesmos estão com as suas mentes cativas a alguns seguimentos ou grupos de lideres e não buscam ver a proposta inicial do blog. Mas estas mesmas pessoas não defendem a palavras quando precisa ser feito, alegando que Deus não precisa ser defendido e usam disso como pretexto e se acovardam.

Eu, particularmente sou livre em Cristo Jesus e examino a mim mesma, a minha mente não está a serviço de nenhum líder espiritual, nem tão pouco levanto bandeiras denominacionais. Se fosse assim, lá em cima teria o slogan da minha comunidade de fé, mas esta não é a proposta do meu Blog.

Portanto, não permitirei que venham controlar o meu Blog, engessando o mesmo, a mim e aos meus colunistas, que são livres também em Cristo Jesus.

Não nego a Cristo, não nego minha fé, defendo a igreja de Jesus com todas as minhas forças.

É uma pena ver pessoas que se dizem cristãos evangélicos com ideias de grupos e guetos achando que o espaço é apenas para seu clubinho. Os blogs são espaços abertos a todos e não podemos selecionar quem nos visitam, e todos gostam de se atualizar sobre qualquer assunto desde que não afetem a minha fé e a de outros. E graças a Deus este blog tem buscamos deixar todos bem informados.
 
Agora se você deseja que seu Blog seja visitado somente por um grupo específico, então trate de criar textos somente que agrade seu grupo, ou mantenha seu Blog fechado (somente para convidados).
Ah, saiba que eu sou responsável pelo o que falo e não pelo que você entende.
 
Paz e obrigada a todos.

Deus os abençoe!

Título: A Blogosfera e suas vertentes

quinta-feira, 8 de março de 2012

Thelma de Oliveira - Semana Internacional da Mulher!


Thelma de Oliveira: "chega de barbáries"


Dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher! O Blog Casal 20 planejou estender o Dia para uma semana de homenagem, selecionando (dificílimo e injusto, sei) seis mulheres que, de alguma forma, admiramos e apoiamos na luta em que se encontram envolvidas. Ao selecioná-las, o que nos salta aos olhos é que elas talvez sejam bem diferentes entre si. O que revela a riqueza da mulher no mundo das ideias, dos textos, das palavras e das batalhas que defendem. 

Inauguramos esta nossa série com a Norma Braga. Terça, trouxemos a Regina Brasília. Ontem, a Márcia Suzuki. Cada dia, uma mulher. A ideia é trazer algum texto de autoria delas ou sobre elas e que represente um pouco daquilo que admiramos nestas mulheres. Hoje, o blog Casal 20 faz coro ao CHEGA!, artigo da presidente do PSDB-Mulher, Thelma de Oliveira, diante do crime bárbaro em Queimadas, Paraíba. Segue ao artigo, a reportagem sobre este terrível crime. 

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CHEGA!

A recente barbárie cometida por doze homens contra seis mulheres em Queimadas, na Paraíba,  em que duas delas foram brutalmente assassinadas, mostra como o Brasil ainda está atrasado em políticas públicas preventivas e na aplicação da legislação que, de fato, as protejam.
É inominável saber que as mulheres foram atraídas para uma “festa” na casa de supostos amigos que, mesmo na presença de suas esposas, cometeram as barbaridades de estuprá-las e matar covardemente duas delas, que os teriam reconhecido. Causa nojo e repulsa a qualquer cidadão que viva em sociedade!
Essas meninas

As alegres meninas que passam na rua, com suas pastas escolares, às vezes com os seus namorados. As alegres meninas que estão sempre rindo, comentando o besouro que entrou na classe e pousou no vestido da professora; essas meninas; essas coisas sem importância.


As autoridades policiais, o Ministério Público e a Justiça da Paraíba não podem tergiversar; não podem, em nenhum momento, em nenhuma instância ou sob qualquer pretexto ou argumento permitir que esses homens saiam impunes – inclusive os três menores de idade.
A nova ministra da Secretaria de Políticas para as  Mulheres, Eleonora Menicucci, também não pode se omitir no caso e, sim, arregaçar as mangas e lutar para que a punição seja rigorosa e exemplar.
Ministra, se aborto é questão de saúde pública, estupro é questão de segurança pública e de atenção especial do Poder Público, quando se trata de violência contras as mulheres, como ocorreu em Queimadas.
A indignação toma conta de todas nós, mulheres tucanas; não só das paraibanas, como as de todas as unidades da Federação. Estamos denunciando esse crime bárbaro em todos os estados brasileiros, em todos os municípios.
O uniforme as despersonaliza, mas o riso de cada uma as diferencia. Riem alto, riem musical, riem desafinado, riem sem motivo; riem.
Estamos, inclusive, alertando as mulheres para um aspecto peculiar desse duplo assassinato: as mulheres foram envolvidas por pessoas conhecidas, que se diziam amigos, e confiaram neles.
As estatísticas indicam que mais da metade, de casos de estupros contra mulheres, especialmente de menores, e cometidas por parentes ou pessoas próximas à família ou supostos amigos.
Todo cuidado é pouco, toda a atenção, é pequena, como infelizmente a barbárie de Queimadas, mais uma vez, nos revelou.
Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca mais voltassem a rir e falar coisas sem importância. Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. O corpo da menina encontrada naquelas condições, em lugar ermo.A selvageria de um tempo que não deixa mais rir.
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que  ampliou a ação legal da Lei da Maria da Penha, foi um alento, mas nele a maior lição veio da fala da ministra Carmem Lúcia, que expressou um sentimento que é de todas nós: “Enquanto houver uma mulher sofrendo em qualquer canto deste planeta, eu me sinto violentada”.
É assim, ministra Eleonora Menicucci, que todas nós nos sentimos nesses dias porque, num canto de nossa querida Paraíba, mulheres brasileiras foram mortas e estupradas violentamente. E esse crime não pode ficar impune!
Chega de barbáries contra as mulheres!
Thelma de Oliveira
Presidente Nacional do PSDB-Mulher


As alegres meninas, agora sérias, tornaram-se adultas de uma hora para outra; essas mulheres.

Carlos Drummond de Andrade
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