Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Feliz aniversário, Betty Anne! - Uma história de morte e ressurreição

John Jalsevac

SAN CLEMENTE, Califórnia, EUA, 5 de janeiro de 2012 (Notícias Pró-Família). 

Quando Minka Disbrow, de 16 anos, deu à luz sua filha Betty Anne em 1929, ela se apaixonou. Não importava para Minka que sua filha havia sido concebida por um estuprador, um homem que, junto com outros, havia atacado violentamente Minka e sua amiga quando elas fizeram uma caminhada durante um piquenique.
Mas as circunstâncias eram tais que não havia esperança de que Minka pudesse ficar com sua filha e lhe dar um vida boa. Durante um mês ela manteve e cuidou de Betty Anne no lar luterano para meninas grávidas, para onde seus pais a haviam enviado, e então a entregou para adoção.
“Eu amei esse bebê tanto. Eu queria o que era melhor”, Minka recentemente disse para a Associated Press.
Minka, que agora tem 100 anos, continuou a manter contato com a agência de adoção, da qual ela recebia atualizações ocasionais sobre sua filha durante anos. Mas quando a agência de adoção mudou de direção, as atualizações cessaram.
Com o passar dos anos, Minka se casou, teve dois filhos, trabalhou em vários empregos e se mudou para várias cidades, finalmente se estabelecendo em San Clemente — mas em todas as mudanças ela nunca se esqueceu de sua filha, especialmente no aniversário do nascimento dela: 22 de maio.
Foi num desses aniversários, 22 de maio de 2006, que Minka espontaneamente fez uma oração, dizendo: “Senhor, se tão somente me permitires ver Betty Anne, eu não a incomodarei, prometo. Tudo o que quero é vê-la antes de morrer”.
Poucos meses depois o telefone de Minka tocou. Para o choque dela, ela se viu conversando com um homem estranho que, depois de lhe fazer várias perguntas sobre a identidade dela, a informou que ele estava com Betty Anne, e que ela queria conversar com sua mãe.
Esse homem era o astronauta Mark Lee, um dos seis filhos de Betty Anne.
“Meus joelhos tremeram”, Minka disse para o jornal Orange County Register sobre o momento em que ela conversou com sua filha pela primeira vez desde a partida chorosa tantas décadas atrás.
Acontece que na mesma época em que Minka havia feito sua oração em maio, sua filha, que estava com mais de 70 anos na época, havia começado o processo de procurar sua mãe biológica. Um dos filhos de Betty Anne, Brian, conduziu a pesquisa, obtendo os registros de adoção de sua mãe por meio de uma ordem judicial, e então localizando Minka (que ele achou que muito provavelmente estaria morta, considerando a idade dela) mediante uma simples consulta na internet.
Agora mãe e filha estão próximas, e regularmente se conversam e se visitam.
“Foi como se nunca tivéssemos nos separado”, Minka disse para a Associated Press. “Como se estivéssemos na família a vida inteira”.
O reencontro que era uma improbabilidade começou a receber atenção depois que Minka começou a contar o testemunho para membros de sua igreja e para a sua comunidade. O jornal Orange County Register publicou uma matéria sobre as duas em dezembro, seguida por uma notícia da Associated Press, dando-lhe atenção nacional.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

6 comentários:

Agnes Priscila disse...

História Linda!!! Chorei!!!

Agnes Priscila disse...

Que história linda!!!

Cris Campos disse...

Que história fantástica Fábio! A questão do estupro é algo inexplicável considerando todos os matizes que o acompanham. A Sra. Minka certamente soube, com divina sabedoria, superar a dor e sofrimento que viveu quando não transferiu para o bebê sua triste experiência. E... veja o sorriso de sua filha Betty, 70 anos!, já pensou se ela tivesse sido impedida dessa vida abundante em consequência do rancor? Deus não aprova a violência, sabemos disso, no entanto, até dela ele faz brotar vida e amor. Olha, fiquei com um nó ENORME na garganta e com os olhos marejados em conhecer tão sublime história. Amei!

Quanto ao que disseste, imagino que a eternidade com o Pai será algo realmente inefável... Apesar de já não ter, em mim, tanta certeza se estarei lá. Gr. Abrç. e lindo final de semana Fábio!

"LABAREDAS DE FOGO" disse...

E ainda existem "autoridades" no assunto, que dizem que o aborto, tanto para a mãe quanto para o bêbê, é a melhor opção. Para provar que estão errados Deus escreveu essa história

Mariani Lima disse...

Linda história! Tão bom quando as pessoas conseguem encontrar recursos internos para superar traumas, vencer dores e fazer o que é certo. Fato é que nem sempre se dá dessa forma. Nem sempre o amor desponta nesses casos.
Um abração. Fica com Deus

Guiomar Barba disse...

É muito mais fácil se entender que o bebe deve ser descartado porque foi gerado da forma errada, que investir em acompanhamento e educação às mães que não querem a gravidez.

Muito bom o texto.

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