Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O amor é mais forte do que a morte!


Eu estava assistindo ao ótimo filme “Compromisso precioso”, quando me dei conta de que conhecia algumas outras histórias também verídicas de casais que superaram situações de dificuldade no casamento. Casais que decidiram continuar amando tanto na saúde como também na doença, tanto na alegria como na tristeza, tanto no amor como na dor. Estou aqui hoje para compartilhar 3 dessas histórias.

Eles estavam na banheira e conversavam, enquanto ele declarava o seu amor por ela. Ele a acariciava e distribuía seus carinhos pelo corpo de sua amada. Estava tudo perfeito naquela noite. As palestras daquele Encontro para Casais da Igreja tinham sido muito boas. O tema naquele dia fora: verdade no casamento. Agora, era chegado o “momento do quarto”. Evidentemente que as crianças estavam na casa dos avós, assim aquelas noites do Encontro de Casais prometiam ser uma gostosa nova lua de mel. Contudo, inesperadamente, ela abaixou a cabeça e começou a chorar. “O que foi, meu amor? Disse alguma coisa que você não gostou?" - perguntou o marido. “Eu não posso continuar... eu estou mentindo para você...”, respondeu ela. Ali, sem entender bem o que estava acontecendo, ele a virou para limpar as lágrimas da sua esposa. Então, olhando nos olhos dele, ela confessou: “Eu me apaixonei por outro homem... e você sabe quem é ele! Foi durante o curso que fizemos e eu quis largar tudo por causa dele. Ah! Como eu desejei estar com ele!...”. Aí ela contou ao marido como que ela achava que aquilo havia sido algo mútuo entre ela e o outro. Ao fim de tudo, ela disse: “Mas eu não quis seguir adiante... Eu sabia que era apenas uma paixão... e eu também pensei em tudo o que temos, em tudo o que podemos ser, nós dois, nossos filhos... Querido, eu decidi que não queria continuar, mas eu preciso do teu perdão”. Sim, naquela noite, ele a perdoou e eles também renovaram os votos que fizeram um ao outro no dia em que casaram e estão juntos até hoje.

Há muito tempo, eu estava trabalhando no serviço de aconselhamento cristão por telefone. Era na época da minha faculdade. Toda sexta-feira, eu passava a madrugada ali, ao lado do telefone, atendendo as chamadas de pessoas desesperadas, depressivas, pessoas que queriam cometer suicídio, etc. Mas foi uma daquelas ligações que me marcou profundamente a caminhada cristã, porque naquela chamada tive a plena convicção de que não era eu quem falava, mas o Espírito Santo falou em mim. Na ligação, ela disse que o marido havia tido um caso e ela, então, havia colocado ele para fora de casa. Mas, já havia certo tempo, ele se arrependera e desejava voltar. Ela me disse: “Mas não há mais nada aqui dentro. Eu não tenho dúvida de que ele se arrependeu... mas eu não o amo mais, está tudo morto dentro do meu peito. Ele matou tudo o que eu sentia por ele. Mesmo que eu voltasse para ele, eu não tenho mais nada aqui”. Naquele momento, eu pedi para orar por ela. Oramos e durante a oração Deus me mostrou o que eu deveria falar para ela: “Você acredita na Bíblia”? “Sim”, ela disse. “Você acredita que Jesus realmente ressuscitou Lázaro que já estava morto há 4 dias”? “Sim, claro que eu acredito”, disse ela. “Então, me responde, o que é mais difícil: ressuscitar um morto de quatro dias, que até já cheira mal, ou ressuscitar sentimentos? O que é mais difícil?”. Neste momento, ela começou a chorar do outro lado da linha. “Se você crê que Jesus ressuscitou Lázaro, porque você não pede para Deus ressuscitar seus sentimentos mortos”? Choramos os dois, ali naquela madrugada, dois estranhos que nunca haviam se falado ou se visto antes. Mas éramos dois cristãos que críamos no poder de Deus. Oramos especificadamente pela ressurreição dos sentimentos dela, porque na ressurreição da carne ambos já acreditávamos. Antes de desligar o telefone, ela disse que iria ligar para o marido, pedindo para que ele voltasse.

Ronald J. Sider talvez seja mais conhecido no Brasil pelo seu livro “O Escândalo do Comportamento Evangélico - Por que os evangélicos estão vivendo exatamente como o resto do mundo?” - mas, na verdade, eu o conheci pela leitura do “Cristianismo Genuíno”, em que ele afirma que “somos responsáveis pelos casamentos uns dos outros”. E lembrei-me deste livro, nesta semana, por causa do filme do qual falei no primeiro parágrafo. Não me recordo dos detalhes e nem dos nomes reais dos envolvidos (são mais de 10 anos que o li!), contudo você verá como que uma simples história pode nos marcar tanto. Diz assim: Carlos e Beatriz viveram anos de um feliz casamento até que Beatriz começou a apresentar sinais do mal de Alzheimer. A família toda se uniu em torno da mãe e sabiam que iriam superar essa luta no final das contas. Mas a doença evoluiu, mesmo após uma cirurgia de lobotomia, e Carlos viu que não haveria mais nada a fazer senão se adaptar aquela situação. Então ele reformou toda a casa para que sua esposa pudesse viver ali de modo mais seguro. Além disso, Carlos pediu a diminuição nas horas de trabalho, porque queria ficar mais tempo com Beatriz. A doença era alternada entre momentos de lucidez e de total apatia de sua esposa. Os filhos e o marido foram vendo, com o correr dos anos, que Beatriz já não os reconhecia e nem mais os chamava pelo nome. A situação ficou tão delicada que Carlos teve que interná-la no hospital para investir em novos tratamentos. Um dia, Beatriz morreu. E no dia de seu velório, o melhor amigo de Carlos finalmente lhe disse: “Carlos, eu nunca entendi por que você insistiu nestes anos todos em estar ao lado de Beatriz. Tudo bem os primeiros anos, mas ela nem mais sabia o que estava acontecendo a sua volta e, mesmo assim, por todos estes anos você percorria quilômetros para vê-la e estar ao lado dela no hospital. Você era novo e podia ter se dado uma nova chance"... Neste momento, Carlos interrompeu as palavras do amigo: “Ela nunca foi um peso para mim. Ela foi a mulher com quem me casei e a quem eu prometi cuidar fosse na alegria ou na tristeza, fosse na saúde ou na doença. Toda vez que eu olhava nos olhos dela, eu sabia que ela ainda estava lá, aquela jovenzinha a quem, um dia, eu pedi em casamento ao pai dela. Eu a amava naqueles dias e decidi continuar a amá-la até que a morte nos separasse”.

“Compromisso precioso” é mais uma dessas histórias de crente. Dessas histórias de gente como a gente: pecadores de carne e osso que, de uma hora para a outra, se veem em situações de limite, situações em que só a fé em Jesus pode superar obstáculos. A esposa do filme, Helen, sofre de Alzheimer e, claro, é sempre nessas horas que aparece a outra: linda, cheia de saúde e valorizando o bom marido que você é (no caso do filme, John). Nestas horas, precisamos decidir amar a aliança na qual um dia empenhamos nossa palavra, amor, corpo e alma. 

Na cena abaixo, é neste momento de crise que John é chamado por um amigo a ouvir uma pregação de Billy Gran. Depois disso, John resolve voltar para casa e "conversar" com sua esposa Helen. Depois dessa conversa, ele ainda irá até a casa da "quase outra". E esta diz para John uma frase emocionante para as nossas vidas: "Não é estranho? Foi a sua fidelidade que me atraiu e é ela que te leva embora agora". Não deixe de assistir ao video abaixo. Certamente, Deus irá abençoar a tua vida. 
 
Abraços sempre afetuosos.

Título original: Porque o amor é mais forte do que a morte!


3 comentários:

Carlos Lopes disse...

Lindo seu texto Fábio.
Aproveito para agradecê-lo pelo comentário em meu blog.
Você é um amigo.

Mariani Lima disse...

Fábio,eu já li esse texto ou é impressão? Vc já postou antes?
Especialmente o primeiro tenho a lembrança.
Falando do tema,eu esse ano faço 14 anos de casada e 20 anos juntos. O que acontece com o casamento é o que acontece com tudo na vida, elas mudam! Meu casamento não é igual era quando me casei,mas meu amor pelo meu marido é.Hj enfrentamos mais dificuldades mas temos mais experiências tb. Enquanto os dois sentirem que vale à pena,enquanto houver da parte de ambos interesse,o casamento não morre.
Abração!!Fica com Deus.

Casal 20 disse...

Mariani, acho que uma vez por semana vou republicar aqui alguns textos que postei lá na Rô. Este é um deles.

Abraços sempre afetuosos.

Fábio.

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