Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A filosofia da paixão - Cantares para ela mesma (XV)


Para Lucila Ribas 


Nossa paixão, amor, é razão!
Escolha que a nós nos define:
Nenhuma censura que aflige,
Nem descontrolada exaltação.

É mudez, amor, essa paixão!
Diante de ti, essa passividade:
Instante imediato à eternidade,
Entre o desenredo e a tensão.

(Sobre outras paixões não verso,
Que o coração que da dor alheia
se condói é o mesmo que se dói
de inveja do outro que sobeja...)

Minha paixão é pura ação!
É a minha atividade livre:
Nada que se identifique
Com violenta inclinação.

Minha paixão é teu afeto,
Que orienta a contradição:
Põe minha difusa emoção
sobre teu caminho certo.

Esta paixão, meu amor, é vigor!
É a casa arrumada pelo teu amor:
Sem kantismo em sua definição,
Só o oposto. É Nietzsche então.

F.R.

2 comentários:

Casal 20 disse...

Sim, amor, é razão, mudez, ação, afeto, vigor, nossa paixão...
Nietzsche explica, então, meu filósofo e poeta.
Sua Lu

Mariani Lima disse...

Show!!!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...