Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

domingo, 8 de dezembro de 2013

A missão de adotar - um desafio aos cristãos!

"...vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos" (Gálatas 4: 4-5).

Você já pensou em adotar?

Há algumas adoções às quais eu gostaria de chamar a sua atenção.

1) Adotar um povo: toda igreja e todo cristão são chamados a orar pela obra de evangelização que deve se espalhar sobre toda a terra. Adotar um povo é conhecer suas características, problemas sociais e políticos e orar pelos missionários que ali se encontram ou orar para que sejam enviados missionários para lá (nem que esse missionário seja você mesmo). Por exemplo, vim de uma Igreja em Brasília que todo ano se envolve no projeto “missionários voluntários” para levar a Palavra de Deus, suprimentos materiais, oficinas, etc, para algum povo. Neste projeto, os membros da Igreja já foram para a África, Piauí, Corumbá, etc;

2) Adotar uma causa: você é chamado a orar e trabalhar em alguma causa que beneficie o próximo e que espalhe a glória de Deus sobre homens e mulheres. Por exemplo, conheço a ATINI, que é uma ONG que cuida de crianças indígenas que seriam mortas, porque algumas culturas realizam no Brasil o que é conhecido como infanticídio (veja mais aqui);

3) Adotar uma família ou criança: conheci um senhor abastado financeiramente na cidade de Caldas Novas (GO) que adotou uma família. A família adotada era pobre e os filhos haviam se envolvido com drogas e as filhas adolescentes estavam grávidas e em situação moral e espiritual deploráveis. Ele, então, começou pelo casal: evangelizou-os, tirou-os do barraco em que se encontravam; pôs o homem num curso de jardinagem e o indicou a alguns amigos, empregando-o; pôs a mulher num curso de cozinheira, conseguindo emprego para ela também; realizou o casamento deles; apoiou financeiramente os filhos daquele casal, enfim, “comprou a briga”. Hoje, esse casal restaurado é diácono na Igreja da cidade e seus filhos são os melhores alunos nas escolas em que estudam, porque são instigados a isso, já que sabem do apoio financeiro, emocional e espiritual que a família tem recebido.

Uma história de adoção:
Certa mulher, há quase quarenta anos, num estado muito pobre de um país chamado Brasil, entrara numa creche onde ficavam crianças que eram filhos de pais com hanseníase, por isso elas eram mantidas longe, separadas dos pais. Naquele tempo distante, o contágio com a doença era terrível e, certamente, a maioria daqueles pais definhava até a morte por causa da hanseníase. Aquela mulher viu ali um bebê cujo destino era uma incógnita. Filho de pais miseráveis e portadores de lepra: na verdade, o pai não se sabia quem era e a mãe já se encontrava com a doença em estado avançado. O que seria daquela criança? Naquelas condições de pobreza, atraso e falta de higiene, poucas alternativas restariam que pudessem trazer alguma esperança de futuro ao bebê. Providencialmente, naquele dia em que a visitante viu aquele bebezinho, por causas insondáveis (porque o amor sempre terá uma causa insondável!), ela o adotou.

Agora, estou pensando nas crianças vítimas de situações de risco e pensando nessa minha história. Sei que o bebê da minha história viveu o suficiente para conhecer Jesus Cristo e, então, eu desejo o mesmo para tantas outras crianças que vivem realidades tão difíceis. A criança da minha história cresceu, estudou, constituiu uma linda família e, agora, depois que conheceu o amor dAquele que adota incondicionalmente, também tem adotado um povo, uma causa, famílias e crianças.

A igreja é desafiada a adotar. Missões é adotar. Assim como fomos adotados por Deus em Cristo Jesus, precisamos em amor responder a Ele e espalhar a Sua glória sobre a terra, adotando povos, causas, famílias, crianças. Se você tem orado por missões, gostaria que você olhasse sob uma perspectiva diferente hoje. Quando você disser que também é um missionário, lembre-se das implicações de suas palavras. Você está dizendo: “Eu sou um adotador”, porque, na verdade, fomos adotados por Deus para adotar!

video
Casal 20 

Título original deste nosso post - "A missão de adotar" (repostagem)

10 comentários:

luciana disse...

Oi,nossa, estou escrevendo com o rosto cheio de lagrimas, os post é perfeito, mas esse video..... sem palavras !!

Smareis disse...

Maravilhosa sua postagem, e me faz refletir muito a respeito dessa missão de adotar.
Treis forma de adoção que um verdadeiro cristão deveria sempre seguir, embora muitos não tem como adotar uma familia ou criança, mais podendo evangelizar ja é um grande passo para ajudar muitas familia.

Excelente postagem. Abraço e ótima semana!

Mariani Lima disse...

Foi esse o post que me disse do blog da Rô?
Adoção, uma palavra que é puro amor. Vontade de se doar, força pra não recuar, filho adotado é filho gerado.
Adotar um filho sempre foi um sonho meu e de meu marido apesar de podermos gera nossos filhos, engraçado que temos a mesma vontade e certa vez ao visitarmos um abrigo, uma menininha se agarrou comigo. Fiquei com ela nos braços durante todo o tempo da visita e no pensamento por uma semana. Depois fomos ao abrigo, procurar saber, ela já estava em processo de adoção.
Tive medo, insegurança mas acho que se tivesse sido mesmo da vontade de Deus, daria tudo certo como foi com o filho do meu ventre.
Quem sabe um dia, né?
Um grande abraço meu querido amigo!!!
Te apertei sem te abraçar rsrs.. essa é nova para mim. rsrs... ainda não olhei mas na próxima visita te falo da poesia que fala dos "fura olhos " rs..
Fica com Deus.

Casal 20 disse...

Lu! Que bom te ter por aqui de novo! Saudades!

Olha, esta música eu ouço desde quando eu tinha uns doze anos. Ela é linda, emocionante mesmo, sempre choro quando a ouço. E na voz linda do Sérgio Reis, então, nem se fala!

Abraços sempre afetuosos.

Fábio.

Casal 20 disse...

Smareis, verdade! Temos muito o que fazer pelo mundo aí fora e podemos! Precisamos olhar com olhos de quem quer ver e deixar Deus abrir as oportunidades de espalhar o nosso amor ao próximo.

Abraços sempre afetuosos.

Fábio.

Casal 20 disse...

Mariani, foi este post sim! Eu o escrevi já vai mais de um ano. Acredito também na adoção como oferta de amor ao outro. Oferta do muito que temos recebido de Deus. Eu e você, especialmente, que podemos dizer!

Abraços sempre afetuosos.

Fábio.

Smareis disse...

Oi Fabio,

Que bom que gostaste da música, eu também adoro.
É uma seleção de música que toca sem parar, sabe que ainda não consegui chegar no fim de algumas delas risoss.

O nome da coletânia é: Wonderful Chill Out Music Beach Lounge Mix by Tekiu.

Eu baixei pro meu pc no youtube como mp3.

O endereço la no youtube é:
http://www.youtube.com/watch?v=P8iKcdh5Ims&feature=player_embedded#!

Qualquer coisa que não consegui me avise ok?
Grande abraço!
Fique na paz!

Tais Luso disse...

Oi, Fábio, o texto está ótimo! Assino em baixo. Mas o vídeo, amigo... Não sei se digo que é triste ou que está insinuando felicidade; tantos filhos, se formarem com o sacrifício do pai e depois abandonarem! E o adotado, que não fez um grande curso, o levou... Sei lá, saio daqui triste, indignada. Talvez este vídeo mereça uma crônica à parte... Sei que você quis mostrar a força da adoção, e mostrou bem demais! Mas o outro lado da moeda mostrou a ingratidão mais cruel que pode existir: o abandono do pai pelo filho. Também saio engasgada...

bjs.

Celêdian Assis disse...

Olá, Fábio e Lu!

Motivada pela beleza de seu texto e da importância da mensagem que ele traz, quero deixar aqui registrada a minha maravilhosa experiência como "mãe adotadora". Há vinte anos eu recebi em meus braços, em meu lar, no seio de minha família, uma menina de apenas quatro meses de idade. Confesso que não havia cogitado antes de adotar uma criança, pois eu já tinha um filho e ele já estava com onze anos. Esta criança chegou até mim adoentada e a mãe ainda uma adolescente, não tinha como cuidar bem. Após os cuidados médicos a trouxe para minha casa e cuidei dela até ficar completamente boa. Devolvi à mãe, que apesar das suas dificuldades, não pretendia dar a criança em adoção e a minha intenção era também, apenas cuidá-la naquele momento. Ela a levou e dai a pouco tempo a criança adoeceu novamente. Procedi da mesma forma, cuidei dela até ficar boa. Desta feita a mãe reconheceu que dificilmente daria conta de cuidar bem dela e então pediu-me que eu a criasse. Conversei com minha família e todos foram favoráveis e então a trouxe. Importante observar que a mãe e pai biológicos conviveram com ela todo o tempo, até hoje e são muito bem vindos na minha casa. A minha menina linda conhece sua história desde quando pode entender a situação e lida muito
bem com as suas famílias, de quem ela fala com orgulho: tenho dois pais e duas mães. É uma menina de ouro e o meu maior tesouro. Sou muito feliz por Deus um dia tê-la colocado em meu caminho e de fazer dela o instrumento de alegria que reina em minha família.
Um abraço e parabéns pela iniciativa, a missão de conscientizar sobre o valor da adoção.

Casal 20 disse...

Uau, Celêdian! Que história! Como que a vida da gente é repleta de narrativas maravilhosas. Parabéns pelo que você fez e, mais ainda, como tudo aconteceu. Surpreendente! Encantado como que Deus usou você para abençoar a vida de outros. Abraços, minha amiga!

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