Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fora da gaiola mental – uma conversa com o sociólogo Demétrio Magnoli sobre sua nova obra, Liberdade versus Igualdade...


Por que apresentar “O mundo em desordem”? Porque muitas das nossas discussões bíblicas, teológicas ou sobre fé e prática cristãs quase sempre se dão de dentro dessa gaiola cultural maniqueista Esquerda versus Direita.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu voto distrital - faltam menos de 2.000 assinaturas!

Assista ao vídeo e clique AQUI para entender como o voto distrital funciona, depois, se quiser, assine a petição que está no nosso blog!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O que é aquilo?

Linda mensagem em apenas 5 minutos. Assista e repense seus valores:

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Aitofel - Cantares da Felicidade (XII)



Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre;
o SENHOR o livrará no dia do mal.
Salmo 41:1



Davi? Davi? O que fizeram com teu coração?... Eu compreendo teu grito, Davi. Eu ouço tuas lamentações vindas das entranhas de tuas tristezas. Davi, o que fizeram com teu coração?!

Eu ouço os teus gemidos: “Será que eles não sabem?”, tu indagas perplexo. “Será que eles não sabem que a felicidade está no socorro ao pobre, ao necessitado, ao desvalido, ao fraco e indigente?”, questionas confuso de cima de teu leito. "Será que as gentes não sabem que a felicidade virá sobre os que auxiliam aqueles que se encontram incapazes de lutar, de se defender a si mesmos?", insistes.

Onde estão teus amigos, Davi? Onde estão teus irmãos? Por isso, teus uivos na noite. Já não chamas nem pelos amigos, porque estes não vêm. Já não chamas nem pelos irmãos, porque estes não há. Apelas à misericórdia, à compaixão, à caridade alheia, dizendo que a felicidade será encontrada por quem te socorrer, por quem se debruçar para limpar tuas lágrimas. Apelas à convicção de que Deus retribuirá a quem conceder a ti algum afeto, algum carinho, alguma compreensão. Mas, Davi, não adiantarão teus apelos, teus argumentos, tua hermenêutica, porque teus amigos não vêm. Não adiantam as promessas de que Deus os livrará no dia mal, ou dizer que Deus irá retribuir com proteção, com vida, com felicidade. Inútil convencê-los de que Deus não os entregará na mão dos inimigos e nem que eles terão uma sorte melhor do que a tua... Eles não virão.

Mas teus inimigos vieram. Os caluniosos, os mentirosos, os hipócritas, os vampiros vieram todos ao teu leito e se derramaram sobre ti e, ao saírem, falaram o mal contra ti. Teus irmãos não vieram, entretanto teus inimigos, sim! Os que te odeiam estão à beira do teu leito e eles riem da tua miséria e se deleitam na tua desgraça: “Caiu sobre ele uma praga do inferno”! É o que os abutres dizem da carniça enquanto a comem. Eles não desejam tua melhora, teu reestabelecimento, Davi. E o veneno, a peçonha com que te embebedam a cama é o riso a quem foi traído pelo próprio amigo! Nem foram eles, Davi. Nem foi o diabo ou Satanás quem te preparou a cama de tua ruína. Não foram reis e nem príncipes inimigos, não foram quaisquer potestades ou principados, nem sequer foram os estrategistas deste mundo tenebroso... Foi teu amigo íntimo. Aquele que comia do teu pão, aquele em quem confiavas, aquele a quem pedias conselhos – este foi o que levantou o calcanhar contra ti. 

Davi, foi Aitofel, o teu conselheiro. Ele que ouvia as tuas confissões, sabia das tuas dúvidas, dos teus receios, das tuas fragilidades – o que tomava as refeições contigo foi quem te traiu! Ele causou abominação na terra – violentou o teu poder e a tua intimidade: fez com que teu filho fosse deitar com tuas mulheres!... Eis que Aitofel - outrora chamado por ti de "meu amigo de paz" - levanta um exército para te matar!

Davi, suplica a Deus para que te levantes logo da cama de tuas vagas procelosas. Ergue-te de tuas mágoas. Suba de sob o mar de tuas amaguras. Declara ao teu Deus: “Que meus inimigos não triunfem sobre mim - nisto saberei que tens, ó Deus, prazer em mim”!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Porque o amor é mais forte do que a morte!


Eu estava assistindo ao ótimo filme “Compromisso precioso”, quando me dei conta de que conhecia algumas outras histórias também verídicas de casais que superaram situações de dificuldade no casamento. Casais que decidiram continuar amando tanto na saúde como também na doença, tanto na alegria como na tristeza, tanto no amor como na dor. Estou aqui hoje para compartilhar 3 dessas histórias.

Eles estavam na banheira e conversavam, enquanto ele declarava o seu amor por ela. Ele a acariciava e distribuía seus carinhos pelo corpo de sua amada. Estava tudo perfeito naquela noite. As palestras daquele Encontro para Casais da Igreja tinham sido muito boas. O tema naquele dia fora: verdade no casamento. Agora, era chegado o “momento do quarto”. Evidentemente que as crianças estavam na casa dos avós, assim aquelas noites do Encontro de Casais prometiam ser uma gostosa nova lua de mel. Contudo, inesperadamente, ela abaixou a cabeça e começou a chorar. “O que foi, meu amor? Disse alguma coisa que você não gostou?" - perguntou o marido. “Eu não posso continuar... eu estou mentindo para você...”, respondeu ela. Ali, sem entender bem o que estava acontecendo, ele a virou para limpar as lágrimas da sua esposa. Então, olhando nos olhos dele, ela confessou: “Eu me apaixonei por outro homem...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O testemunho de Jorge Fernandes Isah (Blog Kálamos) - Cantares alheios (XI)






Por Jorge Fernandes Isah

Cristo me converteu em 12 de Outubro de 2004 [1]. Na verdade fui convertido eternamente, pois ele me escolheu antes da fundação do mundo, quando nem mesmo ainda surgira a criação, a qual trouxe à existência pelo seu exclusivo poder, do nada, ainda que o nada não existisse formalmente, pois Deus sempre é e subsiste; o Deus pessoal ainda que espiritual, o Deus vivo ainda que intocado, o Deus presente ainda que imperceptível; o Deus sem o qual o impossível jamais seria possível. Por isso, para que as riquezas da sua glória fossem conhecidas e a sua ira manifestada, ele criou o homem, preparando de antemão uns para a glória, os quais são os eleitos, e preparando outros para a perdição, os quais são os réprobos, dignos de morte [Rm 9.22-24]. Mas tudo isso se tornou notório no tempo, de forma que as suas criaturas imperfeitas e limitadas conhecessem o que sua mente planejou e determinou, e assim viessem a reconhecer todo o seu poder [2]. 

Para nós, o seu povo, todo o seu amor foi evidenciado no novo-nascimento, quando ainda éramos seus inimigos [mesmo que ele não fosse nosso inimigo], e nos chamou e capacitou ao arrependimento de nossas obras más, de nossa natureza má, de nossa mente má, dos frutos podres que produzíamos na forma dos pecados e dos delitos em que andávamos conforme o curso deste mundo, cumprindo a vontade da carne e do pensamento, nos quais vivíamos como filhos da desobediência [Ef 2.1-3]. O que equivale dizer que todos os salvos, como propósito pelo qual o Senhor laborou desde sempre de forma que não pudesse não acontecer, conhecerão a Deus ainda em vida, reconhecerão o seu poder em vida, provarão da sua misericórdia e graça em vida, e saberão a quem pertencem, e o alto preço com que foram comprados pelo Senhor das suas almas. 

Enquanto isso, os réprobos, ainda que reconheçam o poder de Deus, não o glorificaram como a Deus, nem deram graças; antes, se enfatuaram nas suas especulações, e ficou em trevas o seu coração insensato. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e abandonaram a glória do Deus incorruptível por uma semelhança de figuras incorruptíveis [Rm 1.18-23].

De forma terrível, o homem afastou-se da verdade para viver uma aparente doce ilusão, uma mentira que o impelia cada vez mais para longe da realidade, de forma que ele se contentava em se entregar à adoração de qualquer coisa, seja outro homem ou a si mesmo, animais, seres imaginários e míticos, forças e fenômenos da natureza, como se pudesse com eles se comunicar, transferindo-lhes a glória que não lhes pertencia e lhes era dada receber ou almejar. Como um embusteiro, um fraudador, acreditavam ter e poder distribuir aquilo que não tinham nem podiam entregar. Criou-se um mundo paralelo, irreal, em que o homem acreditava existir sem existência; viver sem vida; disposto a perpetuar o seu estado de morte, de tal forma que recebessem em si mesmos a devida recompensa pelo seu desvio [Rm 1.27]. Como parte daquilo que produziam, o homem criou um ser imaginário que é a personificação daquilo que se tornou, um zumbi, o reflexo daquilo que ele não pode reconhecer mas que inconscientemente foi-lhe dado representar-se: o corpo completamente dominado pela ideia fixa, dolorosa e perversa de se conservar morto enquanto se morre sucessivas e consecutivas vezes, num estado de findar-se perpetuamente. 

Em todo esse processo de alucinação e desconstrução da realidade, o homem produziu apenas uma coisa verdadeira: a própria morte, como consequência de todos os seus intentos em permanecer distante e desejar ardentemente sofrer a antecipação da condenação iminente, experimentar em doses diárias o malograr extraordinário que desde o início não se materializou num futuro repentino, mas no presente anunciado de que esse homem sem Deus é muito menos que nada, e de que somente é possível no desterro eterno, o inferno, do qual não teme, mas zomba; o qual rejeita mas caminha célere; que diz desconhecer mas o reconhecerá como se ali estivesse nascido e fosse criado; o qual odeia, mas o cultiva diligentemente como um jardineiro a tratar enciumado os canteiros de ervas daninhas crescerem desordenados. Ainda que o pecado nasça em nós espontaneamente, ainda que seja algumas vezes indesejado, há uma atração natural em sua negatividade, de forma que não vemos os seus danos, não os reconhecemos como possíveis, apropriamo-nos de todo os seu mal considerando-o um bem, sorvemos todo o seu amargor como se fosse mel; e reputamos alegria ao que não serve nem mesmo como tristeza; e em honra o que é ultrajante e ofensivo.

Esse homem não conhece limites; anda à beira do precipício, caminha entre minas terrestres, não tem gosto pela vida, desconhece-a completamente, porque seu estado habitual é reservar-se na companhia dos restos putrefatos e decompostos; suas partes nunca estiveram no todo, são como páginas em branco e soltas na ventania que nunca formaram nem formarão um livro.  

Esse homem é autodestrutivo em sua capacidade de pecar; de se mutilar; de perder de vista toda a esperança e viver numa constante guerra consigo mesmo, ainda que cogite haver paz entre uma profusão de agressões, entre muito sangue derramado, entre tiros e explosões, entre corpos inertes e o cheiro mórbido de peste.  

Esse homem tenciona roubar o que não pode sequer alcançar; ele vislumbra o que não pode ver; espera matar a sede insaciável sem água; e a dor insuportável sem analgésicos. Como a história do ratinho que queria comer a lua por acreditá-la um grande queijo, o homem espera em vão alimentar-se do pecado de forma que seja possível estar com Deus, como se o veneno trouxesse saúde e força eternas. Mas sabemos, porque a Bíblia o afirma, que tal coisa é impossível. Que homem algum pode achegar-se a Deus por si mesmo, ainda mais porque está contaminado, tal qual um cadáver radioativo.

Esse homem é fracionado, algo inacabado, pronto a permanecer inconcluído, na persuasão incrédula de suas próprias palavras; surdo a ouvir o silêncio da sua voz interior; cego a vislumbrar a escuridão de sua alma; louco em busca da razão na insanidade: "Pois o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos,  eles fecharam os olhos, para não suceder que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam, e eu os sare" [At 28.27]. 

Esse homem é impossível na fé, sendo possível apenas na descrença. A paz tomada como guerra, e a guerra como paz. O sofrimento como alívio, o alívio como dor lancinante. A buscar incessante à inutilidade, assim como o velho busca a jovialidade e frescor dos tempos remotos, enquanto se aproxima cada vez mais da senilidade. 

Esse homem vive aquém ou além da realidade. Como Adão e Eva, no Éden, quis o impossível, desejou o que não lhe era lícito, buscou alcançar o inatingível e, mesmo caindo, chafurdando na lama, continuou lutando contra tudo, intentando contra si mesmo, ao não reconhecer humildemente a derrota, nem o fracasso: a impossibilidade de ser por si mesmo aquilo que jamais poderia não ser; pois somente Cristo pode fazer-nos novos, e tornar-nos no que não somos pelo poder de nos fazer como ele é, aquilo que seremos. Assim o homem se rebelou contra tudo, contra a verdade, contra a realidade, como se ele fosse supra-verdadeiro ou supra-real. Mas o que pode constatar é que toda a sua vida se transformara na miséria que não imaginou, pois era-lhe impossível cogitar, no paraíso, que houvesse uma realidade diminuta, pobre e vergonhosa como resultado daquilo que desejou mas não conseguiu, porque não percebeu que a verdade não pode ser recriada a não ser por aquele que a criou. E a verdade estava lá, diante dele, que não a quis reconhecer, antes se contentou em desprezá-la, em ignorá-la, como se houvesse a chance de tudo ser diferente apenas porque queria, e a sentença pudesse ser modificada sem que fosse reprovada: "De toda a árvore do jardim comerás livremente. Mas da árvores do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás... a alma que pecar, essa morrerá" [Gn 2.16-17, Ez 18.4].  

É possível ver como o homem fugiu da ordem para o caos, da realidade para o ilusório, sem ter onde nem como se esconder de seu desarranjo mental, onde a cobiça e o orgulho afetaram-no profundamente, ainda que ele não se desse conta do que estava acontecendo, e tentasse criar uma outra maneira de escapar e se refugiar fora da realidade [Gn 3.12]. Na verdade, o homem vive em constante fuga, tentando se livrar de tudo o que é para refugiar-se no que não é. Há um claro desajuste entre a imagem, aquilo que o homem é, e a ideia que o homem tem de si mesmo; o que Deus é, e aquilo que o homem considera que ele seja. De forma que, para aquele homem, assim como para qualquer homem, a realidade não pode ser recriada, nem a verdade modificada; não dá para substituí-las pela ilusão e a mentira, pois não há espaço para elas. Apenas a mente doentia do homem pode inutilmente tentar criá-las num mundo de "faz-de-contas", ao alimentá-las com a estúpida rebeldia, a perpetuá-las como o fedor a espalhar-se em todas as direções. Como uma força a estrangulá-lo, de cujas garras não pode escapar, ele se tornou e é o algoz de si mesmo, ao rejeitar a verdade, ao cogitar a possibilidade de haver vida fora da vida, quando está latente que apenas a morte pode existir fora dela; e ao buscá-la, acalentá-la, e laborar ferrenhamente para possuí-la, o homem, ainda que não reconheça investir nesse propósito, se silencia antes mesmo de dar um último suspiro. E nesse círculo claustrofóbico não há como escapar, pois não há saída, apenas o labirinto angustiante do eterno cativeiro [3].

Nota: [1] Leia o relato da minha conversão em "O dia em que Cristo me fez"
[2] Ainda que eu seja supralapsariano, não estou a discutir a questão da ordem do decreto, pois o foco desta postagem não é este, mas outro.
[3] Mas o que isto tem a ver com a minha conversão em 2004? Tudo. E se Deus quiser, voltarei a este assunto em breve. 

Título original: "O labirinto do eterno cativeiro"

FONTE

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Após pressão gayzista, PayPal cede e investiga grupos cristãos pró-família

"Essa campanha mais recente que quer fazer "bullying" para que o PayPal elimine de seus serviços a AFTAH e outras organizações pró-família ilustra perfeitamente a besteira da ‘tolerância gay’", observa Peter LaBarbera.
O PayPal está conduzindo uma investigação contra várias organizações e pessoas pró-família que estão sendo alvo de uma campanha homossexual que acusa essas organizações de “ódio” e “extremismo”, conforme ficou sabendo LifeSiteNews.
A investigação lançada por PayPal está ocorrendo em resposta óbvia a uma campanha feita pelo grupo homossexual All Out (Todos Fora do Armário, cujo endereço é: http://allout.org/en/actions/paypal), que está pedindo que o PayPal elimine de seu serviço dez organizações, incluindo Julio Severo, que é tradutor de LifeSiteNews e blogueiro pró-família; a organização ativista católica Tradição, Família e Propriedade, e Americanos pela Verdade cerca da Homossexualidade (Americans for Truth About Homosexuality, AFTAH), de Peter LaBarbera.
“Estamos lhe escrevendo com relação à sua conta no PayPal”, a empresa declara num dos e-mails, que foi enviado até o momento para pelo menos três das organizações na lista do All Out. O PayPal então afirma que a organização em questão é uma “empresa comercial” e precisa de “aprovação prévia” para usar o PayPal.
“O PayPal aprecia o fato de que você nos escolheu para aceitar pagamentos para sua empresa comercial. Após uma avaliação periódica, constatamos que sua conta vem se conduzindo como uma empresa comercial que exige aprovação prévia. O PayPal tem como política que algumas empresas comerciais se registrem para obter aprovação antes de utilizar nosso sistema ou desaprovar algumas empresas comerciais para impedi-las de usar o PayPal como um meio de receber pagamentos por alguns tipos de serviços. Por favor, veja a ‘Política de Uso Aceitável do PayPal’ sob ‘Acordos Legais” para ter mais informações”.
O PayPal então faz várias perguntas aos destinatários.
“Notamos que há um botão de doações em seu site que tem um link para a sua conta no PayPal. Pode nos dar uma explicação do propósito que você tem ao coletar essas doações?”
“Explique como o PayPal será usado como um meio de lhe dar pagamentos”.
“A sua organização já se registrou como organização de caridade, sem fins lucrativos e com isenção de impostos, diante do governo estadual e federal, ou diante de outro órgão regulador aplicável?”
Quando a agência noticiosa homossexual Pink News perguntou ao PayPal sobre a campanha do All Out e sobre o fato de que dinheiro no PayPal financia essas organizações, a empresa respondeu que “Embora não possamos comentar acerca de quaisquer contas específicas por causa da confidencialidade dos clientes, regularmente revemos as organizações e sites que usam nosso serviço, e paramos de trabalhar com aqueles que quebram nossa Política de Uso Aceitável. Nós também possibilitamos que indivíduos delatem quebras suspeitas dessa política em nosso site”.
Dois dos alvos da campanha do All Out, Julio Severo do blog Last Days Watchman e Peter LaBarbera da AFTAH (http://aftah.org), disseram que as organizações homossexuais acusam os outros de “bullying”, mas elas mesmas estão praticando isso.
“Human Rights Campaign (Campanha dos Direitos Humanos), uma das maiores organizações gays do mundo com sede em Washington, foi revelada num registro que rastreia sites como visitando meu blog em 23 de agosto de 2011. E agora, ativistas gays dos EUA querem que o PayPal cancele minha conta, efetivamente me impedindo de receber doações”, disse Severo.
“Tenho vivido longe do Brasil com esposa e quatro filhos e, diferente dos grupos gays, dependemos de doações. Os grupos gays recebem grandes verbas e financiamentos governamentais. E recebem enorme sustento financeiro internacional da ONU e de poderosas fundações. Não há nenhuma comparação entre eles e seus recursos de milhões de dólares e as doações que recebo”.
“Uso meus recursos para sustentar minha família. Não recebo nenhum dinheiro governamental para escrever textos cristãos. Se fazem uma campanha para eliminar doações dirigidas a mim, não terei condições de sustentar minha família. Isso não é assustador?”
LaBarbera comentou que “em aproximadamente 60 anos a homossexualidade passou por uma transformação, onde no passado era tabu e perversão e hoje é um movimento muito forte que castiga aqueles que discordam da conduta de mesmo sexo — principalmente cristãos. Essa campanha mais recente que quer fazer "bullying" para que o PayPal elimine de seus serviços a AFTAH e outras organizações pró-família ilustra perfeitamente a besteira da ‘tolerância gay’. Cansados (ou incapazes) de debater de um modo civilizado com seus oponentes, os militantes homossexuais estão agora usando a força bruta na internet para oprimir e silenciar a voz judaico-cristã da sanidade sexual. Neste exato momento precisamos urgentemente que todos os que se opõem ao moderno fascismo homossexual façam contato com o PayPal e exortá-los a não se dobrar às exigências dos grupos gays de pressão política. Nosso próprio futuro como sociedade livre depende de que detenhamos essa nova tirania politicamente correta”, ele acrescentou.

Informações de contato:
Assine a petição dirigida ao PayPal para protestar contra a perseguição aos cristãos pró-família (http://profamilyfreedom.net)
Ligue para o PayPal nos EUA: 1-402-935-2050
Envie um e-mail ao PayPal clicando aqui e selecionando “Email Us”. Pessoas que não têm conta no PayPal podem selecionar a opção à direita e receberão um formulário para preencher.
Tradução: Julio Severo
FONTE

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Porque eu amo esse teu sorriso franco de varandas - Cantares de todos nós (XI)

A mulher e a casa (João Cabral de Melo Neto)

 

Tua sedução é menos
de mulher do que de casa:
pois vem de como é por dentro
ou por detrás da fachada.
Mesmo quando ela possui
tua plácida elegância,
esse teu reboco claro,
riso franco de varandas,
uma casa não é nunca
só para ser contemplada;
melhor: somente por dentro
é possível contemplá-la.
Seduz pelo que é dentro,
ou será, quando se abra;
pelo que pode ser dentro
de suas paredes fechadas;
pelo que dentro fizeram
com seus vazios, com o nada;
pelos espaços de dentro,
não pelo que dentro guarda;
pelos espaços de dentro:
seus recintos, suas áreas,
organizando-se dentro
em corredores e salas,
os quais sugerindo ao homem
estâncias aconchegadas,
paredes bem revestidas
ou recessos bons de cavas,
exercem sobre esse homem
efeito igual ao que causas:
a vontade de corrê-la
por dentro, de visitá-la.


Há poemas que gostaria de ter escrito a ti, minha doce Lu... Mas outros já o fizeram, mesmo sem te conhecer. É porque, na verdade, são versos sobre o mar universal - essa natureza feminina que assusta - oceano ao qual pertences.  

Há poemas que gostaria de ter escrito a ti, mas me foram roubados antes que eu imaginasse escrevê-los. É porque, na verdade, são versos de terceiros que se apaixonaram pela Mulher que há em toda mulher. E é quando mais feminina te fazes que mais eu encontro este homem apaixonado por ti que há em mim. 

É este teu sorriso franco de varandas! É tudo isso que há por detrás da tua fachada. É essa tua beleza de casa, porque é quando te abres, quando te passeio por dentro, é que conheço o melhor dessa tua beldade - e me causa esse efeito: a vontade de corrê-la por dentro, de visitá-la.

Te amo. 

F. R. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O testemunho de Julio Severo - Cantares alheios (X)

Julio Severo
Em 2006, cheguei ao Rio de Janeiro com minha família, sem recursos e sob perseguição. Sobre mim estava o chamado de denunciar a agenda gay, um chamado que já estava sólido desde a publicação do meu livro O Movimento Homossexual pela Editora Betânia em 1998.
Ter um chamado em qualquer sentido contrário à agenda gay é um risco. Vi, com tristeza, o MOSES se extinguir devido às pressões, perseguições e injustiças sofridas. O MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia), uma organização fundada por meu amigo João Luiz Santolin, tinha como objetivo oferecer esperança aos homossexuais.
A mídia nunca teve interesse em fazer uma cobertura positiva dessa importante organização evangélica. Contudo, quando um dos líderes do MOSES se desviou do Evangelho voltando ao homossexualismo, a revista Época, da Globo, prontamente se interessou e se lançou como um lobo em cima de uma presa inocente. O MOSES, da noite para o dia, se tornou vítima de infâmia e assassinato de caráter.
Eis a lição moral: Qualquer mínimo problema é motivo suficiente para a mídia esquerdista trucidar pessoas que se identificam de alguma forma com valores conservadores. Normalmente, se um médico não consegue curar um ou dois pacientes, a mídia não o lincha, pois há também pacientes que foram curados. Da mesma forma, quando um jovem drogado recai depois de um período de internação em clínica de reabilitação, a mídia não ataca a clínica, “noticiando” que o tratamento contra as drogas é inútil.
As pessoas podem se desviar de qualquer coisa: de seus votos conjugais, de seus contratos, de suas empresas, de seus grupos e até do barbeiro da esquina, sem provocar indignações da imprensa.
Mas quando um homem, que se tornou cristão, volta ao pecado homossexual, a mídia esquerdista não perdoa os cristãos, culpando-os de proclamar uma esperança desnecessária para um problema que, para eles, não existe. Assim, um mínimo desvio é o suficiente para a imprensa esquerdista inchar ou até mesmo inventar um escândalo contra os cristãos.
Esse quase foi o meu caso no Rio de Janeiro. Sabendo de minhas dificuldades, um famoso político evangélico se ofereceu para me dar um “auxílio”. A proposta era simples: eu matricularia meus filhos na escola e receberia pelos filhos matriculados uma “ajuda financeira” dele.
Era uma tentação, pois minha família precisava de assistência e passei muitas humilhações no Rio. Apesar de que todos diziam que meu trabalho era muito importante, poucos estavam dispostos a colaborar. Entretanto, permaneci fiel à minha convicção de que o melhor lugar para educar crianças é o lar. Então, respondi ao político que eu nunca poderia matricular meus filhos em escola, pois sou adepto do homeschooling. Mas ele me tranquilizou dizendo que a matrícula seria mera formalidade, e que eu jamais precisaria levar meus filhos à escola. Ele deixou claro que queria apenas me “ajudar”.
Mas não me senti em paz com essa proposta, por mais generosa e inocente que parecesse, de modo que a recusei.
Pouco tempo depois, esse político virou manchete com vários escândalos, inclusive de um esquema onde ele desembolsava dinheiro com a “matrícula” de crianças dos outros na escola.
De acordo com a imprensa, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) destina cerca de um salário mínimo para cada dependente de funcionário que esteja estudando. É o auxílio-educação. Quanto maior o número de filhos matriculados, maior o número de auxílios-educação.
Vários deputados descobriram que esse dinheiro podia ser desviado para seus bolsos, num escândalo que acabou se chamando “bolsa-fraude”, que resultou num prejuízo de mais de R$ 3 milhões dos cofres públicos do Rio.
O político que queria me “ajudar” não conseguiu minha família, mas ele conseguiu famílias que totalizaram dezenas de dependentes, cada um recebendo cerca de um salário mínimo, num total de R$ 31 mil reais por mês.
O “bonzinho” político evangélico fazia matrículas geralmente fantasmas, ganhando uma grande bolada à custa das famílias que haviam entrado no esquema dele.
Portanto, eu não perdi nada em recusar. Deus usou outras pessoas que, sem exigir de mim participação em esquemas de corrupção, foram verdadeiros anjos de socorro para mim no Rio. E ganhei outras bênçãos e livramentos por ter rejeitado a “ajuda” do político evangélico. Recentemente, o dono do tabloide sensacionalista Genizah usou seu site Observador Cristão para forjar com seus peões várias acusações contra mim, com base na hipótese de que meus filhos teriam estudado numa escola de Niterói.
Estou certo de que se eu tivesse matriculado, ainda que apenas por inocente simbolismo e necessidade, meus filhos na escola para receber dinheiro de um esquema político do qual eu não tinha a mínima ideia, meus caluniadores estariam hoje cantando vitória, dizendo: “Temos provas concretas de que Julio Severo matriculou seus filhos!” Do mesmo modo, a mídia esquerdista não me perdoaria, destacando em manchete o nome de meus filhos, se eu os tivesse matriculado no esquema do pastor-político evangélico.
No entanto, Deus graciosamente tem me protegido de maldades e ataques de uma imprensa esquerdista secular e evangélica que faria uso de qualquer recurso para destruir meu chamado. Além disso, aprendi muito com minha estadia no Rio.
Quanto ao político evangélico, assim como Lula, ele está conseguindo sobreviver aos seus escândalos políticos. Num Brasil imerso em corrupção, um político corrupto, seja evangélico ou ateu, nada à vontade no mar de lama e sujeira. Com Lula como exemplo e campeão de “natação” no Brasil, toda sujeira é possível para qualquer político ganancioso.
No meu caso, creio que tudo é possível para Deus e que tudo é possível para quem tem fé. É por tal razão que, ao optar pelo homeschooling, nado contra a avassaladora maré do estatismo que exige o controle total das crianças e sua educação, correndo riscos com um Estado que é um monstro para inocentes famílias que dão aos filhos educação escolar em casa, mas foi gentil e bondoso com Cesare Battisti, terrorista comunista condenado por quatro assassinatos na Itália.
A mídia esquerdista secular ou evangélica já sabe que educo meus filhos em casa — prática ilegal e “criminosa” no Brasil. Daí, para os meus inimigos e para as leis forjadas por mentes esquerdistas e criminosas, sou tecnicamente um “criminoso”.
Mas seja diante de leis iníquas, ou diante de políticos ou sites evangélicos que são amantes de iniquidades e da mentira, para mim é mais importante obedecer a Deus do que aos homens.
Por isso, não me prostro diante do Estado quando ele quer meus filhos em seu altar, e não cedo aos políticos evangélicos que vivem desse altar. 
TÍtulo Original deste texto: Como escapei de um escândalo político no Rio.
Um Brasil evangélico?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Poema do amor semântico - Cantares para ela mesma (X)



Para L.R.


Amo-te! Simples e previsível assim: amo-te!
Semeadura deitada em tua mão e novamente:
Amo-te!

Meus versos são estas sementes que deixo a tua palma!
Semeados na tez da flor de tua calêndula que me acalma:
Amo-te!

Nascerão narcisos, celósias, rosas e flores de romãs!
Ramalhetes colhidos de teu corpo em brancas manhãs:
Amo-te!

E espargirei sempre sobre teu beijo uma nova semeação!
Outra colheita de sobejo que recebo de toda tua vastidão:
Amo-te!

Amo-te então!

F. R.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Meu filho não é diferente!


Hoje, trago Diogo Mainardi e a experiência que ele vive como pai de uma criança com paralisia cerebral - o Tito. A entrevista foi feita pela Cynthia da Revista Cláudia. Tenho certeza de que será muito interessante para você que vai ler este post e comentar suas impressões e, quem sabe, suas próprias experiências. 

 

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Há um monstro no mar - Cantares da Felicidade (XI)


Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança
e que não respeita os soberbos*, nem os que se desviam para a mentira.
Sl 40:4



Há um monstro no mar! Há uma terrível fera escondida. Ela está submersa no mar da alma humana. Eu não posso resistir... Quem poderia? Ela se ergue de dentro das águas. Esse monstro é a serpente, é o polvo, é o dragão marinho, que nos arrasta todos às águas profundas do mar sem fim.

Ninguém pode vê-lo. A fera diabólica é invisível, contudo, eu sei que a sua língua agita, tumultua, convulsiona o mar que há em nós e o mar é povos, multidões, nações e línguas. É Rahabe o monstro desses mares – um dos sete príncipes infernais. É ele o Leviatã que atormenta desde o princípio. Ele está lá fora e aqui dentro. "O monstro que você viu estava vivo, mas agora não vive mais. Ele está para subir do abismo, e dali sairá, e será destruído. Os moradores da terra que desde a criação do mundo não têm os seus nomes escritos no Livro da Vida ficarão espantados quando olharem para o monstro. Ele estava vivo; agora não vive mais, porém tornará a aparecer. Isto exige sabedoria e entendimento"... E se lhe negarmos a existência, ele nos dominará o mundo. "L'État c'est moi", diz o rei. Rahabe é a Soberba! É a Inveja! É a vaidade dos falsos deuses. Rahabe é a mentira, que nos leva a repousar sobre o nada. Rahabe – esse Leviatã – estava ali nos tormentos de Jó, mas também já se encontrara antes: no caos primitivo, havia a besta-fera abaixo das águas sobre as quais pairava o Espírito Santo.

Não há vitória contra o monstro que se vale da depravação da natureza humana contra o próprio homem, apenas o Cristo com seu anzol poderá arrancar de nós a fera imensuravelmente superior ao homem. Rahabe, eu sei que você foi humilhado quando as suas águas se abriram. Sei também, Rahabe, que subjugada foi a sua arrogância quando o obrigaram a ficar olhando impotente aquele povo passar a pé enxuto por entre as suas águas: “Ó, Mar Vermelho! Ó, Leviatã! Onde o seu grilhão? Monstro da minha alma, onde o seu veneno?" Todavia, se o homem não crê em ti, dispensa o socorro de Cristo – o único que pode enfrentar e destruir os egípcios sob o nosso encalço!

“Cala-te! Aquieta-te!” - ordenou o Senhor de dentro daquele barco. E Rahabe foi afugentado: “E o vento se aquietou, e houve grande bonança”... O Oceano e seus demônios. O exército dos soberbos. Rahabe é a rebelião contra tudo o que se chama Deus, por isso diz o salmista: “eu não respeito os desencadeados de Rahabe e nem os que se desviam para seguir as loucuras de suas mentiras”.

Suas carnes, Rahabe, e a carne de seus seguidores e seus sangues serão servidos aos animais. Quanto aos que têm ouvidos para ouvir, a felicidade é tão somente daqueles que depositam sua confiança no Senhor que destruirá a fera que sai do mar.

רהב* - forma plural (raw-hawb): os seguidores de Rahabe. Literalmente: os desencadeados. Os egípcios eram chamados assim e também os falsos deuses dos povos vizinhos.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Contra um mundo que mente sobre si mesmo


"Dependemos da graça para sermos virtuosos, nossa natureza vaidosa e orgulhosa por si mesma nunca sairá do seu pântano pessoal"
Luiz Felipe Pondé, em O gosto da culpa

Conheci Pondé por meio da Regina Brasília (Velvet Poison), que disse que leria esse livro. Como adimiro o blog politicamente incorreto da Regina, tive a certeza de que a dica dela seria uma maravilhosa viagem literária. E foi. Depois que li o livro, vi que me identifico com Pondé pelo amor à Filosofia, Psicanálise, Religião e Dostoievski.  Além disso, um dos mais interessantes temas que o Pondé discute em seus ensaios do afeto é a relação entre o homem e a mulher, mas sob uma perspectiva muito diferente da que estamos acostumados a ouvir nessa mesmice da mídia comum.
Talvez seja preciso esclarecer que ele não é contra o casamento gay (embora já tenha sido chamado de homofóbico diversas vezes), mas ele é contra o aborto (sustentando essa posição apenas por razões filosóficas) - este é Luiz Felipe Pondé. Ainda que Pondé não seja cristão, descobri que venho andando ao lado dele na mesma margem do rio já há alguns anos. 

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