Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 31 de maio de 2011

A Paixão de Cristo: uma visão Gay (ou "Como a militância gay está re-escrevendo a História e criando uma Nova Teologia") - Casal 20

“The Passion of Christ: A Gay Vision"
  "Há uma profunda correlação entre uma compreensão monística de Deus e as questões de espiritualidade - de modo particular, a sexualidade. A compreensão pagã de Deus como uma força espiritual dentro da natureza produz uma desconstrução das normas heterossexuais. O politeísmo produz a "polissexualidade". Por trás das muitas escolhas sexuais estão muitos deuses. Se tivermos de tomar decisões sábias num tempo de insanidade cultural, precisaremos pelo menos entender as profundas questões que explicam para onde está indo a nossa cultura" (Peter Jones em "O Deus do sexo -  como a espiritualidade define a sua sexualidade").

 
1) Qual o novo Jesus da militância gay?

"As imagens mostram Jesus como um homem gay contemporâneo vaiado pelos fundamentalistas, torturado por soldados que parecem mariners e ascendendo aos céus para desfrutar de momentos homoeróticos com Deus e com amigos.  

Ele enfrenta as mesmas formas de rejeição familiares às lésbicas contemporâneas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). Ele levanta diante dos padres, empresários, advogados, soldados, todos a quem olha assustadoramente, semelhantes às pessoas nesses empregos de hoje", diz o blog "Jesus in love".
 

2) Qual a nova Espiritualidade da nova Religião?
 
"Estamos publicando a série Paixão gay para tornar Cristo mais acessível às pessoas gays, lésbicas, bissexuais e transexuais e nossos aliados", disse Cherry, fundador da JesusInLove.org. O site promove a liberdade artística e religiosa, apoiando a espiritualidade e as artes LGBT. "A história de Cristo é para todos, mas as pessoas muitas vezes se sentem deixadas de fora porque os conservadores cristãos usam a retórica para justificar o ódio e a discriminação", disse ela.  

3) Quem são alguns dos sacerdotes desse novo "Novo Testamento"?

"Blanchard, um episcopal ativo que ensina história da arte na faculdade, passou quatro anos pintando a Paixão gay". 

"Cherry fundou JesusInLove.org em 2005 para apoiar a espiritualidade e artes LGBT e mostrar o amor de Deus para todas as pessoas, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero. Com foco em Jesus gay e em santos gays, Jesus in Love cresceu rapidamente em uma comunidade online com um blog popular, vídeos, e-newsletter e arquivo de imagem". 
4) Quais são alguns títulos de obras teológicas dessa nova Religião?
 
"Cherry é o autor de seis livros, incluindo "A arte que ousa: Jesus Gay, mulher de Cristo, e mais," um dos finalistas para o Prêmio Literário Lambda. "A arte que ousa" é preenchido com imagens a cores de 11 artistas contemporâneos dos EUA e da Europa, incluindo as seleções da série Blanchard Paixão gay".  

"O New York Times Book Review elogiou como sendo "muito graciosa, erudita" o estilo de escrita de Cherry. Seus outros livros incluem "Rituais de igualdade: Lésbica e adoração Gay, cerimônias e celebrações" e "Jesus in Love: A Novel". Seus livros foram traduzidos em alemão, polonês, chinês e japonês. Cherry foi ordenada pela Igreja da Comunidade Metropolitana e atuou como sua diretora nacional ecumênica". 

Na maioria das vezes, percebo que muitos estão confundindo o homossexualismo (que é um pecado do ser humano, assim como matar, roubar, mentir, etc) com o real perigo da militância gay. Esta é muito mais profunda, extensa, filosófica e perigosa do que uma simples questão de direitos de indivíduos ou discussão de opções pessoais de cidadãos. 

Há uma teologia gay de mentalidade revolucionária que busca re-escrever a história. E esta revolução cultural é planetária. É preciso que a Igreja perceba o aspecto cultural da causa da militância e não se deixe enganar pelos aparentes discursos de "queremos apenas o direito de ser feliz, nada mais". 

Eles querem muito mais: eles querem uma nova História, eles querem uma nova interpretação social, uma nova família, uma nova igreja, uma nova Religião, um novo sacerdócio, uma nova bíblia e, por fim, um novo Jesus. Portanto, a nossa luta, que não é contra o sangue e nem contra a carne, pois não estamos ofendendo o homossexual ou lhe negando a existência na sociedade, tentando exterminá-lo por meio da violência (como eles mesmos alegam), a nossa luta é contra os Principados, contra as Autoridades, contra os Dominadores deste mundo de trevas, contra os Espíritos do mal  que povoam este mundo tenebroso e que são os estrategistas de uma guerra contra a Igreja (Ef 6: 10-12). 

A luta da Igreja é contra o mistério da impiedade, que já está agindo (II Tess 2: 6-7), contra a mentalidade pagã que pretende suplantar o cristianismo, minando a cultura, re-escrevendo a história, reinterpretando os fatos e pregando uma nova heresia. A militância gay é uma RELIGIÃO. 

Assim, a luta contra a militância gay deve ser a defesa apologética das verdades cristãs fundamentais, uma vez que o que eles estão apresentando para nós é uma nova bíblia, um novo cristo e um novo deus e uma nova salvação. A militância gay é apenas um dos muitos atores nesse palco que tem sido montado para a chegada do anti-cristo. A Igreja precisa mudar rapidamente a maneira como ela está tratando o tema da causa gay, porque, antes de ser uma questão de direitos, antes de ser uma questão sobre cidadania, a militância gay é uma nova teologia no mercado pós-moderno. 

Casal  20
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

DEXTRA - ENTREVISTA EXCLUSIVA COM JULIO SEVERO

Entrevista com o maior ativista cristão pró-vida da América Latina


Como os cristãos devem se proteger das ilegalidades supremas? (Leonardo Bruno)

O exemplo do STF revelou uma intenção óbvia: os movimentos da esquerda cultural querem destruir todo o patrimônio cultural e simbólico do cristianismo na sociedade.

 
Paradoxalmente, há um poder na república, cuja institucionalidade está acima de todos os poderes. Ainda que haja leis, ainda que haja o poder legislativo, ainda que haja a Constituição, ele pode arbitrar e passar por cima de todos eles. Até as leis de Deus e do direito natural estão abaixo de suas determinações. Alguém poderá pensar que é o poder executivo. De fato, na história da república brasileira, o executivo quase sempre teve o papel de usurpador dos poderes. Até mesmo o governo Lula foi um exemplo fático dessa tendência, cada vez mais despótica, de passar pela harmonia dos poderes, legislando onde não deve, intervindo onde não é autorizado. Contudo, esse poder acima de todos os poderes não é o executivo. Este, ao menos, está sujeito aos ditames da Constituição e das leis, além de ter o controle do judiciário e do legislativo. O poder absolutista a que me refiro se revelou recentemente na imprensa e na opinião pública. E houve advogados e juristas que fizeram rasgados elogios à instituição, pela sua abjeta decisão. É claro que essa instituição acima de todos os poderes se chama Supremo Tribunal Federal.

A decisão da Corte Suprema do país, reconhecendo a união estável entre os homossexuais, deixou os cristãos perplexos. Primeiro, porque a artimanha passou por cima do Congresso Nacional e da Constituição para se legitimar judicialmente. E segundo, para fazer isso, crivou de ilegitimidade o próprio direito de família. A mensagem do STF é muito clara: qualquer associação espúria pode ser considerada "entidade familiar". Basta o tribunal se comover com o assunto, sofrer pressão de grupos minoritários organizados, para ignorar toda uma instituição já consagrada, rebaixando-a a um subjetivismo perigoso e abertamente permissivo. A interpretação que os ministros do STF deram à família fora de um desprezo completo pela moralidade. Tanto faz uma família ou um lupanar que dá no mesmo.

Por outro lado, a ação organizada entre o Supremo e as ongs da militância gay revelaram o quanto os cristãos, sejam eles católicos ou protestantes, estão sedados, paralisados, para uma reação à altura das artimanhas judiciais da chamada "revolução cultural". O exemplo do Supremo em ter cometido uma ilegalidade e uma afronta à família é motivo de sobra para um novo despertar dos cristãos na defesa dos seus valores mais caros. Na verdade, o fato revelou uma intenção óbvia: os movimentos da esquerda cultural querem destruir todo o patrimônio cultural e simbólico do cristianismo na sociedade. A campanha violenta de secularização completa do Estado, das instituições e da política, quer extirpar o cristianismo do meio social. Na prática, laicidade virou claro sinônimo de materialismo e ateísmo, só que escamoteado, sutil, rarefeito e, portanto, ardiloso. Porque a pregação da laicidade se esconde por detrás de uma suposta idéia de tolerância iluminista contra os desmandos malvados da irracionalidade religiosa. Os valores cristãos incutidos no direito, na política e na sociedade, devem ser expurgados para se implantar uma espécie de pseudo-ética politicamente correta. O governo retira as cruzes das repartições públicas; modifica radicalmente os valores relacionados a vida e a família; e coloca o cristianismo num lugar de insignificância, no foro íntimo do mero capricho ou crença, quando a cosmovisão materialista e atéia e a moral utilitarista se tornam uma espécie de religião civil estatal.

O posicionamento do STF foi abertamente clerical, como se os ministros fossem a encarnação dos deuses, e a Corte, uma espécie de oráculo da "vontade geral" rousseana. Com a diferença de que nem mesmo o povo foi ouvido nessa questão controversa. Pelo contrário, os ministros da Suprema Corte trataram a população como um rebanho cristão estúpido e incapaz de fazer juízos sobre seus próprios assuntos. Aqueles, naturalmente, é que são "iluminados", arautos do progresso humano e da igrejinha do Estado laico!

A comunidade cristã, seja ela católica ou protestante, está acuada, na defensiva. Muitos ainda não percebem os perigos de uma militância política que almeja destruí-la. O Estado laico, tal como se apresenta, é declaradamente anticristão. O STF, o movimento gay e a esquerda cultural realizam as mesmíssimas ações registradas no decorrer do século XX: transformam os cristãos em categorias de segunda classe, tiram seus direitos elementares de consciência na participação política e os isolam num ostracismo, a ponto de invalidar todos os seus conceitos e neutralizá-los.

Porém, o que fazer? Primeiramente, os cristãos de todos os credos devem se unir para uma causa: a promoção dos valores comuns da Cristandade na sociedade, na política, no direito e na cultura. Devem atacar em todos os aspectos da legislação, do direito e da educação, a secularização ateísta da sociedade. Não basta ficarem acuados, na defensiva. Devem contra-atacar, legitimar na Constituição, no direito, no judiciário, nas escolas e nas universidades, os valores do cristianismo. Devem combater o ativismo judicial disciplinando-o através da estrita legalidade sã. Ou na melhor das hipóteses, denunciar esse ativismo, que é visivelmente antidemocrático e totalitário, já que sujeita as decisões judiciais aos anseios ideológicos de um partido ou de um grupo político.

Alguém objetará, alegando que isso seria o caminho para um Estado totalitário religioso. Isso é abertamente falso. Qualquer cristão de boa consciência não estará pregando a imposição forçada da religião na comunidade. Pelo contrário, a liberdade religiosa e a liberdade de consciência devem ser preservadas. No entanto, ninguém até então chamava de "totalitário" o fato de que a nossa estrutura familiar sempre ter sido monogâmica e heterossexual, inspirada no cristianismo. O mesmo se aplica ao direito à vida ou à propriedade, que tem nos princípios cristãos, um enorme débito. Defender os valores essenciais da vida, da família, dos direitos naturais, na tradição cristã, é a salvaguarda contra o Estado totalitário que ascende, já que não reconhece nenhum outro princípio ou poder, senão ele próprio.

A regra atual é combater as ilegalidades "supremas". É uma luta, não somente de todos os cristãos, mas do povo brasileiro contra a arbitrariedade judicial. A bancada evangélica e católica do Congresso Nacional, junto com demais deputados que defendem a instituição da família, devem unir esforços para tornar ilegal e inconstitucional o parecer do STF a respeito da "união estável" entre os homossexuais. A farsa do movimento gay e suas fraquezas estão mais do que expostas. Deve-se buscar todos os meios necessários para impor limites aos abusos do Supremo e os métodos sujos da revolução cultural marxista. Se as instituições brasileiras podem se autonomear "democráticas", nenhum poder político desta república deve estar acima da Constituição e das leis. A sorte foi lançada. Os cristãos devem pegar as armas da apologética e da retórica e combater o processo do Leviatã que ameaça engoli-los. O campo de batalha é o direito, é a lei, é o Congresso, é a universidade, é a escola, é a igreja. Basta despertar...

sábado, 28 de maio de 2011

Entre erros e acertos (Rô Moreira)

Rô Moreira


Por Rô Moreira

[O Presidente Lula governou o país através de medidas provisórias, distribuindo cargos e indicando ministros no STF para impor a ditadura Lulista na base do dando é que se recebe. Hoje podemos ver alguns ativistas gays dizerem que o Lula disse isso ou aquilo, como se a palavra dele fosse à última].

Essa semana está ocorrendo em Brasília o 8º congresso LGBT, onde vários parlamentares que foram eleitos com votos dos cristãos, católicos e evangélicos, estão ativamente envolvidos na causa deles para forçar a aprovação da PL122, inclusive a comissão de educação está analisando a possibilidade de introduzir um material totalmente tendencioso, para ser instrumento de educação pelos dez próximos anos e um abaixo assinado foi entregue a senadora Marta Suplicy com mais de cem mil assinaturas contra a homofobia.

A questão é bem mais grave do que se imagina, ou se queira acreditar. Ninguém em sua sanidade normal pretende penalizar as pessoas por terem uma outra opção sexual diferente dos demais. Acreditamos que todos são iguais perante a nação e as suas leis, até porque, todos pagamos impostos, mas a intenção dos que defendem a aprovação da medida não é só a conquista de um direito, é criar uma casta superior onde toda a sociedade tem que se curvar a ela. Não podemos admitir privilégios a nenhuma categoria em detrimento das demais.

Alguns políticos insistem em dizer que o estado é laico, mas esses mesmos políticos esquecem de dizer que a sociedade brasileira é constituída de cidadãos com princípios cristãos e quanto a PL122, ela é uma afronta sociedade desde a sua origem e o material didático proposto é um incentivo à pedofilia e ao homossexualismo e, é isso que está se discutindo. Dois homens não formam um casal nem aqui e nem na China, no máximo uma dupla e quanto à família, ela se constitui de homem, mulher e filho e, em relação à adoção a coisa é mais grave ainda. Muitos dizem que não serão afetados, mas toda a sociedade vai sofrer as consequências caso isso venha ser aprovado. Isto é fato.
 
Na blogosfera cristã está ocorrendo um fenômeno que podemos chamá-lo de “Crise Moral”. Enquanto no congresso os ativistas chamam senadores e deputados contrários a PL122 de conservadores, na igreja os pastores contrários a esses absurdos são chamados de religiosos, falsos moralistas e que estão promovendo “caça as bruxas” e agora também querem dominar as mentes de gente que pensa.
 
É patético ver como as pessoas que dizem pensar e afirmam ter o caráter de Cristo postam os seus textos contrariando a palavra da verdade. E o pior, é que para afirmarem os seus absurdos se apressam em apontarem os que defendem a igreja e partem em defesa de homens e mulheres ímpios, irreconciliáveis e que não querem nada com a nossa fé.

A bíblia nos alerta em relação ao homem de Deus que erra ao praticar heresias e pecados. “Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afetos naturais, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” [2ª Tm 3. 2-5].
 
Hoje tem sido muito comum em nosso meio ver grandes pastores pregando em beneficio próprio como o Silas que muitos dizem que seu interesse é outro, sei e entendo tudo isso, mas neste momento isso é irrelevante diante do que vem pela frente ou seja, a PL122. Tomo a liberdade de citar alguns que pregam em seu beneficio: o Silas Malafaia, o Edir Macedo, R. R. Soares, Waldemiro, René Terra Nova e os pastores que os acompanham, além de vários outros que em menores proporções pregam com a intenção de um dia alcançar os status que estes alcançaram.
 
O que eu quero dizer com isso? Mesmo contrária a esses homens, não tenho o poder de tirá-los do cenário "gospel," só me resta de público contestá-los e denunciá-los, quando agirem de forma a ferir a verdade de Deus [palavra] e a igreja [nós].
 
Em especial ao pastor Silas Malafaia, mesmo com todos os seus erros, ele se tornou principal porta voz em defesa da igreja e da família na sociedade na questão “homofobia” e quando ele vai de encontro aos interesses dos ativistas, eu tenho que ter maturidade suficiente para entender e aprender a separar as coisas, pois neste momento ele está defendendo a liberdade da igreja que é a nossa causa maior, ou não fazemos parte desse Reino? Lembre-se que a igreja ainda não subiu e quem vai sofrer as consequências futuras de uma timidez momentânea seremos nós.
 
O cristão tem que aprender a separar as coisas. Quando um líder espiritual age de maneira contrária à palavra de Deus, ele deve ser repudiado severamente, doa a quem doer. Isso é muito natural em nosso meio, o cristão tende a ser altamente rigoroso quando um pastor tem atitudes tidas como herege. Agora, quando o ímpio age de forma contrária aos interesses da igreja, mesmo sabendo que no futuro essas ações irão perturbar a própria, somos complacentes. Alguns inclusive dizem que Deus não precisa que venhamos a defendê-lo, isso é uma grande contradição não acham?? Repito. A igreja ainda esta na terra.
 
Como disse o senador Magno Malta, é nefasto dizer que os Evangélicos são contra os homossexuais, isso não existe. Existe sim, uma reação para tentar impedir que um projeto de lei muito perigoso seja aprovado causando futuros danos irreversíveis a sociedade brasileira e nisto eu incluo a família e a igreja.
Então meus amados irmãos lutem contra esta causa PL122, independente de quem está encabeçando esta causa em nosso favor, não olhe para o Silas, mas olhe somente para o propósito, vamos ser rigorosos com todos que tentam perturbar a igreja do Senhor [nós], independente de serem ímpios ou cristãos. Paz.

FONTE

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Empurrados para o armário (Norma Braga)

Norma Braga

Se o PLC 122 realmente for aprovado, todas as pessoas que, por motivos diversos, não consideram a homossexualidade algo saudável e natural serão empurradas para o armário: não só religiosos mas também psicólogos, psiquiatras, cientistas, sociólogos etc. terão de tapar a boca em público quando o assunto for a prática homossexual. Um singelo “a homossexualidade é uma forma de sexualidade infantilizada” (como já ouvi) será tratado como se fosse o porrete da Ku Klux Klan.

Você ainda duvida? Pois é o que dizem os próprios militantes gays, em notícia do site Mix Brasil da Uol. Leia com cuidado:
   A senadora Marta Suplicy, do PT, atual relatora do PLC 122 _a lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil_ fez uma alteração substancial no texto que tramita no Senado Federal. Na prática, a alteração permite que pregações em templos e igrejas condenem a homossexualidade. É a forma encontrada pela Senadora e seus assessores para que o texto do PLC 122 passe pela barricada formada pelos parlamentares evangélicos.
   Agora o projeto deixa claro que a lei não se aplicará a templos religiosos, pregações ou quaisquer outros itens ligados a [sic] fé, desde que não incitem a [sic] violência. O novo parágrafo diz: “O disposto no capítulo deste artigo não se aplica à manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença de que trata o inciso 6° do artigo 5° (da Constituição)”.
   A liberdade de pregação e culto contra a homossexualidade, preservada pelo novo texto, não inclui as mídias eletrônicas. Isso é: continua vetado [sic], sob pena de multa, textos, vídeos e falas que condenem a homossexualidade publicados em sites ou transmitidos pela TV.
O conteúdo da notícia é um completo absurdo. Em primeiro lugar, dá a entender que antes o projeto realmente não protegia a expressão dentro das igrejas. Isso é INCONSTITUCIONAL, pois a liberdade de consciência e de crença está assegurada pela Constituição brasileira. Em segundo lugar, depois dessa concessão magnânima (que já estava na Constituição), impede que essa liberdade seja exercida fora do armário, ou seja, em público, tanto na mídia quanto nas ruas (pois haverá sempre o risco de denúncia por parte de um militante de plantão). Isso também é INCONSTITUCIONAL. Em vez de simplesmente proteger a pessoa homossexual, o projeto força todo mundo, de uma canetada só, a dar um OK para o comportamento homossexual até das formas mais impessoais possíveis, prevendo sanção (prisão e multa!) a “qualquer ação (...) contrangedora (...) ou vexatória de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” (art. 20) contra a orientação sexual. (Definam “constrangedora” e “vexatória”, por favor!) Isso é ambição demais: mandar nas consciências!
Eu compreendo que os homossexuais queiram que todo mundo ache o comportamento homossexual algo bom, normal, bonito até. Compreendo mesmo. Se eu fosse gay, também ia querer isso, óbvio. Mas entre querer e obrigar há uma diferença. Não é? Vou explicar. Eu também queria que o cristianismo – a crença em Deus, a fé em Jesus como Filho de Deus e Salvador, o processo de santificação, a Bíblia como Palavra de Deus, tudo isso - fosse considerado bom, normal e bonito. Que maravilha seria este mundo: todos convertidos, todos cristãos! MAS E SE HOUVESSE UMA LEI QUE PROIBISSE A MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA CONDENAÇÃO DO CRISTIANISMO? A CONDENAÇÃO DA “CRISTOFOBIA”? Professores universitários, jornalistas, escritores, médicos, advogados, todo mundo impedido de contestar a religião cristã ou emitir opiniões anticristãs; livros de Nietzsche proibidos nas livrarias; filmes enaltecendo outras cosmovisões banidos da televisão; jornais e revistas multados ou fechados porque ousaram falar mal de um padre ou de um pastor; ateus proscritos do debate filosófico… já pensaram nisso? (Como cristã, eu não ia querer nada disso, e vocês?) Agora, coloquem “homossexualidade” no lugar de “cristianismo” e percebam o que vai acontecer.

ESSE PROJETO É UMA LOUCURA E INSTITUI A DITADURA GAY NO BRASIL. Os gays serão os intocáveis do país!

Militantes gays, parlamentares, Marta Suplicy e demais apoiadores do PLC 122: coloquem-se por um segundo no lugar das pessoas que vocês empurrarão para o armário com essa lei! Um segundo apenas!

Não custa repetir: considerar a conduta homossexual uma “heterossexualidade que não deu certo” (sorry, folks, na vida a unanimidade não é uma garantia) NÃO EQUIVALE a desprezar, odiar, maltratar e rejeitar gays. (Assim como desprezar o cristianismo não significa desprezar cristãos! Acordem!) Qualquer pessoa com um mínimo de humanidade no coração pode acolher com carinho os homossexuais em seu círculo de convivência ao mesmo tempo em que não concorda com seu estilo de vida, com sua filosofia. Eu mesma faço isso: os gays não me incomodam por serem gays. Pessoas são pessoas e nós gostamos delas também apesar do que creem e fazem. Os gays são gente antes de serem gays, e vocês, apoiadores do projeto, estão invertendo isto!

A pergunta que não quer calar: poderá um grupo intocável ficar livre da ira dos demais grupos que não são intocáveis? ESSA LEI VAI AUMENTAR TERRIVELMENTE A VIOLÊNCIA CONTRA OS HOMOSSEXUAIS. Serão criadas situações de injustiça que muitos vão querer corrigir na base da pancada. Esse projeto vai piorar a situação que vocês querem combater. A lei não serve para ninguém, pois contraria tudo o que uma lei deve ser: justa e fiel ao delicado equilíbrio de forças na sociedade, para que ninguém seja favorecido além da conta, oprimindo os demais.
No post anterior eu disse que aquelas seriam minhas últimas palavras sobre o PLC 122. Não consegui. Vou falar até o último minuto antes da aprovação dessa lei que não é lei, mas uma excrescência.
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Antes que venham argumentar “mas a lei da homofobia é como a lei do racismo”, informo que “estar negro” é bobagem, “estar homossexual” é perfeitamente argumentável (que o digam Michael Glatze e Bob Davies). A construção identitária do homossexual é isso mesmo, uma construção. Não há nada constitutivo na homossexualidade, nada que obrigue as pessoas a escolherem parceiros do mesmo sexo. Inclusive há até mesmo os que defendem que todos nós somos, no fundo, bissexuais, assim como há quem defenda que o sexo biológico é o único que existe. Raça e ato sexual não são categorias equiparáveis! Donde se depreende que o projeto proíbe a mais leve crítica de um COMPORTAMENTO e isso é inaceitável, digno de regimes totalitários.

Fonte

O espectador na platéia - Cantares para ela mesma (VII)


Para L.R.


Ver-te viver quase inadvertidamente,
causando a vera inveja nessas gentes,
porque sejas bela e nem te apercebes
do monstro de olhos verdes no teatro

que verbera, verbum ad verbum, o nó
do ciúme ou da inveja, seja o que seja,
mas incomodado e arredio e agressivo
por ver que a Vida versa a ti em poesia.

Neste espetáculo privado, o público vê
a mímese da verdade do amor verídico,
que canto veraz em sentimento idílico,
mas, na audição, Iago trama teu revés: 

A efígie aos teus pés é esse monstro, que
zomba do próprio alimento de que vive...
Por isso, amor, ouça essa minha sentença:
à espreita, na platéia, a invídia nos assiste!

F. R.

Leia também nosso texto no Blog da Rô, clique em cima do título:
A FACE OCULTA DO MAL (UMA EXPERIÊNCIA DE LIBERTAÇÃO)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A história dentro da história (Pastor Samuel Costa)



A gente vive de um lado pro outro, correndo daqui e dali e nem percebe a história que Deus está construindo em nós (e por meio de nós) com os nossos acertos e tropeços. É uma história desconhecida, quase invisível, geralmente despercebida aos nossos olhos, mas que está sendo escrita pela boa mão do Senhor.

Na verdade, é uma história dentro da história.

Olho à minha volta e parece que nada está acontecendo, a não ser aquilo que pode ser relatado por mim... mas Deus vai tecendo a sua trama no que parece não ter qualquer importância. E assim, Ele vai transformando meros figurantes em personagens importantes.

Mesmo quando não percebo, o Senhor faz com que detalhes da minha vida mudem pessoas, alterem destinos, e eu mesmo vou sendo transformado por meio da vida de meus irmãos e amigos.

Não tem sido assim com todos nós? Não foi assim com os personagens bíblicos?

Na vida do apóstolo Paulo houve um artesão que construiu um grande cesto, pensando estar fazendo apenas mais um cesto (agora dos grandes). Na verdade aquele artesão estava entrando na história de Paulo sem que percebesse. Não fosse aquele cesto, e o apóstolo poderia ter morrido numa noite em Damasco, mudando todo o curso do cristianismo. O artesão, que sequer sabemos o seu nome, fazia parte da história do Senhor.

Noutra ocasião, trinta homens foram convocados pelo rei para tirarem o profeta Jeremias de uma cisterna profunda onde havia sido lançado e condenado à morte. (Jeremias 38). Os trinta homens pensavam estar apenas tirando da cisterna mais um pobre coitado, quando na verdade estavam acertando o curso da história pelas mãos de Deus.

Se logo no primeiro século eu tivesse tido a chance de perguntar ao apóstolo Paulo qual era a obra mais importante de sua vida, provavelmente ele me diria que sua obra mais importante era a plantação de suas igrejas. Por elas ele estava sendo perseguido, preso, caluniado. Por elas ele havia viajado milhares de quilômetros. Por elas ele havia gasto toda a sua vida. Contudo, nada mais resta daquelas igrejas locais. A obra principal de Paulo, sem que ele percebesse, eram as cartas que ele escrevia àquelas igrejas, e não as igrejas em si. Deus preservou as suas cartas e as transformou em parte do que hoje é a Bíblia. Nem Paulo tinha consciência da preciosidade de suas cartas.

Quando penso que a mão de Deus está conduzindo a minha história, mesmo nas lutas, nas tristezas, nas dores e decepções, então descanso. Descanso porque sei que em algum momento da minha história entrará um artesão anônimo para me salvar em seu cesto. Sim, senhor. Em algum momento da minha história também serei surpreendido por alguns homens me puxando da cisterna em que eu estiver jogado.

Sei, contudo, que só compreenderei perfeitamente o que se passa à minha volta, quando lá no céu eu estiver diante de Deus. Mas enquanto isso não acontece, digo como Davi: “O que a mim me concerne o Senhor levará a bom termo” (Salmo 138:8).

terça-feira, 24 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A cisterna de Deus (Pr. Itamar S. Bezerra)

Lá vai o tal sonhador”. Assim exclamavam os irmãos de José; não em tom de admiração, mas em um gemer de amargura, num remoer de inveja. 
José desfilava com uma bela túnica de mangas talares, carinhosamente confeccionada pelo seu pai, um modelito exclusivo, por ser o filho da sua velhice. Certo dia, em sonho, Deus mostra a José que o seu pai, sua mãe e seus irmãos haveriam de se curvar perante ele. 
Logo a inveja dos seus irmãos transformou-se em ódio. Planejaram como lhe tirar a vida, e decidiram lançá-lo numa cisterna sem água até que morresse. Depois disseram uns aos outros: “Vamos ver em que vai dar os tais sonhos”.
Humanamente falando, os planos e sonhos de José se encerravam naquela cisterna. No entanto, Deus era com José e levantou do meio dos invejosos, um homem como instrumento de libertação. Esse homem deu a idéia de vendê-lo a uma caravana de beduínos que passava rumo ao Egito. Ali Deus realiza os sonhos de José, que de escravo torna-se o homem mais importante de todo o Egito.

Lições:
1. Para sonhadores nunca faltarão a perseguição, a crítica, a malícia, a inveja, a desaprovação, o desencorajamento aconteceu dentro de casa, entre irmãos, os de perto. Quando alguém tem uma brilhante idéia, um maravilhoso projeto, não falta quem lhe diga: “Não vai dar certo; é fogo de palha; você não vai dar conta; entregue pra alguém mais capacitado; desista”. 
Geralmente essas coisas ferem e trazem desânimo,pelo fato de vir de alguém que está junto de nós, que nos conhece ou que consideramos. Se fosse alguém distante não teria tanto efeito assim. Na verdade nunca faltarão cisternas (situações), nem aqueles que desejam nos ver nelas.
2. Cisternas podem fazer parte do plano de Deus. Quando os irmãos de José o lançaram na cisterna, Deus não estava viajando ou dormindo, impedindo de agir, ou tinha desaprendido.
Assim como mais tarde, já no Egito, José foi detido por mais de dois anos injustamente, Deus tinha um plano específico. Precisamos entender que se Deus não muda a circunstância, é porque quer nos mudar através da circunstância. Nunca faltarão cisternas para nos testar, nos lapidar e nos aperfeiçoar.
Deus pode suscitar alguém ou uma situação para mudar a nossa sorte. Às vezes o livramento vem através de quem, quando e da forma que menos esperamos. Deus pode abrir porta onde não há porta. No caso de José, surgiu uma caravana, aparentemente ao acaso, “coincidentemente” como saída para uma situação insolúvel. Ali estava a caravana de Deus, o livramento.
Portanto, se você está momentaneamente numa cisterna, creia que Deus tem um plano, e que a sua caravana já está a caminho. Nunca desista dos sonhos.
 
Autor: Pr. Itamar S. Bezerra

domingo, 22 de maio de 2011

Filhos de ateus buscam a fé fora de casa

Por IG 09/05/2011 21h41


Larissa Queiroz recebe uma carta de uma instituição filantrópica e, dentro do envelope, descobre um terço de plástico de brinde. A filha Beatriz, de sete anos, adora a novidade e coloca no pescoço na mesma hora. “Expliquei que aquilo não era um colar, disse do que se tratava e me parece que ela ficou ainda mais interessada”, conta a mãe recifense que vive em São Paulo. Desde então, a pequena pede para rezar toda noite. Outro dia, convenceu o pai a levá-la a uma missa pela primeira vez.

As novas gerações de céticos, agnósticos e ateus não casam na igreja, não batizam seus filhos, nem têm religião ou falam de fé. Eles simplesmente desconsideram a existência de Deus. “Esse assunto jamais foi tocado aqui casa, inclusive escolhemos a escola com base nisso. Descartamos todas aquelas com qualquer enfoque religioso”, completa Larissa.

Mas isso não impede que, em alguns casos, seus filhos sintam a necessidade e até cobrem uma discussão sobre fé e religião. De acordo com Eduardo Rodrigues da Cruz, professor do Programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC de São Paulo, os psicólogos cognitivos tem estudado o assunto com crianças de várias faixas etárias. “Suas conclusões: todos somos naturalmente teístas, e, à medida que crescemos, vamos diversificando nossas posturas”, afirma o doutor em teologia, que também é mestre em física. Ou seja, para ele, a fé é uma postura “natural”, que é racionalizada conforme amadurecemos


Crente por natureza
O polêmico cientista britânico Richard Dawkins também defende essa ideia. Conhecido como ‘devoto de Darwin’, em seu bestseller “Deus, um delírio”, o autor sugere que todas as crianças são dualistas (aceitam que corpo e alma sejam duas coisas distintas) e teleológicas (demandam designição de um propósito para tudo) por natureza. Assim, o darwinista dá conta de explicar o que poderíamos chamar de hereditariedade religiosa na qual, inevitavelmente, acabamos por seguir a opção de fé de nossos pais. Só que nem sempre é assim.

Em uma noite de mais de uma hora de apagão, escuro total e absoluto, Beatriz, a filha de Larissa, teve uma ideia: "vamos rezar para a luz voltar”. “Eu lógico, relutante, tentei explicar que não adiantaria, mas ela insistiu, insistiu e rezamos. Um minuto depois, a luz voltou”, descreve. Em seu blog, Larissa desabafa: “será que temos como evitar isso? Estou achando que não”.

Marina de Oliveira Pais, carioca, é filha de pai ateu. Sua mãe, assim como muitos brasileiros, foi batizada, mas não pratica nenhuma religião. “Minha mãe não sabe dizer de que doutrina é, por isso também nunca soube muito bem no que acreditar. Eu tinha fé na ‘força do pensamento’, que se pensássemos positivo atrairíamos coisas positivas e se pensássemos negativo atrairíamos coisas negativas”, diz a jovem de 22 anos.

Quando decidiu morar sozinha pela primeira vez, Marina conheceu Bernardo Nogueira, de 20 anos. Apaixonada, ela conseguiu resistir aos convites da família do namorado para ir a uma igreja evangélica só por alguns meses. Mas relata que, já na primeira vez que assistiu ao culto, teve certeza de que estava no lugar certo. “Fiquei maravilhada”, descreve.

Ela então mudou drasticamente seu estilo de vida. “Cortei a bebida, as baladas e os palavrões. Hoje meus pais respeitam minha situação de convertida justamente por essas minhas mudanças comportamentais”, afirma.

Sentir-se acolhida em uma doutrina que se baseia na Bíblia é justamente o que importa hoje para Jaqueline Slongo, de 23 anos. Depois de um tempo separados, ela voltou a viver na cidade natal de Curitiba com o pai ateu. Ironicamente, por conta de uma bolsa de estudos, a então adolescente foi estudar em um colégio católico. O retorno à cidade grande, onde as desigualdades sociais são mais gritantes, o descobrimento da Bíblia e a fase de mudanças, levantaram muitos questionamentos. “Comecei a me questionar sobre a existência de Deus, fazia perguntas para as freiras do colégio, mas as respostas não me saciavam", lembra.

Black out

Jaqueline começou a achar que havia alguma coisa errada entre o que lia e o que pregavam suas 'instrutoras espirituais'. "Elas me mandavam rezar, mas eu não curtia”, confessa. Seu pai viajava muito e, como não acreditava em Deus, a filha preferia não falar sobre o assunto com ele. O processo foi sofrido, e aconteceu em meio às transformações da adolescência, à ausência dos pais, e à angústia causada por sintomas de depressão. “Eu era muito agressiva, rebelde, intolerante. Não tinha amigos e sempre me isolava”, conta.

Ela então buscou alívio e conforto na religião. Hoje, a estudante se considera protestante, mas passou por diversas comunidades cristãs diferentes. Diz que não se importa com rótulos, mas sente que é preciso estar em grupo. “Acho importante a vivência em comunidade, pois é no relacionamento com outros que seu caráter se constrói”, afirma.

Com o pai, ficou cinco anos sem poder comentar nada sobre sua fé. Até que, há três meses, consciente da mudança espiritual da filha, ele lhe pediu que comentasse, ‘de forma sucinta’, no que exatamente ela acreditava. A partir de então, ela diz, ele tem pedido que também reze por ele.

LEIA TAMBÉM O NOSSO TEXTO NO BLOG DA RÔ, CLIQUE EM CIMA DO TÍTULO A SEGUIR: "A PAIXÃO DE CRISTO: UMA VISÃO GAY (OU "COMO A MILITÂNCIA GAY ESTÁ RE-ESCREVENDO A HISTÓRIA E CRIANDO UMA NOVA TEOLOGIA)"

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Sonata de Outono" de Ingmar Bergman

Ingrid Bergman (Charlotte) e Liv Ullman (Eva)

Há umas duas semanas, postei no Blog da Rô (Mulheres Sábias) o texto “Mulher, por que choras?”. Ali, lembrei-me de Ingmar Bergman, um diretor que, na minha opinião, conseguiu arrancar de suas atrizes os infernos mais profundos da natureza caída do universo feminino. Lembrar Bergman fez-me recordar da cena de um outro filme dele, que gostaria de compartilhar com vocês.

O filme é “Sonata de Outono”. A cena começa com Eva tocando Chopin para sua mãe, contudo, observe o olhar da mãe para sua filha, um misto de piedade e desaprovação pela interpretação quase infantil dela; perceba, depois, o rosto de Eva, olhando para sua mãe e descubra, então, o porquê que compreendo Bergman como um diretor que devassa a alma feminina e expõe suas mais danosas verdades. Liv Ullman é atriz que interpreta a filha e Ingrid Bergman interpreta sua mãe, Charlotte, que abandonara a maternidade para dedicar-se exclusivamente à carrreira de pianista (na vida real, a atriz enfrentava um câncer, que findou por levá-la à morte três anos depois do lançamento desse filme). "Sonata de Outono" é a luta pela reconciliação entre essa mãe egoísta e vaidosa e suas duas filhas negligenciadas. Um filme denso e, à maneira de Bergman, um filme pró-família, cuja mensagem final é que a unidade familiar deve ser buscada apesar de todos os pecados individuais de seus membros. Mas a busca jamais será fácil e, muito menos, simples e nem é certo que seja vitoriosa, parece nos advertir o diretor Bergman.

Amo música, por isso encanto-me especialmente com essa cena. Além de ser um guia de audição, é também a beleza no cinema de Bergman: arte destilada em seu melhor momento.

Abraços sempre muito afetuosos.




 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Jesus em casamento gay em Caná... Isso é possível? (Blog Agenda Gay)

Isso é ofensivo para você? Você ainda não viu nada do que vem por aí...
Espero que você compreenda que a militância gay não é apenas uma defesa de direitos por causa de um gosto pessoal. A militância gay é uma nova interpretação do mundo, uma interpretação política, filosófica e teológica.
 
Todos os cristãos, e a maioria dos ocidentais, estão familiarizados com a história do milagre de Caná, onde a água foi transformada em vinho. Raramente, porém, há qualquer discussão de quem é que ia se casar. Você já considerou a possibilidade de que ele pode ter sido, você sabe, um casamento gay? Um teologo católico defende que foi, na introdução de seu livro, "Queer Theology".
 
Loughlin reflete sobre a história da Festa de Casamento em Caná (João 2: 1-11), que geralmente pensamos em termos do famoso milagre. Ele faz a pergunta, "Quem é que foi casado?".


Ele começa com um tema familiar a partir da teologia bíblica, que simbolicamente apresenta o casamento de Cristo com seus discípulos, e, mais amplamente, todos os cristãos. Os discípulos eram em sua maioria do sexo masculino, e "a igreja" certamente inclui os homens, assim, a nível simbólico este é (também) um casamento gay. Mas é no nível mais literal que se torna realmente fascinante. Aparentemente, houve uma antiga tradição na Igreja primitiva, até a Reforma, que o casamento era o casamento do próprio Cristo - João, o "discípulo amado". (Lembre-se que na famosa Última Ceia, João colocou a cabeça no peito de Jesus. Ou até mesmo em seu colo. Vários estudiosos aceitam que houve uma relação íntima entre os dois homens, nomeadamente Theodore Jennings).


Loughlin descreve como essa idéia foi articulada no apócrifo Atos de João, no qual é dito que João quebrou seu noivado para "ligar-se" a Jesus. Esta foi, aparentemente, uma vertente comum em alguns no pensamento alemão medieval, mesmo até a Reforma, e é visualmente ilustrado em obras de arte que sobreviveram. Em um "Libellus de João Evangelista", uma pintura da festa de casamento, é dito da característica de um Cristo barbudo sentado ao lado de um imberbe, João andrógino - a quem, diz Loughlin, ele parece prestes a beijar. No "Admont Codex", ilustrado manuscrito de Santo Anselmo, "Orações e Meditações", uma ilustração em duas partes mostra a história de João. Em um deles, João é visto deixando sua esposa. Depois, ele está deitado no chão com a cabeça no peito de Jesus, enquanto o próprio Jesus está ternamente acariciando o queixo de João.


É esta tradição "verdade"? Nós não podemos saber. Na Escritura, por causa das névoas produzidos pela língua estranha, por uma tradição literária diferente, e por causa do remoto contexto histórico/cultural, é impossível de se aproximar da "verdade" por detrás do texto literal. Não importa. Mesmo sem aceitar essa idéia literalmente, isso é o suficiente para eu saber que ela era outrora amplamente aceita na tradição mística e para incorporá-la à minha resposta.


É quando Loughlin vai além do "significado" do texto, isto é, para as suas ironias múltiplas que a diversão começa. Neste caso, encontrei-me literalmente rindo com a Escritura. Pois, se é verdade que a consagração do vinho eucarístico em sangue de Cristo é prefigurada na transformação em Cana da água em vinho, então podemos ver que em cada Missa estamos comemorando o próprio casamento de Cristo com os Seus (masculino) discípulos. Cada Missa pode ser vista como um casamento místico gay. Essa missa é celebrada por um padre que se comprometeu com o celibato e jurou a si mesmo não procriar, então é esperado que ele pregue contra o casamento gay para outras pessoas - porque o relacionamento homossexual masculino, sendo incapaz de procriar, é "intrinsecamente desordenado". O sacerdócio, por sua vez, é executado por uma confraria semelhante no Vaticano, que se reproduz através do recrutamento e não de reprodução biológica - e castiga a comunidade homossexual enquanto que, para os seus próprios, a reprodução é social, não biológica.
 

"A ameaça representada por gays e lésbicas à família e à sociedade é muitas vezes proclamada por homens - com o nome "pais" (padres) - que prometeram nunca gerar filhos. O Papa vive em um lar de tais homens - um verdadeiro palácio de "eunucos" por Cristo - que se reproduz por convencer outros a não procriar. Dar-nos a recusa à fecundidade - o estilo de vida celibatária - também não é uma ameaça à família e à sociedade?" - Loughlin, a introdução de "Queer Theology"

Gostou? Ou você pensava que a luta da militância gay era só por direitos iguais? Leia mais. E compreenda a extensão da cosmovisão da agenda gay.

Fonte

O amor excede - Cantares de Salomão (VIII)

Eis que és formosa, ó meu amor, eis que és formosa;
os teus olhos são como os das pombas.
(Ct 1: 15)


O que vimos até aqui segundo a tradição que escolhemos para interpretar o livro? Quem até agora dominou o discurso poético e fez uso das palavras foi ela. A noiva, sem amarras e nem pudores, rasga o véu da separação entre ela e o seu amado e os une poeticamente. Os rompantes do amor dela causam até mesmo reações de inveja nas amigas, que passam a tratá-la sarcasticamente. Mas a noiva supera as intrigas das "forças" destruidoras do amor: fosse a língua alheia, fosse alguma deficiente auto-estima que se pudesse verificar nela mesma. O coro das virgens chega a declarar com ironia invejosa que ela, a noiva, é a mais formosa das mulheres. E agora, neste momento, entram as palavras do noivo, que publica e expressa exatamente a mesma frase do coro, todavia, ele parte na defesa dela e segundo a sinceridade do seu próprio coração: sim, ela é formosa para ele!

O elogio, esta palavra carícia, é a confissão do que é admirável na noiva. É preciso o elogio, o elogio público à mulher amada. Muitos homens são capazes de admirar os enfeites e ornamentos de mulheres alheias, enquanto silenciam diante dos encantos da sua própria mulher. Ainda que haja o desdém e o sarcasmo social que diminui o valor da sua noiva, o noivo assume o papel que lhe é devido: defender sua noiva, sua amada. É necessário que aprendamos a defender a formosura de nossa noiva diante dos padrões estéticos impostos culturalmente. Para tal guerra, necessitamos, principalmente, do uso das palavras. Palavras que enaltecem a amada ao mesmo tempo que demonstram que os nossos corações não se deixam intimidar pelas opiniões alheias. O amor sempre será a luta da razão contra a loucura do mundo!

Muitos dirão que não conseguem expressar o amor, o compromisso, a fidelidade em palavras, mas, veja, até agora, o noivo já demonstrou para nós que ele também não consegue. Entretanto, depois de passados 14 versos e de tantas enaltações a ele por parte dela, ele é envolvido pelos tantos elogios dela. 

Preste atenção: palavras são despertadas por palavras. Aqui, a iniciativa é dela. Ele pode anunciar os presentes que ofereceria a ela e, certamente, isso é uma linguagem do amor entre um homem e uma mulher: presentes. Ele oferece a ela o seu amor da forma que ele sabe traduzir o amor dele para ela, presentes. Presentes, quem não gosta? 

Entretanto, toda mulher que sabe bem o que espera do seu noivo, força-o, eleva-o, segurando-lhe a mão até o ponto em que ela deseja. Uma mulher virtuosa, uma mulher inteligente e sensível, sabe que pode despertar no seu homem o desejo dele em querer ser melhor do que ele é. Parece mesmo existir uma vocação feminina para fazer do homem um ser humano melhor, por isso a influência das mães na formação do caráter dos seus filhos é inegável e não pode ser relegada a terceiros. Eva foi criada para que o homem aprendesse a se relacionar com Deus e com um semelhante a ele: "Não é bom que o homem esteja só", foi a declaração divina. Conviver, relacionar-se com o outro é uma disciplina para o nosso próprio crescimento espiritual. Não é mera coincidência o fato de Deus comparar a Sua relação com seu povo com a figura forte do casamento! Não é de se admirar que Jesus tenha se feito carne, andado entre nós e se entregue à morte para nos reconciliar ao relacionamento com Ele.

Assim, o que uma mulher é capaz de levar seu homem a fazer? Exceder! "Você me faz querer ser melhor" será a declaração de amor dele diante dessa mulher. O amor que nos faz dar um passo de superação. Ele, o noivo, que traduzira seu amor por meio de presentes, supera-se agora por causa dela, dizendo, ou melhor, retribuindo o amor dela com declarações que a enaltecem também. Ele descobre qual a melhor maneira de expressar o seu amor a ela e não apenas se contenta em expressar o amor do modo como ele sabe.

Nada mais triste do que casais que se acomodam diante de si mesmos, que não se superam, usando desculpas como "eu sou assim mesmo", "ela sabia que eu era assim quando casou comigo", etc. O amor de Deus nos leva além. O amor do nosso cônjuge também pode nos despertar para a nossa própria superação. Experimente!

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Que Deus Quer Fazer? (Rev. Obedes Jr.)


O texto bíblico que se encontra em Romanos13.1-2 deixa indagações que no mínimo são complicadas. O texto fala que não existe autoridade que não proceda de Deus e que, aquele que porventura venha a se opor ou resistir a ela, trará condenação sobre si mesmo.

Não é fácil aceitar estas declarações do Senhor quando acompanhamos o corpo de juízes que formam a corte máxima do país, que é o Supremo Tribunal Federal, analisando um processo e decidindo, tendo como base argumentos pessoais à revelia da constituição do país.

Como aprovar a divisão de bens de casais homoafetivos, como se união estável fosse, se não contempla em nossa constituição este tipo de relação matrimonial? Como entender que estas autoridades procedem de Deus, se decidem coisas que confrontam os princípios mais elementares da Bíblia sagrada, como é o caso do princípio heterossexual na família?

O que Deus pretende?
Ver as capas de jornais estampando beijos entre pessoas do mesmo sexo, ver as novelas que apresentam personagens que dramatizam intimidades e relacionamentos nos faz desejar cancelar as assinaturas destes periódicos e decidir a não mais assistir estes programas, porém sabemos que são ímpios e instrumentos do diabo, convocados a formar a opinião do inferno em nosso dia a dia e na mente de todos.

Mas o que dizer destas autoridades que são ministros de Deus?

Duas explicações, a primeira para o ímpio: Deus usa autoridades que aprovam a impiedade, para que os ímpios experimentem do seu próprio veneno e venham a entender quão terríveis são as consequências desta impiedade e perversões.
 
Em segundo lugar, o que dizer da igreja que está neste mundo misturada entre os ímpios? Vivemos um tempo de proliferação de muitas delas, inúmeras denominações e milhares de pastores. Tempos em que as estatísticas do IBGE apontam para um crescimento cada vez maior do povo chamado evangélico. Um povo que não tem feito diferença na sociedade, pois assimilaram os erros dos ímpios apesar de se rotularem de evangélicos.
 
A preocupação é com esta chamada igreja evangélica que não se posiciona como um crente deve se posicionar, com oração, clamor e jejum. Repreendendo, não as ações de Martas e Jeans que são porta vozes do inferno na defesa de princípios anti-bíblicos, mas repreendendo o próprio diabo, inimigo do Senhor, inimigo da igreja e inimigo da família. Família esta que, na criação, foi abençoada por Deus.
 
Acredito que a disciplina não é só para os ímpios deste mundo, mas para a igreja que abandonou a visão missionária, dada por Deus, de ser o sal da terra que tem poder para impedir a proliferação do pecado. Sim esta disciplina é também para a igreja que abandonou a missão em troca de pratos cheios das lentilhas da prosperidade.

Para que tanta igreja se o sal já se tornou insípido?

Ainda é tempo da igreja de Cristo assumir o seu papel missionário, dobrar o joelho e repreender toda a ação do inferno, toda a impiedade e toda a perversão dos homens.

O que Deus deseja é que nossas igrejas tirem as túnicas da prosperidade e se vistam de pano de saco e se cubram de cinzas.

Então eu ouvirei dos céus e sararei a sua terra, diz o Senhor.

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