Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 31 de março de 2011

Porque é imprescindível ler Chesterton

 

HEREGES (resenha do Blog ANATOLI)


Olá, No dia 5/Abril (terça-feira) teremos a palestra virtual de lançamento do livro “Hereges” de G.K. Chesterton, autor que dispensa comentários. A palestra é gratuita e será dada por um dos tradutores do livro, o Prof. Antônio Emílio Angueth de Araújo. A transmissão é ao vivo a partir das 20 horas. Para ver a palestra, você só precisa acessar o nosso site (livraria.seminariodefilosofia.org) no horário determinado. O vídeo será transmitido a partir do próprio website.


ou


Autor: G.K. Chesterton

Tradução: Antônio Emilio Angueth e Marcia Zavier de Brito

Editora: Ecclesiae

Assunto: Filosofia

Edição: 1ª

Ano: 2011

Páginas: 298

Sinopse: Hereges é uma obra em que G.K. Chesterton (1874–1936) esboça a própria filosofia ao identificar os pontos fracos nas filosofias de seus contemporâneos. Um “herege”, explica, é “um homem cuja visão das coisas tem a audácia de diferir da minha”. Sua crítica não se limita à análise de autores específicos. Tem um sentido mais geral. Partindo da análise dos erros de um conjunto heterogêneo de escritores modernos, explica o que considera estar errado com o pensamento do mundo moderno. Publicado em 1905, Hereges abre caminho para Ortodoxia, que surge três anos depois. Ortodoxia apresenta a filosofia de Chesterton no que chama de “conjunto de imagens mentais”. Hereges traz um relato mais analítico das filosofias dos escritores de seu tempo. Isso foi algo provocador. Na biografia de Chesterton, Maisie Ward (1889–1975) comenta sobre a animosidade com que o livro foi recebido. Críticos que tinham boas coisas a dizer sobre os escritos anteriores de Chesterton a respeito de Robert Browning (1812–1889) ou Charles Dickens (1812–1870) ficaram irritados ao perceber que ele voltara a atenção crítica para o que considerava “erros dos autores contemporâneos”.

A idéia central da filosofia chestertoniana está na importância do dogma. Numa era que celebrava o irracionalismo, Chesterton defendeu a razão. Ademais, insistiu que havia uma estreita ligação entre razão e religião. Como observou no capítulo final do livro, as verdades contestadas se transformam em dogmas. Por este ponto de vista, cada pensador é o fundador de um sistema filosófico que pode ser descrito como uma igreja. É por isso que num livro dedicado aos contemporâneos, Chesterton parece demonstrar pouco interesse nos traços pessoais ou nas fraquezas. Para ele, cada escritor era mais bem compreendido pelo exame do que chamava de “visão geral da existência” e, portanto, neste livro, um grupo de pensadores que quase não tinha interesse na religião formal é revelado como inconscientemente religioso.

Desejo que esta primeira tradução de Hereges para a língua portuguesa complemente e aprofunde a compreensão do universo sacramental deste grande autor católico.

Comentários de Ieda Marcondes: Publicado originalmente em junho de 1905, “Hereges” é o primeiro trabalho polêmico importante do jornalista e escritor inglês G.K. Chesterton. Pouco antes disso, ele havia se envolvido numa série de controvérsias com o editor do jornal Clarion, Robert Blatchford ‒ quem, curiosamente, abriu espaço em seu jornal para uma série de respostas do próprio Chesterton. Tais respostas e os seus artigos no jornal Daily News são a matéria-prima principal da visão única de vida que ele apresenta em “Hereges”.

Nascido em 1874, quando a religião e a ética vitoriana já estavam enfraquecidas, Chesterton foi criado em ambiente anglicano, mas, de acordo com o próprio autor, com pouco ou nenhum incentivo à crença ou prática religiosa. Em sua autobiografia, ele define o período de 1892 a 1895 como uma época de pessimismo e desespero, de uma obsessão incontrolável por idéias e imagens horríveis que o levavam a mergulhar cada vez mais fundo em um suicídio espiritual. Depois de certo tempo imerso nas “profundezas obscuras do pessimismo contemporâneo”, ele se revolta e cria, então, a teoria rudimentar de que a mera existência, reduzida aos seus limites primários, é extraordinária o suficiente para ser excitante. Conectado aos restos de um pensamento religioso por uma linha fina de gratidão, ele começa a ler os evangelhos; termos e imagens religiosas começam a aparecer cada vez mais em suas anotações.

Em 1896, Chesterton conhece sua futura esposa, Frances Blogg, quem exerce grande influência religiosa por toda a sua vida ‒ junto de outras figuras como o padre anglicano Conrad Noel e do historiador e escritor Hilaire Belloc. Já em 1904, em uma de suas respostas aos ataques de Robert Blatchford ao cristianismo no jornal Clarion, Chesterton diz, “Nós todos somos agnósticos até descobrirmos que o agnosticismo não vai funcionar”. Assim, com “Hereges”, é possível delinear o começo de um caminho que só chegaria ao seu destino em 1922, quando o autor finalmente se converte ao catolicismo.

No Brasil, pela editora Ecclesiae, é a primeira vez que uma edição em língua portuguesa de “Hereges” está sendo publicada. Apesar de chegar em momento não menos importante, o atraso que vinha desde o século passado é praticamente inexplicável. Uma das obras mais importantes de Chesterton, “Ortodoxia”, não poderia existir sem “Hereges”. Pois “Ortodoxia” foi escrita em resposta às críticas de “Hereges”; a primeira foi dedicada ao pai, a segunda foi dedicada à mãe; são, portanto, obras irmãs que se complementam e que conversam constantemente entre si. “Ortodoxia” apenas delimita e organiza de forma autobiográfica as conclusões que ele teve primeiro com “Hereges”. Ao mostrar o que implica em heresia, Chesterton ilustra o que implica em ortodoxia, e vice-e-versa.

“Hereges” apresenta vinte capítulos, cada um destinado a uma figura ou tendência moderna. Assim, o autor discute Rudyard Kipling, Bernard Shaw [marxista], H.G. Wells [marxista], o Comtismo, o “carpe diem” dos estetas, o Novo Jornalismo, a comunidade científica, entre outros. Para cada caso, ele emprega uma perspectiva teológica, analisando sua heresia e ressaltando a importância da ortodoxia. Dessa forma, Kipling é um herege por ser um cidadão do mundo, por não ter tempo ou paciência de se fixar definitivamente em nenhum lugar, ele representa o cosmopolitismo da sociedade moderna que avança e expande sem saber que a vida acontece quando nos enraizamos, quando nos prendemos em determinada causa ou comunidade; Shaw é um herege por não aceitar os humanos como são, por comparar homens com super-homens, com deuses ou gigantes, quando o segredo do cristianismo, e mesmo do sucesso em vida, está na humildade; Wells é um herege por duvidar do pecado original e da possibilidade da própria filosofia ao dizer que é impossível encontrar idéias seguras e confiáveis, que tudo sempre muda, mas são apenas as aparências que mudam, as idéias permanecem sempre as mesmas.

Ironicamente, a conclusão é a de que a maior heresia não é um conjunto de determinadas afirmações, mas a falta de crença em afirmação alguma. Pois até a blasfêmia depende de um ato de fé. A sociedade moderna, em nome da expansão e do progresso, escolheu não definir nenhum padrão do que é bom, nenhuma direção distinta a seguir, nenhuma convicção específica a adotar, mas progresso só é progresso quando sabemos para onde estamos indo e o que queremos exatamente. Para Chesterton, existe um pensamento que impede o pensamento, e esse é o único a ser combatido. Se pode existir uma evolução mental, ela só pode ter a ver com um aumento de certezas, de mais e mais dogmas, e não mais e mais dúvidas.

No final do livro, fica claro que Chesterton está discutindo o papel da religião em nossas vidas. Mas, em nenhum momento, ele espera provar que suas doutrinas são verdadeiras. Ele sabe que religião é, fundamentalmente, uma questão de fé e não de demonstração; a revelação não pode ser empiricamente comprovada. Apesar de prover algumas explicações sobre a existência humana ao demonstrar casos da experiência em que o materialismo simplesmente não satisfaz, o livro contém os mistérios que vão muito além da capacidade do pensamento humano. Para Chesterton, é a escuridão do mistério cristão que ilumina a todas as coisas. Ele diz que a religião não é uma coisa que pode ser excluída justamente porque ela inclui ao todo. Não é a razão que nos mantém sãos, mas o misticismo. Racionalmente, podemos duvidar de tudo e de todos, podemos acreditar na tese de que estamos todos em um sonho e de que nossa família e nossos amigos nada são além de criações da imaginação. É o misticismo, portanto, que nos permite afirmar a própria existência como um dogma religioso. Para nos tornarmos realmente conscientes e vivos, não podemos nos perder em pessimismo e ceticismo, mas afirmar o papel da religião e do dogma e nossas vidas: “Seremos daqueles que viram e mesmo assim acreditaram.” As obras de Chesterton impressionam por parecerem atuais, ao ponto de nos esquecermos da época em que foram concebidas. Ele aponta os erros em pensamentos e condutas correntes, como o vegetarianismo e a busca vazia de hábitos saudáveis, ou a descrença na monogamia e na instituição da família. Seus comentários são avançados para os dias de hoje no sentido em que vão contra as novidades e zelam por algo mais antigo e verdadeiro; seu conjunto de convicções é mais coerente e faz mais sentido do que o de algumas pessoas ainda muito bem vivas. Enquanto o pensamento moderno já parece desgastado por sua própria ineficácia em questões práticas, é bem provável que as obras de G.K. Chesterton permaneçam atuais e necessárias por muitos e muitos anos ainda.

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Nota: O grifos são do Editor deste blog (ANATOLI).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tantos amantes - (João 4)


Houve um tempo em que eu tinha sede e ia ao poço (quantas vezes!) buscar água, até que houve um dia, o lindo dia em que Jesus me deu da água da vida para beber e é dessa água que eu me embriago até o dia de hoje.

Por isso, gostaria de compartilhar essas duas maravilhosas músicas tão significativas para mim. Eu as conheci, assim que na minha conversão, fui presenteado pelo meu diletíssimo amigo Isaac Costa de Souza com uma fita cassete (meu Deus, eu sou desse tempo!!!). Nesta fita, gravada por ele, havia muitas músicas de grandes compositores da música cristã aos quais ele me introduziu. Contudo, foram estas que eu mais me identifiquei.

Aos amigos, boa música!

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terça-feira, 29 de março de 2011

Língua em Cultura - tendências modernas...

Abstracionismo
Como já disse em outro post, todos os dias recebo a visita de meus alunos estrangeiros aqui em casa. São jovens com seus 15, 16 , 17 anos e que se encontram, por força das circunstâncias, lançados numa Escola estrangeira, que é a brasileira, num curso noturno de ensino público.
Cubismo

Imagine como é heterogênea essa sala de aula frequentada por eles: homens e mulheres bem mais velhos, brasileiros falantes do português e que retornaram depois de seus casamentos desfeitos, depois de seus arrependimentos tardios e de sonhos recuperados. Além dessa miscelânea nacional, meus alunos têm como companheiros de sala outros jovens iguais a eles, também estrangeiros, não falantes de português, mas, imaginem, cujas línguas diferem das línguas desses meus alunos também!

Expressionismo
Contudo, vocês acham que eles se intimidam? Nada disso. Religiosamente, aparecem aqui em casa com suas dúvidas e perturbações. Eles são indígenas, que saíram de sua aldeia para acompanhar seus pais, que vieram por motivos de saúde ou financeiro. E, agora, na cidade, querem frequentar a escola que já vinham frequentando na aldeia. Estão todos na 8ª série. 

Fauvismo
Matemática, decididamente, não é obstáculo nenhum para eles. Dominam a linguagem desta matéria de uma maneira muito melhor do que eu dominava na idade deles. Todavia, a leitura, o mundo que os cerca, a escrita, as figuras de linguagem, a geopolítica, enfim, há tantas coisas diversas e novas para eles! Mas, como disse, eles não se intimidam, ainda que estejam estudando numa escola que não se encontra nem um pouco preparada para receber tamanha diversidade cultural em sua sala de aula. 

Futurismo
Eles chegam aqui e me mostram seus cadernos, fazemos leituras e, com mais tempo que os professores da Escola, paro e vou me desdobrando para explicar algumas coisas que as percebo quase que inexplicáveis. Por exemplo, as tendências modernas que assolaram a Europa na virada do século XIX para o XX. O professor passou, vai cair na prova, é matéria, tem trabalho para entregar.

Bem, por onde começamos? Nada melhor do que um mapa-múndi. É preciso mostrar que lugar é esse chamado Europa e seus povos e culturas tão dessemelhantes. No mapa, aponto para lá e para aqui de onde eles vieram. "Igual a vocês", arrisco explicar aos meus alunos. "As pessoas pensam que os índios são todos um povo só, mas não é verdade, vocês são mais de 200 povos diferentes, que falam mais de 180 línguas diferentes, espalhados por esse Brasil já tão diverso. Com o caraíba (homem branco) é a mesma coisa. Vocês já sabem que caraíba não é tudo igual: somos brasileiros, franceses, americanos, alemães...". Isto, eles sabem bem. Há muitos turistas visitando suas aldeias todos os anos para conhecerem suas festas.

Surrealismo
Mas e as tais tendências modernas? Imagine! Estava ali, esforçando-me na língua deles, catando algumas palavras que pudesse trazer à mente algumas coisas próximas a eles, "tentando preparar aquele omelete sem precisar quebrar a casca". Finalmente, disse que as tendências modernas eram como os povos indígenas, em que cada um tem a sua arte própria. Um povo era especialista em fazer panelas de barro, outro em fazer um famoso colar; outro, ainda, era especialista em esculpir bancos de madeira (lindos!), então, com as tendências modernas da Europa seria melhor se eles percebessem dessa mesma maneira: cada escola, um povo diferente, com expressões artísticas (pintura, escultura, poesia) diferentes umas das outras. Iguais a eles. E assim continuei conversando e mostrando os quadros, as esculturas, as artes e suas diferenças. 

Naquela tarde, redescobri, junto com meus alunos, como somos todos tão diferentes e tão semelhantes. Esta é a diversidade criativa do meu Deus. Este post é tão somente uma declaração de amor à multiforme sabedoria do meu Deus na Sua criação. Amém.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A crise da fêmea - Cantares de Salomão (VI)


Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó meu amor.
Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, 
o teu pescoço com os colares.
Enfeites de ouro te faremos, com incrustações de prata.
(Ct 1; 9-11; Fiel)


Quais significados estão contidos na metáfora desses versos? Poder, beleza, imponência, força! O amado finalmente manifesta-se no livro e nos revela sua admiração, sua estupefação diante da noiva! Oferece a ela versos e presentes. Poesia e jóias. Há muitas maneiras de se agradar, de se valorizar e de expressarmos os nossos sentimentos e desejos por uma mulher. E ela, a noiva, sabe incitar o seu homem à criatividade.

Esta comparação – "às éguas dos carros de Faraó" – era um elogio comum dos noivos às noivas naquela época.  Evidentemente, erótico. Todavia, não vulgar. Quais características femininas são referidas pelas analogias de nossa subcultura? Na era das mulheres-fruta, reduzidas à coisificação estritamente pornográfica, retornamos ao noivo de Cantares, que expressa a grandeza, a fortaleza física e a integridade moral e espiritual da majestosa noiva: a excelência feminina em sua totalidade, alma e corpo.

O que se têm dito das mulheres de nossa geração? O que aprendemos dentro de nossas casas, nas escolas, no trabalho sobre o que dizer da mulher? Mas o mais surpreendente é que há essaszinhas, as chulas, que se submetem ao menosprezo, ao ridículo, às humilhações masculinas (e, pelo que demonstram, parecem mesmo gostar). Nada contra mulher que gosta de apanhar, ser humilhada, rebaixada, cuspida... Parece que, realmente, elas existem e não são apenas criações fantasiosas do mundo pornográfico (machista). Bem, elas são livres para se tornarem escravas daquilo que bem quiserem.  Nada tenho com isso, de fato.

O problema é que a mulher-coisa é uma imagem fixada e estendida para todas representantes do sexo feminino, indiscriminadamente. Esta é a imagem repassada aos meninos, desde cedo. Há quem diga, ainda, que é só atuação, só imagem, ou fantasia... O fato é que há mulheres que se vendem (ou se dão de graça mesmo), prostitutas de plantão à disposição da humilhação. Paradoxalmente, os jovens são introduzidos ao universo feminino por elas, seja num prostíbulo (ao qual muitos pais levam seus filhos, embora, agora, já haja serviços mais cleans em motéis ou dentro de casa mesmo), seja também por filmes, revistas e o que a mídia nos oferece. Portanto, é uma cultura que molda, apresenta e define para nós, homens, o que são as mulheres, a que elas se submetem, do que elas gostam e o que podemos e devemos exigir delas. O que esperar do imaginário masculino se, desde a tenra juventude, é a isso tudo que somos doutrinados?

A crise é feminina, não é masculina. Nunca foi. A imagem primordial da mulher é a imagem da mãe – mentora que deveria, primeiramente, nos introduzir ao universo feminino. Todavia, as mães saíram de casa. A ausência dessa referência para os filhos é um abismo, um buraco aberto na formação do caráter do homem. Seremos, então, muito cedo, apresentados a outras mulheres. Perdendo, portanto, a fase do convívio e da admiração proporcionada pelo caráter bondoso, meigo, feminino da própria mãe. 

A crise, sinto muito dizer, nunca foi do macho. A crise é das mulheres que se despiram da maternidade e da responsabilidade de criarem homens de caráter,  filhos homens que respeitassem o sexo oposto, admirassem o universo feminino e que possuíssem o zelo devido às mulheres que lhe serão confiadas amanhã.

Creio que nunca a nossa cultura ocidental foi tão impregnada  por imagens de domínio sexual e abuso machista como o é agora e na qual a mulher se submete e se definha na sua sexualidade, beleza e natureza. É impossível não imaginar que houve uma armadilha cultural - uma arquitetura epistemológica - preparada pelos homens para que elas caíssem e, julgando-se livres, elas fossem, na verdade, tão oprimidas e dominadas como estão agora. Uma espécie de plano macabro planetário, que as subjugou, dando a elas a liberdade de se tornarem uma coisa, um objeto, uma fruta, um fetiche, um pedaço de carne, enfim, mas por livre e espontânea vontade delas.

sábado, 26 de março de 2011

Silas Malafaia e a Pl 122 - por um posicionamento político da Igreja Cristã diante das mentiras da militância gay


Assita ao vídeo e conheça a verdade sobre o que realmente o Pastor Silas disse no Congresso nacional:

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Como você pode assistir, em nenhum momento se nega o direito do indivíduo ser homossexual. Não permita mais que a mídia divulgue esta mentira contra a família cristã: o CRISTIANISMO, SEJA NA SUA VERTENTE EVANGÉLICA, SEJA NA SUA VERTENTE CATÓLICA, NÃO É HOMOFÓBICO!!!

Este blog vem se posicionar claramente contra a PL 122. 

Nós, cristãos, não temos nada contra a pessoa ser GAY! Ser gay, ser adúltero, ladrão, ser mentiroso, manipulador, desobediente, etc, são atitudes, posturas, que cada um deverá um dia prestar contas diante de Deus, seja essa pessoa quem for.

Agora, o que a igreja deve estar em alerta é quanto à militância gay. Esta que insiste em fazer de um gosto pessoal (homem com homem/mulher com mulher) uma disciplina a ser ensinada na escola para todas as nossas crianças. Somos contra a militância gay que é antidemocrática, heterofóbica e que tem perseguido os cristãos no Brasil, querendo nos levar aos tribunais com mentiras!

O cristão precisa defender o seu direito milenar de dizer o que ele acredita ser revelação do seu Deus, então, somos contra essa demoníaca mordaça gay!

Veja, se você comete adultério, menti ou rouba, qualquer pessoa pode falar sobre isso, pois são práticas sociais, são comportamentos e, como tais, são avaliados e julgados socialmente: ninguém é inatacável! Agora, a militância gay quer mentir, roubar, adulterar e outras coisas mais, sem dar o direito de alguém falar nada sobre essas práticas sociais. Se falar, o acusado poderá alegar que você o está perseguindo porque ele é GAY: você será acusado de homofóbico! Eles estão se colocando, portanto, acima do bem e do mal.

Queremos esclarecer, mais uma vez, que repudiamos as ações de violência contra homossexuais e heterossexuais. Somos todos a favor da LIBERDADE DE CRENÇA! 

Por favor, assista ao vídeo abaixo para compreender a dimensão das lutas que a Igreja tem enfrentado não somente no Brasil, mas, também, no mundo:

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O Pastor Silas Malafaia está sofrendo processo, embora o que ele tenha dito em momento algum surge como inverdades. Para todos os que estão acompanhando o caso e para os que desejam conhecer a verdade, por favor, segue a reportagem abaixo:

Homossexuais marcham em Madri dando vivas ao sexo com animais e exigindo “diversidade afetivo-sexual” nas escolas

Matthew Cullinan Hoffman
MADRI, Espanha, 14 de julho de 2009 (Notícias Pró-Família) — “Gosto de cães, gosto de maçãs, em minha cama durmo com quem quero”, essa foi uma das principais melodias na Parada do Orgulho gay da semana passada em Madri, onde centenas de milhares marcharam pelas ruas para defender os “direitos gays” e a ideologia homossexualista, de acordo com o que relatou a mídia local.
A parada deu destaque a uma ampla variedade de homens vestidos em trajes de couro sadomasoquistas, enquanto outros vestiam biquínis, cobriam o corpo com maquilagem e pintura, e ostentavam chapeis elaborados e coloridos.
Entre outros slogans obscenos demais para relatar, os participantes da marcha denunciaram líderes religiosos, entoando: “Padre, imam ou rabino, não bloqueie meu caminho”.
O tema da marcha deste ano foi “Educação Sem Armários”. A meta desse tema é promover a “diversidade afetivo-sexual” nas escolas do país, um conceito que os organizadores descreveram como “um instrumento político para normalizar o homossexualismo nas escolas” e para “evitar a prejudicial homofobia, transfobia e bifobia nas gerações futuras”.
Os organizadores criaram um vídeo mostrando cenas de escolas secundárias com casais homossexuais adolescentes abraçando-se e beijando-se nos lábios, enquanto ao mesmo tempo eram socialmente rejeitados ou ameaçados por outros adolescentes. Uma vara mágica com a palavra “educação” é então abanada, e os oponentes são transformados em apoiadores.
Depois das festividades e da parada, que duraram um total de dez dias, os residentes da área de “Chueca” requisitaram às autoridades municipais que transferissem o evento para outra parte de Madri, afirmando que os excessos e tumultos dos participantes deixam suas vidas e vizinhança de cabeça para baixo.
Nos últimos vários anos, os residentes da área repetidamente se queixaram de agressões contra eles, prostituição aberta, tráfico de drogas, brigas, barulhos, lixos nas ruas e outros delitos cometidos durante a marcha. Muita gente deixa o próprio lar e vai residir em outro lugar durante o evento, e alguns dizem que estão se preparando para partir permanentemente.
Os meios de comunicação espanhóis locais noticiam que os participantes homossexuais da marcha deixaram em seu rastro quase 100 mil kilos de lixo este ano.
Embora as autoridades municipais inicialmente concordassem com o pedido de transferir a parada, eles recuaram quando os organizadores objetaram, afirmando que estavam sofrendo discriminação.
A “Ministra da Igualdade” da Espanha, Bibiana Aido, apoiou a parada e a meta de ensinar a ideologia homossexual nas escolas.
“Temos muitos motivos de que nos orgulhar”, disse Aido. “Somos um país aberto que tem ampliado direitos”, e acrescentou que os gays, as lésbicas, os transexuais e os bissexuais “têm o governo do lado deles”.
“Todos nós temos de ajudar as escolas a ser um espaço seguro para a diversidade, pois o que as crianças aprendem fica para sempre”, disse ela.
Cobertura relacionada de LifeSiteNews:
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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NÃO FIQUE DESINFORMADO, acesse: INTOLERÂNCIA HOMOSSEXUAL

Posts da semana (IV)


Como sempre temos feito aos sábados, indicamos 5 posts que nos marcaram esta semana e que valem a leitura atenciosa e dedicada. É com muito carinho, então, que compartilhamos os textos abaixo.

É claro que há outros posts, mas como o objetivo é que nosso leitor realmente os leia, não queremos sobrecarregar "indicando 10 posts" (rsrsrsrs)! Destarte, sabemos, também, que para muitos, será uma maneira de conhecer novos escritores, novas visões, opiniões diferentes, mas, antes de tudo, sempre traremos posts que nos instigaram à reflexão.


Boa leitura e bom final de semana!


Abraços sempre afetuosos.



As lágrimas são uma bênção de Deus para nós lidarmos com este mundo marcado pelo pecado, mas não nos esqueçamos que um dia, o Senhor Jesus não só vai retirar a Maldição que o nosso pecado trouxe a este mundo, como também limpar todas as lágrimas dos rostos dos Seus servos (Genesis contra Darwin).


"Estou escrevendo estas palavras na véspera da cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar — por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Ele recebe a glória — e isto porque o câncer existe. Então, não orar pela cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos. E existem muitas outras formas de desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor ." (Blog da Rô)


O recém-eleito deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), homossexual militante que conseguiu alguma notoriedade participando do programa Big Brother Brasil da Rede Globo, lançou, na semana passada, uma campanha de combate ao cristianismo (Jesus, amor, justiça e salvação).


Em sua edição de 22 de março de 2011, o Jornal Hoje, da TV Globo, encenou um debate “democrático” sobre o PLC 122/06, que visa tornar crime toda e qualquer manifestação contra a homossexualidade. A reportagem foi exibida no quadro “Vai dar o que falar”, escolhendo as respostas do público na rua sobre a aceitação de prisão de cinco anos para crimes de “intolerância” (Julio Severo).


Há mais de 10 anos entrevistei vários casais evangélicos, que me contaram suas experiências sexuais em detalhes. O projeto fazia parte da minha pesquisa de mestrado. Ao todo foram 285 páginas de entrevistas digitadas, das quais utilizei apenas 30%, que me renderam o mestrado e mais tarde o livro "O Comportamento Secreto". O que percebi naquela ocasião é que os casais evangélicos transavam tanto quanto os não-evangélicos, com práticas semelhantes, em forma e variação, excetuando-se o sexo grupal e a homossexualidade (Blog do Samuel).

sexta-feira, 25 de março de 2011

"I just posted to say I love you, Lu"

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Não há dia de ano novo para celebrar
Nem cobertura de chocolate
Coraçõezinhos de doce para se dar
Nem o primeiro dia da primavera
E nenhuma canção para ser cantar
De fato hoje não é
Mais do que um dia comum

Não há chuva de abril
Nem o vicejar das flores
Não há sábado de casamento
No mês de junho
Mas o que há
É uma coisa verdadeira
Feita destas três palavras
Que eu apenas preciso te dizer

Eu só postei para dizer que eu amo você
Só abri esse computador hoje para dizer o quanto eu me interesso por você
Eu só postei para dizer que eu amo você
E eu falo sério
Do fundo do meu coração

Não é alto verão, nem o mês quente de julho
Não há a lua cheia de outono para iluminar
Uma meiga noite de agosto
Não há brisa de outono
Nem folhas caindo
Não é nem mesmo tempo dos pássaros
Voarem para os céus do sul

Não há o sol de Libra
Nem a festa de Halloween
Nem graças por toda
A alegria de Natal que você traz
Mas tem uma coisa
Que apesar de velha é tão nova
Para encher o seu coração
Como outras três palavras
Jamais serviriam

Eu só postei para dizer que eu amo você
Só abri esse computador hoje para dizer o quanto eu me interesso por você
Eu só postei para dizer que eu amo você
E eu falo sério
Do fundo do meu coração


Eu só postei para dizer que eu amo você
Só abri esse computador hoje para dizer o quanto eu me interesso por você
Eu só postei para dizer que eu amo você
E eu falo sério
Do fundo do meu coração
...........do meu coração.

Letra e Música: Stevie Wonder (com uma pequenina adaptação de Fábio Ribas)

PS - Toda sexta, nós estamos lá na casa da Rô também: Desprezível, eu?! (clique aqui)

quinta-feira, 24 de março de 2011

I Mostra de Cinema e Fé Cristã - Instituto Presbiteriano Mackenzie (SP)





Centro Histórico Matérias

Cine e Vídeo CHM - Cinema e Fé Cristã - 19, 26 e 29 de abril e 03 de maio - 19h

A MOSTRA CINEMA E FÉ CRISTÃ,  com curadoria de Fernando Berlezzi, faz parte do projeto Cine e Vídeo CHM e utiliza da Sétima Arte para  promover uma reflexão da postura da sociedade atual frente às variadas histórias, às diferentes narrativas visuais que nos são apresentadas e que acabam, de alguma forma, afetando nossas crenças e nossa imaginação.
   
Exibições: 19, 26 de abril e 03 de maio de 2011, às 19h. Excepcionalmente, no dia 29 de abril (sexta-feira), às 16h, haverá a palestra com o curador da Mostra, Fernando Berlezzi (aluno de publicidade e coordenador do Bate-Papo Bíblico) e convidados: Heber de Campos Junior (Capelão Universitário), Prof. Edgard Menezes e Profª Ana Maria (ambos do Grupo de Professores Cristãos).

Dia 19/04 - terça-feira - 19h. Filme: A Paixão de Cristo (2004). Sinopse: O filme de Mel Gibson reconta as últimas 12 horas da vida de Jesus de Nazaré (James Caviezel). No meio da noite, Jesus é traído por Judas (Luca Lionello) e é preso por soldados no Monte das Oliveiras, sob o comando de religiosos hebreus, que eram liderados por Caifás (Matti Sbraglia). Após ser severamente espancado pelos seus captores, Jesus é entregue para o governador romano na Judéia, Poncio Pilatos (Hristo Shopov), pois só ele poderia ordenar a pena de morte para Jesus. Pilatos não entende o que aquele homem possa ter feito de tão horrível para pedirem a pena máxima e eram os hebreus que pediam isto. Pilatos tenta passar a decisão para Herodes (Luca de Domenicis), governador da Galiléia, pois Jesus era de lá. Herodes também não encontra nada que incrimine Jesus e o assunto volta para Pilatos, que vai perdendo o controle da situação enquanto boa parte da população pede que Jesus seja crucificado. Tentando acalmar o povo e a província, que detesta, Pilatos vai cedendo sob os olhares incriminadores de Claudia (Claudia Gerini), sua mulher, que considera Jesus um santo.

Dia 26/04 - terça-feira - 19h. Filme: Lutero (2003). Sinopse: Um filme de Eric Till, trata da vida de Martim Lutero que, após quase ser atingido por um raio, acredita ter recebido um chamado. Ele se junta ao monastério, mas logo fica atormentado com as práticas adotadas pela Igreja Católica na época. Após pregar em uma igreja suas 95 teses, Lutero passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero se recusa a negar suas teses e desafia a Igreja Católica a provar que elas estejam erradas e contradigam o que prega a Bíblia. Excomungado, Lutero foge e inicia sua batalha para mostrar que seus ideais estão corretos e que eles permitem o acesso de todas as pessoas a Deus.    

Dia 29/04 - sexta-feira - 16h. Palestra com o curador e convidados. Dia 03/05- terça-feira - 19h. Filme: Contato (1997). Sinopse: Desde menina, Ellie (Jodie Foster) buscou indícios de outras vidas no universo. Quando recebe uma mensagem com uma máquina capaz de levar um ser humano e fazer contato com extraterrestres, reinvidica o direito de ser escolhida para a missão. Filme de Robert Zemeckis. Informações e inscrições para a palestra: Na secretaria do CHM, pelo telefone (11) 2114-8661 ou pelo link: http://www3.mackenzie.com.br/eventos/.  Evento gratuito e aberto a comunidade em geral.


VEJA AINDA: "Renúncia" - o filme gospel de Imperatriz do Maranhão

Cena do filme "Renúncia" (Clique aqui para saber mais e ver o trailler)



quarta-feira, 23 de março de 2011

Escravos da Alegria - Cantares de todos nós (VI)


Escravo da Alegria  
(o vídeo com a música se encontra no fim deste post)

Composição: Mutinho e Toquinho

E eu que andava nessa escuridão
De repente foi me acontecer
Me roubou o sono e a solidão
Me mostrou o que eu temia ver
Sem pedir licença nem perdão
Veio louca pra me enlouquecer
Vou dormir querendo despertar
Pra depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar
Com esse fogo que me faz arder
Me dá medo e vem me encorajar
Fatalmente me fará sofrer
Ando escravo da alegria
E hoje em dia, minha gente, isso não é normal
Se o amor é fantasia
Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval


Ah!!! Esse violão!... Logo eu, que nada sei sobre música, mas sei que há alguma coisa aí nesse dedilhar, nessa melodia, no solo magoado desse violão. O que será? E eu, que nada sei sobre técnicas musicais, partituras ou composições, sou apenas um apreciador intuitivo, passivo... Você sabia que as palavras "paixão" e "passivo" possuem a mesma raiz grega? E um dos significados é exatamente o de permanecer imóvel; sofrer pacientemente a ação de algo que não se consegue definir, que não se pode compreender. Esta "passividade" faz parte da experiência religiosa de muitas tradições místicas, cristãs e não-cristãs. É também a mesma paixão que subjaz a catarse da tragédia grega, que, evidentemente, é uma experiência religiosa, espiritual, claro! Tanto o personagem da tragédia quanto o espectador da peça de teatro se viam involuntariamente passivos, impotentes, incapazes para a autodeterminação diante disso tudo que fatalmente os fará sofrer!

Assim, sempre me surpreendeu a linguagem religiosa dessa letra. Propositadamente, muitos compositores fazem um jogo religioso-profano para expressar o amor entre um homem e uma mulher. E a letra acima é um bom exemplo de como a música popular brasileira foi profundamente influênciada por uma linguagem que bem poderia ser aplicada à experiência religiosa num momento de paixão, de passividade, que é perplexidade, que é essa abdicação forçada da vontade livre e racional. 

Cabe, agora, um parágrafo elucidativo, a quem possa interessar (não vou desenvolver o tema), todavia, uma das diferenças básicas do profetismo pagão e do profetismo judaico-cristão é, especificadamente, que naquele o profeta entrava nessa confusão, nesse  êxtase, enquanto neste "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas". Esta diferença, por quê? Porque Deus não é de confusão, e sim de paz (I Cor 14: 32-33a).  

A busca pelo Outro - essa saudade da qual já nos falava Santo Agostinho - pode, sim, nos levar a caminhos de solidão, quando, equivocadamente, depositamos nossas esperanças num simples ser humano, numa criatura semelhante a nós, sujeita aos mesmos sentimentos. Esse anseio pelo divino - esta semente da religião plantada no homem - é uma semente delicada, que facilmente se vê aviltada por nossa natureza caída.

"Escravo da Alegria" é capaz de mostrar toda essa experiência religiosa da busca pelo Outro, enquanto uma procura desfocada, perdida, idólatra. Porque, dentro de nós, essa procura pode se corromper, se depravar e, como mostra a música, ela termina nos versos finais de um carpe diem, ressaltado ainda mais pela fatalidade apregoada pelos compositores, na consciência de fantasia, de ilusão, que é a vida - tese acentuada também, e principalmente, na parceria de Toquinho com Vinícius.

Quanto à música, há pinceladas nesse violão que traduzem muito bem uma dor, uma frustração machucada de que tudo isso - essa alegria - não passa de vento, vaidade. Uma alegria que é escapismo das mazelas da vida ("hoje em dia, minha gente, isso não é normal"). 

Lindíssimo, mas tristemente fatalista. Para esse carnaval cantado por eles, impõe-se a certeza trágica de uma inescapável quarta-feira de cinzas!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ofertório - Cantares para ela mesma (V)


Para L.R.

Pequeninas mãos, postas em concha, 
recebem a oferenda de meus versos 
(liquefeitos por entre teus dedos abertos).

Por cada palavra escrita, quero que zeles
- é alfazema delicada furtada de tua pele -
uma parte do todo que me tens entregue.

Insisto que de mim aceites meu paroxítono indriso:

Dízimo confiado ao teu umbigo, este gazofilácio.

F.R.

_______________________________________________________________________
Sobre a forma de composição do indriso, aprendi com o Djalma (marido da Rô, do Blog Mulheres Sábias): é uma composição de dois tercetos seguidos de duas estrofes de verso único.

Para saber mais, acesse: clique aqui.

Conheça também: Djalma Poesias diversas.

domingo, 20 de março de 2011

Porque hoje é domingo (II)

video


Eu aguardo o céu, o maravilhoso dia em que me encontrarei com meu Senhor,
lá haverá paz para mim, eu sei!



Olha só o lindo selo que ganhamos do Blog da Rô (Mulheres Sábias)! Agora, com muito carinho oferecemos este selo para o Bora Ler (Blog da Regina) e o Palavras (Ligian).
Rô, muito obrigado, amiga!

sábado, 19 de março de 2011

Posts da Semana (III)

Queridos, vocês que têm nos acompanhado aos sábados já perceberam a ligeira mudança no título do nosso post, não? Bem, percebemos que gostaríamos que ficasse mais claro que não estamos chamando a atenção apenas para "frases interessantes", mas, sim, para textos que nos foram instigantes! Daí, o nosso novo título para sábados. 

É claro que há outros posts, mas como o objetivo é que nosso leitor realmente os leia, não queremos sobrecarregar "indicando 10 posts" (rsrsrsrs)! Destarte, sabemos, também, que para muitos, será uma maneira de conhecer novos escritores, novas visões, opiniões diferentes, mas, antes de tudo, sempre traremos posts que nos instigaram à reflexão.


Assim, como sempre temos feito, indicamos 5 posts que nos marcaram esta semana e que valem a leitura atenciosa e dedicada (até porque 2 destes posts abaixo são, na verdade, estudos que merecem a nossa dedicação especial). É com muito carinho, então, que compartilhamos os textos abaixo. 


Boa leitura e bom final de semana!


Abraços sempre afetuosos.



"Simples: tenho visto os crentes de hoje vivendo como se o aqui e o agora fossem as únicas realidades e, da mesma forma que o mundo, se contentando com as migalhas e as alegrias vazias e passageiras oferecidas pelo imediatismo.
Eu me incluo nesse grupo com frequência (preciso ser honesta)..." (Ligian)

"Também não estão mais em condições de entender o que significa o amor de Deus. Dizer-lhes que “Deus é amor” tornou-se uma impossibilidade, pois desconhecem o significado dessa palavra – a não ser o vinculado às relações sexuais, sempre acompanhadas de taras e violência de toda ordem. Ou seja, essas crianças foram desviadas de Deus. A sociedade as fez tropeçar. Elas estão perecendo..." (Helena, Blog da Rô)

"Partilho com todos os internautas, principalmente os que não puderam participar do XIII Encontro para Consciência Cristã, em Campina Grande, na Paraíba (realizado no período de 2 a 8 deste mês), o roteiro que eu utilizei para ministrar as palestras naquele evento. Aproveito para divulgar algumas fotos, tiradas por irmãos que assistiram às minhas preleções" (Blog do Ciro).

"Alvin Plantinga é um filósofo cristão que dispensa qualquer comentário. Tido como um dos maiores filósofos cristãos das últimas décadas, Plantinga foi um dos grandes responsáveis pelo ressurgimento do teísmo cristão no âmbito filosófico profissional nos últimos anos. Seus trabalhos em filosofia da religião e epistemologia causaram verdadeiras revoluções nas respectivas áreas" (Luis Cavalcante).

"Esse fato é a razão por que o reinado do Anticristo será tão antagônico aos cristãos. Como ele não poderá admitir nossos valores, perseguirá e matará os cristãos onde os encontrar. O próprio fato de vermos essa erosão final da família é apenas mais uma prova de que estamos verdadeiramente no fim dos tempos e que o Anticristo não deve estar muito longe" (Ministros labaredas de Fogo).


sexta-feira, 18 de março de 2011

Descansando na rede (lá na casa da Rô)

Minha  Lu gosta de uma rede... rsrsrs


Hoje fomos conversar no blog Mulheres Sábias sobre Poesia, a Casa da Rô fica nesse endereço: CLIQUE AQUI!

Pode visitar também, tenho certeza de que ela vai arranjar uma rede para todos nós puxarmos um dedo de prosa!
Abraços sempre afetuosos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Elisa Kiyan Midori - porque continuaremos a orar pelo Japão (último post desta série)

Elisa Kiyan Midori (Japão) 03/2011  

Queridos irmãos e intercessores

Sexta-feira passada, dia 11, tivemos no nordeste do Japão um terremoto de 9.0 graus Richter e conseqüente tsunami que destruiu a zona costeira da região e afetou principalmente o funcionamento da usina nuclear de Fukushima.  E nesses últimos dias tem havido tremores secundários acima de 5.0 graus.  

Ontem, dia 15 de março, tivemos um terremoto de 6.1 graus na escala Richter, na provincia ao lado da nossa Shizuoka, proximo do Monte Fuji.  Estava na casa de uma casal de irmãos e naquele momento estávamos orando a favor das vitimas do terremoto quando começou a balançar. Como foi rápido nao foi necessário se esconder debaixo da mesa (e nem dava porque éramos em cinco e a mesa era de 4 cadeiras).

Há um elevado numero de vítimas e cada dia a mídia vai repassando um número maior. Aqueles que estão em abrigos, cerca de 430 mil pessoas estão sofrendo com a falta de comida, água, aquecimento (ontem teve uma queda súbita de temperatura – no abrigo cada pessoa recebeu somente um cobertor), etc.

Creio que no Brasil os noticiarios nao param de mostrar fotos, videos da tragédia e isso deve estar assustando os irmãos.

Nossa região, sudeste do Japão (estamos na provincia de Aichi - perto de Nagoya), onde há maior concentração de brasileiros não foi afetada pelo terremoto mas começamos a sentir os efeitos com o inicio de racionamento de combustível, luz, falta de alguns itens básicos de alimentação, etc.  Muitas fábricas paralisaram a produção para reavaliar.  Quando começar a reconstrução da área afetada com certeza as fábricas vao trabalhar a todo vapor, principalmente aqueles ligados a construção e produção de máquinas e equipamentos.

A comunidade brasileira de nossa região está assustada e começou a estocar.   Os itens mais procurados e em falta são água mineral, comida instantânea, gás spray, lanternas, pilhas, etc.  Alguns resolveram retornar e não há passagens para o Brasil para os próximos dias.

Faço parte de uma associação de ministros evangélicos e estamos avaliando a forma de ajudar pois por enquanto somente as equipes de resgate permitos pelo Governo têm acesso aos locais mais atingidos.  Nessa etapa estamos procurando informar a nossa comunidade e também nos proximos dias vamos estar envolvidos em treinamento para ministrar em situaçoes de catástrofes.

Em nossa igreja estamos confiantes e cremos que esse tempo é uma grande oportunidade para testemunhar do amor de Deus às pessoas e a esperança que só podemos encontrar nEle, visto que diante da crise as pessoas estão mais abertas ao Evangelho. Ore para que o Senhor dê a cada cristão sabedoria e ousadia para testemunhar.  E para nós crentes no Senhor Jesus de afirmar a nossa fé e confiança no Senhor. 


Eu gostaria que vocês possam orar conosco por esses pedidos:
  • Ore a Deus para ajudar os cientistas e especialistas a enfrentar os desafios com as usinas nucleares sabiamente.  Enquanto esse problema não for resolvido não há como iniciar a reconstrução da região afetada pelo terremoto e tsunami. Vamos orar fervorosamente para que haja uma solução para esse problema tão sério para a saúde humana.
  • Ore por soluções de transporte, alimentos e água para as equipes de resgate para que sejam capazes de atender aqueles em necessidade. 
  • Ore para que aqueles que estão em abrigos tenham as suas necessidades básicas supridas (comida, água, aquecimento,etc.).  A situação das crianças e idosos é a mais delicada.
  • Ore por aqueles que perderam tudo: familiares, bens, etc. possam encontrar a esperança em Deus em meio a circunstancia tão adversa.  Que o Senhor use a vida dos cristãos nesses abrigos para terem ousadia no testemunho.
  • Que a igreja tanto japonesa como de imigrantes,  como a brasileira possa ser relevante, prestando serviço de amor,  misericórdia e testemunho em meio a tragédia que se abateu na nação.

No amor de Cristo
Elisa Kiyan
Missionária da APMT (Agencia Presbiteriana de Missões Transculturais) e Igreja Presbiteriana da Penha - SP
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