Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pão Diário para crianças

Todas as noites, eu, a Lu, Ana Lissa e Gisele temos nos reunido ao redor desse pequenino livro de devocional com mensagens lindas para as crianças. As devocionais são diárias e trazem um texto bíblico e um comentário sempre com aplicações para a vida dos nossos filhos e para a família.

Temos sido muito abençoados e, por isso mesmo, queremos compartilhar aqui no blog essa benção com nossos amigos. Acabamos de fazer uma linda devocional, que deixo aqui, para que os papais e mamães sintam um pouquinho desse momento tão precioso que tem nos unido cada vez mais como família: o culto diário!

Não há mistério, nem dificuldade alguma. As nossas filhas tem 7 e 5 anos de idade. Colocamos elas para dormir sempre às 20:00 hs. Neste horário, abrimos este livrinho  e as ensinamos sobre o bem mais precioso que existe: Deus.

Hoje, dia 28 de fevereiro, lemos o texto bíblico de Lucas 11. 34-36 e, depois, o seguinte texto para devocional:

"Qual a cor dos seus olhos? Que cor de olhos existem entre os humanos? 
No mundo animal, existem muito mais cores e tamanhos de olhos. A lula gigante, por exemplo, tem olhos do tamanho de uma bola de futebol. O morcego tem olhos vermelhos e enxerga bem no escuro. Os olhos da águia funcionam como um binóculo. No entanto, não se preocupe muito com a cor ou o tamanho dos seus olhos. O importante é que Deus lhe deu olhos e que eles sejam como uma luz para seu corpo. Como isso acontece? Bem, os nossos olhos são como uma porta de entrada para nossos pensamentos. Se deixarmos a Palavra de Deus entrar em nossos pensamentos, então nossos olhos serão bons".

E, por fim, cada devocional termina sempre com uma linda oração, que é lida, parte por parte, por Ana Lissa e nós vamos repetindo. A oração de hoje foi assim:

"Senhor, quero agradecer pelos meus olhos, porque posso enxergar todas as coisas, posso ler, posso assistir a filmes. Ajuda-me a ter olhos bons, que sejam luz para o meu corpo". E terminamos todos dizendo um bom e sonoro amém. 

PSSSSSSSSSSSSSIU! Silêncio! Minhas princesinhas já estão dormindo. Boa noite! 


Perseverança - Cantares da Felicidade (V)

...ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado;
vendo-me algum olho, dava testemunho de mim...
Jó 29:11


Jó, servo de Deus, derrame seu coração diante dEle! Usufrua dessa intimidade reservada a tão poucos de conversar com um Deus pessoal. Abra seu coração, revele suas dúvidas, suas angústias, suas lágrimas. Será que Deus ainda é seu amigo? Indague-O. Interrogue-O. Perscrute os céus; clame por essa resposta! Você era tão próspero, tão justo, repleto de bons testemunhos... As pessoas o tinham, Jó, como alguém “amigo de Deus”, conhecedor do Deus da religião. A prosperidade sempre estivera contigo, óbvio, não? Afinal, Deus era seu amigo. Mas, agora, Jó é apenas uma sombra, um caco, um resto pisado por Satanás.

Agarre-se a Deus, pobre Jó (assim como fez o patriarca Jacó)! Agarre-se a Deus e não O deixe ir embora sem que Ele confirme a aliança, o pacto, a amizade contigo. Você recebeu tantas bençãos materiais – era rico, homem de posses, Jó. Todavia você está doente, fétido, ulcerado, esquecido por aqueles que antes se admiravam de sua bem-aventurança. Perdeu seus filhos, sua terra, sua saúde e sua esposa grita ao seu ouvido: “Ainda reténs a sua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre”! 

Diante da calamidade, isto é o que dizem os ímpios: Deus não é bom! Deus é indiferente! Deus não é justo! Deus não há! Jó, é esse o argumento da sua esposa. Mas a sua integridade o impede que tenha aceitado o bem das mãos de Deus com tanta alegria e, então, viesse a rejeitar o mal planejado por Deus sobre a sua vida. Satanás pediu você (assim como fará depois com Pedro) para passá-lo na peneira, moê-lo, fazê-lo pó. E a única bem-aventurança, a única alegria que possamos talvez discernir em momentos como esse é que o próprio Jesus intercede por nós para que a nossa fé não morra!

A paciência de Jó, a perseverança em suportar o mal que está sendo entregue pelas mãos dAquele que, até então, só nos entregara o bem. Ora, se nos alegramos tanto com Ele, por que não nos entristeceríamos ao lado dEle também? A galeria dos heróis da fé é farta em nos revelar que a bem-aventurança, a verdadeira felicidade, não é a prosperidade material que possamos receber das mãos de Deus, mas, antes, a bem-aventurança está na perseverança manifestada na vida dos que pertencem a Deus e são propriedade exclusiva para a glória dEle. Você olhará para trás (assim como Moisés) e verá que, nos momentos de angústia e tribulação, você era salvo, defendido e protegido por Deus, para que a sua fé não viesse a morrer!

A história de Jó nos fala exatamente dessa nossa ignorância diante dos fatos que discorrem no mundo sobrenatural e nos fala, também, dessa nossa fragilidade diante da realidade que nos é imposta no mundo natural.

Não podemos controlar Deus, não podemos discernir todos os seus desígnios eternos, mas podemos nos humilhar e responder com fé à salvação, à soberania e à amizade de Deus manifestada na sua aliança conosco. Por isso, a Bíblia diz daqueles que perseveraram em Deus: “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” (Tg 5:11).

Se você leu este post e gostou, então você precisa ler (e assistir!) ao ótimo post da Carla Reichert: uma ilustração de tudo o que escrevi. Clique aqui!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

"O melhor disco gospel de todos os tempos"

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O ano era 1987. Reuníamos os amigos no apartamento do Nelson e ele nos mostrava seus Lps (aqueles  antigos bolachões pretos). Nelson era filho de militares, porque, em Brasília, todos nós éramos filhos de militares ou de políticos. Isto nos marcou muito a infância e juventude brasilienses: eram amizades que estavam sempre na expectativa do fim iminente, porque, se você fosse militar, então poderia ser transferido a qualquer momento ou, se fosse político, só permaneceria em Brasília, obviamente, se conseguisse ganhar nova eleição. Portanto, a rotatividade era muito alta. O que gerou em nós – é o que dizem – uma certa frieza, um distanciamento seguro para nos defendermos da dor causada pela perda do outro. Durante muitos anos, tive que lutar contra essa frieza e insensibilidade defensiva que parecia ter se impregnado mesmo em nós.

Lembro-me que estávamos na sala do Nelson, reunidos em torno desse Lp, The Joshua Tree. Ele nos explicava a letra e o contexto de "Mothers of the Disappeared". Nelson traduzia a letra e nos contava sobre as histórias envolvidas ali naquelas composições: Night hangs like a prisoner/ Stretched over black and blue, diz os versos dessa estranha e triste música. Contudo, foi quando ele terminou de traduzir e comentar as duas músicas que coloquei aqui neste post, que percebemos o poder religioso existente naquele disco e o Nelson nos declarou: “Esse é o melhor disco gospel de todos os tempos!”...

Eu não fazia a menor ideia do que ele queria dizer com aquela frase, mas, hoje, sei que ele usou “gospel” no sentido mais sincero do termo quando aplicado a esse gênero musical (nada parecido com o que conhecemos hoje como “gospel”). E, assim, voltei para casa pensando naquela “cidade cujas ruas não têm nome” e na busca de Bono Vox pelo Espírito Santo. Naquele tempo, já havia lido as histórias do santo Domingos Sávio e o angustiante livro O Pobre de Deus, de Nikos Kazantzákis, sobre a vida de São Francisco de Assis, porém nada havia se aproximado tanto de mim como a música de Bono Vox. Foi quando cheguei em casa que percebi que já não tinha mais dúvidas, então disse para minha mãe no auge dos meus 13 anos de idade: “Mãe, quero ser padre”! 

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Porque hoje é teu aniversário!

 Foi uma semana de posts muito especiais: todos dedicados a você. Hoje, quero encerrar esta tua semana com o belo texto da Joelma. Simplesmente para te dizer, Lu, que eu sei o valor da mulher que tenho ao meu lado. Te amo!




Você conhece o valor de uma mulher?

Algumas questões são reservadas quase que exclusivamente à ótica feminina, salvo raras exceções.
Quando vejo as mulheres da Bíblia ocupando posições estratégicas de influência e de liderança, sendo colocadas meticulosamente no lugar certo e na hora oportuna, percebo como DEUS valorizou a mulher em todos os tempos. Percebo a maneira maravilhosa como DEUS a vestiu de força e de dignidade, e lhe investiu de autoridade diante de diversas situações conciliando obediência e submissão.

 “Anas”, inseridas no contexto eclesiástico, vivendo em suas angústias...mas exercitando sua fé.
 “Déboras”, que assumem posições de liderança e tomam atitudes capazes de mudar a vida de muitas pessoas.
 “Dorcas”,  envolvidas em sua sociedade, colaborando com seus ofícios.
 “Esters”, tecendo um pano de fundo político, salvando vidas.
 “Rutes”, prezando pelos valores da família.
“Saras”, chamadas para crer em milagres.
 “Martas”, prontas para servir.
“Marias”, prontas para ouvir.

Mulheres, muralhas, auxiliadoras, mães, profetizas, rainhas. Mulheres jovens, outras não tão jovens. Mulheres sofredoras, estéreis. Mulheres sábias, Mulheres simples. Mulheres importantes, Mulheres que não tiveram seus nomes revelados. Mulheres amigas, formosas. Mulheres prontas à ofertar suas últimas moedas... seu mais caro perfume...sempre o melhor aroma. Algumas tiveram o privilégio de serem contadas com os discípulos. Algumas puderam testemunhar a maravilhosa visão do túmulo vazio.

Mulheres de ontem e de hoje... Envolvidas com a obra do SENHOR, Mulheres realmente comprometidas com o SENHOR da obra.

O valor de uma mulher excede em muito o valor de jóias preciosas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobre o amor

Os que se amam profundamente, jamais envelhecem; 
podem morrer de velhice, mas morrem jovens.
(Martinho Lutero)


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Por ter você do meu lado tudo aprendi sobre o amor
Da vida que ele desperta, do seu imenso valor
Do compromisso de ser, da alegria de estar
Da relevância de crer, de lado a lado chorar

Só por viver a seu lado a vida é muito melhor
Mais do que amar, ser amado, torna esse amor tão maior
Amar é mais que sentir, sentir é mais que querer
Querer é mais que existir, eu só existo em você

Meu coração vê a vida através do seu olhar
Ouve os doces conselhos de sua voz
Pronuncia seu nome sem querer

Minha emoção se completa ao fazer você sorrir
Se desmanchar se vê você chorar
Só resiste por causa de existir você

Composição: João Alexandre

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ah, o amor... (em 4 blogs)

 

Por Toda Noite. Um Pouco de Poesia.





















Noite chuvosa de inverno
O tempo está frio...
Ao falarem são ternos
A cada taça de vinho...

Na beira da lareira
Ardem de tanta paixão...
Dois corpos incandescentes
Em processo de erupção...

Esses dois vão se amar
Se possuirão por inteiro
Em branco nada vai passar
Felizes em pleno devaneio

Nessa linda noite de amor
Propícia para se apaixonar
Dois corpos nus e encaixados
Ficarão até o dia clarear.

Djalma CMF

Fonte: e no Recanto das Letras
Blog da Rô



Sobre a existência


'Amor pra mim é ser capaz de permitir 
que aquele que eu amo exista como tal, 
como ele mesmo.
 Isso é o mais pleno amor. 
Dar a liberdade dele existir 
ao meu lado 
do jeito que ele é.'


[Adélia Prado]  

 

 

Quero mais é colorir



O amor é simples e nada pede,
ele doa seu melhor
é o que devemos ser,
o melhor para nós.
Querendo e sabendo
que tudo é transformador,
traço um caminho sem dor,
pois quero é paz.
A esperança se faz
de doces dias partilhados.
Não quero lágrimas,
nem confusões.
Os pecados já foram pagos.
As lutas trouxeram decepções.
Viver é mais que sofrer,
mesmo que com isso se aprenda.
Viver é céu azul e sol.
Felicidade são sorrisos de verdade.
Dispenso falsidade.
Não é preciso muito para sorrir.
E se o mundo é preto e branco,
quero mais é colorir.

(Carla Reichert) 



"Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas"

(E.E. Cummings)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Strip-tease - quando o amor anseia ser revelado


Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.

Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".

Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."

Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".

Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua:
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Imitação da água - Cantares de todos nós (IV)

Para Lu, porque esta semana é dela...

 

 

De flanco sobre o lençol,
paisagem já tão marinha,
a uma onda deitada,
na praia, te parecias.

Uma onda que parava
ou melhor: que se continha;
que contivesse um momento
seu rumor de folhas líquidas.

Uma onda que parava
naquela hora precisa
em que a pálpebra da onda
cai sobre a própria pupila.

Uma onda que parara
ao dobrar-se, interrompida,
que imóvel se interrompesse
no alto de sua crista

e se fizesse montanha
(por horizontal e fixa),
mas que ao se fazer montanha
continuasse água ainda.

Uma onda que guardasse
na praia cama, infinita,
a natureza sem fim
do mar de que participa,

e em sua imobilidade,
que precária se adivinha,
o dom de se derramar
que as águas faz femininas

mais o clima de águas fundas,
a intimidade sombria
e certo abraçar completo
que dos líquidos copias.

João Cabral de Melo Neto


O movimento eterno – esta contradição de Newton – é compreendida na poesia da mulher onda deitada sobre essa praia. A mulher onda, o movimento retido,  a crista que não cai sobre si: o prenúncio de tudo aquilo que se espera em suspense e que, sei, está prestes a se derramar...

A mulher onda, que se faz montanha, mas é onda ainda. Esta natureza que se anuncia na praia inusitada. E que é mais, por ser universal – é mar! O mar causa no homem o desejo de se lançar, mas há o medo: a natureza feminina que assusta – o sombrio universo oculto que há por debaixo da simples e bela onda que se vê.

Mas à mulher foi dado o dom de se entregar. E ela vem onda, mar, montanha e essas águas desse teu mar: o abraço completo que dos líquidos tu copias!...

Versos sublimes!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Porque é teu aniversário, ó del mio dolce ardor...

Dava aula de literatura num curso noturno em Brasília, quando tive a idéia de mostrar aos alunos, pela música, as mais diferentes escolas que estudávamos: clássico, barroco, romântico e moderno.    


"É possível?", perguntei a Lu. "Claro. Só precisamos levar o teclado e os colocarmos numa sala maior, para que mais alunos tenham acesso".  Naquela noite, então, encantei-me mais uma vez com minha esposa, que tocava para nós as mais diversas músicas, mostrando suas semelhanças e diferenças com as Escolas Literárias. Ouvímos Mozart, Bach, Beethoven, Stravinsky, etc. Sei que muitos ali estavam ouvindo pela primeira vez essas músicas. Encantávamo-nos, portanto, todos nós.

 

Sou completamente fascinado com música e, para um leigo como eu, compor música é um verdadeiro milagre de Deus. Lu ri disso todas as vezes que admito esse meu deslumbramento com a música. Digo, então, que ela ri de mim só porque já está acostumada a si mesma: fez Escola de Música, estudou piano por oito anos, foi cantora de ópera, é regente e toca qualquer instrumento que lhe seja entregue ("mas tem que ter partitura ou cifra", ela sempre me chama atenção).

 

Ver minha esposa tocando um instrumento ou cantando  quaisquer músicas sempre aumenta minha admiração por ela. Quando ela ensaiava para as audições na Faculdade Batista de música, eu pedia sempre mais e mais: "canta aquela", "e aquela também" e "como que é aquela outra mesmo"?  


Mas de todas as músicas com as quais ela me enleva, "O del mio dolce ardor" é a que mais admiro em sua voz volumosa de mezzo-soprano... 

 

Nesta semana, ó del mio dolce ardor, é teu aniversário e eu te dedico, assim, os versos dessa sua música com flores...

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Johnny Cash - God's Gonna Cut You Down

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 Este é um post homenagem ao ótimo texto de Marcello Comuna

no Blog Mulheres Sábias.

 

Deus o Reduzirá

Você pode correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá


Vá dizer para aquele mentiroso de lingua comprida
Vá dizer para aquele cavaleiro da meia-noite
Diga ao vagabundo, ao jogador, ao trapaceiro
Diga a eles que Deus os reduzirá
Diga a eles que Deus os reduzirá


Bom, meu gracioso Deus, deixe-me lhe dizer as notícias
Minha cabeça tem sido molhada com o orvalho da meia noite
Estive de joelhos falando com o homem da Galiléia
Ele falou pra mim numa voz tão doce
Eu pensei que ouvi o arrastar dos pés dos anjos
Ele chamou meu nome e meu coração ficou parado
Quando ele disse "John, vá fazer minha vontade"


Vá dizer para aquele mentiroso de lingua comprida
Vá dizer para aquele cavaleiro da meia-noite
Diga ao vagabundo, ao jogador, ao trapaceiro
Diga a eles que Deus os reduzirá
Diga a eles que Deus os reduzirá


Você pode correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá


Bom, você pode atirar a sua pedra e esconder sua mão
Trabalhar na escuridão contra seu colega
Mas tão certo como Deus fez o preto e o branco
O que está encolhido na escuridão será trazido à luz


Você pode correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá


Vá dizer para aquele mentiroso de lingua comprida
Vá dizer para aquele cavaleiro da meia-noite
Diga ao vagabundo, ao jogador, ao trapaceiro
Diga a eles que Deus o reduzirá
Diga a eles que Deus o reduzirá
Diga a eles que Deus o reduzirá

Supressão - Cantares para ela mesma (IV)


Para L.R.


Considere os sussurros aos teus ouvidos, meus segredos imersos.
Revelo a ti o crime grave do qual, sei, sigo sendo seu réu imérito.

E nessa sala de espelhos intensos, eu sou Sísifo condenado:
é cicio que sibila nesses silêncios de meus inversos escritos...

Despojo, roubo, o furto do produto daquilo que de ti subtraí.
Dolo nulo, mas o crime que crava o crivo da culpa está aqui.

Se justifico isso tudo como um êxtase, encantamento, um arroubo,
ainda assim não encontro de ti o meu indulto requerido, o socorro.

Meu ato nefasto? Ter arrebatado de sob tua pele, eu confesso,
a lira, o estro: enlevo que agora entrego mascarado neste verso. 

F.R.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Elifaz - Cantares da Felicidade (IV)





Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus castiga;
não desprezes, pois, o castigo do Todo-poderoso.
Jó 5:17

Elifaz, Elifaz, tolo Elifaz! Conhece as verdades de Deus, mas não conhece o Deus dessas verdades. Vejo que você, Elifaz, pensou encontrar a sabedoria, mas a sabedoria não se deixou achar por você. Conhece bem as regras universais, mas não sabe aplicá-las quando as situações específicas se apresentam diante de seus olhos. Mas, Elifaz, não é a sabedoria exatamente o conhecimento de Deus aplicado à vida diária e comum daquele que se julga sábio?... Como a sabedoria em lábios presunçosos pode ser tão cruel! 
 
Elifaz, por que atormentas o servo Jó? 

Elifaz não conhece a realidade sobre a qual nasce a doutrina. Elifaz não é o primeiro profissional da religião e nem será o último a se apresentar na Bíblia. Ele coleciona frases como se elas contivessem toda a verdade necessária, mas Elifaz não vai ao encontro de Deus, fica apenas tagarelando sobre Deus. 

Jó ora a Deus, Elifaz não! Elifaz é amante da retórica, da religião, da doutrina e de si mesmo; Jó, ao contrário, está aprendendo que há um Deus pessoal e soberano por trás da cortina da vida diária. Deus é uma pessoa e não um livro aberto ou uma caixinha de promessas! Tolo Elifaz que exorta a Jó que busque a Deus. Como todo hipócrita religioso, suas palavras sábias não se aplicam a si mesmo.

Os fariseus criaram uma religião de frases e as usavam para oprimir o povo. Este é o papel do mercenário: colecionar frases como se elas revelassem o coração de Deus. Mas, verdade alguma de Deus cabe numa única frase! Deus é! Deus não vai mudar Sua natureza porque não gostamos de quem Ele é; Ele não mudará para se encaixar naquilo que EU admito ser um "bom Deus" para mim. Elifaz nem percebe que a totalidade de Deus lhe escapa por entre seus dedos  frágeis e frases feitas...
 
Elifaz conhecia bem a verdade que dizia como é feliz aquele a quem Deus disciplina. Quantos já não conhecem essa maravilhosa verdade, mas ela não é uma frase solta, que sirva apenas para justificar um período de tribulações na vida do cristão. A verdadeira fé não está em acreditar numa doutrina, mas em acreditar numa Pessoa. 

A disciplina do Todo-Poderoso é para redirecionar aqueles que Deus ama de volta ao redil do Pastor. A disciplina de Deus é para aqueles a quem Ele ama, para os que conhecem a Ele, aos que buscam a Sua intimidade, aos que possuem uma história com Deus. Elifaz, embora conheça frases, não conhece o Autor delas.

Jó, ao contrário, pleiteia a sua causa em oração; Elifaz é um fatalista, um retributivista. Por sua vez, Jó sabe que por trás da frase há uma Pessoa com a qual devemos nos relacionar. Elifaz é um cego espiritual e suas frases não o conduzem a lugar algum. 

Elifaz não compreende que não há uma relação quantitativa e imediatista entre o que o ímpio faz e a paga desse mesmo ímpio pelos pecados que comete: muitos são os ímpios que prosperam e muitos são os justos que morrem. Todavia, "bem-aventurado é o homem a quem tu repreendes, ó Senhor, e a quem ensinas a tua lei, para lhes dares descanso dos dias maus, até que se abra a cova para o ímpio. Pois o Senhor não rejeitará o seu povo, nem desamparará a sua herança. Mas o juízo voltará a ser justiça, e hão de segui-lo todos os retos de coração" (Sl 94: 12-15). Há um tempo que precisa ser cumprido, tolo Elifaz; há uma taça, a taça da Ira de Deus, que precisa ser completada antes dela ser derramada sobre os ímpios. 

Sim, os justos sofrem neste mundo de tribulações, mas a Justiça já foi satisfeita na Cruz do Calvário e a Misericórdia já está estabelecida sobre aqueles a quem Deus salva, protege e defende. A história humana, tolo Elifaz, é a História de Deus e esta abarca muito mais do que nossas fugazes e pontuais filosofias.

Jó, que conhece o caráter santo de Deus, ora a Deus e espera pela Sua resposta; Elifaz recorre a tagarelar sobre Deus, mas não conversa com Ele. Vejamos, respondeu Deus a Jó e não a Elifaz! 

O drama de Jó diante do silêncio de Deus torna-se a resposta do próprio Deus à humanidade: Jó irá reconhecer a necessidade da ressurreição da carne, a necessidade humana universal de um Defensor entre ele e Deus. Bem-aventuranças essas que jamais serão compreendidas por Elifaz.

"Filho meu, não rejeites a correção do Senhor, nem te enojes da sua repreensão. Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem" (Pv 3:11-12). Feliz é o homem que sabe que a disciplina é prova de amor do Pai para seus filhos e não fruto de uma lei retributiva, um ciclo fatal de idas e vindas, uma condenação cósmica e cármica fria e impessoal.

O livro de Jó é o livro de todos nós; é o livro que abre a alma do homem religioso, mas, ainda que religioso, perdido em suas buscas vãs, porque é preciso olhar para Deus (mas nem todos estão dispostos, não é mesmo Elifaz?):

"Então, respondeu Jó ao Senhor e disse: Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido. Quem é aquele, dizes tu, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso, falei do que não entendia; coisas que para mim eram maravilhosíssimas, e que eu não compreendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu ensina-me. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42: 1-6). 

Felizes são aqueles que pertencem a Deus, são propriedades exclusivas da sua intimidade. Para estes, há felicidade na disciplina do Senhor.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Kari Jobe -You Are For Me (legendado)

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Porque eu sei que o Senhor jamais vai me abandonar em minha fraqueza...
Eu te amo, meu Jesus!

Eu sei que amigos podem nos abandonar neste mundo mau.
Sei que, às vezes, posso eu mesmo me largar, cansado de mim...
Mas eu tenho plena convicção de que o Senhor jamais vai me abandonar em minha fraqueza!

E eu nasci para declarar a Tua beleza: 
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu amo a tua tão maravilhosa salvação:
Eu nunca vou me cansar de proclamar o Amor que me ensinou a amar!

Eu te amo, meu Jesus!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Auto-estima - Cantares de Salomão (IV)

Eu sou morena, porém formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão. Não olheis para o eu ser morena; porque o sol resplandeceu sobre mim; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei. (Ct 1: 5 e 6; Fiel).


O desejo desperta o olhar dela para o noivo, que é admirado e reverenciado pela comparação que ela faz dele com o rei. Todavia, o amor dela que o enaltece também a faz olhar para si mesma e revelar suas inseguranças e sua falta de amor próprio. 


Como podemos entregar amor ao outro, enquanto temos tantas inquietações em relação a nós mesmos? Mas, parece-me, que as inseguranças dela surgem por causa do coro das virgens, por causa, então, da inveja que seu amor desperta em outras mulheres. 


O tema do amor que nos constrange é um tema que atravessa a Bíblia, pois não sabemos bem porque somos amados por Deus, mas, ao nos descobrirmos amados por Deus, quase que nos encontramos numa situação de ter que pedir desculpas aos outros por estarmos tão felizes! Semelhantemente, ao publicar a sublimidade do seu sentimento, a noiva começa a dar desculpas por seus defeitos, defeitos que para ela são públicos e notórios e que denunciam a todos que ela é totalmente desmerecedora do amor do noivo. Assim, também, ficamos envergonhados ao descobrirmos que, mesmo sendo seres tão mesquinhos, depravados, soberbos, de dura cerviz e desobedientes como nós somos, fomos escolhidos para sermos amados por Deus! 


Cabe notar, aqui, que a noiva não está se dirigindo ao noivo, mas às amigas dela, ao coro das virgens que também admira o amado dela. E aqui se encontra o drama dos sentimentos da noiva: o coro admira seu noivo, mas a escolhida dele foi ela e nenhuma outra de suas amigas. Por isso o texto revela uma mulher que se sente quase coagida a ter que dar ou encontrar razões para a sua eleição. Há mulheres mais belas do que ela, mulheres no próprio coro das virgens, que não carregariam o estigma que ela carrega: a cor morena em sua pele e o fato de ser ela apenas uma simples camponesa (trabalhadora das vinhas). 


O amor do qual ela é alvo a envergonha diante de suas amigas. "Se há mulheres mais belas do que eu, por que fui eu a escolhida?". Mas não há respostas satisfatórias a se dar. O noivo decidiu amá-la; Deus, de modo semelhante, decidiu amar a sua Igreja. 


O casamento é, portanto, uma eleição. Toda eleição traz consigo o resultado de uma preterição. Ao escolhermos o outro estamos preterindo os demais. Porque fomos escolhidos, outros não o foram em nosso lugar. Talvez, aqui esteja o que a incomoda e gera as suas justificativas: "não me vejo bela, tenho vergonha da cor da minha pele e, não só isso, sempre fui deixada de lado até mesmo por meus irmãos. Sei que não servia para muitas coisas, fui humilhada desde a minha casa. Não sou nobre, sou camponesa". Há algo que a envergonha não apenas na sua natureza (e disto, portanto, ela não poderá livrar-se), mas, também, há uma vergonha que já se estende por sua história de vida, desde dentro de sua casa. 


Paradoxalmente, a noiva descobre que seu amor gera inveja às outras. Ela se dirige às amigas que se alegram, mas que gostariam de estar em seu lugar, obviamente. Contudo, uma vez escolhida, o amor imputa valor até sobre aquilo que ela mesma não admira em si: agora ela compara a cor de sua pele às tendas de Quedar e as cortinas de Salomão. Ela sabe que, a despeito dessas realidades do que ela é ou pensa ser, o noivo a ama. "Minha cor é motivo de ornamento no palácio do rei", é o que ela está declarando com altivez. Então, ela segue no resgate de sua auto-imagem. Esta é a descoberta libertadora dela. Ela é amada, ela foi escolhida, apesar de como era vista por si mesma e pelos outros durante a caminhada de sua vida. 


O que importa, afinal? É o fato indiscutivelmente incompreensível de ser ela a noiva, de ser ela a escolhida, a eleita do noivo! 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Muito obrigado ao Blog Mulheres Sábias (Blog da Rô) e demais leitores

A natureza do selo

Por Rô


Blog da Rô

O Fábio me pediu para que eu escrevesse qual a importância dos selos que são distribuídos pelos irmãos na Blogosfera, então vamos lá.

É muito comum, atualmente, no meio da Blogosfera, a distribuição do selo de qualidade. 

Eu, particularmente, não concordo com a sua banalização, pois os selos são prêmios que visam reconhecer a qualidade dos serviços prestados pelos blogueiros agraciados ao longo de sua caminhada na web, onde se empenharam em demasia para transmitir valores das mais variadas áreas: culturais, éticos, literários e pessoais, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.

Vivemos num mundo capitalista onde as pessoas sempre buscam os melhores resultados para obterem os maiores lucros em suas atividades e, no que se refere ao mundo da blogosfera, não é diferente, buscamos sempre o reconhecimento do nosso trabalho. Daí a necessidade de ser criterioso na hora de ofertar a alguém o selo de qualidade, pois estará certificando a qualidade deste blog e indicando-o para leitura alheia. Sabemos da importância dos selos e o que eles representam em nosso meio e tê-lo em nossa pagina é gratificante.

O reconhecimento de nosso trabalho não é apenas pelo que escrevemos, mas sim, por tudo aquilo que podemos proporcionar aos nossos leitores, seja uma boa leitura, uma palavra amiga, uma reflexão e, principalmente, a amizade que busca sempre novos horizontes.

Assim sendo, na hora de presentear seus amigo blogueiros, pensem bem, o que aquele Blog representa para você e para a Blogosfera e, principalmente, a Cristã!

Outros selos que o nosso blog recebeu de Blogs amigos: 

Blog Sem Hipocrisia
Blog da Rita

Casal 20 - Porque gostamos de viver perigosamente!

Este post é dedicado aos amigos que nos acompanham,
abraços sempre afetuosos em todos!

Casal 20

Foi um seriado policial, que estreou em 1979, e narrava as aventuras de Jonathan e Jennifer Hart, um casal milionário (rsrsrsrs) que, como se dizia na abertura do seriado, só se sentia feliz vivendo perigosamente (bem, o que de certa maneira, guardando as devidas proporções, não está muito longe da vida que Deus escolheu para nós). Assim, entre viagens e mistérios pelo mundo, os Hart não tinham receio de arriscarem suas vidas por uma boa causa (que tal a maravilhosa causa do evangelho?). O mordomo Max e o cachorrinho Freeway completavam a família (http://www.oyo.com.br/seriados-e-tv/seriado/casal-20/).

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Só não somos milionários, mas, de resto, a nossa vida é igualzinha...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Porque hoje é domingo

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Chorando na capela

 

You saw me crying in the chapel
Você me viu chorando na capela
The tears I shed were tears of joy
As lágrimas que derramei foram lágrimas de alegria
I know the meaning of contentment
Eu conheço o significado de contentamento
Now I am happy with the Lord
Agora eu estou feliz com o Senhor


Just a plain and simple chapel
Apenas uma singela e simples capela
Where all good people go to pray
Onde pessoas humildes vem para orar
I prayed the Lord that I'll grow stronger
Eu orei ao Senhor para que eu cresça forte
As I live from day to day
Como eu vivo dia após dia


I searched and I searched but I couldn't find
Eu procurei e eu procurei mas eu não poderia achar
No way on earth to gain peace of mind
De jeito nenhum na terra se conquista paz de espírito


Now I'm happy in the chapel
Agora eu estou feliz na capela
Where people are of one accord
Onde pessoas estão em acordo
Yes, we gather in the chapel
Sim, nós nos reunimos na capela
Just to sing and praise the Lord
Apenas para cantar e orar ao Senhor


You'll search and you'll search but you'll never find
Você procurará e procurará mas você nunca achará
No way on earth to gain peace of mind
De jeito nenhum na terra se conquista paz de espírito


Take your troubles to the chapel
Leve os seus problemas para a capela
Get down on your knees and pray
Ajoelhe-se e ore
Then your burdens will be lighter
Então seus fardos serão aliviados
And you'll surely find the way
E você certamente encontrará o caminho

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