Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que muda com a decisão do STF sobre os gays? (ou "Respondendo a quem não me perguntou nada")

"O que mudou com o reconhecimento oficial do que já existe?",  é uma das frases mais repetidas na internet por tantas pessoas pró e contra a decisão do STF.

A questão não é se eu sinto ou não tesão por outro homem, porque o STF não pode legislar tendo como base o meu gosto sexual, pois isso deve ser esfera particular e não pública. O STF não pode, não deve, alías, legislar! Quem legisla é o Congresso, deputados e senadores. Se fulano ou Ciclano já tiveram tesão por alguém do mesmo sexo, e daí? O que é que tem o STF com isso?

Segundo a Bíblia, estamos todos nós encerrados sob a lei, quebramos e necessitamos ser resgatados, mas resgatados não pelo amor de um ser humano, seja do meu mesmo sexo ou diferente, resgatados pelo amor de Deus. Os militantes pró-militância gay se parecem muito com aqueles que frequentavam o coliseu de Roma, que diziam: "a gente tá sozinho aqui morrendo de tédio... vamos matar um cristãozinho?"

Há quem pergunte se a Lei aprovada agora obriga você a ser gay? Respondo: não. Não?! Então, qual é o motivo de tanto alvoroço por parte dos cristãos contrários ao PL 122 (sim, porque há cristãos a favor!)? O motivo é o amor. Porque o amor me constrange a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo da mesma maneira que amo a mim mesmo. Por isso amo o gay, sinto sincera homoafetividade por eles. Daí, não posso calar. Jesus disse: Em verdade vos digo que, no Dia do Juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade. Assim, Jesus afirma que houve pecados terríveis em Sodoma e que haverá um Juízo sobre ela, o Dia do Juízo, mas que, naquele Dia, haverá Juízo ainda pior sobre aqueles que não ouvirem o alerta de Jesus. 


A função da lei, qualquer lei, é reger o contrato social! Imagina se eu vou deixar o outro sodomizar minhas filhas ou estuprar minha mulher. Evidente que tem que ter uma lei para fazer justiça e punir quem pratica o mal e todo tipo de mal, até mesmo o mal que abrange a área sexual. Creio que não pode haver leis baseadas em identidade de gênero, mas deve haver leis que punam criminosos e protejam os cidadãos de bem. São leis exatamente que recaem sobre os abusos e crimes da vida sexual: atentado violento ao pudor, estupro, assédio sexual, assédio moral, pedofilia, etc. Se não tivéssemos leis contra os sodomitas, tarados, pervertidos, contra aqueles que não conseguem dominar seus órgãos sexuais dentro dos limites da liberdade do outro, pode ter certeza de que os cidadãos de bem estariam em maus lençóis (literalmente)!

Há também a hipocrisia de dizer que é hipocrisia a fato de dizerem que "vai ser horrível para as crianças que gays agora poderão adotar". Por que os heteros não adotaram todas as crianças abandonadas, antes? Vou te dizer: porque somos mesquinhamente egoístas! Mas os gays não são mesquinhos e nem egoístas, evidente. Os gays estão sendo apresentados pela mídia como os sacerdotes da Nova Era: são santos, puros e, tenho certeza, vão sair pelo mundo adotando todas as crianças abandonadas por aí... As crianças continuarem sem um lar, abandonadas, nunca foi um problema para os pró-militância gay que, agora, as usam como justificativa para se ter mais casais no mercado dispostos a adotarem essas crianças. Bem, a verdade é que os mesmos motivos que levam um casal hetero a não adotar serão os motivos também dessas duplas gays não as adotarem. Contudo é bom saber que os gays não abandonam suas crianças em latas de lixo. Não, gays não abandonam crianças em latas de lixo (eu acho), mas muitos sodomizam essas crianças, o que eu acho que é muito pior.

"Você acha que os gays vão influenciar, com o exemplo, os filhos adotados a serem gays? Ora, então, por que o exemplo dos héteros não surtiu o mesmo efeito?" Mais uma vez, ou você não leu a Bíblia ou não leu Freud (ou os dois). Mas, da maneira como você construiu a frase, você acabou confessando que um filho homossexual é fruto de um mau exemplo ou de uma falha na criação que teve dos seus pais heteros. Muito bem! Você é igual a todos nós: no fundo, no fundo, você também sabe a verdade! 

"Ah, isso é contra a sua fé? Ora, a fé é sua". Não, minha fé nunca foi minha. Eu a recebi como presente de Deus. A fé que eu tenho é um presente de Deus, mas você certamente não sabe disso. Outra: a fé é individual, mas não é individualista. A fé que eu tenho já vem, pelo menos, desde Abraão, o pai da fé; e é uma fé que já produziu uma linda núvem de testemunhas na história. Mas, calma, ninguém vai obrigar você a obedecer a minha fé, assim como ninguém vai ser gay por causa de uma lei: você não pode ser tão infantil assim ao ponto de acreditar nessas coisas. Como eu disse, minha fé é para poucos, é presente, em outras palavras, é privilégio, é honra imerecida tê-la ganho. Mas, um dia, eu também fui heterofóbico e cristofóbico, mas a fé muda essas coisas, chama-se regeneração! Oro para que um dia, quem sabe, os pró-militância gay, e tantos quantos mais Deus quiser presentear, recebam desta mesma fé. E é porque acredito nisso que continuo pregando o Evangelho, porque a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Cristo. Por isso não me calo!

"Isso é contra a Lei de Deus? Ora, os ministros do Supremo não são Aiatolás e nem Papas. Eles julgam apenas o que é Constitucional. E eles já julgaram". Não, querido, eles não julgaram, eles legislaram. Mas isso você também não entende, não é?

Ah, uma última coisa: acho graça quando um hetero escreve um texto em defesa da causa da militância gay, porque, pode perceber, ele faz de tudo para deixar bem claro que não gosta da fruta. Num texto tão pequeno, foram três afirmações contundentes para que ninguém ousasse ter qualquer suspeita sobre a orientação sexual do autor. Não precisa se preocupar tanto, pois para defender a militância gay não precisa ser gay, assim como para defender a verdade não precisa ser religioso.  

2 comentários:

Cacá - José Cláudio disse...

É, Fábio, eis uma polêmica que acho interminável. Minha opinião é a seguinte: independente de credos, aceito as pessoas como elas desejam ser(concordando ou não com suas opções sexuais), desde que o seu modo não agrida o modo de ser de quem quer ser diferente. Assim há uma paz possível entre os homens. Grande abraço. Paz e bem.

Casal 20 disse...

Verdade, Cacá! Acho importantíssimo dar liberdade às pessoas de serem o que elas querem ser, desde que haja espaço para outras discordarem do que elas pensam ser o certo e o errado.

Tanto que meus textos não se apresentam contra a homossexualidade, mas contra o movimento gay (ou gayzismo), que é a imposição de uma ideologia que pretende negar e criminalizar pensamentos opositores dentro de uma sociedade que se pretende democrática e livre.

Cacá, abraços sempre muito afetuosos. E muito obrigado pela participação em assunto que sei ser tão melindroso. Parabéns pelo comentário.

Fábio.

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