Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Antropologia da amizade


Shrek: Pra sua informação, há mais do se imagina nos ogros.
Burro: Exemplo?
Shrek: Exemplo? Ok… Ah… Nós somos como cebolas.
Burro: Fedem?
Shrek: Sim. Não!
Burro: Oh. Fazem você chorar.
Shrek: Não.
Burro: Oh, deixa eles no sol e eles ficam marrons e soltam aqueles cabelinhos…
Shrek: Não! Camadas! As cebolas têm camadas, os ogros têm camadas. A cebola tem camadas, entendeu? Nós dois temos camadas.
Burro: Oh, vocês dois têm camadas. Oh. Sabe, nem todo mundo gosta de cebolas. Bolo! Todo mundo adora bolo! E tem camadas.
Shrek: Eu não ligo pro que todo mundo gosta! Ogros não são como bolos.
Burro: Sabe do que todo mundo gosta? Pavê! já conheceu alguém que você falasse: “Ei, vamos comer pavê?” e ele dissesse: “Céus, não gosto de pavê”? Pavê é delicioso!
Shrek: Não! Sua besta ambulante de irritação constante! Os ogros são como cebola! Fim da história, bye bye, tchauzinho.”
Do filme Shrek 1


Inevitavelmente, avaliamos o outro pela mesma régua de nossa cultura. Entretanto, nesta trajetória a que chamamos “vida”, as minhas descobertas mais fascinantes nunca se deram propriamente por essa régua (que, indubitavelmente, também carrego na mochila de minhas experiências), mas, antes, minhas mais maravilhosas descobertas se deram pelo que descobri a partir do olhar do outro. 
 
Explico-me. Por exemplo, frequento uma igreja pequenininha de uma cidadezinha do interior do Brasil. Nesta igrejinha, embora de poucos membros, há nela estrangeiros, brasileiros e indígenas. Há pobres e ricos. Há bêbados e sóbrios também. Entre os brasileiros, há os mato-grossenses, goianos e sulistas (pelo menos). Entre os indígenas, há pelo menos três culturas de línguas diferentes. Na cidade, esbarramos sempre com pessoas do mundo todo: franceses, alemães, japoneses (pelo menos). Há indígenas de mais de dez povos de línguas e culturas diferentes passeando pela cidade. Assim, estar com pessoas e comunidades tão diversas da sua própria cultura nativa é uma aventura que se desenvolve em algumas etapas (ou “camadas” nas palavras do Shrek). Vejamos...
 

3 comentários:

Irismar Oliveira disse...

Oi Casal 20, belo texto também acredito que A verdadeira amizade é um exercício diário que exige perseverança dos dois e isso é pagar preço. Quando há a disposição entre pessoas, elas desfrutam da verdadeira amizade não por serem perfeito mais porque aprendeu o segredo da amizade!

UM bom FDS

Irismar Oliveira disse...

OI casal 20 que bom receber sua visita, seja sempre bem-vindo, pois é quando li teu artigo lembrei do pensamento que tinha postado só que terminei não colocando, gostei muito do seu texto.

Muito obrigada e uma boa noite

CORAÇÃO QUE PULSA disse...

Bom ve-los de novo!!! SAUDADES...
Zoinho! cadê meu SOBRINHO FABIOZINHO?!...ELE veio junto?
Oro por vocês...moram no coração que pulsa.
Beijos e fiquem com DEUS.

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