Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O sermão do padre no casamento (Mario Quintana)

"Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?”  Acho simplista e um pouco fora da realidade.

Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga (o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
 
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
 
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e, portanto, a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
 
- Promete se deixar conhecer?
 
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
 
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
 
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
 
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
 
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros".

Mario Quintana

Escolha o seu amor.
Ame a sua escolha!

8 comentários:

Pr.Charles Maciel Vieira disse...

Não há como concordar com tudo o que Mario Quintana parafrasea. Alguns itens colocados são em demasia psicologico-ecomocional-"quase fetal" da alma do homem e da mulher. Eu recomendaria um aconselhamento pré-nupcial, e que independa da questão religiosa, menos de Deus. Tratar do pós-operatorio, pós-parto, pós-nupcial é em demasia desgastante, mas agora o casorio já está feito e a guerra já está declarada, ops... guerra não, pétalas de amor, fogo do Senhor, labaredas de fogo, e etc. Existem varias questões que influenciam o casamento e quase q animal as questões sociais e de falta de conforto, e não preparação para a vida com esse terraqueo ou essa alienigena, expõe o que há de pior na forma pecaminosa de Adão, "o congelamento do proximo". É um grande egoismo a pessoa dizer: "eu casei para ser feliz", e isso acaba denotando que eu pensei somente em mim e não no outro ou outra, mas o correto seria: "eu casei para fazer o mu conjuge feliz" e isso na lógica voltaria para eu na melhor forma possivel. Outra questão, a frase "eu te amo", acaba sendo em demasia folclorica. O verdadeiro ato de amar, não é em dizer, mas em viver, a convivencia é q vai demonstrar se eu amo de verdade ou não, o dia a dia. Outra questão é sobre a força ou quantidade de amor, ou ainda o tamanho ou porcentagem de amor. o amor tem porcentagem, sério, é igual o marcador de combustivel do carro, se vc não por gasolina, o ponteiro vai lá embaixo, e se palavras não estão resolvendo devemos usar o tato, o cafuné, não é pra dar uma gravata no conjuge, é cafuné, toque, boca no pó, talvez assim haja esperança.


Pr.Charles Maciel Vieira
http://palavraeteologia.blogspot.com/

Cacá - José Cláudio disse...

Eu ouvi em uma palestra certa vez o Rubem Alves dizer que a maior alegria dele, a maior certeza do amor e de que o casamento feliz é possível era ele acordar ao lado da mulher com quem ele já vive há quase cinquenta anos e ter a certeza de que queria que ela mesmo estivesse ali sempre. Acho também que redunda num pouco disso tudo de maravilhosos que o Quintana disse. ABraços grandes. Paz e bem.

Casal 20 disse...

Pastor Charles, verdade. Você me fez lembrar de um livro maravilhoso chamado "As cinco linguagens do amor": aqui, aprendi que, se palavras não estão dando certo, é preciso estar atento para mudar de tática.

Muito bom mesmo, pastor.

Abraços sempre muito afetuosos.

Casal 20 disse...

Cacá, acredito nisso que o Rubem Alves disse. Lindo demais! Lindo! Lindo! Lindo!

Abraços muito afetuosos, meu querido.

Ligian disse...

Acho o Mário Quintana perspicaz em muitas coisas! Adorei o texto!
bjim

Cacá - José Cláudio disse...

Fábio, agora há pouco vi num comentário seu em um poema de meu irmão o seu desejo de publicar algo dele aqui em seu blog. Quero lhe dizer que pode ficar à vontade. Inclusive, há outros tantos lá no Recanto das Letras onde ele chegou a publicar um livro inteiro e mais uns muitos poemas. Lá você pode procurar em: autores/Paulo Adão. Abraços e obrigado. paz e bem.

Fabi Ribas disse...

Amei o texto... achei lindo e muito mais do q isso, fiquei emocionada e ARREPIADA... Seria bom se todas as ideias de MQ fosse aplicadas no dia a dia de um casamento... bjs ..saudades de vc.. faz tempo q não nos falamos..
Falando nisso , vc viu meu texto do perdão? o q achou?
bjs.. bjs nas meninas... Todas elas..rsrs

Evandro disse...

Gostaria de saber de qual livro de Mario Quintana você transcreveu este texto.

Gosto muito de Quintana e tudo o que se relaciona com a sua obra me interessa.

Agradeço pela atenção.

Evandro

"SAPATOS E CATAVENTOS"
http://anjomeninopoeta.blogspot.com.br/

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