Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 7 de junho de 2011

"Felicidades" - Cantares da Felicidade (IX)

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor,
e o povo que ele escolheu para a sua herança.
Sl 33:12

Afinal, o que faz você feliz? 

Os filósofos antigos acreditavam que a filosofia seria a fonte da felicidade. O encontro de Israel com o mundo helênico e, posteriormente, o encontro da patrística com a filosofia clássica são marcados por uma tensão entre a fé e a razão como caminhos possíveis para a felicidade. Atração e retração marcam esse encontro. Para muitos, “apenas a fé” não basta. A filosofia clássica poderia levar ao conhecimento correto e exato de Deus e, assim, à felicidade. As propostas, mais uma vez, são duas: a felicidade ou como conquista da psique ou como dádiva divina - qual das duas? Em outras palavras, o eudemonismo como a chave para a realização do ser humano ou a Graça de Deus: separação ou síntese?

Os filósofos gregos – Aristóteles, Platão e Sócrates – concordaram que a felicidade é o bem supremo do homem. Todavia, o que é felicidade, os meios para se alcançá-la e o que a mensura são discussões entre eles e ainda entre muitas outras escolas filosóficas. Virtudes morais e civismo surgem como exemplos dessas discussões. Aristóteles conclui que não são aspectos, momentos, instantes, mas o resultado de uma vida inteira que definiria o alcance da felicidade. Num mito, Platão faz com que Sócrates nos apresente que é o destino da alma depois da morte, e não o que fazemos aqui por meio do corpo, o que determinaria a felicidade ou infelicidade de alguém!

Felicidade, enfim, esse bem precioso, é apresentada pelo salmista num brado de vitória. Essa alegria que irrompe ao nos depararmos com o Criador que nos escolheu, o Deus que manifestou a sua aliança e nos deu o presente da salvação. A alegria que se expressa no louvor, no cântico, na música, nos instrumentos, na arte, comemorando a vitória de Deus sobre nossas próprias vidas. 

Israel por diversas vezes conheceu essa alegria, esse júbilo! Israel sabia que a bem-aventurança da nação residia em que eles eram a alegria de Deus - a menina dos olhos do Senhor! Sim, havia no meio da congregação um povo que respondia a Deus com temor, que é a fé operando resposta ao Deus que se revela ao homem. Deus veio em direção a Israel e o tomou em Seus braços e fez dele Sua herança. Em Deus, há misericórdia, livramento e proteção. Deus se aproximou do Seu povo e lhes revelou que, no temor a Ele, há verdadeira felicidade. E que a alegria nasce da intimidade com Deus, o Deus da revelação.

A filosofia, portanto, nesse sentido, apresenta-se como mais um discurso religioso na busca pela realização humana que só pode ser plena no Ser de Deus. Entretanto, a Israel foi revelado que a felicidade não está na procura humana, na virtude, no hedonismo, ou no civismo tão simplesmente, mas, antes, a felicidade está em sermos encontrados pelo próprio Deus! Em outras palavras, feliz não é a ovelha que tenta retornar ao aprisco perdido, mas aquela que se descobre encontrada pelo bom pastor. 

A verdadeira felicidade, a bem-aventurança, essa alegria inefável só é possível para aqueles cujo Deus é o Senhor.

Um comentário:

Pr.Charles Maciel Vieira disse...

Eu tenho um amigo que sempre q possivel me pergunta: Vc está feliz ?

eu tenho um certo back nesse momento, pois nunca espero que alguem me faça tal pergunta, mas analisando as possibilidades e negatividades da vida, eu sempre concluo que sou feliz. O pouco que vivo é mais do que mereço, e não o pouco q tenho, pois o ter mascara a verdadeira felicidade. Não se é feliz pelo q se tem, mas sim pelo q se é, pelo q se vive. se eu espero nesta vida a razão de ser feliz, me torno miseravel, pois a verdadeira felicidade explode como vulcão, de dentro para fora, labaredas do Senhor.

Pr.Charles Maciel Vieira
http://palavraeteologia.blogspot.com/

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