Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

domingo, 22 de maio de 2011

Filhos de ateus buscam a fé fora de casa

Por IG 09/05/2011 21h41


Larissa Queiroz recebe uma carta de uma instituição filantrópica e, dentro do envelope, descobre um terço de plástico de brinde. A filha Beatriz, de sete anos, adora a novidade e coloca no pescoço na mesma hora. “Expliquei que aquilo não era um colar, disse do que se tratava e me parece que ela ficou ainda mais interessada”, conta a mãe recifense que vive em São Paulo. Desde então, a pequena pede para rezar toda noite. Outro dia, convenceu o pai a levá-la a uma missa pela primeira vez.

As novas gerações de céticos, agnósticos e ateus não casam na igreja, não batizam seus filhos, nem têm religião ou falam de fé. Eles simplesmente desconsideram a existência de Deus. “Esse assunto jamais foi tocado aqui casa, inclusive escolhemos a escola com base nisso. Descartamos todas aquelas com qualquer enfoque religioso”, completa Larissa.

Mas isso não impede que, em alguns casos, seus filhos sintam a necessidade e até cobrem uma discussão sobre fé e religião. De acordo com Eduardo Rodrigues da Cruz, professor do Programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC de São Paulo, os psicólogos cognitivos tem estudado o assunto com crianças de várias faixas etárias. “Suas conclusões: todos somos naturalmente teístas, e, à medida que crescemos, vamos diversificando nossas posturas”, afirma o doutor em teologia, que também é mestre em física. Ou seja, para ele, a fé é uma postura “natural”, que é racionalizada conforme amadurecemos


Crente por natureza
O polêmico cientista britânico Richard Dawkins também defende essa ideia. Conhecido como ‘devoto de Darwin’, em seu bestseller “Deus, um delírio”, o autor sugere que todas as crianças são dualistas (aceitam que corpo e alma sejam duas coisas distintas) e teleológicas (demandam designição de um propósito para tudo) por natureza. Assim, o darwinista dá conta de explicar o que poderíamos chamar de hereditariedade religiosa na qual, inevitavelmente, acabamos por seguir a opção de fé de nossos pais. Só que nem sempre é assim.

Em uma noite de mais de uma hora de apagão, escuro total e absoluto, Beatriz, a filha de Larissa, teve uma ideia: "vamos rezar para a luz voltar”. “Eu lógico, relutante, tentei explicar que não adiantaria, mas ela insistiu, insistiu e rezamos. Um minuto depois, a luz voltou”, descreve. Em seu blog, Larissa desabafa: “será que temos como evitar isso? Estou achando que não”.

Marina de Oliveira Pais, carioca, é filha de pai ateu. Sua mãe, assim como muitos brasileiros, foi batizada, mas não pratica nenhuma religião. “Minha mãe não sabe dizer de que doutrina é, por isso também nunca soube muito bem no que acreditar. Eu tinha fé na ‘força do pensamento’, que se pensássemos positivo atrairíamos coisas positivas e se pensássemos negativo atrairíamos coisas negativas”, diz a jovem de 22 anos.

Quando decidiu morar sozinha pela primeira vez, Marina conheceu Bernardo Nogueira, de 20 anos. Apaixonada, ela conseguiu resistir aos convites da família do namorado para ir a uma igreja evangélica só por alguns meses. Mas relata que, já na primeira vez que assistiu ao culto, teve certeza de que estava no lugar certo. “Fiquei maravilhada”, descreve.

Ela então mudou drasticamente seu estilo de vida. “Cortei a bebida, as baladas e os palavrões. Hoje meus pais respeitam minha situação de convertida justamente por essas minhas mudanças comportamentais”, afirma.

Sentir-se acolhida em uma doutrina que se baseia na Bíblia é justamente o que importa hoje para Jaqueline Slongo, de 23 anos. Depois de um tempo separados, ela voltou a viver na cidade natal de Curitiba com o pai ateu. Ironicamente, por conta de uma bolsa de estudos, a então adolescente foi estudar em um colégio católico. O retorno à cidade grande, onde as desigualdades sociais são mais gritantes, o descobrimento da Bíblia e a fase de mudanças, levantaram muitos questionamentos. “Comecei a me questionar sobre a existência de Deus, fazia perguntas para as freiras do colégio, mas as respostas não me saciavam", lembra.

Black out

Jaqueline começou a achar que havia alguma coisa errada entre o que lia e o que pregavam suas 'instrutoras espirituais'. "Elas me mandavam rezar, mas eu não curtia”, confessa. Seu pai viajava muito e, como não acreditava em Deus, a filha preferia não falar sobre o assunto com ele. O processo foi sofrido, e aconteceu em meio às transformações da adolescência, à ausência dos pais, e à angústia causada por sintomas de depressão. “Eu era muito agressiva, rebelde, intolerante. Não tinha amigos e sempre me isolava”, conta.

Ela então buscou alívio e conforto na religião. Hoje, a estudante se considera protestante, mas passou por diversas comunidades cristãs diferentes. Diz que não se importa com rótulos, mas sente que é preciso estar em grupo. “Acho importante a vivência em comunidade, pois é no relacionamento com outros que seu caráter se constrói”, afirma.

Com o pai, ficou cinco anos sem poder comentar nada sobre sua fé. Até que, há três meses, consciente da mudança espiritual da filha, ele lhe pediu que comentasse, ‘de forma sucinta’, no que exatamente ela acreditava. A partir de então, ela diz, ele tem pedido que também reze por ele.

LEIA TAMBÉM O NOSSO TEXTO NO BLOG DA RÔ, CLIQUE EM CIMA DO TÍTULO A SEGUIR: "A PAIXÃO DE CRISTO: UMA VISÃO GAY (OU "COMO A MILITÂNCIA GAY ESTÁ RE-ESCREVENDO A HISTÓRIA E CRIANDO UMA NOVA TEOLOGIA)"

6 comentários:

Mulher na Polícia disse...

Eu acho que quando a coisa aperta todo ateu se lembra de Deus.

: )

Não têm pra onde correr.

Casal 20 disse...

Menina! Há quanto tempo. Deu saudades da sua escrita. Depois, dou uma passada lá no seu blog.

Abraços afetuosos.

QUAL CAMINHO SEGUIR? disse...

Olá tudo bem? Fico muitíssimo Lisongeado e grato..o vosso Blog é mui interessantíssimo já
Estive aqui algumas vezes, como são Muitos Blogs pra visitar e lêr por favor não encarem, como um desprezo e
Desde já eu vos sigo em vosso Blog
Até a próxima meus queridos amigos.

att. britocappa

QUAL CAMINHO SEGUIR? disse...

Quanto ao link eu li eu só posso usar as palavras de Judas 1:13-16

Este testemunho é verdadeiro. Por esta mesma causa persiste em repreendê-los com severidade, para que sejam sãos na fé, não prestando atenção a fábulas judaicas e a mandamentos de homens que se desviam da verdade. Todas as coisas são puras para os puros. Mas, para os aviltados e os sem fé nada é puro, porém, tanto as suas mentes como as suas consciências estão aviltadas. Eles declaram publicamente que conhecem a Deus, mas repudiam-no pelas suas obras, porque são detestáveis, e desobedientes, e não aprovados para qualquer sorte de boa obra.

Postei um comentário lá mais não há
De ter algum significado...talvez se perca no meio de tamanha aberração...seria cômico se não fosse trágico esses caras ai levam Muito a sério esse legado dado a eles por satanás...estilo Gay de arte? é por isso que não tenho mais religião nem por isso sou ateu. Bem a visão Gay está embaçadissima ruma a cegueira total!....http://mulheresabias.blogspot.com/2011/05/paixao-de-cristo-uma-visao-gay-ou-como.html

Pri disse...

Olá Casal,bom dia!
bem está uma questão bem complicada, por que muitas vezes quando os pais já tem uma religião e querem que seus filhos adotem o mesmo credo por vários motivos os filhos não querem seguir e se o fazem é somente para satisfazer o desejo dos pais. Então até os acompanham fisicamente mas seu coração está lá fora no mundo.
È importante que os filhos desde de cedo tenham uma base espiritual e creiam na existência de Deus, agora se vão permanecer nela ai já outra história.


PS: Obrigada pela visita no blog de meu esposo.
E estive lá no blog da Rô, muito bom o post de vocês lá.

Pri.

Ligian disse...

Olá!!
Acho muito interessante e acho a minha história semelhante. Meus pais não são ateus, mas eram católicos não praticantes. Católicos não praticantes só falam de Deus quando o calo dói, então, cresci assim, sem ouvir nada concreto a respeito de Deus. Na adolescência, segui minha mãe até a Seicho-no-ie, me tornei líder de jovens lá, mas não me sentia satisfeita também. Em relação ao espiritismo (que também entrou na vida de minha família), sempre tive pavor! Achava aquilo do mal mesmo! Então, em 2007, Deus me levou até a escola dominical de uma IPB na minha cidade e, apesar de mim, me mostrou o meu lugar!
Não há nada que possa impedir as ovelhas de Jesus de se achegarem a ele! Glória a Deus por isso!
Bjim pra vcs!!

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