Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 12 de março de 2015

Minha esposa é minha cúmplice!

  Um post para celebrar  
o nosso aniversário de casamento.

Sempre que penso em nós dois, em mim e na Lu, vem à mente a palavra cumplicidade. Esta palavra, escandalosa para algumas pessoas, traz consigo um forte aspecto cultural de ilegalidade, criminalidade, “formação de quadrilha”. Todavia, essa é apenas uma de algumas acepções possíveis.

Certamente, a primeira definição que o Houaiss nos apresenta vem do ambiente do direito penal: fala-se de alguém “...que contribui de forma secundária para a realização de crime de outrem”.

Ora, mas se o casamento entre um homem e uma mulher, esta instituição chamada família tradicional, tem sido uma pedra de tropeço para muitos que têm lutado pelo new establishment, então, evidencia-se o crime que cometemos aos olhos deles: insistir que o matrimônio é uma instituição divina, que foi planejada originalmente para firmar a aliança entre um homem e uma mulher para a glória de Deus.

Por extensão, Houaiss indica que a palavra cumplicidade pode ser aplicada, tão simplesmente, àquela pessoa que “colabora na realização de alguma coisa; sócio, parceiro”. A partir daqui, fica menos espinhoso o uso do verbete, pois é fácil perceber que o casamento visa a co-laboração, o trabalho, o labor dos dois em prol de um mesmo objetivo. Nestes termos, não há casamento sem sociedade, sem parceria.

A família é uma equipe, a sua melhor equipe! Sempre digo às minhas filhas: “Olha! Somos uma equipe, vocês fazem parte da equipe do papai”! Não podemos nos abandonar, nos dividir, pois até o diabo sabe que um reino dividido contra si mesmo cai vai à bancarrota.

A família é um time, em que todos somos verdadeiramente responsáveis pelo sucesso dessa maravilhosa empreitada de glorificar a Deus tanto nos nossos sucessos, quanto nas nossas derrotas; tanto na saúde, quanto na doença; tanto no amor, quanto na dor; tanto na alegria, quanto na tristeza.

Este foi o pacto, esta é a aliança. Casamento é um pacto e surpreendo-me quando vejo que o diabo e seus anjos conseguem compreender isso muito melhor do que a própria Igreja de Jesus. O diabo entende de pactos; muitas vezes, a Igreja não.

Há outra acepção da palavra cúmplice, segundo Houaiss, há um sentido figurado “que apresenta intenção repreensível, maliciosa ou sugestiva”. Verdade. Essa malícia ocorre toda vez que os olhares se postarem, indevidamente, para fora dos limites do matrimônio. Entretanto, quando nossos olhos se voltam sempre sobre o nosso cônjuge, veja a ironia da linguagem, podemos muito bem sugerir ideias deliciosamente calientes um ao outro e, indubitavelmente, nada disso será repreensível a Deus.

Minha esposa é minha cúmplice! Porque, ainda segundo as acepções de Houaiss, ela possibilita, favorece, concorre à favor da realização do meu ministério. Quero, portanto, respondê-la em amor: fazer sempre o mesmo por ela. Quando eu ainda estava noivo da Lu, a minha oração a Deus mais frequente era: “Senhor, faz de mim um homem de verdade para ela”.

Todos sabemos que, infelizmente, muitos casamentos são acéfalos por estarem destituídos de homens que assumam suas devidas responsabilidades como homem, marido, pai. Como dizem, não basta estar casado, tem que participar: participar da vida do cônjuge!

Enfim, na história dessa palavra cumplicidade, há lições que deveríamos trazer para dentro do nosso casamento. Veja: cumplicidade e complexidade andam juntas, como que por um charme da língua portuguesa. É necessária a complexidade dessa união ou, dizendo de outra maneira, é preciso esse estar junto na cumplicidade complexamente. Vamos brincar um pouco mais com as palavras?


Cumplicidade, complexidade, complicar... Por que não? Mas só no bom sentido dessa com-plica-ção, que é “estar junto, dobrado na mesma pele, enroscado sobre a mesma dobra”.

Então, estejamos assim bem juntinhos, bem complicadinhos, para nunca descomplicar esse cordão de três dobras e podermos curtir essa benção maravilhosa de estar casado.


4 comentários:

disse...

Parabéns ao casal. Família é nosso maior empreendimento, e vale a pena investir nela. Que esta cumplicidade seja eterna Fabio. Que Deus abençoe seu lar de todas as melhoras formas possíveis. Paz!

Fabi Ribas disse...

uuhhhuuullll.PARABENS....Amei o textp lindo,..concordo comtudo, complecidade, cumplicidade....enfim TUDO... Mas, acho que o melhor foi "ser um homem de verdade pra ela".....É isso mesmo...super bjs e parabesn pros dois... bjinhosss

disse...

Fabio, ganhei um selinho que foi conferido aos blogs de popularidade: blogs que atingirem a aceitação do público. O selo foi criado com a intenção de promover o reconhecimento por um trabalho que agrega valor à Web. E eu estou te oferecendo pega lá ok. bjs!

Ligian disse...

"Casamento é um pacto e surpreendo-me quando vejo que o diabo e seus anjos conseguem compreender isso muito melhor do que a própria Igreja de Jesus."
Tenho visto, ao longo de meus anos de casamento, casais cederem à visão secularizada de casamento e, assim, abrirem mão dessa bênção que o nosso Deus nos proporcionou através desse pacto. Me entristeço e me esforço para de alguma forma influenciar, aujudar...
Deus abençoe vocês dois! Que ao longo dos anos essa cumplicidade aumenta e que, em mesma medida, o amor!!
Um grande abraço!!

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