Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Davi - Cantares da Felicidade (X)




Provai e vede que o Senhor é bom;
bem-aventurado o homem que nele confia.
Sl 34:8


Davi, você compreende bem a benignidade de Deus em meio às adversidades, não?

Davi, sua vida foi um risco à dinastia de Saul, por isso ele quer matar você. Há inveja, ciúme, rancor também. Saul já se levantou e lança agora seus dardos e setas contra você, Davi! Você precisa fugir, esconder-se, fingir-se de louco, exilar-se... Mas e todas aquelas promessas que foram feitas? Fora dito que Deus estava ao seu lado. Você foi ungido pelo profeta Samuel. O povo admira a sua ousadia, sua liderança, sua coragem, Davi. Derrotado foi o gigante Golias! Agora, depois de tudo, você tem que proteger sua vida se refugiando dentro de uma caverna... Davi, aonde está a bondade do seu Deus?

Deus é bom! Deus é bom! Deus é bom! - é a declaração da fé de dentro da caverna de nossas idiossincrasias. Deus é benévolo, bondoso, complacente, generoso, propício, benéfico, suave... É possível declarar tudo isso sobre Deus de dentro de uma caverna? Lá de dentro de nossas cavernas, quando estamos acuados, assustados, incapazes de reagir! O que você fará, Davi? Você precisa preparar seu plano de vingança! Lutar, reunir o povo, derrubar as instituições e tomar de assalto o que lhe é seu por direito divino! Veja: é o rei Saul quem está ali, sentado, desapercebido da sua presença, como será fácil matá-lo. Parece ser um momento criado por Deus para que você resolva o seu destino com suas próprias mãos, uma ocasião arquitetada por Ele para que você mesmo faça cumprir as promessas que lhe foram feitas... Todavia, você não o mata, Davi! Você não subverte essa realidade, não revoluciona essa sorte, não avança contra aquele que também é um ungido do Senhor. 

Conhecer que Deus é bom em quaisquer circunstâncias, quem já viu essa felicidade? Deliciar-se com a benignidade da aliança de Deus, regalar-se diante do banquete da salvação servido pelo próprio Deus, extasiar-se frente à misericórdia e amor divinos – quem já foi feliz assim? Davi lembrava de que ele era apenas uma criança quando o profeta Samuel foi a sua casa e o ungiu diante de seu pai e de seus irmãos. Logo ele, um simples pastorzinho de ovelhas! O que fizera a Deus? Quais sacrifícios, que misericórdias, quais obras, que méritos poderiam ter impressionado Deus ao ponto do reinado ser prometido às suas mãos? Mas não havia respostas em Davi. Quais fossem as perguntas, as respostas sempre insistiam numa única direção: a gratuidade da bondade de Deus!

Deus é bom. Davi se deparara com a bondade de Deus e, agora, respondia a ela com temerosa reverência. Ele havia conhecido a bondade de Deus, então era preciso agora confiar nas promessas que deveriam se cumprir em tempo oportuno e da maneira que Ele quisesse. 

Sim, Davi experimentou e viu que a caverna é apenas uma circunstância, mas a felicidade é a eterna intimidade com Deus.

Um comentário:

disse...

Quem nunca foi pra caverna?? Deveras vezes me refugiei lá, mas nunca duvidei da provisão, do agir de Deus na minha vida, é difícil há dias que estamos firmes como uma rocha, e a dias que só pela graça.

Mas graças a Deus que a caverna é apenas momentânea, tudo passa, mas a bondade de Deus e a koinonia com Ele é eterna. Lindo seu texto Fabio. Paz.

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