Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ofertório - Cantares para ela mesma (V)


Para L.R.

Pequeninas mãos, postas em concha, 
recebem a oferenda de meus versos 
(liquefeitos por entre teus dedos abertos).

Por cada palavra escrita, quero que zeles
- é alfazema delicada furtada de tua pele -
uma parte do todo que me tens entregue.

Insisto que de mim aceites meu paroxítono indriso:

Dízimo confiado ao teu umbigo, este gazofilácio.

F.R.

_______________________________________________________________________
Sobre a forma de composição do indriso, aprendi com o Djalma (marido da Rô, do Blog Mulheres Sábias): é uma composição de dois tercetos seguidos de duas estrofes de verso único.

Para saber mais, acesse: clique aqui.

Conheça também: Djalma Poesias diversas.

4 comentários:

Ligian disse...

Dorei!
Aprendendo por aqui sempre...

disse...

Que indriso lindo, maninho ficou perfeito. Você e o Djalma estão se saindo melhor que encomenda. Paz e bom dia!

Casal 20 disse...

Amor, recebo as oferendas dos seus versos,o seu paroxítomo indriso, com muito carinho. Obrigada!!
Te amo, F.R!
L.R

Rita disse...

Vivendo e aprendendo!

Lindo!

Paz e graça!!

ABRAÇOS AFETUOSOS!!!

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