Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por favor, deixem-nos sonhar - uma mensagem para 2011!


"Lá fora, há uma luz acenando
oh, sim!
E enquanto eu puder pensar,
Enquanto eu puder falar,
Enquanto eu puder ficar em pé,
Enquanto eu puder sonhar,
Por favor, deixem meu sonho
Se tornar realidade
Agora"!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Cantares alheios (I)

  Vai sarar…

Quando eu era criança, me escondia sempre que alguma coisa ruim estava acontecendo. Uma discussão entre meus pais, uma confusão, enfim, me escondia.

Não necessariamente num esconderijo. Muitas vezes, me escondi atrás de uma “sutra”, de uma oração que eu não sabia ao certo para quem direcionar (na época), me escondia atrás de uma conversa em voz alta com a minha bisavó... Me escondia e, se não fosse demais, tapava meus ouvidos.

Certa vez, apartei a briga de duas colegas na escola, entrando no meio delas e levei uma unhada no rosto que me deixou uma marca gigantesca!

Cheguei em casa, relatei o fato para minha mãe, esperando um afago, uma solução e, ao contrário, levei uma bronca e ouvi: “Espere só quando seu pai chegar”.

Aquilo me deu um pavor tão grande!

Meu pai chegou e eu, ingênua, achei que de alguma forma, ele não veria o machucado (que começava bem abaixo do olho e descia até a boca). Comecei a tremer. Pensei em alguma maneira de fugir, mas fiz o que sabia fazer: me escondi.

Quando ele me viu, nem fez tanto alarde assim. Falou da minha irresponsabilidade ao entrar no meio de uma briga, enfim, tudo o que um pai deveria dizer nesse momento.

Hoje sou mãe.

Me aterroriza a idéia de que algum de meus filhos seja machucado na escola por qualquer motivo! Mais do que isso, me aterroriza a idéia de ver meus filhos se escondendo de qualquer coisa, seja ela uma briga ou um sentimento.

Hoje estava aqui, pensando sobre isso e me veio uma imagem na cabeça: uma menina sentada, escondida, tapando os ouvidos para não ouvir os berros do pai saindo de casa com sua mala e, em seguida, chega sua mãe, a abraça longamente, tira um band aid do bolso, coloca sobre o coração da menina e diz: “Vai sarar”.

Pequenos gestos que não pensamos em fazer na hora certa. Eles provavelmente não resolvem o problema, mas confortam e dão esperanças.

Espero que todos tenhamos alguém nas horas de angústia, de perda e de sofrimento para, mesmo que com apenas um gesto, nos dar a certeza de que, não importa o quê, vai sarar.

Bj.


Li.

 

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um pouquinho de nós mesmos...

Educação Indígena



Este link acima fala um pouquinho sobre nós. São imagens que, dentro do possível, dão uma idéia do que nos apaixona: estar no lugar que Deus escolheu para que estivéssemos. 

É um pouco do nosso trabalho, da nossa família, das nossas alegrias. 

Estamos no Pará (nessas fotos), o ano é 2008. Tempo de exaltação! Tempo de preparação! Tempo de aprendizado!

Quantos amigos, quantas saudades.

Queremos compartilhar um pouco do nosso mundo com os antigos e novos amigos.
Sigamos juntos, para a Glória de Deus!




sábado, 25 de dezembro de 2010

Cantares da Felicidade (I)

Então, disse Léia: Para minha ventura,
porque as filhas me terão por bem-aventurada...
Gn 30:13


O que faria você feliz, Léia? Você era uma mulher de olhos ternos, olhos meigos, contudo foi sua irmã a amada de Jacó. A tristeza de ser uma mulher desprezada, preterida, findou por dominar seu coração. O que fazer para que Jacó olhasse você da mesma maneira que ele olhava sua irmã? 
 
Léia, você se tornou uma mulher aborrecida, amargurada, competitiva, todavia aprouve a Deus abrir seu ventre e dar a você um presente: uma criança, um menino. Este faria finalmente você feliz, Léia? Você depositou sobre esse filho a esperança de que, por causa dele, Jacó então a amaria.

Você estava por demais aborrecida para perceber que o amor não se compra, não se domina, não se usurpa. Casamento algum permanecerá ao custo de uma criança. A felicidade não está em seus filhos, Léia! Mas, amargurada que estava, ao ganhar um segundo filho, seu coração novamente revela o que ia dentro de você: a luta obcecada pela felicidade. “Agora”, disse você, “agora, as mulheres vão saber quem é a amada do meu marido”. Era preciso humilhar sua irmã. Era preciso amaldiçoar o amor dos dois. Você, e somente você, poderia completar a felicidade do seu marido. Enfim, todas as suas amigas reconheceriam que você era a escolhida para dar a Jacó a felicidade dele.

A felicidade está no outro, Léia? No filho, no marido, na aprovação social, em que lugares você tem buscado a sua felicidade?! Definitivamente, não encontrará a felicidade em seus filhos, em seu marido e sequer nas suas amigas. Tudo isso, essa competição toda, apenas torna seu coração cada vez mais vazio, apenas a levará ainda para mais longe da verdadeira felicidade: apelarás agora à magia das mandrágoras, ao feitiço que aprendeste com os outros, à manipulação sexual, mas não havia sido você que desde o início agradecera a Deus a dádiva da maternidade? Você está apenas cavando poços secos, querendo criar uma outra realidade com suas próprias mãos, insistindo no direito a ser feliz!... Veja, Léia, que, mesmo depois de morta sua irmã Raquel, Jacó irá transferir o amor dele ao filho da mulher amada: seus filhos, até seus filhos Léia, serão preteridos por Jacó.

Em que lugar está a nossa felicidade? Léia buscou nos filhos, no marido e no reconhecimento das suas amigas a própria felicidade. A família será sempre uma benção na trajetória da felicidade, todavia, a Bíblia sempre tornou evidente que jamais a família é a felicidade. O fato da Bíblia mostrar as amarguras dos casamentos poligâmicos e suas consequências funestas para a vida daqueles que cederam às tradições familiares pagãs ou às razões políticas da época apresenta-se como uma ilustração viva de que o propósito inicial de Deus era a monogamia. Nesta, contudo, ainda assim não está a nossa bem-aventurança. A família pode se colocar como entrave, muitas das vezes, quando nos colocamos em busca da felicidade real. É bem possível, então, que o que julgamos ser a realização da nossa felicidade esteja totalmente na contramão do que a Bíblia nos ensinará como sendo a verdadeira felicidade. Foi assim com Léia, que julgava resolver sua infelicidade depositando suas esperanças em filhos que poderiam mudar a sorte dela, num marido que poderia vir a amá-la e nas amigas que a teriam como bem-aventurada.

Podemos estar gastando excessiva energia e tempo na busca de coisas que jamais nos farão felizes! Ao contrário, é exatamente essa cobiça por felicidade que nos têm levado, cada dia mais, a nos distanciarmos do que é felicidade. 

Em que lugares você tem buscado a sua felicidade?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Natal segundo Jean-Paul Sartre

FIM DE TARDE


“A Virgem está pálida e contempla o menino. O que dizer daquela expressão de perplexidade que foi vista uma única vez num semblante humano? Porque o Cristo é o seu filho, a carne da sua carne, e o fruto do seu ventre. Ela o carregou por nove meses, vai lhe oferecer o seio e o seu leite se tornará o sangue de Deus.
Em alguns momentos a tentação é tão forte que esquece que é o Filho de Deus. Ela o aperta em seus braços e sussura: Meu filhinho! Mas, em outros momentos, imóvel pensa: Deus está ali. E é tomada por uma admiração religiosa por esse Deus mudo, por esse menino que, de uma certa forma, causa medo.
Todas as mães, por um instante, ficam transtornadas diante daquele fragmento rebelde da sua própria carne que é um (seu) filho. E se sentem exiladas diante dessa nova vida feita da (sua) própria vida, mas que contém outros pensamentos.
Mas nenhuma criança foi arrancada de sua mãe de um modo tão cruel e rápido porque é Deus e supera em tudo o que ela poderia imaginar. E é uma dura provação para uma mãe ter vergonha de si mesma e da sua condição humana diante de seu filho.
Mas creio que deve ter havido outros momentos, rápidos e fugazes, nos quais ela sente que o Cristo é o seu filho, a sua criança, e que é Deus. Ela o contempla e pensa: este Deus é o meu filho. Esta carne é a minha carne, é feito de mim, tem os meus olhos! E a forma da sua boca é semelhante à minha boca. Ele se parece comigo. É Deus e se parece comigo.
Nenhuma mulher teve a sorte de ter o seu Deus só para si. Um Deus menino que se pode abraçar e cobrir de beijos. Um Deus quente, que sorri, que respira. Um Deus que está vivo e se pode tocar!
É nesses momentos que eu pintaria Maria se eu fosse pintor.
E José? José, eu não o pintaria. Mostraria apenas uma sombra no fundo do celeiro e dois olhos brilhantes. Pois não sei o que dizer de José, e José não sabe o que dizer de si mesmo. Adora e está feliz por adorar e se sente um pouco em exílio. Creio que sofra sem confessar. Sofre porque vê o quanto a mulher que ama se parece com Deus, o quanto está perto de Deus. Pois Deus estourou como uma bomba na intimidade dessa família. José e Maria estão separados para sempre por esse incêndio de luz. E toda a vida de José, imagino, será para aprender a aceitar.”
(Os filhos do trovão, de Jean-Paul Sartre)

Velvet Poison nos presenteou com essa pérola do filósofo existencialista Jean-Paul Sartre.

Que face de Sartre é essa? 
 
Lembrei-me da passagem do jovem rico que encontra com Jesus e diz para este coisas tão certas, mas, ainda que o jovem conseguisse atingir a verdade em palavras, não foi por esta atingido no âmago do seu coração... e o jovem rico sai, então, triste daquele encontro com Jesus. 
 
Sartre já havia escrito "A náusea" antes do texto de teatro acima. Sarte também já havia publicado que era ateu e já havia definido as bases de sua filosofia existencialista. Mas, no período em que compôs essa peça de teatro, entre 1940 e 1941, ele estava preso num campo de concentração alemão! O que não faz uma prisão com um homem, hein? Até o mais "durão" dos ateus... Contudo, independente dessas informações biográficas, o texto é belo, sublime, poético e mostra como que qualquer um pode atingir a verdade, ainda que ele mesmo não seja atingido pela Verdade (confira o capítulo 1 da carta de Paulo aos Romanos, especialmente a partir do verso 18).
 
Mas grandes experiências de espiritualidade (cristãs ou não cristãs) nasceram do confinamento, da reclusão, do exílio. Surgiram grandes poetas, caráteres foram moldados, a realidade de morte foi absorvida e traduzida em VIDA! 
 
Victor Frankl é um bom exemplo de enfrentamento, absorção e superação da realidade  que o cercava. Também preso num campo de concentração, esse médico psiquiatra criou, a partir de suas experiências do cárcere, a Logoterapia, que é um ótimo exemplo do que estou querendo dizer aqui. A Logoterapia preconiza a busca do homem pelo sentido da vida, esta é a causa verdadeira de nossas neuroses (e não simplesmente as frustrações sexuais, como insistia Freud). Frankl ensinou que, diante de uma realidade irremediável, o homem precisa absorver essas experiências para a formação da sua individualidade. Ano passado, tive o prazer de ler o ótimo “Em busca de sentido” (livro desse psiquiatra que indico a todos que anseiam por uma abordagem mais profunda acerca da espiritualidade humana).
 
Não posso deixar de lembrar de Dostoiévski, que esteve diante de um pelotão de fuzilamento com as armas apontadas para ele e, no exato momento que iam ser disparadas, chega o recado do rei, anulando a execução. Dali, Dostoiévski foi levado aos campos da Sibéria e nascia o maravilhoso "Recordação da casa dos mortos", romance que marcou minha adolescência.
 
Todavia, retornando a Sartre, este, infelizmente, não deu continuidade à mística nascida do campo de concentração. Não aproveitou o hiato da sua existência para encontrar o sentido que faltava às indagações de sua filosofia. Posso mesmo dizer que, assim como o jovem rico da narrativa bíblica, por fim, Sartre saiu daquela prisão apenas triste e empedernido de sua filosofia amarga.

 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cantares de Salomão (I)

Cântico dos cânticos, que é de Salomão (Ct 1:1; Fiel).

Qual a gênese da Poesia? Qual a origem da linguagem?

Eugen Rosenstock-Huessy defende a tese de que fomos moldados, impressos ou estampados pela linguagem. A fala moldou o ser humano. Mas a fala de quem? A fala de Deus. Eugen escreveu que "o Homem está reverberando a Palavra... [Deus] é o poder que nos faz falar". O homem foi "falado pela linguagem". Enfim, Eugen considerava "a linguagem o campo privilegiado de manifestação do Espírito Santo".

Assim, por que homens e mulheres durante esta existência fugaz aqui na terra optaram tantas vezes por se expressarem por versos, estrofes, pelo "eu poético", pelas metáforas, metonímias e demais figuras de linguagem? Por que construíram novas formas de falar para além do comum? Criaram o poema, o soneto, o verso alexandrino. Por que tamanho esforço em se expressar de uma maneira singular, própria, pessoal, extraordinária, universal e eterna? Quem primeiro falou com o homem, para que este, maravilhado, se esforçasse tanto para responder? Essas indagações apenas demonstram que o ser humano sempre soube discernir a natureza sagrada da linguagem.

O Belo exigiu seu ambiente próprio ao autor de Cantares, que, entendo, deparou-se com o amor verdadeiro pela primeira vez, mas não o pode possuí-lo. Seguiremos o texto que diz que esse é o mais sublime dos cânticos e que pertence ao Rei Salomão, então, repetirei: Salomão descobriu o verdadeiro amor, mas não pode usufruí-lo. Semelhantemente ao seu pai, o rei Davi, que não pode construir o Templo por ter as mãos sujas de sangue e violência, ao rei Salomão também foi proibido viver o verdadeiro amor por ter sujado suas mãos com tantos desencontros do amor.

Quantas obras nasceram do sentimento de frustração e impotência? A humanidade foi presenteada com grandes histórias de amor que não puderam se realizar. Desejos ceifados, anseios castrados, que se confundiram com a ficção e com a realidade: "Romeu e Julieta", "Abelardo e Heloísa" e "Jacó e Raquel" são bons representantes do que estamos falando aqui.

Cantares de Salomão, todavia, dá um passo adiante ao nos apresentar, dentro do tema do amor fracassado, o tema do amor vitorioso, que não se deixou profanar pela sedução oferecida pelo mundo.

O Cântico começou, ouçamos portanto o Poeta cantá-lo!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Cantares de todos nós (I)

Apontamento


A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaço do que havia loiça no vaso.


Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.


Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.


Não se zangam com ela.
São tolerantes com ela.
O que eu era um vaso vazio?


Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si-mesmos, não conscientes deles.


Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.


Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.


A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem porque ficou ali.

Álvaro de Campos, Apontamento, in Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002.


Esses versos de Campos (Fernando Pessoa) têm me acompanhado por muitos anos exatamente por sua identificação com o que eu pensava ser - cacos de um vaso vazio - e pela minha leitura pessoal que encontra nesse poema um diálogo com a narrativa bíblica da Queda.

Quando o homem caiu, aquela identidade unívoca em Deus partiu-se também em inúmeras vozes dentro do ser humano. A queda do vaso é a queda do homem, que se multiplica e não consegue mais sua própria unidade. Mas, veja no poema, que a queda do vaso é testemunhada pelos vários deuses que estão observando, sorrindo, alienados à condição do homem partido. São os deuses tolerantes ao descuido da criada. São deuses que focam sua atenção não no homem dilacerado, mas na criada deles. Todavia, não há juízo, julgamento, castigo, apenas a tolerância intolerável de deuses que não intervêm naquela triste condição humana. 

E, mais, as múltiplas identidades, cacos do eu original, que não sabem refletir a própria condição de indiferença dos deuses que há. Eles mesmos, os deuses, não expressam sentimento algum sobre o valor do vaso. Seria mesmo o vaso apenas um vaso vazio? Não há resposta naqueles deuses à indagação do caco, que permanecerá confuso de si mesmo e confuso diante de deuses sem consciência do desastre daquela queda.

Vejo o poema como um discurso da pessoa sem Cristo, a voz é a voz do ser falido, o eu poético que expressa a condição da humanidade quebrada, caída, quedada, multifacetada na sua identidade original. Portanto, a salvação em Cristo é o resgate dessa unidade perdida, a reconciliação com Deus e consigo mesmo. A busca pela unidade da identidade partida, mas ainda guardada no Criador que intervém (ao contrário dos deuses do poema). 

Concluo que a identidade não é meramente uma construção social. Ao contrário, parece que, muitas vezes, nessa construção social - a interação com os outros também partidos  - os nossos cacos apenas se partem ainda mais. O que eu sou, quem sou, é um segredo a ser descoberto no Ser de Deus. Ele, sim, me conhece inteiro; enquanto eu, se distante dEle, apenas me confundo nesses pedaços de mim.

O nosso Deus é o Deus que não pode tolerar a queda excessiva da sua criatura!

Veja ainda esta interpetação do poema:

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Natal segundo o Apocalipse - um convite à transcendência.

Post dedicado ao Julio Severo, 
ao Rev. Augustus Nicodemus e à Igreja escondida por Deus no deserto.

Em palavras bem simples, transcender é subir um degrau e ver além do que a maioria tem visto ou, ainda, "ver com os olhos de Deus". É extenso o testemunho da intervenção divina que insiste em nos fazer ver o que Ele vê, ver com os olhos de Deus o mundo a nossa volta. A mensagem é de Natal, assim, gostaria de convidar você à transcender, ver o Natal com os olhos de Deus. 

A proposta do mundo é transformar a data do Natal em mais uma possibilidade de ganhos fartos para o comércio. Assim, para abarcar o maior número de consumidores possíveis, até os cartões de fim de ano estão vindo com a politicamente correta frase de “boas festas”. Tudo bem genérico, insípido, para agradar calorosamente tanto a gregos como a troianos.

A comemoração do natal no dia 25 de dezembro aconteceu para reverenciar a pessoa de Jesus no dia mais importante para os pagãos romanos. Era o dia do deus sol, o Sol Invictus. Então, como “pública profissão de fé” por parte do Império, que se dobrava diante do cristianismo, aprouve tirarem do pedestal sagrado da idolatria esse fajuto deus sol e colocar o Sol da justiça, Jesus. Esclarecida uma das razões de origem da data, pois, de fato não podemos precisar com certeza o dia do nascimento de Jesus, cabe dizer que tanto o Natal como a Páscoa – festa muito mais fundamental para a Cristandade – são vítimas hoje dessa descaracterização comercial. Embora tenha muita gente enchendo as burras de dinheiro com o Cristianismo e suas versões lights, a verdade é que tudo faz parte de um plano engendrado para a mudança, substituição (ou retorno) do paradigma pagão.

O Natal – a força de seu verdadeiro simbolismo – transcende as normas baixas do paganismo e desse comércio interessado no "lucro santo". Em Apocalipse, capítulo 12, João nos convida a transcender o Natal e vê-lo como Deus o vê. Preste atenção.

"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz".

Transcender - a grande batalha espiritual. Aquele momento, há mais de dois mil anos atrás, aquela criança nascida, quem imaginaria as forças rebeldes que estavam se colocando contra aquele menino? O espetáculo, o drama, a batalha fora sinalizada no céu. Ao olharmos a manjedoura, é preciso transcender e postarmos os olhos no céu. Aquela mulher apocalíptica não é Maria apenas, mas abarca essa jovem também: a mulher é Israel (Antiga Aliança), mas é a Igreja (Nova Aliança) no simbolismo de João. E é esse povo espiritual que atravessa alianças e eras e grita as dores de parto: Israel de Deus que irá parir aquela criança israelita!

"E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho".

Transcenda - aquela manjedoura abala as regiões celestiais. É naquela manjedoura, não mais a manjedoura histórica de dois mil anos atrás, mas a outra - a eterna - por causa dessa é que há revolta de Satanás. A manjedoura que pesava sobre a cabeça de Lúcifer era a promessa incômoda da encarnação. O poder, a majestade devida àquela criança, gera no ser angelical sua própria derrocada espiritual. Ele aguardou em fúria, diante do Israel histórico, o momento em que nasceria aquele menino. O menino que declararia vãs as pretensões de glória desse dragão. O dragão permaneceu por todo o Antigo Testamento com sua boca aberta contra a mulher, sem saber o momento exato do nascimento da criança, mas ciente da promessa feita aos homens em Gn 3: 15.

"E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono".

Os cristãos perseguidos do tempo de João precisavam transcender! Não era Roma, não era o sangue ou a carne, mas eram os dominadores deste mundo tenebroso seus verdadeiros inimigos. Então, era preciso perseverar contra as hostes malignas, sabendo que o Natal é uma mensagem já de vitória. É preciso saber que o Natal é um grande sinal no céu e que, na eternidade, esse menino nascido já fora crucificado e já nos salvara desde a fundação do mundo (Ap 13:8 e 17:8)!

Nós, cristãos, precisamos saber que o grande dragão vermelho agora avança contra a Igreja,

"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo".

Mas...

"...ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte".

Eis o verdadeiro sentido do Natal! O dragão, o grande dragão vermelho, não conseguiu impedir o nascimento do homem que há de reger todas as nações. Mas o capítulo não se encerra. João segue descortinando aos cristãos do seu tempo a História. Eles são mártires, perseguidos, açoitados, humilhados e mortos por Roma porque o dragão, agora, derramava sua Ira sobre a mulher, a Igreja. Mas, ela - nós! - está guardada no deserto: o deserto preparado por Deus para nossa proteção. 

Deus deu-nos asas para transcendermos e vermos de cima, com os olhos de Deus, o que Ele vê!






sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Língua em Cultura - traduções...

"Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença e todas as aflições do dia, como a última luz na varanda.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor".

Eles vieram com o texto acima. Texto de Dalton Trevisan, "Apelo". Escrito em forma de carta, já começa a complicar aí. Não para você, caro leitor, mergulhado em nossa cultura desde os primeiros suspiros de vida. Carta ou bilhete, a cultura oral deles não prevê essas nuances. Estou falando deles. Os meus “alunos estrangeiros" que não dominam a nossa língua e, muito menos, nossa cultura literária. O professor da escola entregou esse texto seguido de dez perguntas para que respondessem. Mera ilusão.

Tenho auxiliado nas matérias da Escola aos meus jovens estrangeiros. Ao ler o texto, percebi como era intocável aquela realidade textual para eles. A realidade na qual o texto estava submergido. "Vocês sabem o que é apelo?", perguntei. "Não", responderam. Fui, então, lendo aos poucos e traduzindo algumas palavras e frases para a língua materna deles. Foi quando percebi que havia algo mais do que palavras não compreendidas ou estrangeiras. Era algo muito mais profundo e escondido sob o manto dos simples significados diretos das palavras: era a cultura.

Meus "jovens estrangeiros" não apenas falam uma outra língua, como sua cultura é outra, diametralmente outra cultura. Assim, ainda que traduzisse todo texto para eles, havia algo distante, intocável. Era um mundo de textos da vida cotidiana de um casal urbano não escritos ali, mas, inscritos fortemente ali, sim! E, sem o qual, jamais compreenderíamos o texto e suas palavras naquela folha de papel.

Há um lugar-comum: "a língua é a chave para entendermos a cultura". Nada mais limitado e deformado do que essa sentença. A língua é UM elemento da cultura. E a cultura de cada um é muito maior do que nossas palavras. Ou, ainda, segundo o mestre Rosenstock-Huessy: "A língua vivente do povo sempre sobrepuja o pensamento do homem individual que pressupõe dominá-la".

Dois momentos fascinantes na tradução do nosso mundo ao mundo deles: explicar a pergunta "Acaso é saudade, Senhora?" e o surgimento inesperado daquele terceiro personagem "nós", que é revelado ao leitor somente no final.

Todo texto escrito guarda em si muito mais textos ocultos. O problema não se resumia em saber uma palavra equivalente à "apelo" na língua deles. Mas, na cultura deles, encontrar o sentimento de abandono e esse desejo de que a Senhora volte. E mais, encontrar a razão da ausência de alguém ser tão presente ao ponto de se manifestar em objetos simples da vida cotidiana.

Enfim, traduzir é o ministério da (re)conciliação; é aspergir algo possível da poesia de uma cultura sobre outra.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

E aí, qual será o presente?


"Pai, me dá isso? Pai, me dá aquilo"... Todo ano é a mesma rotina: consumismo, o "bom velhinho", a ceia de Natal, presentes... A pressão é enorme. Somos assolados por pedidos chorosos de barbies, patins, roupas, acessórios de beleza infantil e demais brinquedos. A tv hipnotiza as crianças com a insistência demente de que se tem que ganhar aquilo ou isso. Bons pais, famílias felizes, crianças satisfeitas - já conhecemos bem a estratégia de manipulação que, anualmente, tenta trazer para dentro das nossas casas as regras de felicidade do mercado.

"Pai, me dá isso? Pai, me dá aquilo?"... Sou pai de meninas, então, nada de bola de futebol, meião, camisa do time, video game. Elas querem maquiagem, bonecas, saias, brincos, etc. A verdade é clara desde que elas entenderam as primeiras palavrinhas da língua portuguesa: Papai Noel NÃO existe! Resolvida logo essa questão, que as livrou de ansiedades, mentiras, expectativas e frustrações futuras, sobraram apenas dois papais dentro de casa: o papai aqui e o Papai do céu. Acabei logo com a festa desse "bom velhinho", uma vez que fantasia é uma coisa e mentira é outra bem diferente! E Papai Noel, da maneira que a sociedade o apresenta às nossas crianças, definitivamente, não se encaixa na 1ª categoria.

Outra verdade clara: "quer coma, quer beba, faça tudo para a glória de Deus". "Pai, pode?", elas perguntam. "Precisa mesmo?", respondo. Há coisas que são só futilidades para a vida delas, então, pergunto se glorifica a Deus, se é válido, se edifica mesmo, e, assim, eu e minha esposa vamos ensinando critérios: "Será que já não têm boneca demais? Será que não têm sapatinho demais? Etc". Ensinando que, pelo valor moral e pelo valor econômico, há limites sim. A graça de Deus diz: "Tudo posso, mas nem tudo é lícito"! Portanto, negocia daqui, negocia dali e, enfim, entram também os avós, tios, amigos para ajudar no quadro da felicidade geral.

Uma regra pessoalíssima e que ensinamos para nossas filhas desde cedo: os pais não dão presentes no Natal. Quer que eu explique? Os avós, titios, amigos vão dar, certo? Então, damos os nossos fora da data natalína (alguns dias antes), para que possamos nos dedicar com exclusividade ao papel de contra-peso durante as festas. Cabe a nós, papai e mamãe, a responsabilidade de ensinarmos o verdadeiro sentido do Natal.

Aguardando os presentes de Natal (claro, são crianças!), minhas meninas revelam seus temperamentos completamente diferentes: a mais nova quer ganhar isso, aquilo e aquilo outro, enquanto a mais velha, já mais acostumada às regras de todos os anos, solicita um "presente mais santo": "Pai, me dá uma Bíblia rosa no Natal? Aquela rosinha com pelo..." e ela sai descrevendo os detalhes dessa mais nova edição de consumo gospel. Verdade, até Bíblia vira alvo do consumismo desenfreado.

- Gi, mas... E você? O que você vai dar de presente? Ela para de falar, surpreendida pela inusitada pergunta.
- Que?!
- Olha, imagina que é o dia do seu aniversário. Tem bolo, pula-pula e algodão doce, a casa enfeitada de balões, pirulitos e balinhas; muitos presentes embrulhados, mas, na hora do "parabéns", todo mundo bate palma, canta e entrega todos os presentes para sua irmã. Você acharia isso certo?
- Não! O aniversário é meu!
- Então, Gi, o que você vai dar de presente para Jesus? O aniversário é dele!
- ...
- Gi, qual o presente que você pode dar para Jesus? Ela aquieta e fica pensando, parada ali na minha frente. A irmã mais velha, Aninha, olha para mim e sorri. Aninha já sabe a resposta, afinal tem mais natais nas costas do que sua irmãzinha de 5 anos.
- Meu coração! Gi responde com um sorriso. Ela ainda não tinha olhado para o Natal como uma data para oferecer, para dar presentes ao aniversariante da festa, uma vez que seus coleguinhas, a escola, a rua e a tv só falam em ganhar.

Assim, em meio a tantos presentes que certamente queremos dar e receber, gostaríamos de convidar você para reservar um tempo e se deixar ficar aí parado, igual ficou nossa Gisele, e refletir no presente que você e sua família darão ao Dono da festa.

E aí, qual será o presente que você dará para Ele neste Natal?

Feliz Natal da Família Ribas!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Canto Àgora

Parece que o primeiro post a gente nunca esquece, mas como começar? Pesquisei o primeiro post de dois outros blogs que admiro e, que surpresa, um começou postando sobre a música sinfônica de Pink Floyd (Norma Braga) e o outro, indagando qual seria a visão estética correta (Tempora).

Penso que se poderia falar aqui sobre muitos outros assuntos apaixonantes como teologia, política, filosofia. Talvez, cedo ou tarde, falaremos. Haverá espaço para esses temas no Canto geral. Contudo, decidimos “cavar no lugar em que estamos”! Como estamos mergulhados no universo da “tradução” do Amor de Deus, este será o nosso campo de signos e significados. Portanto, o lugar em que estamos não é espaço pouco. Logo se vê que é latifúndio de terra bem produtiva. E esta será a propriedade privada a que nos daremos o direito de conhece-la e também de reconhecer-mo-nos, buscando oferecer reflexões cristãs da melhor qualidade para os nossos leitores.

O blog é um espaço pessoal. Por isso, ele foi criado pensando em nós mesmos e nas experiências que temos vivido e como temos reagido a elas. Daí definirmos 6 áreas dentro do espaço deste latifúndio. Todos os textos estarão sendo organizados em seus links (logo aí embaixo, à sua direita, no "posts temáticos"), à medida que forem sendo postados e divididos por seus respectivos marcadores. Serão, portanto, "séries" desses assuntos. Vejamos.

  1. Série "Cantares de todos nós" – 
    O Amor e os amores têm sido cantados por séculos por cristãos e não-cristãos. Às vezes, por causa da Graça comum e da imago Dei, muitos poetas têm atingido a sublimidade do Amor de Deus (mesmo sem saberem); outras vezes, cantam amores perdidos, magoados, egoístas.
    Queremos apresentar versos, autores, prosas, poetas, filmes, livros aqui neste espaço. Esta página é um convite para passearmos pelo mundo e vermos os encontros e desencontros - acertos e desacertos - dos homens em suas buscas pelo Amor e pelos amores; 
     
  2. Série "Cantares para ela mesma"
    A poesia tem estado presente em nossas vidas por todos estes anos e a mulher que Deus tem me dado como amiga, companheira, cúmplice e amante é a musa dos versos que aqui compartilhamos com nossos visitantes. Venha apreciar conosco do amor que temos vivido, um caminho escrito em versos em que nós mesmos temos andado juntos;

  3. Série "Cantares da Felicidade"
    Deus tem cantado aos homens sobre o amor e a felicidade desde a Criação dos céus e da terra. Todavia, o canto da serpente seduziu a humanidade a buscar a felicidade e o amor noutros versos e cânticos.
    A Bíblia é esse canto de Deus que, agora, queremos expor aos que nos visitam. Sim, Deus ainda canta sobre a Felicidade. Precisamos, neste mundo de ruídos e falsos cantos, discernir a voz de Deus que anseia em nos invadir de versos, música, beleza, verdade eternas!
    Nesta página, portanto, o convite é para apreciarmos o Canto da Felicidade e atentarmos à Palavra de Deus e o que Ela quer que ouçamos em meio a este mundo de gritos mudos e silêncios diabólicos; 

  4. Série "Cantares de Salomão"
    Nestes tempos em que o amor entre um homem e uma mulher tornou-se banalizado e ridicularizado em seus valores fundamentais, Deus nos traz um texto essencial não só para o resgate desses valores - respeito, proteção, doação, beleza, verdade, justiça, fidelidade - como também (e principalmente) para a compreensão do seu plano de redenção a todos os homens: nós somos salvos pelo Amor de Deus!
    Interessante que Deus tenha escolhido nos apresentar o tema do amor redentor em um livro associado a um homem que viveu e se entregou a tantas mulheres. Salomão teve no auge do seu reinado mais de 700 mulheres e 300 concubinas! Ora, é de se indagar por que Deus escolheria logo esse homem para ser autor de um texto que valoriza tanto a fidelidade entre um homem e uma mulher? Um texto no qual o sagrado e o erótico alçam voos de estética jamais encontrada na subcultura que hoje nos envolve a todos. Por isso mesmo, um Cântico sublime que deve lançar os novos ares do Espírito Santo em corações sequiosos por Verdade e Beleza!
    Esta viagem (pessoal e, por isto mesmo, universal) será instigante. Convidamos, à moda dos aventureiros que enfrentaram seus medos e incertezas nas águas insondáveis dos mares antigos, à viagem. Será, portanto e antes de tudo, uma aventura poética por versos milenares de um texto divino.
    Um convite à poesia, ao amor, ao encontro com o outro e com o Autor primevo de Cantares;
     
  5. Série "Cantares alheios"
    Esperamos publicar posts de outros escritores que têm tratado sobre os mesmos temas abordados aqui. Assim, será um espaço para outros aprendizados, novos olhares, diferentes perspectivas com as quais concordamos. Queremos ouvir novas vozes que nos levarão a refletir sobre o amor, a poesia e outros encantos mais.
Haverá, ainda, como disse no início, um Canto geral, que será um espaço exatamente para os assuntos que não se encaixam em nenhum dos temas acima. Será um cantinho criado para os assuntos do "dia", quando julgarmos pertinente que o dia valha nossa opinião, ou que a nossa opinião valha o dia. 

No mais, bom blog.


Fábio Ribas.


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