Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Natal segundo o Apocalipse - um convite à transcendência.

Post dedicado ao Julio Severo, 
ao Rev. Augustus Nicodemus e à Igreja escondida por Deus no deserto.

Em palavras bem simples, transcender é subir um degrau e ver além do que a maioria tem visto ou, ainda, "ver com os olhos de Deus". É extenso o testemunho da intervenção divina que insiste em nos fazer ver o que Ele vê, ver com os olhos de Deus o mundo a nossa volta. A mensagem é de Natal, assim, gostaria de convidar você à transcender, ver o Natal com os olhos de Deus. 

A proposta do mundo é transformar a data do Natal em mais uma possibilidade de ganhos fartos para o comércio. Assim, para abarcar o maior número de consumidores possíveis, até os cartões de fim de ano estão vindo com a politicamente correta frase de “boas festas”. Tudo bem genérico, insípido, para agradar calorosamente tanto a gregos como a troianos.

A comemoração do natal no dia 25 de dezembro aconteceu para reverenciar a pessoa de Jesus no dia mais importante para os pagãos romanos. Era o dia do deus sol, o Sol Invictus. Então, como “pública profissão de fé” por parte do Império, que se dobrava diante do cristianismo, aprouve tirarem do pedestal sagrado da idolatria esse fajuto deus sol e colocar o Sol da justiça, Jesus. Esclarecida uma das razões de origem da data, pois, de fato não podemos precisar com certeza o dia do nascimento de Jesus, cabe dizer que tanto o Natal como a Páscoa – festa muito mais fundamental para a Cristandade – são vítimas hoje dessa descaracterização comercial. Embora tenha muita gente enchendo as burras de dinheiro com o Cristianismo e suas versões lights, a verdade é que tudo faz parte de um plano engendrado para a mudança, substituição (ou retorno) do paradigma pagão.

O Natal – a força de seu verdadeiro simbolismo – transcende as normas baixas do paganismo e desse comércio interessado no "lucro santo". Em Apocalipse, capítulo 12, João nos convida a transcender o Natal e vê-lo como Deus o vê. Preste atenção.

"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz".

Transcender - a grande batalha espiritual. Aquele momento, há mais de dois mil anos atrás, aquela criança nascida, quem imaginaria as forças rebeldes que estavam se colocando contra aquele menino? O espetáculo, o drama, a batalha fora sinalizada no céu. Ao olharmos a manjedoura, é preciso transcender e postarmos os olhos no céu. Aquela mulher apocalíptica não é Maria apenas, mas abarca essa jovem também: a mulher é Israel (Antiga Aliança), mas é a Igreja (Nova Aliança) no simbolismo de João. E é esse povo espiritual que atravessa alianças e eras e grita as dores de parto: Israel de Deus que irá parir aquela criança israelita!

"E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho".

Transcenda - aquela manjedoura abala as regiões celestiais. É naquela manjedoura, não mais a manjedoura histórica de dois mil anos atrás, mas a outra - a eterna - por causa dessa é que há revolta de Satanás. A manjedoura que pesava sobre a cabeça de Lúcifer era a promessa incômoda da encarnação. O poder, a majestade devida àquela criança, gera no ser angelical sua própria derrocada espiritual. Ele aguardou em fúria, diante do Israel histórico, o momento em que nasceria aquele menino. O menino que declararia vãs as pretensões de glória desse dragão. O dragão permaneceu por todo o Antigo Testamento com sua boca aberta contra a mulher, sem saber o momento exato do nascimento da criança, mas ciente da promessa feita aos homens em Gn 3: 15.

"E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono".

Os cristãos perseguidos do tempo de João precisavam transcender! Não era Roma, não era o sangue ou a carne, mas eram os dominadores deste mundo tenebroso seus verdadeiros inimigos. Então, era preciso perseverar contra as hostes malignas, sabendo que o Natal é uma mensagem já de vitória. É preciso saber que o Natal é um grande sinal no céu e que, na eternidade, esse menino nascido já fora crucificado e já nos salvara desde a fundação do mundo (Ap 13:8 e 17:8)!

Nós, cristãos, precisamos saber que o grande dragão vermelho agora avança contra a Igreja,

"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo".

Mas...

"...ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte".

Eis o verdadeiro sentido do Natal! O dragão, o grande dragão vermelho, não conseguiu impedir o nascimento do homem que há de reger todas as nações. Mas o capítulo não se encerra. João segue descortinando aos cristãos do seu tempo a História. Eles são mártires, perseguidos, açoitados, humilhados e mortos por Roma porque o dragão, agora, derramava sua Ira sobre a mulher, a Igreja. Mas, ela - nós! - está guardada no deserto: o deserto preparado por Deus para nossa proteção. 

Deus deu-nos asas para transcendermos e vermos de cima, com os olhos de Deus, o que Ele vê!






11 comentários:

Rev. Gessé e Iolanda Rios disse...

Cara, vc escreve bem!
Mto obrigado pelos e-mails edificantes... seus contos, relatos... excelentes.
Abraços na família.

Casal 20 disse...

Gessé, que maravilha te encontrar aqui. Olha, conhecemos a irmã da Iolanda. Foi muito bom recebê-los aqui em casa, Ernandes e Flávia. Eita mundo grande que é pequeno, hein?

Abraços muito afetuosos.

Velvet Poison disse...

O blog está muito bonito. Que seja profícuo, levando as mensagens que o Casal deseja disseminar. Sucesso!

Casal 20 disse...

Velvet, que bom te ver por aqui.

Obrigado pela visita e comentário.

Volte sempre e parabéns pelo seu blog também.

Abraços sempre afetuosos.

disse...

Olá Fabio.O Mitraismo era um culto que tinha algumas semelhanças ao cristianismo – embora essa aparente similaridade fosse apenas periférica e não estrutural. Quando o dia 25 de Dezembro foi cogitado para o nascimento de Cristo, houve reclamações por parte dos seguidores de Mitra. O importante é que esse falso deus foi eficazmente subtraído por Jesus Cristo no consciente coletivo e hoje poucos sabem o que foi ou fez esse movimento. Foi realmente uma estratégia muito bem elaborada e executada. Neste dia, o cristianismo ofuscou as festividades pagãs.

O profeta Malaquias profetizou no Capitulo 4v. 2 "Mas vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerro da estrebaria." Esta foi uma profecia na qual ninguém comenta, mas com uma grande importância para esta comemoração.

O sol da justiça nasceu e o costume pagão foram esquecidos ao longo dos anos e até hoje Cristo é honrado pelo seu nascimento.

A Luz de Cristo estampou nos ares a sua glória, e a sua onipotência o conduziu acima dos rituais pagãos.

Este acontecimento deu um novo rumo ao que era comemorado, uma festa pagã foi substituída por uma comemoração cristã.
Isto já nos dá um gozo em nossa alma porque o plano de Deus estava sendo concretizado, a aliança entre você e Deus, a comunhão do homem com Deus seria estabelecido pela morte de Cristo, e para morrer é necessário nascer, o inicio de uma nova vida estava prestes a acontecer. Glória a Deus. Gostei muito do que vi aqui, bons conteúdos. Ja vou ficando ok Paz querido!

Casal 20 disse...

Rô, muito obrigado pela visita e comentário. Volte sempre!

Também gostei muito do seu blog e temas pertinentes (e polêmicos)! Os seus artigos postados sobre assunto de casamento são todos muito bons. Li e gostei muito. Parabéns.

Abraços sempre afetuosos.

Julio Severo disse...

Olá, irmão Fábio! Obrigado pelo carinho e consideração, de se lembrar de quem está passando por perseguição. Que o Senhor Jesus o abençoe no seu talento de escrever.

Casal 20 disse...

Caro irmão Julio, acompanhamos a sua luta, oramos e estamos juntos contigo. Estamos juntos, não apenas em palavras, mas em ação! Do jeito que a Bíblia diz que devemos fazer a um irmão: "Conhecemos o amor nisto: que ele(Jesus) deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos" (I João 3:16). Conte sempre conosco.

Samuel disse...

Fábio e Lucila, parabéns pelo texto sobre o Natal. Num tempo em que boa parte dos evangélicos resolveu bruxalizar essa data ao invés de aproveita-la para anunciar Jesus, vocês escrevem com equilíbrio e santidade. É isso aí. O dia 25 de dezembro foi escolhido como uma confissão pública de que todo um império estava se dobrando diante do verdadeiro Deus. Um grande abraço!

Casal 20 disse...

Professor, que saudade das suas aulas! Vê-lo aí nessa foto levou minha mente de volta a um tempo tão bom. Foi um privilégio ter sido seu aluno. Obrigado por aquele tempo.

Estamos felizes de vê-lo por aqui.

Obrigado sempre pelas orações e por você ser alguém tão próximo ao nosso ministério, ainda que distante geograficamente!

Saudades!

Anônimo disse...

É isso aí!

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