Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A heteronormatividade realmente é a regra para o casamento cristão?

Ao tratarmos da questão do matrimônio cristão, caímos sempre no engodo de duas situações. A primeira é a ênfase monolítica de que a regra para o casamento cristão é a heterossexualidade. A segunda é o silêncio assustador sobre o número de divórcios no meio cristão. Quero começar falando sobre esta segunda situação.
O casamento cristão deve ser defendido a partir da infância, desde casa até às igrejas. É preciso que se comece uma batalha tenaz a partir das crianças sobre o papel do que é ser um homem e do que é ser uma mulher. Por que estou insistindo nisso? Porque a principal causa dos divórcios não é, como muitos supõem, a traição conjugal, mas – pasmem – a principal causa dos divórcios é a crise financeira.
Assim, enquanto somos iludidos pela sociedade sexista e hedonista de que devemos dar uma educação sexual aos nossos filhos que garanta um casamento pleno de satisfação, o número de divórcios continua a aumentar porque temos gasto toda a munição atirando numa só e única direção.
Os pais precisam investir, desde cedo, na educação financeira dos seus filhos, principalmente ensinando a responsabilidade do homem em suprir materialmente a sua casa. Infelizmente, o que mais encontramos hoje são casais cujos maridos tornaram-se orgulhosamente dependentes financeiros de suas esposas! A tão badalada independência feminina apenas tem contribuído para que muitos homens repassem sua dependência da mãe para a esposa. Ridículo!
Infelizmente, ainda que as finanças sejam a principal responsável pelos divórcios, a Igreja não trata desse tema por não vê-lo como um “assunto espiritual”. Enquanto isso, o materialismo, a avareza e o descontrole financeiro têm sacrificado famílias inteiras no altar de Mamon.
Outra ênfase equivocada na questão do casamento tem sido a defesa conservadora da heteronormatividade como regra para o casamento cristão. E isto é um erro que quero explicar aqui, pois está custando à igreja um desvio de direção que a tem posto cada vez mais distante de fazer aquilo que deve fazer: evangelizar.
Ao lermos a famosa passagem da carta de Paulo sobre o casamento, em Efésios 5:21- 6:4, precisamos ser alertados de que estamos incorrendo em gravíssimo erro e perdendo uma preciosa chance de servirmos ao Senhor. Paulo mostra que a regra e o modelo para o casamento cristão não é a heteronormatividade, pois esta já fora estabelecida como regra para toda a humanidade em Gênesis 2: 18-25.
A regra e o modelo para o casamento cristão ultrapassam, excedem, transcendem o propósito do casamento para todos os povos, que é um homem para uma mulher e uma mulher para um homem. Paulo expõe que o casamento cristão tem como regra e modelo a própria Igreja!
Cada família cristã deve compreender que, partindo do contexto da carta de Paulo aos Efésios, nossa família deve ser um instrumento nas mãos de Deus para a proclamação do Evangelho. As outras famílias devem ser impactadas por verem a própria Igreja de Deus nos nossos lares – esta é a regra e o modelo para o casamento cristão.
Cada família cristã é uma Igreja. O marido assume a sua identidade a partir do exemplo de Jesus, que amou, cuidou e morreu pela Igreja. A esposa, confiante diante de um marido que é líder espiritual dentro de casa, que é o pastor que abre e expõe a ela e aos filhos a Palavra de Deus, terá toda a confiança de se submeter a ele. E filhos criados não para o mundo, mas para a glória de Deus.
Enfim, a comunidade da igreja local precisa se voltar para as famílias, ensinando-as a assumirem o propósito de Deus para elas. E, assim como somos chamados a gerir com responsabilidade os dízimos e ofertas para a glória de Deus nas igrejas locais, deveríamos ensinar a cada família a fazer o mesmo com suas finanças em casa.
Além disso, que cada família seja um modelo da Igreja, porque, esforçando-nos para fazer assim, estaremos evangelizando para a glória de Deus outras famílias de nosso convívio. Que assim seja sob o poder do Espírito Santo!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A ressurreição do amor

Muitas coisas me fazem chorar. Uma dessas coisas é a dor alheia. Dor de alma é algo que me faz chorar...

Às vezes, eu me sinto tão identificado com dores de outras pessoas que eu sinto uma tristeza e uma coisa muito, muito ruim mesmo, dentro de mim, mas eu sei que é porque eu me vejo sentindo exatamente aquilo que o outro está sentindo.
É pior quando a dor do outro me pega de surpresa, quando eu me deparo com a dor do outro sem ter me preparado para aquilo. E foi isso o que acabou de me acontecer hoje (de novo). Peguei-me lendo uma confissão de alguém que dizia que há 23 anos estava separado da esposa e que, até hoje, chorava por ela como se ela tivesse morrido... 23 anos?!!! Contudo, o mais surpreendente é que aquela confissão estimulou que outros também abrissem o coração e confessassem suas dores. Vários homens que, mesmo depois de 5, 10, 15 anos de separação, disseram da dor que ainda sentem pela perda de suas esposas e famílias. Muitos deles reconheceram que erraram e erraram muito e erraram tanto que não conseguiram mais reatar suas relações.

Lembrei de casamentos de pessoas próximas a mim que já acabaram. Sei também de pessoas que ainda estão casadas mas o compromisso, o respeito, a lealdade e o amor já morreram há muito tempo...

As pessoas sofrem. As pessoas lutam desesperadamente em busca da felicidade, mas elas procuram em lugares tão enganosos essas felicidades! E hoje, logo hoje, eu havia lido para meus alunos que a verdadeira alegria está na Palavra de Deus (Salmo 119). 

Por fim, sempre trago à memória aquilo que me dá esperança. Eu ajudava como voluntário no "disque-paz" toda madrugada de sexta para sábado. Numa daquelas madrugadas, uma mulher ligou aos prantos dizendo que seu marido a traíra e que havia saído de casa, mas que, depois de tanto tempo, ele se arrependera e estava pedindo para voltar. Ela me disse que eles tinham tido várias conversas e que ela sabia que ele, verdadeiramente, arrependera-se, mas que era ela quem não queria mais a volta dele. Ela me disse: "Eu não sinto mais nada por ele. Todo meu amor morreu"!

Naquele momento, o Espírito Santo trouxe ao meu coração uma palavra para ela. Eu perguntei se ela era cristã. Ela disse que sim. Perguntei se ela acreditava na Bíblia e ela confirmou que sim. Finalmente eu disse: "Você acredita que Jesus ressuscitou Lázaro que estava há 4 dias morto e até já cheirava mal?". Chorando, ela respondeu que acreditava. Então eu disse: "O que é mais fácil para Jesus? Ressuscitar mortos de 4 dias ou um sentimento em nosso coração?".

Choramos muito ao telefone naquela noite. Oramos e agradecemos a Deus, porque ela disse que acreditava que Jesus poderia ressuscitar o amor e afeto que, um dia, ela teve pelo marido. Antes de desligar o telefone, ela disse que receberia o marido de volta, porque acreditava que o homem que ressuscitou Lázaro poderia fazer o mesmo com seus sentimentos.

A morte não é definitiva nos planos de Deus. O nosso Deus é um Deus de ressurreição! Portanto, não desista do seu casamento! Jesus está indo ao seu encontro e pergunta para você: "Onde você pôs o seu amor?" (Jo 11:34). Ele aguarda que você responda: "Senhor, vem, e vê"! E o mais bonito da narrativa é que Jesus chora com você (João 11:35). Jesus sabe da sua dor, da sua perda, da ferida, da mágoa, da revolta e ele chora com você. Você deve tirar a pedra que esconde, sufoca e condena o amor à morte (Jo 11:39), porque Jesus está à porta do seu coração e está chamando o amor à vida novamente, uma nova vida. Creia!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Verdadeiramente, Lucila...

Há letras que eu gostaria de tê-las escrito para você, minha doce Lu...
Há canções que, se eu soubesse, eu as teria composto para você!
Contudo, quem sabe, não fui eu mesmo? E, por um mero descuido estúpido, fui roubado 
e vejo todo meu sentimento exposto por outro, letra e música...
Tudo isto é só para dizer, mais uma vez, que, verdadeiramente, te amo!


Lucila, diga-me apenas isso
Que eu tenho o seu coração
Pra sempre
E que você me quer ao seu lado
Sussurrando as palavras: "Eu sempre amarei você"
E que pra sempre
Eu serei o seu amado
E eu sei que se você realmente se importar
Eu sempre estarei aqui
Eu preciso te dizer isso
Não há outro amor como o seu
E eu, por toda a minha vida
Te darei toda alegria que meu coração e alma podem dar
Deixe-me abraçá-la
Eu preciso tê-la próxima a mim
E eu sinto que com você em meus braços
Este amor vai durar pra sempre
Porque eu estou mesmo
eu estou mesmo apaixonado por você, Lucila
Estou mesmo!!!
Eu perco a cabeça com o seu amor
Eu preciso de você!
E com o seu amor sou livre
E de verdade
Você sabe que ficará bem ao meu lado

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A lenda de Aristóteles e Filis - (ou A bela vence o sábio)

Fonte da história abaixo

A bela vence o sábio - Aristóteles e Filis

Uma pouco conhecida, erótica, burlesca e cômica história envolve um dos maiores filósofos de todos os tempos.

Aristóteles, como todos sabem, sempre foi um homem da razão e da sabedoria. Foi ele que, em suas reflexões, cunhou importantes conceitos da física, da metafísica, das leis da poesia e do drama, da música, da lógica, da retórica, do governo, da ética, da biologia e da zoologia. Foi ele também o tutor do maior conquistador da Macedônia, Alexandre - O Grande.

Com tanto poder e conhecimento, fica difícil imaginar que alguém possa dobrá-lo de forma tão humilhante quanto fez Filis, uma bela cortesã e amante de Alexandre, o jovem.


A história.

Alexandre, em uma de suas expedições à India, se apaixona por uma mulher, Filis, e começa a se relacionar com ela. Filis era uma mulher dotada de notável beleza, apaixonante, e Alexandre começa a se encontrar com ela incessantemente, negligenciando por diversas vezes seus deveres.

Aristóteles percebendo isso aconselha Alexandre a largar Filis, ou diminuir seus encontros com a moça, para se dedicar mais nos exercícios da virtude e as responsabilidades do governo. Alexandre, como um bom discípulo acata o conselho do mestre e se torna mais comedido. Filis, que até então gozava dos prazeres de estar do lado do homem mais poderoso da terra viu-se ameaçada. 

Alexandre respeitava Aristóteles pois este era o mais sábio dos homens. Como ela poderia dobrá-lo ? A resposta está no instinto. Filis decide seduzir Aristóteles. Não há razão superior que ache fácil combater os desejos da carne, as insinuações sensuais de Filis, com danças no jardim e cantorias começaram a perturbar Aristóteles ao ponto deste se vir completamente hipnotizado pela jovem.

Aristóteles desce de seu pedestal supra-humano e começa a observar constantemente as belas curvas de Filis, dia após dia, e até chega a se declarar. Filis, com o jogo já ganho, bola um plano diabólico para humilhar o filósofo. Ela oferecerá seu corpo, e pede apenas uma condição, que Aristóteles prove seu amor por ela, que engatinhe até ela e a deixe cavalgar em cima dele.

E foi exatamente o que ele fez. Engatinhou até Filis, e deixou-a montar em cima. Ela teria antes preparado todo o cenário para que Alexandre visse o homem que ele mais respeitava, depois de seu pai, dobrado e humilhado pela paixão.

A mensagem é clara e ela foi repassada com clareza: se um homem velho como ele foi pego nesta situação por causa do amor, acontecerá o mesmo a um fedelho como Alexandre, e o que é a razão para impedir que o desejo erótico? Não serve nem a idade, ou reputação, ou conhecimento.
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